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sábado, 29 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012.

Agora é hora de parar um pouco e olhar pra traz, analisar, reviver e tentar aprender com tudo que aconteceu em 2012 na minha vida. Foi um ano todo atribulado e corrido; não foi incomum pensar que eu não daria conta. Porém hoje eu vejo que consegui chegar viva e feliz ao final de mais um ano. Sem delongas, vamos aos fatos..

"Janeiro passou e eu mal o vi". Fui à praia, esqueci da vida, contemplei os maravilhosos pores-do-sol de Ubatuba e voltei com os olhos inchados e vermelhos, mas com a sensação única que é passar uns dias no litoral. Queria ter voltado todo mês, todo ano, porque quando me encontro em frente ao mar consigo pensar apenas no momento presente e esquecer todas as minhas angústias e medos, isso fez falta durante os dias difíceis de vestibular. Então, depois da viagem passei o restante das férias organizando a volta às aulas e tentando achar coisas que ocupassem a minha mente; foi aí que eu comecei a assistir Grey's Anatomy, uma das melhores séries de drama, que me acompanhou durante todo o ano.. bem, Grey's foi a solução dos meus problemas porque me ensinou como lidar com a vida, com as dificuldades e com a dor! Foram 9 temporadas assistidas em um ano.

O que dizer de fevereiro além de estudos e frustrações de carnaval?

Março foi o começo da luta. Eu comecei a sentir nessa época que eu teria que matar um leão por dia para conseguir sobreviver ao que estava acontecendo; deve ter sido por aí que a minha coragem deve ter acordado. "Os medos existem, mas a coragem também"

Daí chegamos à abril, que sem a menor dúvida, classifico-o como o pior mês de 2012. Abril foi o fim, foi a dor mais forte, foi o coração partido e foi o início de uma longa jornada de superação. Abril foi aquela coisa de curtir a dor e também mudar radicalmente a minha visão de mundo e de amor. Eu vi que nada é fácil, nada é pra sempre e nada é impossível quando temos forças. "Me dei conta de que no final da história, na vida real, a musca nunca morre se ela não fica com o poeta"

Maio veio com a sensação de 'preciso estudar' e 'preciso consertar meu coração'. Esse foi o início da mudança, da minha reconstrução. Seis ou sete horas por dia fizeram com que a minha cabeça só se ocupasse com as matérias da escola e não pensassem em mais nada. Não ouve espaço para sentimentos e dores aqui. Maio foi "o tempo de abrir mão" e entender que era melhor cada um seguir o seu caminho.

Como sobreviver às emoções de junho sempre foi algo que eu não entendi. Esse foi o mês de cantar "Shemá' em Casa Branca - o canto mais cobiçado, mais bonito e mais significativo de todo o Caminho Neocatecumental!. Junho foi o mês das novas amizades e de um noivado meio que inesperado. Além da emoção e do arrepio único que foi cantar o Shemá, descobri um sorriso aberto lindo e encantador perdido por aí; sem falar nos novos amigos que, além de hilários e lindos, foram super companheiros e ajudaram para que a dor enfim desse uma trégua. Foi o mês de lembrar o quão lindas são as peônias cor-de-rosa e do "talvez ainda seja cedo, mas aqui nasce uma nova mulher". Em junho também conheci o campus da USP em Ribeirão e a vontade de chegar na faculdade só foi aumentando!

Só consigo resumir julho em uma palavra: Brasília. Foi a melhor e maior viagem da minha vida. Aos 12 anos eu dizia que um dia queria poder ter a chance de conhecê-la e quando tive a oportunidade aos 16, mal conseguia acreditar. Foi tudo incrível, foi um sonho realizado. Estar em Brasília é uma sensação única; esse é um lugar abençoado por Deus em que tudo de melhor pode te acontecer se você for "astuto como as serpentes e manso como as pombas". Foram horas de viagem, horas embaixo de um sol escaldante e horas ao lado de amigos inacreditáveis que foram junto comigo ou que eu (re)encontrei por lá. Deus me deu muitas graças nesse viagem. Brasília foi o lugar onde eu entendi o que é a minha vida e o que Deus quer que eu faça com ela - foi aí que eu entendi que devo entregar tudo nas mãos dele pois é Ele quem cuida de toda a nossa história: "Deus cuida, seja da faculdade, do príncipe ou do sonho: se não for agora, um dia Ele dará um jeito para que seja"Quando dizem que "tudo pode estar lá.." esse "lá" não é vago, é Brasília, minha doce, amada e saudosa BSB! Espero voltar em breve :)

Agosto foi reviver Brasília todos os dias. Me sentia a pessoa mais incrível e mais forte do mundo, pois aquele final de semana tinha sido forte e maravilhoso o suficiente para que nada mais me abatesse. Aos poucos a rotina de estudos voltou, mas acredito que as memórias de Brasília nunca deixaram de estar presentes comigo porque depois dessa peregrinação entendi o quanto tudo pode ser possível! Agosto também foi a hora de "escolher o barco certo" e correr atrás disso.

Setembro foi um mês de saudade. Saudade de Brasília, saudade dos amigos que ficaram longes, saudade de São João. Mas no meio disso tudo, descolei uma viagem única pra UNAERP, em Ribeirão, fiz mais uma meia dúzia de amigos lindos e incríveis e descobri que direito é "uma profissão apaixonante" e que essa coisa de ser doutora está mesmo no meu sangue e que não importa que demore ou que seja difícil, um dia chegarei lá.

Não sei o que dizer de outubro. Foi mais um mês louco, cheio de provas, muitos estudos, cabeça quente e alguns arrependimentos. Foi um daqueles meses quem que tudo que a gente mais deseja é que a gente consiga chegar até o final sem surtar. "Sempre haverá um caminho para se fazer o impossível e sobreviver até quando não dá".

Já novembro foi o mês dos vestibulares. Foram três: enem foi o vestibular da ansiedade, unesp foi o melhor de todos e fuvest foi o mais lastimoso. Aliás, tive a honra de comemorar meus 17 anos prestando Fuvest, o que foi, sem dúvidas, uma sensação única. Foi um mês de experimentar novas sensações e de aprender a lidar com a ansiedade e o nervosismo. Os resultados não foram com total aproveitamento, mas foram incrivelmente ótimos com direito à segunda fase e expectativa de conseguir entrar em direito na Unesp, ainda de treineira -outro sonho. É nessas horas que a gente vê que consegue "ser maior que as muralhas", vencer nossos próprios medos e mostrar que estamos dispostos a dar o nosso melhor em tudo que fazemos. Ano que vem tem mais!

O mês mais agitado foi dezembro. Foram muuuitas festas, encontros, matar a saudade, looks incríveis e mais vestibular! Foi também um mês nostálgico, cheio de lembranças que voltaram toda madrugada. Mal vi dezembro passar e acabar. Dezembro trouxe aquela sensação de "mais uma etapa cumprida" e me fez querer e fazer com que o próximo ano continue sendo incrível, cheio de realizações e acredito estar no caminho certo para isso.

2012.. foram 40 textos, muitas memórias e sentimentos, cheio de músicas velhas e novas que encheram minha vida de esperança e boas energias, repleto de conquistas pessoais e sonhos realizados! Além das conquistas, foi um ano de superação, de muito aprendizado, de saudade e de boas recordações. Espero que 2013 me dê tudo isso em dobro, não só a mim, mas à todos, e que as boas memórias de 2012 fiquem sempre gravadas; às ruins, nós deletamos e torcemos para que o próximo ano seja inesquecível e que façamos o nosso melhor para que todos os nossos sonhos e promessas se tornem realidade!
Feliz ano novo à todos.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Os trechos entre aspas foram retirados de textos que eu escrevi no mês correpondente aqui no blog ou que me marcaram de alguma forma. Espero que tenham gostado :)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Contos de uma noite de Natal 2

Foi um mês difícil, atribulado e com conteúdos a serem aprendidos em pouco mais de duas semanas antes do vestibular. Esse ano eu não fiquei esperando o Natal, não fiz planos, não comprei presentes, roupas e expectativas. O tempo só passou - como no ano todo - e as datas também foram passando sem que eu me desse conta. A bem da verdade, esse ano eu aprendi o quanto 'esperar' é algo cansativo e frustante e bom mesmo é tomar uma atitude nobre e mudar o rumo da nossa própria história

Quando as luzes piscam na varanda da minha casa, sinto que a energia positiva está em torno de nós e que saber capturá-la é praticamente um dom; a gente sabe que está ali, mas não sabe como dar os dois passos que nos separam dela. Nós sabemos exatamente o que queremos mas temos medo de dizer claramente isso. Pra mim, a 'magia do natal" é essa: capturar as boas energias e mandar para bem longe tudo que nos atrasa e nos retém. Somos mais bem sucedidos nessa tarefa quando estamos por perto de pessoas que fazem com que a gente se sinta bem e alegre.
A gente coloca na nossa árvore de natal todos os nossos desejos e torcemos para que alguém, em algum lugar, leia nossas cartinhas e pensamentos e nos dê exatamente aquilo que precisamos. A frustração às vezes vem porque nos fiamos nas pessoas erradas, colocamos expectativa demais quando deveríamos ir vivendo um dia de cada vez sem esperar nada.
Não é sempre que coisas mágicas acontecem mas também nunca seremos velhos de mais para desejar que o conto de fadas enfim aconteça. A esperança está no fundo dos nossos corações, adormecida, esperando que saibamos encontrá-la e colocá-la em nossos projetos a fim de que ela, somada à nossa dose pessoal de sorte, oração e empenho, nos dê aquilo que procuramos.
Daqui a algumas horas, tudo isso já vai ter passado de novo e a vida segue sem o glamour que colocamos na data mas a magia de buscar sempre boas ações deve permanecer conosco o ano todo até que  o próximo Natal venha e renove a nossa vida e as nossas esperanças de que no final tudo sempre dará certo.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Natal pra mim esse ano começou sem eu entender o que estava acontecendo, evolui para o estado lastimoso na madruga mas durante o dia em família a esperança veio me fazer enxergar que nunca é tarde demais, pra nada.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Diga, parte dois.

Acredite, eu não queria ter que escrever sobre isso, de novo, mas como o objetivo do blog é deixar registrado todas as minhas memórias e sentimentos me sinto quase que na obrigação de não deixar esse momento passar porque quero um dia poder me lembrar de toda a minha história, com todos os seus altos e baixos. Parafraseando a Clarice, escrever é "a maldição e a salvação"...
Uma vez ouvi dizer que enquanto a gente consegue se lembrar das coisas quer dizer que ainda estamos livre do Alzheimer e eu tenho que concordar com isso: as lembranças nunca saem tão fácil da gente pois essa não é o tipo de coisa que podemos controlar. Acredito que todas as histórias que vivi e todos os caminhos pelos quais percorri, bons e ruins, serviram para aprender e amadurecer. Então, lá vai mais uma da série.


Há algum tempo atrás eu podia jurar que o amor era a coisa mais importante da minha vida. Porém, no decorrer da história, meu planos foram modificados e o amor acabou e se foi. A questão é que o amor vai mas a gente continua e lidar com isso não é tão simples quanto parece porque a gente, por mais que não queira, se apega, acaba gostando e quer fazer de tudo pela pessoa que, de uma hora para outra, vai nos deixar. Como eu dizia, acredito que devemos tirar proveito de todas as nossas histórias e dessa eu pude aprender algumas lições importantes. Destaco que o que mais aprendi foi a valorizar os meus sonhos e os meus objetivos de vida acima de qualquer outra coisa e já tenho colhido bons resultados por isso.
Tenho descoberto que não posso evitar a dor e as lembranças, mas posso controlá-las e, felizmente, tenho obtido sucesso. Sobre aquela nossa história eu podia imaginar tudo exceto como viver longe de você e acredite, arrumei um jeito, bem prático, pra isso também: me matei de estudar, literalmente, e consegui passar na Unesp - justamente aquela que você disse que eu nunca conseguiria!
Eu sempre disse o contrário, mas nós mulheres quando nos apaixonamos por alguém é pra valer e nunca é pelas metades; fazemos o nosso melhor pra ver o cara mais feliz que nós mesmas. Infelizmente esse é um erro que todas cometem mas é nessa hora que ligamos o nosso senso crítico e falamos "não, chega, tem que mudar". Foi aí que eu descobri a mulher forte e incrível que eu sou. Me senti nobre sem precisar que você o dissesse.
Não foi tão fácil assim não, doeu bastante e por algum tempo. Mas nessas horas de dor eu descobri algo maravilhoso que é o canto "Shemá" do Caminho, cantado com todas as nossas forças, e depois disso ainda veio Brasília me mostrar que a vida é muito maior do que isso aquilo que a gente vive aqui e vi e que o futuro me reservas surpresas inacreditáveis. Sem falar da família e dos amigos, novos e velhos, que, perto ou longe, ficaram ao meu lado me fazendo seguir em frente.
Hoje eu juro que eu até tentei, mas não lembro mas como é a sua voz, não sei mais que roupa você gosta de usar e também não sinto mais o seu cheiro em todas as minhas roupas. Guardei as lembranças boas em uma caixinha no fundo do meu guarda-roupa.
O peso da data me faz vir aqui hoje e enfim eternizar em palavras tudo o que senti durante esse tempo. Eu aprendi muito com você e não posso, e não devo, negar isso. Descobri todas as minhas facetas: a doce e meiga e a guerreira que vive um dia de cada vez atrás dos seus sonhos; agora eu pude decidir qual era a melhor pra mim mesma e escolhi ser uma mulher madura e determinada.
Espero que você também tenha guardado as boas memorias e busque sempre suas próprias realizações.

Algumas notas que você nunca soube:
Nossa valsa seria "love is here"
Cores claras realçam o seu rosto
Respostas curtas não transmitem segurança e afeto

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mais uma etapa cumprida.

Ontem, enfim, terminei a minha primeira jornada de vestibulares e a sensação que fica é a de dever cumprido! Foram um mês e meio de muita agitação, viagens e nervosismos pelas provas ainda de treineira. Em todos eles não faltou vontade e empenho para conseguir os melhores resultados possíveis. Fui dar a cara à tapa e descobri que as muralhas nunca são grandes demais se a gente tentar escalá-la.
Até agora, foram dois anos de Ensino Médio de pura ralação e sacrifício e creio que daqui pra frente será mais difícil ainda. Agradeço à Deus, à família e aos amigos que ficaram ao meu lado e que aguentaram, com muita paciência, todas as minhas reclamações e ansiedade e que rezaram para que tudo desse certo.
Hoje eu sei que pode ser que ela demore para chegar, mas a faculdade virá com toda a sua pompa e formosura e que justificará todas as vezes que deixei de sair e curtir pelos estudos. Vale muito à pena traçar metas e sair como um louco em busca delas. O importante mesmo é isso: selecionar as prioridade e ir atrás delas porque um dia a gente chega lá.,
Mas.. essa foi a primeira etapa porque a ano que vem tem mais e a próxima muralha é ligeiramente maior! Só peço que Deus continue me dando forças e saúde pra correr atrás dos meus sonhos.


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"o pior concorrente não é aquele que está sentado ao seu lado e sim você mesmo"

sábado, 8 de dezembro de 2012

Sobre "ser de sagitário"

E agora, vamos falar do signo mais palhaço de todos:

Sagitário.

E o pior é que é verdade. Ou melhor.

Grandes comediantes são de sagitário:

Woody Allen, Bete Midler, Ben Stiller, Rafinha Bastos, Grace Gianoukas, Angela Dip, Luiz Miranda, Marcela Leal e por aí vai…

Na verdade, o sagitariano é um otimista que acha que tudo vai dar certo e como nem sempre tudo da certo, ele ri de si mesmo, faz uma piada e bola pra frente ou para todos os lados.

É um tagarela nato, fala muito, sobre tudo e é incapaz de guardar segredos, e ele fala mesmo, te entrega na cara dura, fora as indiscrições, aliadas a uma sinceridade quase desconfortável.

Mas por incrível que pareça, sagitário tem muitos amigos, conhece Deus e o mundo. E sabe onde as coisas estão rolando, ou seja, onde tem uma festinha ou algo descolado, lá está ele.

Como lê muito, ou escuta muita música, ou vê muitos filmes, ou tudo isto ao mesmo tempo, ele sempre tem assunto.

Também é um signo esportista, então é muito comum que eles pratiquem esportes porque como tem muita energia, esta precisa ser canalizada, senão quebram tudo em casa, porque são desastrados.

Odeia se sentir preso, detesta namoros longos e sérios e se pegar no pé dele, ele ‘avoa’.

Você para conquistá-lo, não dê muita bola, não fique muito atrás, ele ficará intrigado.

Sagitário também tem um profundo senso religioso ou filosófico.

As moças sagitarianas, na maioria das vezes, moram sozinhas, demoram- se para casar, são independentes e amam viajar, não param quietas.

Geralmente, os sagitarianos em geral, cortam os laços familiares muito cedo, pegam uma mochila ou mala e vão ‘ferver’ por este mundo de meu Deus.

Trabalhos como agente de viagens, advogados, promoters, pilotos de avião, comissários de bordo, comediantes, professores e filósofos, combinam muito com o estilo dos arqueiros.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Por incrível que pareça, esse texto descreve muito da minha personalidade, mas fiz alguns cortes que incluiam uma tal parte sobre 'amar cachorro' hahaha. Não sei quem escreveu, só sei que achei-o no facebook do meu professor de literatura e acho que é por isso que eu gosto tanto do Márcio K: somos de sagitário!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Uma nova viagem.

É bom começar de novo e partir para uma nova aventura que começa a se delinear diante dos meus olhos.

Arrumei as malas guardando as roupas todas divididas por cor e por frequência de uso; coloquei meus amuletos por cima de tudo e rezei para que a loucura não fosse grande demais. Esperei que o nosso carro chegasse e nos levasse para a estação e toda vez que olhava para a minha mala a achava tão pequena que por vezes me questionei se seria a minha mesmo ou se não havia deixado tudo em casa; mas não tinha mais tempo de ver o que havia ficado para traz. Aguardava essa viagem como se cada instante da minha vida dependesse disso. O ar que enchia meus pulmões estava pesado e ansioso; parecia que não respirava há tempos.
Escolhi ir de trem mesmo, para que tivesse tempo e tranquilidade o suficiente para pensar no que eu faria quando chegasse lá. Essa foi mais uma vez que peguei meia dúzia de roupas e sapatos e coloquei-as numa mala para partir para o desconhecido, sem saber, nem mesmo, o que eu faria quando chegasse lá.
O zodíaco bem que me avisou para ter cuidado com o signo aventureiro, mas nunca tive medo, exceto se encontrar cachorros no meio do caminho.O segredo é a gente pegar o trem e ir, sem saber mesmo o que encontrar. As chances de você se surpreender ao esperar nada são grandes - e valem à pena.
Tenho buscado ser eloquente, num paradoxo perfeito entre a loucura e a sensatez. Quanto mais distante e sem sentido, melhor; sei que - um dia - haverei de encontrar a conexão que faltava às minhas viagens.
Dessa vez, me preocupei apenas em não deixar rastros e bilhetes, partir sem dizer adeus, pois guardo certo traumas de despedidas. Não planejei nada e nem sei onde vou descer, quero seguir apenas o meu instinto sagitariano aventureiro.

As estações de trem guardam um mistério único que passa despercebido: é o elo de ligação entre o antes e o depois. É o momento do 'ou vai ou volta'. Eu = tenho medo de ir mas não quero voltar. E se a aventura for grande demais? E se eu não souber lidar? E se eu for obrigada a voltar?
Bom, dizem que a gente só sabe se for adiante e encarar a viagem, com unhas, dentes e um pouco de astúcia. Tem vezes que a gente desce na estação errada e fazemos a pior viagem da nossa vida. Mas tem vezes também que, por mais que a viagem seja longa e desgastante, foi a melhor ideia, loucura e aventura que poderíamos ter feito! E para isso, amigos, não há dinheiro no mundo que pague a satisfação de acetar em uma escolha.
Espero dessa vez descer na estação certa e, quem sabe, não voltar mais.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Deus deu asas, faz teu vôo" Grey's Anatomy

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sobre como realizar sonhos.

"Jamais havia percebido que, a partir do momento em que sua mente e seu corpo estão dedicados apenas a vencer um desafio, você esvazia seus sentidos de tudo que o mundo nos proporciona para perder o foco. Ao final de tudo, tudo que a gente quer é mais.
É preciso energia vital para transformar sonhos em planos, e colocar esses planos em prática na nossa vida. Essa energia vital é obtida através do que comemos, bebemos, da luz do Sol, as coisas que lemos, aprendemos, etc., mas só podemos sentir essa energia queimando nas nossas veias quando dispomos de atitude mental positiva.
Existem dois tipos de pessoas: os que crescem diante dos desafios, e os que se encolhem, acuados pela auto-sabotagem, insegurança e medo de tirar os pés do chão. E só existe um tipo de desafio: aquele que temos que vencer."

"Entendam que sonho só é sonho quando ele é permanente, e vem aliado de muita vontade, amor pelo que se faz e infinita perseverança. Respeite os sonhos, seus e de qualquer um. É o que nós temos de mais valioso, é a única coisa que jamais tirarão da gente. Os grandes feitos estão ao alcance de todos. Fazer a diferença é uma opção que a gente tem que botar em mente todo santo dia. E não existe sonho realizado sem trabalho, sem dedicação, sem respeito pelos que estão junto contigo, sem amizade e sem verdade."


Todos os textos são de autoria do Lucas Silveira. Escolhi esses textos porque ilustram perfeitamente o que sinto: quero realizar sonhos. Sinto o frenesi louco por uma busca inconstante atrás de todas as coisas que quero. Quero todas as coisas que eu não posso ter e que não estão aqui. 
A gente tem que ter uma disposição do tamanho do mundo para lutar contra todas as coisas que nos impedem de realizar nossos sonhos. Quando os bons ventos chegam, é até difícil de acreditar. Não acredito muito em sorte porque vi que as coisas boas só vão chegar mesmo quando você vencer a suas próprias muralhas - aquelas que você cria na sua própria cabeça -, e, amigos, vencer a si mesmo exige toda a nossa dedicação e esforço pois não é coisa simples.
Realizar um sonho é você se olhar todo dia no espelho e buscar um motivo para te fazer continuar; muitas vezes é mais fácil desistir do que correr atrás. Justamente por isso, os campeões são merecedores de toda a glória da vitória, porque foi preciso deixar tudo para trás para conseguir alguma coisa que seja importante.
No começo dos meus 17, me vejo como uma mulher em busca de seus sonhos, com uma tantada deles realizados: já fui pra Brasília, já tenho um Louboutin e tenho superado - com sucesso - os meus medos e dores. Por agora, o objetivo é ser doutora e não me perder no meio desse caminho.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Me sinto feliz, de verdade. A gente só para de quer ou de sonhar quando a gente morre. E se você não sonha e/ou acha que a vida está boa assim mesmo: procure por ajuda.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quatro anos de Teorias Dinâmicas!

Parece que foi ontem, mas já faz quatro anos desde o dia em que criei esse blog. Muitas coisas aconteceram.. houve tempos em que escrevi demais, outros em que me ausentei completamente.. textos frios, textos carregados de sentimentos .. e mesmo com todas as adversidades, continuo aqui eternizado minhas memórias!!

Sobre escrever.

Escrevo nos mínimos detalhes para que as emoções não me escapem e para que eu possa me lembra com exatidão das coisas que vivi. Coloco em palavras todos os sentimentos, os bons e o ruins, para que eu possa descontar nas palavras, e não nas pessoas, o que está aguardado aqui dentro de mim.
As histórias nem sempre são e precisam ser totalmente verdadeiras, basta que coloquemos ali os nossos sonhos e desejos. Dizem que a escrita é a melhor forma de você encontrar o seu mundo e viver tudo aquilo que na 'vida real' não pode viver.
Não gosto de temas prontos, tenho aversão às regras e ao modelo de redação que você deve seguir para conseguir uma boa nota; escrevo o que sinto e por insistir em fazer isso, minhas notas nunca foram as melhores e as redações, pelo menos as de Ensino Médio, nunca ganham elogios que não vissem seguidos, imediatamente, de duras críticas. O x da questão é que ninguém vai conseguir controlar o que você sente além de você mesmo e a forma com que cada um enxerga a vida varia muito. 
Gosto mesmo é da liberdade que tenho para escrever, de cometer os meus erros e abusar das palavras e das metáforas; só tenho encontrado isso aqui. É justamente por isso que quatro anos depois, com mil e uma coisas que aconteceram na minha vida nesses anos eu permaneço aqui, pois encontro no meu blog a liberdade única de ser quem eu sou, mandar em mim mesma, achar os meus próprios temas relevantes, fazer as minhas correções e publicar na medida em que acho conveniente. Não sei se as minhas memórias são interessantes, mas escrevê-las é a forma única de poder revivê-las a qualquer momento.
Espero que não faltem assuntos, brigas e sentimentos confusos para que eu possa escrevê-los e eternizá-los aqui. Obrigada por estar sempre aqui, meu querido e amado blog.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Enquanto eu tiver perguntar e não houver respostas... continuarei a escrever! Clarice Lispector

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sweet seventeen e sobre as muralhas.

Mais um ano sobrevivendo. Foi, talvez, o aniversário mais corrido de todos os tempos; nem vi o dia passar. Fazer 17 anos é pra mim um estado de alerta: não é a maioridade e também não tem a magia dos 15.  É a correria das provas, da escola, dos vestibulares e de cuidar de mil e uma coisas o tempo todo. Não me sobra tempo suficiente para escrever e colocar uma tonelada de idéias e histórias na minha cabeça, a não ser que estejam relacionadas aos vestibulares!!
Crescer tem seu preço. A gente tem que abrir mão do nosso lazer pelo estudo que, se você tiver empenho e sorte, garantirá o seu futuro. A gente tem que fingir que não liga muito para as coisas que nos arrancam sorrisos só para poder mostrar, para os outros, que somos tão frios e invencíveis como uma muralha de concreto.
Dizem, aliás, eu digo, que a gente tem mais é que agir pela nossa própria cabeça e que se danem os outros, mas na primeira oportunidade que temos, vamos lá e nos fazemos reféns da opinião pública. A verdade é que as pessoas vão se importar muito mais com a marca das suas roupas do que com o valor das suas ideias e com os seus projetos. Viver em meio a tudo isso é um teste para a minha paciência e cada vez que um ciclo se encerra, olho para cima e agradeço a Deus por ter me ajudado a sobreviver.
As muralhas que tenho encontrado ao longo do meu caminho são bem grandes e resistente, e nem sempre consigo chegar do outro lado. Mas quando eu vejo a imensidão dela, me sinto feliz de poder estar contemplando-a e vendo que também venci por ter chegado até ali. Eu vi que a gente não precisa vencer sempre e ter as melhores histórias ou as roupas mais caras, a gente só precisa mesmo é desfrutar do momento de contemplar a muralha e se sentir feliz de não ter medo de estar perto dela. O que está do outro lado é o que nos faz viver e continuar enfrentando os nossos medos e se não fossem as barreiras, físicas e imaginárias, a gente viveria num marasmo doentio, sem sonhos e desejos. A muralha está ali para nos motivar e uma hora ou outra a grandeza dela se torna pequena perto da nossa. E quando isso acontece, nada mais nos detém, até que encontremos outra muralha e começamos a história de novo, de novo e de novo.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Vamos celebrar a vida, porque muito mais coisas estão aí para nos matar do que para nos fazer viver.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Por mil anos.

É, tem coisas que por mais que a gente faça de tudo para apagar permanecem em nós. A gente tenta de tudo, com toda a nossa convicção para apagar e não consegue. A gente vai lá briga, maltrata, foge, finge mas quando a gente realmente para, a coisa ainda está lá, imóvel. Se estiver escondido ou disfaçado, uma hora vai ressurgir das trevas e te atacar novamente. Não sei como proceder daí em diante.
É como se todo o meu eu se aquecesse de novo e o meu coração se aquietasse em saber que é pra sempre. O problema é que não é. Algo, que eu não sei direito o que é, impede que seja. Espero todos os dias que mude, mas o que muda mesmo é a página da apostila que eu preciso estudar. Engraçado, mas os estudos me impedem de brigar; quando lembro de todas as coisas que preciso saber até amanhã, nem lembro mais da parte do pra sempre.
Por um tempo funciona, mas chega uma hora que é mais forte que eu, não consigo controlá-lo. E olha, eu tento com todas as minhas forças, de verdade. Eu procuro por poemas que não falem disso, procuro músicas agressivas e que me encorajam a descreditar. Mas como uma sina, volta e me perturba. Me tira do sério. Me deixa brava. Não quero mais, cansei disso, mas aquilo permanece lá, inalterável.
Não sei direito o que isso significa e tenho medo e procurar saber.
Os conselhos que as estrelas me dão já não fazem mais sentido.

Será que há alguém? Será que existe amor ainda?
Os sentimentos estão aí, numa confusão, à todo vapor. Queria poder não senti-los e controlá-los, mas não sei mais como fazê-lo. 
Procuro por "pra sempres", e não sei onde encontrá-los. Preciso que alguém me guie.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A culpa disso tudo é do Edward!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O que é "Infinito" - O manifesto

Tem horas que tudo que a vida faz é nos empurrar pra bem longe. E o que a gente faz? A gente vai atrás do que a gente nem sabe direito o que é, a gente sai correndo, a gente esquece de tudo, esquece de todos...até chegar lá. Porque é justamente lá, no meio do nada, embrenhado naquele silêncio que parece que corta a gente ao meio, é só lá que a gente consegue ver na nossa cabeça, finalmente, então, é claro a clareza que a gente tanto procurava sem saber. E fazer música é botar ordem nessa barulheira que é a vida que a gente leva, é fazer com que esses caminhões lá fora, o sangue na tv, a gritaria nas duas, a injustiça dos nosso dias, aquelas pressões que chegam a acabar com a nossa vontade de viver. Éfazem com que tudo isso pare. Com que tudo isso se harmonize e nem que seja por alguns minutos. É que às vezes eu penso: a gente briga pra ter paz, a gente chora para poder sorrir, a gente grita, às vezes, porque a gente quer que as pessoas ouçam o que a gente canta. A gente vive pelos que se foram e a gente morre pelos que ainda estão aqui e eu sinto que as vezes a gente precisa dar de cara com o muro mesmo, a gente precisa ver no horizonte o fim da linha até que no auge do desespero a gente apalpa as nossas próprias costas e vê nelas o surgimento de um par de asas. E é nessa hora que a gente percebe que quando a gente acreditar nisso tudo que a gente faz colocar cada gota do nosso sangue e nosso suor nisso que a gente faz e continuar fazendo isso, enquanto houver forças o que a gente tem nas nossas mãos é infinito
Lucas Silveira

Tô emocionada demais pra poder escrever sobre o que eu senti ao ver e ouvir isso.

http://www.youtube.com/watch?v=XsUpvWlNEiM&feature=youtu.be

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Só um pedido.

Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
Caio Fernando Abreu.

Quando estiver ao meu lado, por favor, seja de verdade, seja você. Não force ser alguém que você não é, com o tempo nós percebemos a fraude. Não me prometa o que você não pode e não vai cumprir. 
Só venha e fique aqui. E não vá embora quando o final de semana acabar. Junte as partes de você que se quebraram na viagem, cole-as e vamos festejar. Traga na bagagem boas doses de poemas, músicas bem escolhidas e uma pitada do seu melhor sorriso. Não tenha medo da viagem, é curta; estarei aguardando-o, ansiosamente.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Parte dois.

Com o tempo você aprende a conviver com a dor, a sobreviver e ver o quão forte você pode ter se tornado.

Mas apesar de ter passado muito tempo, a ferida continua ali, aberta, com uma fina camada que basta apenas um cutucão para que rompa e doa novamente. A verdade é que a gente carrega marcas em forma de cicatrizes mal feita pelo resto da vida, passe o tempo que passar, a maldita da ferida permanece ali. Há algum tempo atrás, eu achava que as feridas permaneciam na gente para que nós lembrássemos de que era importante não furá-la novamente, porque já sabíamos que se o fizéssemos, doeria de novo. Hoje, sei que elas estão e ficarão lá, não para que não cometamos o mesmo erro, porque de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde, acabaremos fazendo exatamente a mesma coisa, mas estão lá porque fizeram parte de nossa história.
Eu senti saudades. Desejei muitas vezes ter mudado a história. Porém, resisti, porque essa coisa de ir lá e fazer sempre a mesma burrada e depois quebrar a cara, não me caía mais. Preferi ficar só com a parte dos meus poemas mesmo, daqueles lá do Pessoa e do Vínícius, e de tantos outros que embalaram a minha vida nesses anos. Decidi que preciso ir atrás dos meus sonhos, não os nossos, os meus, sozinha. E, por incrível que parece, quem chegou a essa conclusão foi justo eu, quem mais insistiu.
Ainda acredito no meu conto de fadas e com o tempo eu aprendi que não preciso que o príncipe encantado o faça ser incrível, porque sou forte o bastante para caminhar sem as mãos enlaçadas. E agora chegou a hora de ser, de fato, maior que todas as muralhas, de começar a luta em busca do meu sonho de ser doutora. Obrigada por ter me dito que eu não conseguiria, pois agora a vontade de vencer é maior ainda. Obrigada pelas flores que não chegaram, porque agora aprendi o caminho da floricultura e que eles, inclusive, entregam em casa se você pedir. Obrigada pela ferida também, pois a dor me lembra o quanto eu consegui me superar, encarar meus medo e vencê-los.

Então diga que não volta mais pra minha vida. Tira o cabelo da cara e me diz se por um segundo quiseste me ver feliz ou se és o meu destino tentando me dar outra lição.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos

"Ser criança é estar de mãos dadas com a vida na melhor das intenções. É acreditar no momento presente com tudo o que o oferece, é aceitar o novo e desejar o máximo."

Quando éramos crianças, não costumávamos ter muitos medos além do escuro. A gente não se importava muito com as coisas, se tinha que estudar, se tinha que estar feliz e bem vestida o tempo todo. Quando somos crianças, simplesmente, damos mais valor à nossa essência, construimos os sonhos que, na maioria das vezes, persistirão por toda nossa vida. A pureza que uma criança carrega não se encontra em nenhum outro lugar.
Por isso, devemos investir na infância, não só superficialmente, mas em sua base, ensinando às crianças a serem pessoas melhores e mais humanas, com valores morais, e mostrando que elas devem persistir com seus sonhos, devem tentar manter, o quanto conseguirem, a pureza de seu olhar.
É importante enfatizar que, os contos de fadas vão acontecer ao longo da nossa vida, mas que devemos estar preparados para enfrentar as muralhas que, impreterivelmente, aparecerão ao longo do caminho, ninguém está livre disso.
Ensinem as crianças a não desistirem e a lutar por seus objetivos, assim, teremos adultos mais persistentes e guerreiros. Ensinem a importância do amor sincero, de demostrá-lo enquanto há tempo, e assim teremos adultos que se importarão mais com as pessoas. Ensinem às crianças a cuidarem mais de seu "ser", a essência, e não apenas do corpo, e assim teremos adultos menos preocupados com as aparências. Ensinem às crianças a entrarem no quarto escuro, e assim teremos adultos mais fortes.
Acredito que investindo numa infância sólida, ensinando os valores morais e a importância de manter o espírito de criança sempre vivo dentro de você independente da idade, estaremos construindo a base para um futuro melhor, com adultos mais preocupados em viver e não apenas existir.

Uma pequena nota por Marô Dornellas;
"O grande homem é aquele que não perde o coração de criança. "

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sempre haverá um caminho.

Quando a vida parecer sem rumo, sempre haverá um caminho para se fazer o impossível e sobreviver até quando não dá. Sempre há um caminho. Diante do impossível, devemos ficar inspirados. Se eu pudesse oferecer apenas um conselho diria que se hoje você está amedrontado, ao invés disso, fique inspirado, pois sempre haverá um caminho.
Grey's Anatomy

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sei que posso chamar de mestre.

Quando a gente chama alguém de mestre, é porque aquela pessoa é quem nos ensinou muito em diferentes aspectos. Além disso, usamos "mestre" ao designar alguém de alta sabedoria.

Quando penso nesse dia 15 de outubro, dia dos professores, gosto de escrever sobre aqueles que, de alguma forma, marcaram a minha vida. E o homenageado desse ano é o senhor Antonio Fernando Torres, que foi o meu orientador, há dois anos, do projeto "Câmara Jovem". "Seu Fer" - como gostamos de chamá-lo - já foi de tudo um pouco na vida: professor, radialista, vereador e assessor de imprensa, contribuindo muito para o bem da nossa cidade.
Ele foi a pessoa que me mostrou, com todos os detalhes e bem de perto, como é o mundo das leis e que fazer parte dele é incrível. Foi um professor firme e rígido, para que realmente aprendêssemos e não o decepcionássemos quando estivéssemos na frente de um grande público ou somente entre nós, nas Sessões Ordinárias. Apesar disso, nunca deixou, nem por um segundo, de ser o nosso maior e melhor amigo, sendo carinho e analisando, pacientemente, o nosso ponto de vista e, muitas vezes, nos mostrando a situação por outro viés, não permitindo que tirássemos conclusões precipitadas ou erradas: foi aí que aprendi a importância de agir com ética e prudência nesse meio.
Não consigo esquecer dois episódios que me marcaram muito na Câmara Jovem: quando, em uma reunião antes da posse, seu Fer perguntou se a gente sabia o hino e como a resposta não foi a que ele esperava, nos fez cantar várias vezes, até que estivesse perfeito para o grande dia, com todas as voltinha bem marcadas! a outra foi em uma Sessão, quando me pediu que fosse até a tribuna ler um comentário e eu disse que tinha vergonha disso, pois naquele dia haveria a presença de uma entidade na nossa Sessão; me lembro o que ele disse até hoje: "não tenha medo de está à frente e encarar o público, sei que você consegue". Com isso, sei que tem alguém que mesmo que hoje não esteja tão presente na minha vida quanto naquele tempo, torce pelo meu futuro e acredita que eu escolhi a profissão certa porque "está até no tom de voz e no jeito de andar".
Não sei se através desse texto conseguirei expressar toda a gratidão que sinto por ter tido o senhor como o meu mestre que foi quem me educou e me guia, até hoje, nesse mundo tão sedutor e perigoso que é o das leis. Obrigada por tudo "seu Fer", por todas as demostrações de carinho, por tudo que fez por mim durante e depois da Câmara Jovem e até mesmo por todos os puxões de orelha, pois eles me fizeram crescer e ampliar a minha mente sobre diversos assuntos. Obrigada por ter apoiado,  incentivado e acreditado nos meus projetos de vereadora jovem, por foi aí que eu vi que é importante nunca desistir das coisas que a gente acredita porque por mais que seja difícil e que demore, o requerimento sempre volta respondido e ratificado.Saiba que guardo com muito carinho todo o aprendizado que recebido senhor e que quando eu me tornar uma doutora, quero poder ter a sorte e o privilégio de ser alguém tão nobre e sábia assim como o senhor é.
"Seu Fer", o senhor é um exemplo de vida pra mim, nunca vou esquecer de nada porque o senhor foi um mestre que marcou a minha vida e fez com que ela tomasse um rumo decisivo, me ajudando a ver que esse, apesar de tumultuado, é o meu e o nosso mundo.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1- ainda sei todas as estrofes e voltinhas do hino da cidade!
2- não tenho mais medo de subir na tribuna, mas aquele calafrio que sentimos quando estamos lá na frente, sempre permanecerá!!!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ainda sobre significados.

Tenho procurado por significados em músicas, poemas e conversas. Quando a gente menos espera, se depara com novos significados na esquina de casa, do lado direita da rua em que você passa todos os dias e nunca havia reparado; na música velha que embalou o começo de adolescência e nos poemas que lemos às terças.

A gente é livre para mudar o rumo da vida e o valor dos significados todos os dias e isso é uma das coisas que mais tem me atraído. Sim, somos livres. Sim , colocamos o significado que queremos, do tamanho e da forma que bem entendermos.
Tenho buscado suporte em coisas que me tragam a ideia de que ser livre é o "gás" ou o "empurrão" que faltava para que eu me lançasse, de vez, aos novos projetos. Não sou obrigada à vencer o tempo todo, a acertar de primeira e tomar uma decisão definitiva: posso recorrer.
O que me atrai no significado das coisas não o seu efeito epopeico: são os valores que atribuo à eles, aqueles que eu escolhi que seriam certos. Assim, a tatuagem dos pulsos terá o maior significado do mundo pra mim e o laço da roupa sempre virado para a direita em tons metódicos, também.
Quero ser livre para poder decidir o rumo da viagem, mudar sua direção a qualquer momento. Quero buscar o que procuro, por significados que realmente me sejam valiosos e não apenas populares.
Faça da melhor forma que conseguir. Não desista. Cada dia será uma nova batalha que você terá que enfrentar. Se você perder, poderá tentar de novo amanhã.
Boa noite.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Frase do dia: existem coisas reservadas pra gente que fogem do nosso entendimento, mais que lá na frente, farão todo sentido.Por isso,nunca perca a fé!