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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os testes que a vida nos impõe e suas consequências emocionais

Hoje quem fala é ela. E quer dizer verdadeiramente tudo o que quer até o final deste texto. Insiste nisso pois precisa de um desabafo contínuo para o bem de sua sanidade mental. Necessito dizer tudo que fere meu coração com garras afiadas. É cheio de drama e de angústia. É entorpecido, cheio de temor. É o sonido ensurdecedor, estagnado em minha mente, tocando sem parar. É o cume de um morro em que a gente não pode se mover, porque ao menor movimento pode deslizar para um dos lados e o estrago da queda pode ser grande demais.
Sabe quando você acha que é o fim de tudo? Que está tudo acabado para sempre? É como agora. Levaram embora minhas coisas. Não foi roubo, eu os vi levando mas não soube como impedi-los. Eu vi de perto a dor e não tive forças de agir.
Quero ter certeza, as dúvidas me angustiam. Tenho medo de tudo, até de mim às vezes. Queria ter a mesma força emocional que tenho com as palavras para enfrentar as crises. Se não acabou, é porque ainda não chegou ao fim. Sei que a minha tragetória ainda será muito longa. Também entendo que não posso desanimar logo no início, mas está sendo mais difícil do que transparece em mim. Essa é a dor de quem está com medo de não saber; a dor de quem sempre soube e agora já não o sabe mais. É pelo conhecimento que vivemos, logo, temos que dar um jeito de aguentar a pressão. Irei sobreviver? É a coisa que mais quero e acredito: que não passa de drama e que tudo vai dar certo.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"A vida nos testa, sim. O destino nos mostra do que somos capazes. E, sempre que a gente acha que é o fim, não é." Lucas Silveira
PS: tenho escrito menos porque a escola está me exaurindo e, se bobear, não está dando nem tempo para pensar direito. Mas continuo amando meu blog e fico triste quando não posso escrever aqui :)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um pouco sobre mim.

Você planeja o dia inteiro o que vai falar e, de repente, se esquece. Você diz que tem várias histórias, mas nunca as conta. Você diz que sabe tanto e quando alguém pergunta responde "não sei". É. Você se contraria e se vê obrigado a abrir mão de suas mordomias, mas não reclama. E o que fazer? Encarar o teto esperando o sono que não vem. Falo isso em primeira pessoa, eu.
Tenho sono. Saudade. Carência. Mau humor. Quero ser entendida. Quero que ao falar me escutem. Quero dormir na minha cama. Quero meu pai e minha mãe. Quero um abraço e o seu sorriso.
Não posso sair desse espaço. Não posso falar bobagem. Não posso dormir. Não posso chorar. Não posso bocejar na aula. Só posso pensar e estudar. Cansa.
Tem uma pequena parte de mim que gosta. Gosto de refletir, só não gosto de enlouquecer com meus pensamentos.
Meu tempo se esgotou. Não tenho mais tempo de escrever. Minha vida está uma loucura. Queria transformar meus pensamentos noturnos em palavras. A emoção do momento me motiva. Quando amanhece, os pensamentos se vão obrigatoriamente e fico com suas lembranças embaçadas. Finjo esquecer para tentar dar continuidade à vida fora de minha mente até que o sol se ponha de novo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Sou Tudo.

Parece que vou ter que usar o antônimo dessa vez. Sou nada. Sou tudo. Sou tudo enquanto sou nada. Sou nada enquanto sou tudo.
"Criei" essa coisa toda de dizer que sou nada pelas reflexões musicalizadas do Humberto. E então, ... Não que eu tenha mudado de opinião, é só que, CARAMBA, PODERIA ME DEIXAR EM PAZ COM O MEU NADA E O MEU TUDO UMA VEZ NA VIDA ? Não, não pode.
Não estou revoltada. Só "quase-braba".
Eu sou nada. Você não é. Eu que sou. Por mais egoísta que isto possa parecer. Aliás, eu sou egoísta, você não é. Você não concorda comigo. Eu estou dizendo que você não concorda comigo e ponto. Você acha que eu não tenho razão, só você que tem. Mas estás errada. Você pega as minhas coisas, repito AS MINHAS COISAS, materiais ou não, e diz que são tuas coisas. E não são. Você sabe que não são, porém finge que são. É o que eu sinto, impossível você sentir a mesma coisa que eu no mesmo momento, no mesmo dia e tal. Você sabe que não está sentindo isso. Mas finge. E depois diz que você não finge sobre nada. Você nunca mentiu na vida - a é, só para você mesma. E não admite.
É na mesma TECLA que eu bato outra vez: me deixa ser EU.
E isso me MAGOA. Passou de irritar para magoar - o que é um avanço progressivo se analisarmos com calma.
Não quero ter que mudar meus paradoxos. Eu sempre acabo mudando por causa de você. Os meus. Os teus. Pronomes simples que a gente não vive.
Mas você diz que é loucura minha. Ok.
Então não adiantou NADA eu ter escrito este texto.
Mas é o que eu sinto. Não o que você sente. Eu estou sendo sincera - pelo menos comigo mesma. Você não precisa gostar de mim. Eu não pedi para ninguém gostar de mim. Nem precisa concordar comigo. E nem sentir o mesmo que eu sinto. Porque não é legal ter um clone teu à reboque. Experimenta só pra você ver.

Sou nada.
Desculpa, é mesmo, errei.
Sou tudo.

(continuo sendo nada por motivos já declarados aqui anteriormente. Só ironizei, se você não entendeu)

domingo, 9 de maio de 2010

Pensar e não agir.

Quando a gente pensa demais no que vai escrever acaba não escrevendo nada.
Já pensei demais.
E ainda não escrevi.

Eu penso demais. E isso é um problema. Quem pensa não faz. Ou pensa ou faz.
Deixo a vida escapar das minhas mãos pela falta de coragem e/ou iniciativa. Por pensar que quanto mais eu esperar melhor a coisa vai acontecer. E EU SEI QUE não é assim. Eu sei. mas não adianta eu só saber. E o que eu faço? Eu penso.
E venho aqui tentar escrever. E não consigo.
Eu até sei o que eu penso (meio óbvia essa afirmação mais ok.). Não sei o que fazer com o que eu penso. Não sei se falo. Não sei se guardo pra mim o que eu penso. Não sei se conto para os outros. Sou cheia de 'não sei'.
Mas isso é desculpa de gente fraca - tipo eu agora. Eu sei SIM o que eu tenho que fazer. Eu tenho MEDO. E sou ridícula. Eu tenho MEDO de agir. E sou uma completa idiota por pensar assim.
Mas eu NÃO POSSO sair fazendo o que eu quero sem me importar com os outros. É ilegal perante à lei. Ou os outros ou eu. Alguém aí tem uma boa sujestão para me dar sobre o que fazer?
Não sei o que fazer. Não sei o que escrever. Não sei quem eu sou. Mas sei o que e quem eu quero.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Todos, menos você.

O sentido do dicionário da palavra Hipocrisia é falsidade. Todo mundo já foi hipócrita pelo menos uma vez na vida. Eu sou hipócrita. Você também. Todo mundo é.
Ok. Você não é. Todos são. Menos você.
Você sempre é a exceção da regra. Todos amam, menos você. Todos seguem a moda, menos você. Todos gostam de preto, você de branco. Todos estão chegando, você saindo.
Quando eu disse que todo mundo é hipócrita não quis ofender ninguém. Atire a primeira pedra quem nunca mentiu. Todo mundo já magoou alguém. Todo mundo já foi magoado. Todo mundo já mentiu. Todo mundo têm problemas. Todo mundo já seguiu a moda da vez. Todo mundo já cantou errado. Todo mundo já teve a idéia errada. Todo mundo já se arrependeu. Todo mundo já sonhou bem alto. Todo mundo já amou.
Menos você.
Você é a única exceção.

PS: não sei de onde saiu essa. Só sei que eu queria escrever isso.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Esse eu não salvei rascunhos.

Começar o texto de novo. Mudei o título e o assunto. Dessa vez eu não salvarei em rascunhos.
Eu não sei bem o que dizer e fazer. Se eu, ao menos, tivesse a chance de viver em rascunho para depois poder apagar e começar de novo.
A minha vida não é salva em rascunhos.
Meus escritos antigos ficaram em outro caderno dos tempos em que eu me entendia. Não me reconheço mais naqueles escritos. Nos meus antigos escritos eu não via tantos problemas em mim e ao meu redor.
Às vezes eu tenho vergonha de escrever e publicar. Vergonha de admitir o que se passa na minha cabeça. Que é uma confusão. Que têm problemas. Que não é tudo perfeito. É por isso que salvo em rascunho. Por vergonha de admitir. De tempos em tempos, retorno às minhas postagens. Gosto de reler o que escrevo. De comparar o meu 'eu' de algumas postagens atrás com o meu 'eu' de hoje.
Repito o que disse em algum post antigo: com o passar dos anos a gente vai caindo na real e se decepcionando.
Meu feriado está cheio de @fresnorock.

"Hoje eu acordei meio @estebantavares: tarde e mal humorada."
"Não, não está tudo bem. Nunca esteve tudo bem." (Mia Thermopolis).

Mais eu não sei o porquê de nem metade das coisas.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esse eu não vou salvar em rascunhos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mundo mascarado.

Vamos ver por onde vou começar. Tento tanto à falar. Dedicar, seria o verbo. Vejo as pessoas sem saberem pra onde o mundo vai. Vejo as pessoas se rendendo às generalizações e se encaixando no senso comum. Pois que redenção idiota. Eu sou comum? Não, mas talvez só às vezes.
Que legal todo mundo agora usa drogas, vou usar também. Legal, , todo mundo canta e dança o rebolation, vou canta junto apesar de não gostar. Que legal, todo mundo fala e faz besteiras aos 14, vou entrar nessa também. Legal que ninguém mais ama, vou deixar de amar, ninguém precisa de amor. Só você precisa, Maria Olívia.
Eu sou muito errada ou o quê?
Que mundo de modas idiotas. Se cada um tirasse a sua máscara e fosse quem de fato é, seria um bom começo para um mundo melhor. O respeito também. Se respeitássemos a pessoa que está do nosso lado (ou que está longe, sei lá, entendeu ?) metade dos problemas poderiam ser evitados. Rótulos. Atire a primeira pedra quem gosta de ser rotulado e entrar para o senso comum.
Tirem as mácaras. Façam a revolução. Façam diferente de todos.

É isso.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sobre eu e eu também.

Eu sou alguma coisa sem sentido. Tentando ser alguma coisa que eu não sei bem o que é. Sonhando. Vivendo. Acreditando. Seguindo.

A: Quem é você?
B: Eu não sei.
A: Como não sabe?!
B: Não sabendo.
A: O que você quer?
B: Você sabe muito bem o que eu quero.
A: Não, eu não sei. Você muda suas opiniões todo dia...
B: Quando você vai se decidir?
A: Não sei.
B: Você nunca se decide.
A: Você nunca decidiu por mim.
B: Você nunca quis que eu decidisse por você
A: Você sempre soube que eu era assim...
B: Eu sei, você tem medo de se arrpender.
A: Eu tenho medo de tantas coisas...
B: Inclusive de você.
A: Você acha que sabe, mas não sabe e você não aceita não saber.
B: Eu sei muito mais do que eles sobre você
A: O seu problema é sonhar demais
B: Eu sonho sim, e muito, mas, ao contrário de você, eu não esqueço de viver.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Whatever.

Ultimamente eu tenho medo até de pensar. Porque pensar demais faz a gente desistir. Quem pensa demais, esquece.
E não adianta eu mudar o canal se a televisão possui um único canal. Quanta idiotice, Maria Olívia! Querendo ser o que tu não podes ser. Tentando viver tudo o que sonhou.
Talvez em outro dia tu quiseses me escutar, que a história real eu não posso mudar. Pensei em mudar e também mudar minha vida, mas planos só são todos feitos para esquecer. Mas eu queria que tu me escutasse. Eu sou cheia de 'eu querias'; o que eu quero é só o que eu quero.
Quantas vezes quis pegar meu caderno e escrever umas histórias da vida real, para depois ler em voz alta. Dizer que sou tudo o contrário. Que não sei o que tu pensas que eu sei. Que tu não sabes quem eu sou. Dizer que me falta tantas coisas, e, a principal delas, é a coragem. E eu digo tudo que eu mesma não cumpro. Que tantas vezes fui/sou uma contradição entre o que eu digo e o que eu faço.
Mas me falta a coragem.

Enfim...

PS: hoje é aniversário do meu pai. PARABÉNS !!! Muitas felicidades, tu mereces véio. Te amo.