"Não tenha medo de cair, é para isso que existe o verbo 'levantar'. Não desista dos seus sonhos, porque ninguém irá realizá-los por você. Apenas você pode melhorar seu dia ou fazer com que sua vida tome um rumo diferente. Não espere por soluções: crie-as. Seja você mesmo, e todos os problemas do mundo - ou pelo menos, do seu mundo - poderão ser resolvidos. Não fraqueje, seja forte! Faça o que você tiver vontad, não o que os outros quiserem. A vida é sua, a cabeça e o coração também: use tudo a seu favor. Alguém sempre irá conspirar contra, mas enquanto você for otimista, as chances de dar certo sempre serão maiores do que as de dar errado."
"O essencial é que lutes. Viver é luta. Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal"
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar."
"Ânimo, não me sejas palerma. Trata de saborear a vida; e fica sabendo que a pior filosofi é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-las."
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esses foram trechos que me marcaram muito nesse fim de semestre, onde as forças para lutar contra física e biologia não existiam mais. Não foi fácil esperar por essas - merece idas - férias. Tanta coisa mudou em 6 meses! Fazendo uma pequena reflexão, sei que foram necessárias e me colocaram em um caminho mais centrado em busca dos meus sonhos, me fez encarar matemática como algo necessário e não mais tão torturante quanto fora antes. Agradeço a Deus por aquele final de semana em Casa Branca bem no meio de tanta agonia e medos: sei que o shemá veio como um conforto inexplicável, em todos os sentidos. Quanto ao coração, está se recuperando bem, aos poucos. Nem sempre é fácil lidar com a dor e todos os sentimentos que ela transporta consigo.. mas como eu já disse nesse blog e reintero, a dor está aí para nos dizer algo e nos fazer crescer, portanto, por mais que eu desejasse o contrário, tem que ser assim.
Para as férias, mil planos para a viagem da minha vida na companhia dos mais sinceros e incríveis amigos-irmãos, mal posso esperar pelos três dias que passaremos juntos em Brasília. Além disso, férias sempre serão férias!
Ao próximo semestre: venha com tudo, pois esse ano já é ano de vestibular.
PS: o primeiro texto é do meu noivo,e os outros três do livro "Memórias Póstumas de Braz Cubas".
quinta-feira, 28 de junho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Reflexões da meia-noite.
Gosto de quando os ponteiros marcam meia-noite. Significa muito pra mim. É a hora do tudo ou nada e aqudela em que os melodramas da madrugada comeam a surgir, lentamente. Acredito que as madrugadas liberam o lado que mais tentamos esconder, seja por medo ou mera aparência. Que somos nós, no fundo? Por traz da aaparência do rosto bem maquiado, com toques de falsidade e moralismo, o que fica?
Bem, quando tiramos a maquiagem daquilo que aparentamos ser, inevitavelmente ficaresmos sozinho com o nosso verdadeiro "eu". Lidar com o nosso ser verdadeiro, ao contrário do que parece, não é simples, uma vez que as maquiagens estão aí para tirar as imperfeições e nos deixar aparentemente perfeitos, sem se preocupa com a essência do "ser". Quem aqui nunca teve medo de encarar o que realmente é?
Às vezes nos maquiamos demais, porém, nem mil camadas de rímel esconderão a podridão qu está por traz da bela maquiagem. Não conseguimos fugir muito tempo daquilo que somos ou sentimos: uma horas as verdades virão à tona, sem dó e sem piedade. Quando as máscaras cairem e descobrirmos a verdade não teremos tomado anestesias prévias e não teremos garantias que estaremos firmes e fortes para poder suportá-la.
Só podemos ter certeza de uma coisa: ou vamos ser corajosos, levantar a cabeça e seguir em frente ou então teremos medo de fazer qualquer coisa que envolva um novo futuro.
Pois bem, as dúvidas da madrugada nada mais são do que as reflexões sobre aquilo que vivemos. Não faz mal a ninguém perder um pouco do sono e pensar na sua essência, nos seus objetivos e perpectivas para o dia seguinte, uma vez que somos responsáveis pelas nossas ações e pelo nosso caráter. Os caminhos que decidimos seguir na vida não afetarão somente a nós e escolher um "errado" terá consequências ruins para nós mesmos e teremos que conviver com elas pelo resto da vida. Por isso, não tema em escolher o que é "certo", se liberte dos apegos do passado e jogue-os fora. Começar de novo e seguir um novo caminho. :D
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Dizem que os sagitarianos caracterizam um signo aventureiro e destemindo.. hum.
Bem, quando tiramos a maquiagem daquilo que aparentamos ser, inevitavelmente ficaresmos sozinho com o nosso verdadeiro "eu". Lidar com o nosso ser verdadeiro, ao contrário do que parece, não é simples, uma vez que as maquiagens estão aí para tirar as imperfeições e nos deixar aparentemente perfeitos, sem se preocupa com a essência do "ser". Quem aqui nunca teve medo de encarar o que realmente é?
Às vezes nos maquiamos demais, porém, nem mil camadas de rímel esconderão a podridão qu está por traz da bela maquiagem. Não conseguimos fugir muito tempo daquilo que somos ou sentimos: uma horas as verdades virão à tona, sem dó e sem piedade. Quando as máscaras cairem e descobrirmos a verdade não teremos tomado anestesias prévias e não teremos garantias que estaremos firmes e fortes para poder suportá-la.
Só podemos ter certeza de uma coisa: ou vamos ser corajosos, levantar a cabeça e seguir em frente ou então teremos medo de fazer qualquer coisa que envolva um novo futuro.
Pois bem, as dúvidas da madrugada nada mais são do que as reflexões sobre aquilo que vivemos. Não faz mal a ninguém perder um pouco do sono e pensar na sua essência, nos seus objetivos e perpectivas para o dia seguinte, uma vez que somos responsáveis pelas nossas ações e pelo nosso caráter. Os caminhos que decidimos seguir na vida não afetarão somente a nós e escolher um "errado" terá consequências ruins para nós mesmos e teremos que conviver com elas pelo resto da vida. Por isso, não tema em escolher o que é "certo", se liberte dos apegos do passado e jogue-os fora. Começar de novo e seguir um novo caminho. :D
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Dizem que os sagitarianos caracterizam um signo aventureiro e destemindo.. hum.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Nova fase.
Talvez ainda seja cedo para dizer, mas uma mulher nova nasce aqui. Não que essa nova mulher não carregue marcas de um passado intenso e triste, mas essa de agora sabe que precisa voltar ao jogo antes que seja tarde demais.
As doutoras são o tipo de mulher que não tem medo de continuar a vida, não vai ficar esperando uma coisa e se frustrar se ela não vier; a doutora vai lá e faz, não importa que seja sado-masoquismo ir à floricultura no dia 12 e mandar entregar em casa um arranjo das mais belas e caras peônias. Não, a doutora não tem medo.
Eu até sei que vou me machucar de novo, mas me entregar à uma nova paixão parece que dá um sentido a mais para a vida. Dor e sofrimento são coisas boas em certa medida, mas tem um limite. Chega uma hora que você precisa levantar do chão e fazer seus próprios curativos porque se quiser ficar ferida para sempre, o problema vai ser só seu.
As doutoras são um pouco frias e antipáticas, mas vai lá olha o arquivo de notas e as fotos no celular: nem tudo é gelo. Me diga, então que doutora não se encanta por um humor elegante e apurado? Que doutora não quer tirar uma tarde de folga para ver o Sol se por (acompanhada)?
O que move a minha vida é Deus, amor e humor. Já decidi bem o que quero para a minha vida: quero as flores mais caras no dia 12, o canto mais bonito e o catecúmeno de camisa cor-de-rosa. Preciso começar de novo, do início. Na verdade não sei bem como fazê-lo, agora o tempo e as circunstâncias são outras: melhores.
As doutoras em geral se decidem rápido quanto ao que querem, a menos se isso for uma roupa ou um sapato, do mais, sempre tem certeza de que não vão voltar atrás. Acredite, nunca desrespeite uma doutora: um dia você vai precisar dela.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Se duas pessoas são feitas uma para a outra, elas vão se encontrar. Chuck Bass
terça-feira, 5 de junho de 2012
"Noivo" ou "a ausência da dor" ou ainda "fim e outro começo"
Acho que essa vai para aquela lista das coisas mais loucas que podem acontecer em um único final de semana.
Foram dias curtos e ao mesmo tempo rápidos. Intensos de todas as formas possíveis e imagináveis.
Segurar o choro quando se canta uma música nem sempre é fácil, ainda mais quando trezentas vozes cantam em coro o canto mais lindo que já conseguiram criar. Não encontrar palavras que traduzam exatamente o que eu senti, foi uma coisa, um arrepio, diferente de tudo que eu já senti na vida enquanto cantávamos aquele canto. Foi dormir muito tarde e acordar cedo demais sem perder o ânimo e a coragem de ansiar por mais um dia. Eu sabia que esse final de semana teria o poder de mudar a minha vida e tirar de mim todo o peso da dor que eu sentia.
Apesar das más acomodações, o lugar realmente me fez sentir a presença forte de Deus em nosso meio, em todos os momentos. As roupas e os Loubortines ficaram em milésimo plano se compararmos todas as bençãos que Deus me reservou para esses três dias. Queria poder dizer mais sobre isso, não é segredo, só quero apoiar a causa "entrem para o Caminho e vocês também descobrirão como é maravilhoso".
Enfim, mudando agora o foco da conversa.
Enquanto eu arrumava minhas roupas na mala e pegava a estrada rumo ao local do nosso encontro, eu não sabia as pessoas que eu iria encontrar lá. É claro que eu queria que fosse pessoas legais, só não imaginava encontrar um tanto de gente fofo e lindo e catecúmeno! Dizem que não é muito a gente que escolhe, que Deus já sabe tudo o que vai acontecer...
Sou o tipo de rockeira-tímida, que se encanta por sorrisos e 'coisas fofas'. Parece que o cara que é catecúmeno vive em um mundo à parte, em que se as pessoas de fora começarem a analisar com um pouco mais de cuidado vão achar a coisa mais estranha do mundo o nosso comportamento. Não que sejamos melhores ou piores, mas é uma linguagem comum e universal no nosso meio que eu só consegui desvendar nesse final de semana.
Quando eu me dei conta do que estava acontecendo comigo, eu percebi que não existia mais a dor em mim. Talvez eu ainda não tenha me curado totalmente, mas posso garantir a vocês, o buraco que essa dor deixou, está plenamente cicatrizado: talvez eu ainda tenha momentos que doam um pouco, mas, pelo menos, a dor se tornou pequena demais se comparado a tudo isso que eu vivi, e conheci, durante esses dias.
Se por um lado encarar outra aventura agora parece perigoso, meu coração, e Deus, dizem que eu preciso dar essa chance à mim mesma. Não estou preocupada com os pré-julgamentos ou comparações que possam surgir enquanto penso e escrevo agora, mas me parece que é tão mais certo assim. Não quero mais bater sempre na mesma tecla; preciso disso, desse "quê" a mais que eu estava procurando, pelo bem da minha sobrevivência. Nós precisamos de um chinelo que caiba em nossos pés e que não nos machuque enquanto andamos.
O fim de nós aconteceu aqui, agora, enquanto coloco na balança os pesos dos dois lados.
Ao meu novo noivo, muito prazer, Maria Olívia: a pequena-grande Marô.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1-O amor é assim, a paz de Deus em sua casa.
2-Você já pensou em tentar por mais uma vez achar outro alguém que lhe queira também? Não é todo rio que tem um mar pra se encontrar, mas dá pra evaporar e encontrá-lo através do ar.
Foram dias curtos e ao mesmo tempo rápidos. Intensos de todas as formas possíveis e imagináveis.
Segurar o choro quando se canta uma música nem sempre é fácil, ainda mais quando trezentas vozes cantam em coro o canto mais lindo que já conseguiram criar. Não encontrar palavras que traduzam exatamente o que eu senti, foi uma coisa, um arrepio, diferente de tudo que eu já senti na vida enquanto cantávamos aquele canto. Foi dormir muito tarde e acordar cedo demais sem perder o ânimo e a coragem de ansiar por mais um dia. Eu sabia que esse final de semana teria o poder de mudar a minha vida e tirar de mim todo o peso da dor que eu sentia.
Apesar das más acomodações, o lugar realmente me fez sentir a presença forte de Deus em nosso meio, em todos os momentos. As roupas e os Loubortines ficaram em milésimo plano se compararmos todas as bençãos que Deus me reservou para esses três dias. Queria poder dizer mais sobre isso, não é segredo, só quero apoiar a causa "entrem para o Caminho e vocês também descobrirão como é maravilhoso".
Enfim, mudando agora o foco da conversa.
Enquanto eu arrumava minhas roupas na mala e pegava a estrada rumo ao local do nosso encontro, eu não sabia as pessoas que eu iria encontrar lá. É claro que eu queria que fosse pessoas legais, só não imaginava encontrar um tanto de gente fofo e lindo e catecúmeno! Dizem que não é muito a gente que escolhe, que Deus já sabe tudo o que vai acontecer...
Sou o tipo de rockeira-tímida, que se encanta por sorrisos e 'coisas fofas'. Parece que o cara que é catecúmeno vive em um mundo à parte, em que se as pessoas de fora começarem a analisar com um pouco mais de cuidado vão achar a coisa mais estranha do mundo o nosso comportamento. Não que sejamos melhores ou piores, mas é uma linguagem comum e universal no nosso meio que eu só consegui desvendar nesse final de semana.
Quando eu me dei conta do que estava acontecendo comigo, eu percebi que não existia mais a dor em mim. Talvez eu ainda não tenha me curado totalmente, mas posso garantir a vocês, o buraco que essa dor deixou, está plenamente cicatrizado: talvez eu ainda tenha momentos que doam um pouco, mas, pelo menos, a dor se tornou pequena demais se comparado a tudo isso que eu vivi, e conheci, durante esses dias.
Se por um lado encarar outra aventura agora parece perigoso, meu coração, e Deus, dizem que eu preciso dar essa chance à mim mesma. Não estou preocupada com os pré-julgamentos ou comparações que possam surgir enquanto penso e escrevo agora, mas me parece que é tão mais certo assim. Não quero mais bater sempre na mesma tecla; preciso disso, desse "quê" a mais que eu estava procurando, pelo bem da minha sobrevivência. Nós precisamos de um chinelo que caiba em nossos pés e que não nos machuque enquanto andamos.
O fim de nós aconteceu aqui, agora, enquanto coloco na balança os pesos dos dois lados.
Ao meu novo noivo, muito prazer, Maria Olívia: a pequena-grande Marô.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1-O amor é assim, a paz de Deus em sua casa.
2-Você já pensou em tentar por mais uma vez achar outro alguém que lhe queira também? Não é todo rio que tem um mar pra se encontrar, mas dá pra evaporar e encontrá-lo através do ar.
domingo, 27 de maio de 2012
Mais um.
Mil músicas de amor. Poemas rabiscados nas últimas páginas do caderno. Blusinhas cor de rosa com sainhas de babado. Jaqueta preta. 1 Kg de maquiagem preta nos olhos. Loubortine nos pés. Mais um final de semana; mais uma festa.
Caminho com os pés e a mente cansada pelo meu canto preferido da cidade, aquele que eu conheço tão bem quanto a palma das minhas mãos. No rosto, além da maquiagem, um semi sorriso. Tenho dificuldade de andar reto, pra frente, mas os muros e as paredes estão aí para a gente se apoiar enquanto anda, pra não tropeçar e quebrar o salto do sapato.
Enquanto subo a rua, vejo as coisas se distanciando cada vez mais. Sei que voltarei ao passado mil vezes, mas por hoje, não posso mais ser injusta comigo.Quero o calor de uma presença, não a sua, mas a que seja certa e que me acompanhe nessa empreitada. Quero alguém que cante e declame enquanto eu ando, parece que o peso do sapato e da subida não me sufoquem. Quero poder chorar sem ser julgada e alguém que venha me buscar na porta de casa pra ir à missa.
Enquanto caminho sozinha, tenho momentos de nostalgia, choro e sentimentos tão ruins que não consigo definí-los em uma palavra. Quero que o errado se torne certo ao mesmo tempo que não quero. Todo sapo descobre que a princesa é incrível? Todo homem escreve histórias árcades para a sua musa? Todo vidro se quebra?
Durante a caminhada, repetidas vezes preciso parar para retomar o fôlego. Dizem que as pessoas costumam saber quando a hora certa chega e que você não precisa ter pressa: se for seu, vai ser! Dizem, ainda, que o que importa é a subida..!
Cheguei muito tarde em casa. Não quis saber de saquê por hoje. Não estraguei a minha maquiagem.Andei pelo caminho mais longo para evitar os letreiros luminosos das propagandas do dia 12.
Algumas coisas nunca mudam: a preguiça de tirar toda a maquiagem e as bolhas nos pés. Obrigada Senhor, por mais um dia. Obrigada, por me ajudar a continuar vivendo.
Caminho com os pés e a mente cansada pelo meu canto preferido da cidade, aquele que eu conheço tão bem quanto a palma das minhas mãos. No rosto, além da maquiagem, um semi sorriso. Tenho dificuldade de andar reto, pra frente, mas os muros e as paredes estão aí para a gente se apoiar enquanto anda, pra não tropeçar e quebrar o salto do sapato.
Enquanto subo a rua, vejo as coisas se distanciando cada vez mais. Sei que voltarei ao passado mil vezes, mas por hoje, não posso mais ser injusta comigo.Quero o calor de uma presença, não a sua, mas a que seja certa e que me acompanhe nessa empreitada. Quero alguém que cante e declame enquanto eu ando, parece que o peso do sapato e da subida não me sufoquem. Quero poder chorar sem ser julgada e alguém que venha me buscar na porta de casa pra ir à missa.
Enquanto caminho sozinha, tenho momentos de nostalgia, choro e sentimentos tão ruins que não consigo definí-los em uma palavra. Quero que o errado se torne certo ao mesmo tempo que não quero. Todo sapo descobre que a princesa é incrível? Todo homem escreve histórias árcades para a sua musa? Todo vidro se quebra?
Durante a caminhada, repetidas vezes preciso parar para retomar o fôlego. Dizem que as pessoas costumam saber quando a hora certa chega e que você não precisa ter pressa: se for seu, vai ser! Dizem, ainda, que o que importa é a subida..!
Cheguei muito tarde em casa. Não quis saber de saquê por hoje. Não estraguei a minha maquiagem.Andei pelo caminho mais longo para evitar os letreiros luminosos das propagandas do dia 12.
Algumas coisas nunca mudam: a preguiça de tirar toda a maquiagem e as bolhas nos pés. Obrigada Senhor, por mais um dia. Obrigada, por me ajudar a continuar vivendo.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Tempo de abir mão.
Às vezes, você tem que se permitir ser fraca para poder ficar mais forte. Choro não é sinônimo de fraqueza, mas, pelo contrário, que você já estava sendo forte demais há muito tempo e chegou uma hora que não deu mais para aguentar. Meu bem, eu sou uma mulher de fibra e corajosa (apesar do notável medo por cachorros); não é só isso, quero muito mais Me atraio pelas coisas difíceis, que necessitam de um certo investimento na conquista para a "posse" ter algum valor. Sou aquele tipo de mulher que chega a ser até mesmo arrogante, prepotente e fria para mostrar que é e que quer mais.
E por ser a "mulher-poderosa" que é capaz de encarar a dor de frente, de lutar com os exercícios de matemática até o fim, eu preciso - e mereço - alguém que possa ser capaz de não me magoar. Alguém que cuide -bem- do meu coração, que venha assistir séries comigo com chocolate quente, passear no parque de mãos dadas, me levar na Igreja toda semana, comer pipoca com manteiga, que lembre do dia 12 e das três palavras mágicas.
A questão não é ser o Chuck ou até mesmo o Derek, pois eles são as pessoas certas da Blair e da Meredith, atendendo ás necessidades delas, eu preciso da pessoa que seja o certo para a Maria Olívia. Não me interesso pela sua conta bancária, se tem carro ou se anda à pé, se gosta de química ou de biologia... só precisa saber como cuidar do coração de uma mulher!
E ah, essa guria não é qualquer uma não. É a tua. É a única. É a advogada. É chata. É boba.
A dor está aí o tempo todo para nos dizer alguma coisa. Em mim, a dor me fez acreditar que sou mais forte e que mais que merecer, preciso de mais do que você pode me dar, agora. Já passei da fase de descobrir o amor, essa eu superei aos 13 anos, com muito sacrifício.
Não deixei de ser menina para ser mulher, mas o momento exige que eu me levante, cresça, abra mão do meu passado e recomece a procura. Quero descobrir o que é ter um encontro, desses igual mostra nas séries que eu assisto: quero calor, quero romance, quero sentir que sou uma dama!
Sentir dor é ruim, mas foi necessário para que eu finalmente entendesse tantas coisas na vida, muitas das quais já disse aqui, nesse e em outros textos. Agora me detenho em procurar coisas que vão me fazer feliz de verdade, por completo: a faculdade federal de Direito, a pessoa certa para cuidar do meu coração, as palavras menos agressivas, não desistir dos meu sonhos e a dose de coragem adequada para deixar que novas coisas aconteçam na minha vida
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se duas pessoas são feitas uma para a outra, elas vão se encontrar". Chuck Bass
"Você é Blair Waldorf. Coragem é seu talento. Aguente firme" Serena.
E por ser a "mulher-poderosa" que é capaz de encarar a dor de frente, de lutar com os exercícios de matemática até o fim, eu preciso - e mereço - alguém que possa ser capaz de não me magoar. Alguém que cuide -bem- do meu coração, que venha assistir séries comigo com chocolate quente, passear no parque de mãos dadas, me levar na Igreja toda semana, comer pipoca com manteiga, que lembre do dia 12 e das três palavras mágicas.
A questão não é ser o Chuck ou até mesmo o Derek, pois eles são as pessoas certas da Blair e da Meredith, atendendo ás necessidades delas, eu preciso da pessoa que seja o certo para a Maria Olívia. Não me interesso pela sua conta bancária, se tem carro ou se anda à pé, se gosta de química ou de biologia... só precisa saber como cuidar do coração de uma mulher!
E ah, essa guria não é qualquer uma não. É a tua. É a única. É a advogada. É chata. É boba.
A dor está aí o tempo todo para nos dizer alguma coisa. Em mim, a dor me fez acreditar que sou mais forte e que mais que merecer, preciso de mais do que você pode me dar, agora. Já passei da fase de descobrir o amor, essa eu superei aos 13 anos, com muito sacrifício.
Não deixei de ser menina para ser mulher, mas o momento exige que eu me levante, cresça, abra mão do meu passado e recomece a procura. Quero descobrir o que é ter um encontro, desses igual mostra nas séries que eu assisto: quero calor, quero romance, quero sentir que sou uma dama!
Sentir dor é ruim, mas foi necessário para que eu finalmente entendesse tantas coisas na vida, muitas das quais já disse aqui, nesse e em outros textos. Agora me detenho em procurar coisas que vão me fazer feliz de verdade, por completo: a faculdade federal de Direito, a pessoa certa para cuidar do meu coração, as palavras menos agressivas, não desistir dos meu sonhos e a dose de coragem adequada para deixar que novas coisas aconteçam na minha vida
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se duas pessoas são feitas uma para a outra, elas vão se encontrar". Chuck Bass
"Você é Blair Waldorf. Coragem é seu talento. Aguente firme" Serena.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Procura-se.
Um novo título, um novo rascunho de uma nova história.
Algum tempo depois.
Deixei o celular no silencioso, apaguei suas fotos, troquei a fonte e mudei o foco da minha lista de contatos. Agora eu estudo 6 horas todo santo dia, todas as matérias, até biologia, com a garra de quem foi desafiada a passar em uma federal. Não falto às missas nem às festas. Não saio mais para nenhum "rolê" sem salto, super-maquiagem, e look milimetricamente combinado. Terminei de pagar minha viagem de férias de inverno e parei de esperar por um revolucionário 12 de junho.
Parei de procurar onde não vou achar. Não quero mais me quebrar por amor. Não espero dor e nem nada que venha do passado, eu olho pra frente. Não reze para que eu não mostre meus sentimentos, para que um dia estravazem em agonia e súplica, pois nunca coube à mim a sua natureza de aquietar-se.
Não espere que possa me domar ou me modelar aos teus preceitos, quero tudo que não pode me dar. E dessa vez, quero por mim: as minhas pêonias, as minhas datas importantes, os meus filmes, as minhas músicas, as minhas viagens, as minhas poesias, as minhas piadas, os meus "rolês"; tudo aquilo que deixei que não fosse importante pela tua companhia. As fotos e as mensagens de texto nunca substituíram a presença-real que você não soube como lidar.
Continuo querendo ler livros grandes, desses que dá a maior vontade de querer mudar tudo. Uso o mesmo perfume doce de sempre, até que a fábrica o produza. Voltei a querer ter 13 anos. Não me preocupo mais se a música é só triste ou emo, quero o que me faça feliz por completo. Não me tornei fria, mas não quero mais me magoar por você. Comprei agulhas e esparadrapos pra costurar o que você dilacerou.
Procuro por coisas que me aqueçam e encham minha mente e meu coração. Procuro alguém que seja capaz de me amar de verdade e intensamente, até o fim. Não sei se agora me preocupo com o tanto de tempo que a busca vai demorar. Ora, sou capaz de costurar a dor e cuidar dos meus ferimentos que você deixou. Eu sei que nem sempre vai ser como eu quero que seja, mas agora eu aprendi que eu preciso quer sempre mais, pra não receber de menos. Procuro alguém que seja capaz de entender que o que eu quero é amor. Entendo amor como carinho, presença, compromisso, peônias e aceitar a pessoa do jeitinho que ela é, pra sempre..
Reveja seus conceitos. Um dia a gente encontra o que procura.
Algum tempo depois.
Deixei o celular no silencioso, apaguei suas fotos, troquei a fonte e mudei o foco da minha lista de contatos. Agora eu estudo 6 horas todo santo dia, todas as matérias, até biologia, com a garra de quem foi desafiada a passar em uma federal. Não falto às missas nem às festas. Não saio mais para nenhum "rolê" sem salto, super-maquiagem, e look milimetricamente combinado. Terminei de pagar minha viagem de férias de inverno e parei de esperar por um revolucionário 12 de junho.
Parei de procurar onde não vou achar. Não quero mais me quebrar por amor. Não espero dor e nem nada que venha do passado, eu olho pra frente. Não reze para que eu não mostre meus sentimentos, para que um dia estravazem em agonia e súplica, pois nunca coube à mim a sua natureza de aquietar-se.
Não espere que possa me domar ou me modelar aos teus preceitos, quero tudo que não pode me dar. E dessa vez, quero por mim: as minhas pêonias, as minhas datas importantes, os meus filmes, as minhas músicas, as minhas viagens, as minhas poesias, as minhas piadas, os meus "rolês"; tudo aquilo que deixei que não fosse importante pela tua companhia. As fotos e as mensagens de texto nunca substituíram a presença-real que você não soube como lidar.
Continuo querendo ler livros grandes, desses que dá a maior vontade de querer mudar tudo. Uso o mesmo perfume doce de sempre, até que a fábrica o produza. Voltei a querer ter 13 anos. Não me preocupo mais se a música é só triste ou emo, quero o que me faça feliz por completo. Não me tornei fria, mas não quero mais me magoar por você. Comprei agulhas e esparadrapos pra costurar o que você dilacerou.
Procuro por coisas que me aqueçam e encham minha mente e meu coração. Procuro alguém que seja capaz de me amar de verdade e intensamente, até o fim. Não sei se agora me preocupo com o tanto de tempo que a busca vai demorar. Ora, sou capaz de costurar a dor e cuidar dos meus ferimentos que você deixou. Eu sei que nem sempre vai ser como eu quero que seja, mas agora eu aprendi que eu preciso quer sempre mais, pra não receber de menos. Procuro alguém que seja capaz de entender que o que eu quero é amor. Entendo amor como carinho, presença, compromisso, peônias e aceitar a pessoa do jeitinho que ela é, pra sempre..
Reveja seus conceitos. Um dia a gente encontra o que procura.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Por hoje, não mais.
Meu bem, não sei mais o que escrever. Meu vocabulário poético-amoroso está exausto de tanto usar os mesmos termos. Hoje não quero me apegar à filosofias ou literatura. Quero deixar meu coração quieto no lugar, sangrando, vivendo o momento. Não quero mais cutucar a ferida, pelo menos não por hoje. Todo sado-masoquismo tem um limite: sofrer me é permitido, mas será que me convém?
Hoje eu não quero ter um tema, quero falar de mim e ao mesmo tempo não falar nada. Não vou escutar músicas ou ler textos para me inspirar. Não quero raiva, amor, otimismo ou pessimismo; quero o meu estado natural, cru e frio, do jeito que sempre fui.
Vou restaurar meu projetos de onde parei, voltar a ser ativa e ter alguma voz aí no mundo. Vou buscar de novo meus sonhos de menina: quero viagem, moda, esmaltes, Loubourtines, fotografia, blog, msn, faculdade e minhas músicas emo. Não mais me importa o quanto é certo ou errado, quero tudo que me completa, me esquenta e me mantém viva.
Não me preocupo mais com as regras da sociedade, quero fazer tudo do meu jeito, não importa se vou errar ou acertar. Quero flores, vinhos tintos, poesias, pedidos inusitados e belas histórias para contar. Quero mais do que posso ter e quero matar a vontade de querer.
Por hoje, quero dar uma trégua à dor. Quero um dia para não sentir nada além de mim. Não me preocupo agora com o que fazer, com diálogos inacabados e matérias que ainda não estudei. Hoje quero ser eu, de qualquer jeito, errado, torto ou certo. Sentimentos, por hoje, não mais.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Essa coisa de viver cada dia de uma vez até que faz muito bem. Só é preciso dar uma chance a nós mesmos. ;)
Hoje eu não quero ter um tema, quero falar de mim e ao mesmo tempo não falar nada. Não vou escutar músicas ou ler textos para me inspirar. Não quero raiva, amor, otimismo ou pessimismo; quero o meu estado natural, cru e frio, do jeito que sempre fui.
Vou restaurar meu projetos de onde parei, voltar a ser ativa e ter alguma voz aí no mundo. Vou buscar de novo meus sonhos de menina: quero viagem, moda, esmaltes, Loubourtines, fotografia, blog, msn, faculdade e minhas músicas emo. Não mais me importa o quanto é certo ou errado, quero tudo que me completa, me esquenta e me mantém viva.
Não me preocupo mais com as regras da sociedade, quero fazer tudo do meu jeito, não importa se vou errar ou acertar. Quero flores, vinhos tintos, poesias, pedidos inusitados e belas histórias para contar. Quero mais do que posso ter e quero matar a vontade de querer.
Por hoje, quero dar uma trégua à dor. Quero um dia para não sentir nada além de mim. Não me preocupo agora com o que fazer, com diálogos inacabados e matérias que ainda não estudei. Hoje quero ser eu, de qualquer jeito, errado, torto ou certo. Sentimentos, por hoje, não mais.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Essa coisa de viver cada dia de uma vez até que faz muito bem. Só é preciso dar uma chance a nós mesmos. ;)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Ainda sobre amor.
Hoje foi a segunda vez que eu chorei ao lembrar de você. Eu ouvia minhas valsas de 15 anos, aquelas bobas que todo mundo ouve e acredita. Na minha, o Troy e a Gabriella dançam e cantam a música inteira olhando nos olhos um do outro, e dizem mil coisas românticas e fazem milhões de promessas. Agora você entende porque eu sou tão boba assim? Eu acredito nessas coisas, eu leio poesia árcade.. e tudo isso muito antes de você.
Tantas coisas mudaram em um mês. É tão intenso ir ao fundo do poço e ir escalando-o de volta à superfície aos poucos. Quando eu estive lá embaixo com tudo escuro e morrendo de medo, mesmo assim eu consegui olhar para cima e enxergar uma luz, mesmo que distante. Nem sempre é fácil subir de volta, mas não dá pra ficar morrendo no mundo subterrâneo, enquanto a vida acontece lá fora.
Eu não sabia que conseguira ser tão forte ao ponto de passar por isso tudo de novo
Eu sei que daqui eu não posso te ver, te tocar e dizer tudo que eu tenho vontade. Eu lembro do som da sua voz todos os dias e quando eu paro, eu me lembro de todas as suas promessas e de todos os planos que eu tinha feito de passar a minha inteira ao seu lado. Eu acreditei demais em você. E sim, eu confiava muito desde o começo. Não foi perfeito, não foi o meu "Troy" dos 15 anos, não foi como eu queria, não tive minhas peônias e mesmo assim, sem realizar os meus sonhos pessoais, eu estive ali do seu lado o tempo todo, esperando você enxergar o tamanho do meu amor; e agora me diga, o que eu recebi em troca? Você sabe melhor que eu que tudo que aconteceu em um ano entre a gente não foi tão bobinho assim, não morreu da forma que você achou que tinha morrido e que tudo o que eu te disse, inclusive nas brigas, não foi sem motivo ou sem sentimento.
E olha, não é proibido chorar. Se nós choramos, é porque carregamos chagas dentro de nós por muito tempo, e chega uma hora que não dá mais, elas extrapolam e fogem do nosso controle. Não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário, significa que você está sendo forte há muito tempo.
Bom agora é hora de falar de mim. Acho que algumas coisas na gente nunca mudam. Outro dia ainda dizia para as meninas que queria voltar aos meus 13 anos e viver tudo de novo, eu faria tanta coisa diferente! Não digo especificamente sobre 'a gente', mas falo de mim.
Hoje me vejo como uma mulher muito mais madura, até mais do que aquela de um mês atrás, com o coração remendado mil vezes, com tantas dúvidas na escola e com tanto desejo de continuar vivendo, errando menos e encontrando caminhos certos.
Aos 13, eu não me importava com nada disso. Eu era daquelas meninas do tipo que olhava um menino que eu gostava indo contra a minha vontade e falava " foda-se"! Eu já falava muito em amor, sem conhecê-lo muito bem, mas ainda assim preferiria não saber como ele é. No meu celular, só tinha fotos de banda emocore e eu ouvia rap, rock, emo, pop, bem assim, tudo misturado!
Daí em 3 anos então, tudo virou de cabeça para baixo, simplismente fugiu do meu controle!
Às vezes eu não entendo porque teve que acontecer tudo isso na minha vida. Queria ter o dom de encher o futuro e ver que tudo que aconteceu nesse tempo não foi à toa. Passei por um tempo muito forte de amadurecimento forçado nesses 3 anos, aprendendo a lidar na marra com situações difíceis. Aprendi que nada é fácil e que é difícil não desistir no meio do caminho. Tenho tentado ser o máximo assim, a lidar com um otimismo que não sei de onde vem; a lidar com as lembranças, com a matemática, com o vestibular... é desgastante e às vezes dá vontade de chorar e deixar tudo de lado. Mas na vida real não é assim; a maior batalha que enfrentamos é com nós mesmos e nós somos os protagonistas da nossa história. Um pouco de egoísmo faz bem, o amor nem sempre é o correto, não somos proibidos de ter lembranças e saudades, mas em que nenhum momento o sentimento ultrapasse o caráter.
Ainda sobre você: preciso colocar em palavras tudo o que se passa dentro de mim. Se você não gosta assim, sinto muito, mas escrevo o que sinto. Se um dia chegar a ler isso, entenda que apesar de ter doído a separação, não quero o teu mal. Fique bem, tranquilo, trabalhe, estude e quando namorar alguém, por favor não se esqueça das peônias e das datas, porque nós gostamos disso.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quando eu te peço pouco é porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder é que eu só quero te mostrar o que eu ainda sou
Esteban
Tantas coisas mudaram em um mês. É tão intenso ir ao fundo do poço e ir escalando-o de volta à superfície aos poucos. Quando eu estive lá embaixo com tudo escuro e morrendo de medo, mesmo assim eu consegui olhar para cima e enxergar uma luz, mesmo que distante. Nem sempre é fácil subir de volta, mas não dá pra ficar morrendo no mundo subterrâneo, enquanto a vida acontece lá fora.
Eu não sabia que conseguira ser tão forte ao ponto de passar por isso tudo de novo
Eu sei que daqui eu não posso te ver, te tocar e dizer tudo que eu tenho vontade. Eu lembro do som da sua voz todos os dias e quando eu paro, eu me lembro de todas as suas promessas e de todos os planos que eu tinha feito de passar a minha inteira ao seu lado. Eu acreditei demais em você. E sim, eu confiava muito desde o começo. Não foi perfeito, não foi o meu "Troy" dos 15 anos, não foi como eu queria, não tive minhas peônias e mesmo assim, sem realizar os meus sonhos pessoais, eu estive ali do seu lado o tempo todo, esperando você enxergar o tamanho do meu amor; e agora me diga, o que eu recebi em troca? Você sabe melhor que eu que tudo que aconteceu em um ano entre a gente não foi tão bobinho assim, não morreu da forma que você achou que tinha morrido e que tudo o que eu te disse, inclusive nas brigas, não foi sem motivo ou sem sentimento.
E olha, não é proibido chorar. Se nós choramos, é porque carregamos chagas dentro de nós por muito tempo, e chega uma hora que não dá mais, elas extrapolam e fogem do nosso controle. Não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário, significa que você está sendo forte há muito tempo.
Bom agora é hora de falar de mim. Acho que algumas coisas na gente nunca mudam. Outro dia ainda dizia para as meninas que queria voltar aos meus 13 anos e viver tudo de novo, eu faria tanta coisa diferente! Não digo especificamente sobre 'a gente', mas falo de mim.
Hoje me vejo como uma mulher muito mais madura, até mais do que aquela de um mês atrás, com o coração remendado mil vezes, com tantas dúvidas na escola e com tanto desejo de continuar vivendo, errando menos e encontrando caminhos certos.
Aos 13, eu não me importava com nada disso. Eu era daquelas meninas do tipo que olhava um menino que eu gostava indo contra a minha vontade e falava " foda-se"! Eu já falava muito em amor, sem conhecê-lo muito bem, mas ainda assim preferiria não saber como ele é. No meu celular, só tinha fotos de banda emocore e eu ouvia rap, rock, emo, pop, bem assim, tudo misturado!
Daí em 3 anos então, tudo virou de cabeça para baixo, simplismente fugiu do meu controle!
Às vezes eu não entendo porque teve que acontecer tudo isso na minha vida. Queria ter o dom de encher o futuro e ver que tudo que aconteceu nesse tempo não foi à toa. Passei por um tempo muito forte de amadurecimento forçado nesses 3 anos, aprendendo a lidar na marra com situações difíceis. Aprendi que nada é fácil e que é difícil não desistir no meio do caminho. Tenho tentado ser o máximo assim, a lidar com um otimismo que não sei de onde vem; a lidar com as lembranças, com a matemática, com o vestibular... é desgastante e às vezes dá vontade de chorar e deixar tudo de lado. Mas na vida real não é assim; a maior batalha que enfrentamos é com nós mesmos e nós somos os protagonistas da nossa história. Um pouco de egoísmo faz bem, o amor nem sempre é o correto, não somos proibidos de ter lembranças e saudades, mas em que nenhum momento o sentimento ultrapasse o caráter.
Ainda sobre você: preciso colocar em palavras tudo o que se passa dentro de mim. Se você não gosta assim, sinto muito, mas escrevo o que sinto. Se um dia chegar a ler isso, entenda que apesar de ter doído a separação, não quero o teu mal. Fique bem, tranquilo, trabalhe, estude e quando namorar alguém, por favor não se esqueça das peônias e das datas, porque nós gostamos disso.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quando eu te peço pouco é porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder é que eu só quero te mostrar o que eu ainda sou
Esteban
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Liras.
Por mais que ocupe minha cabeça o máximo possível com compromissos da escola, da Igreja e com os amigos, é inevitável, sempre vem a parte da nostalgia. Não dá pra colocar uma roupa sem lembrar de quando a usei com você, impossível não lembrar de como você costumava me chamar, impossível não lembrar de como você sorria pra mim. Tudo ainda é tão vivo. Tenho aprendio que não é proibido lembrar de alguém que te fez bem e que não está do seu lado mais. Só percebemos o quão forte e grande somos quando mesmo com a saudade a gente consegue levantar a cabeça e sorrir, em vez de chorar.
Aliás, minha vida amorosa assim como nos fracassos tem evoluído também nos aprendizados. Sofrer com a distância e as lembranças faz parte, mas a maturidade está em quando conseguimos lidar com isso.
Eu confiei demais em você, achei que o seu sentimento era tão intenso quanto o meu; talvez um dia tenha sido, não duvido disso. Achei que você seria diferente dos meus outros casos amorosos, quer nada renderam além de más lembranças. Lembra de quando eu te chamava de "meu anjo"? Não foi à toa, nem pra fazer graça. Eu achava que com você seria diferente e que enfim eu tinha encontrado alguém capaz de fazer tudo por mim e me amar verdadeiramente pelo que sou, sem querer mudar nada, só acrescentar. Será que essa meu pensamento não era utópico demais?
Se você errou, eu também. Acreditei demais no romantismo. Na verdade desde antes dos 15 eu já acreditava nessas coisas bobas de amor, que mechem com um homem e uma mulher, dai aos 15 com as aulas de literatura, você e as poesias, eu acreditei demais em amor. Só nunca te falei dos realistas; a literatura prega que na vida real nada é como nos sonhos, seres humanos não são perfeitos e o amor não é tão belo assim. Eu soube disso talvez antes mesmo de você, mas preferi acreditar que nada nos abalaria e que a nossa história não seria como o "fim real" da minha preferida, a árcade, aquela em que o Dirceu faz mil juramentos de amor, dai é exilado e nunca volta para buscar a sua Marília(!). Eu acreditava que a força do nosso amor superaria qualquer coisa. E além disso, você curou as feridas que os outros caras deixaram para trás, por isso que eu me sentia no direito de achar que com você seria diferente.
Bom, agora quando eu analiso de fora, sem ser um dos personagens principais da história, vejo que não foi bem assim e que em muito você se pareceu com os outros, apesar de ser também em muitos aspectos, melhor. Não precisava de cavalo branco, de farda, de status sociais e nem mesmo de um anel no dedo para que você fosse meu. Era pra você usar mais sentimento em vez da razão.
Só queria que você percebesse que quando uma mulher diz que ama um homem, ele nunca está brincando. Se eu te disse, não foi banal. Nós mulheres levamos o amor a sério e acreditamos em príncipes, não os dos contos de fadas, mas homens que sejam carinhosos. Nós esperamos demais dos homens e talvez eu tenha desejado coisas que você não podia me dar.
Talvez você ainda tenha que passar pelas mesmas desilusões que eu tive antes de te conhecer, entender que a vida não é fácil pra ninguém, que nós temos que sonhar e correr atrás dos nossos objetivos e que, principalmente, ninguém é forte o suficiente sozinho. Eu custei a entender isso, mas talvez um dia você me entenda.
Quanto aos buracos, não se preocupe nem se apavore por isso: eles também existiram antes de você e foram curados. Esses são novos, mas também não serão eternos.
Quanto às lembranças, guardei algumas fotos junto com anel, por enquanto, porque chega uma hora que você não vai precisar mais delas e se apagarão naturalmente, tal como a gente apaga as teorias de física da cabeça, quando passa a prova.
Quanto ao amor, também não se preocupe, vai passar.
PS: Liras em literatura é "poesia". Então o título faz referência ao fato de eu gostar de poesia árcade principalmente das "Liras da Marília de Dirceu", que são as mais belas poesias árcades.
Aliás, minha vida amorosa assim como nos fracassos tem evoluído também nos aprendizados. Sofrer com a distância e as lembranças faz parte, mas a maturidade está em quando conseguimos lidar com isso.
Eu confiei demais em você, achei que o seu sentimento era tão intenso quanto o meu; talvez um dia tenha sido, não duvido disso. Achei que você seria diferente dos meus outros casos amorosos, quer nada renderam além de más lembranças. Lembra de quando eu te chamava de "meu anjo"? Não foi à toa, nem pra fazer graça. Eu achava que com você seria diferente e que enfim eu tinha encontrado alguém capaz de fazer tudo por mim e me amar verdadeiramente pelo que sou, sem querer mudar nada, só acrescentar. Será que essa meu pensamento não era utópico demais?
Se você errou, eu também. Acreditei demais no romantismo. Na verdade desde antes dos 15 eu já acreditava nessas coisas bobas de amor, que mechem com um homem e uma mulher, dai aos 15 com as aulas de literatura, você e as poesias, eu acreditei demais em amor. Só nunca te falei dos realistas; a literatura prega que na vida real nada é como nos sonhos, seres humanos não são perfeitos e o amor não é tão belo assim. Eu soube disso talvez antes mesmo de você, mas preferi acreditar que nada nos abalaria e que a nossa história não seria como o "fim real" da minha preferida, a árcade, aquela em que o Dirceu faz mil juramentos de amor, dai é exilado e nunca volta para buscar a sua Marília(!). Eu acreditava que a força do nosso amor superaria qualquer coisa. E além disso, você curou as feridas que os outros caras deixaram para trás, por isso que eu me sentia no direito de achar que com você seria diferente.
Bom, agora quando eu analiso de fora, sem ser um dos personagens principais da história, vejo que não foi bem assim e que em muito você se pareceu com os outros, apesar de ser também em muitos aspectos, melhor. Não precisava de cavalo branco, de farda, de status sociais e nem mesmo de um anel no dedo para que você fosse meu. Era pra você usar mais sentimento em vez da razão.
Só queria que você percebesse que quando uma mulher diz que ama um homem, ele nunca está brincando. Se eu te disse, não foi banal. Nós mulheres levamos o amor a sério e acreditamos em príncipes, não os dos contos de fadas, mas homens que sejam carinhosos. Nós esperamos demais dos homens e talvez eu tenha desejado coisas que você não podia me dar.
Talvez você ainda tenha que passar pelas mesmas desilusões que eu tive antes de te conhecer, entender que a vida não é fácil pra ninguém, que nós temos que sonhar e correr atrás dos nossos objetivos e que, principalmente, ninguém é forte o suficiente sozinho. Eu custei a entender isso, mas talvez um dia você me entenda.
Quanto aos buracos, não se preocupe nem se apavore por isso: eles também existiram antes de você e foram curados. Esses são novos, mas também não serão eternos.
Quanto às lembranças, guardei algumas fotos junto com anel, por enquanto, porque chega uma hora que você não vai precisar mais delas e se apagarão naturalmente, tal como a gente apaga as teorias de física da cabeça, quando passa a prova.
Quanto ao amor, também não se preocupe, vai passar.
PS: Liras em literatura é "poesia". Então o título faz referência ao fato de eu gostar de poesia árcade principalmente das "Liras da Marília de Dirceu", que são as mais belas poesias árcades.
domingo, 8 de abril de 2012
Sobre como Deus cura as feridas.
Uma coisa que eu custei a entender que a única coisa que pode salvar a gente do fundo do posso é Deus. Por mais que seja vital o apoio dos amigos, tem um hora do seu dia que você vai colocar sua cabeça no travesseiro e começar a lembrar daquilo que um dia te fez feliz. Não é saudade, é nostalgia; e é justamente isso que te faz balançar. Daí é nessa hora que Deus vem e te resgata, Ele não te deixa afundar. Deus é que dá a força e a coragem de levantar a cabeça e encarar que você precisa continuar sua vida.
Para fazer nascer um homem novo dentro de você, é necessário morrer primeiro, não no sentido carnal, mas no sentido de passar por alguma situação que te faz sofrer e mesmo assim, viver. Não é tão simples assim e nós só entenderemos quando estivermos sentindo na pele.
Por mais que estejamos alerta e preparados, no fundo nunca estamos.A gente pode estar tentando contornar a dor, mas nós sabemos que no nosso coração, aquele buraco que dói quando um namoro acaba, sempre está lá, latejando e sensível ao menor toque.
Eu achava que o meu antigo buraco tinha se fechado para sempre e que eu nunca mais sentiria a mesma dor de antes de você aparecer. Mas eu tinha esquecido que quando a gente acha que já se curou o suficiente, volta a doer tudo de novo.
Eu tinha me esquecido que Deus vinha antes de um amor; Ele concerta aquilo que não podemos colar - o coração - e sara as nossas feridas. Por mais que elas insistam em voltarem, Deus nunca desiste de nos curar. E sim, dói bastante. Parece até que a dor nunca vai passar.
Mas acreditem, passa. Aprendi que tem hora que o buraco no coração vai fechar e ele vai voltar a bater novamente. Eu só preciso entender que Deus tem o tempo dele pra tudo, e que nada que Ele faz foi sem motivos.
Nós entenderemos tudo quando chegar a hora. Por enquanto só é necessário só continuar vivendo.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E Deus está do nosso lado, ao nosso alcance, sempre.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Epílogo
Com as experiências, aprendi que sempre que começamos alguma coisa, devemos fazê-las bem feitas até o final. Como todo livro, antes ou depois de contar a narrativa em si, o autor (ou alguém de sua confiança), escreve um "resumo" da história, colocando-a no contexto em que foi escrita. A isto, é chamado de prefácio, quando é escrito antes da história, ou de epílogo, quando escrito ao final.
Na minha história de amor, não escrevi um prefácio e narrei muito mais ou menos a narrativa em si. Não sei explicar porque, mas talvez a explicação mais lógica seja que eu me dediquei tanto a vivê-la que não parei para analisá-la sob forma de textos. Não sei se isso foi um erro ou um acerto, mas no momento, isso me parecia o correto a ser feito. E agora, a coisa certa não é narrá-la do começo ao fim com pitadas de ironia ou críticas, mesmo porque o que tinha que ser feito já foi feito. Pretendo escrever sobre o que me restou após o fim, então se você não quiser saber, não leia daqui para baixo.
Na verdade as mulheres desde pequenas se dedicam a encontrar príncipes que sejam adequados as suas bonecas, a fim de que tenham um final feliz. Na literatura romântica, quando a musa não pode ter o poeta, adoece e morre (literalmente de amor), porque acreditam muito na história de ter um príncipe. Mulheres desejam homens que as trate com carinho, compreensivos, e que acima de tudo estejam sempre do seu lado apoiando suas decisões, porque, no fundo, é isso que podemos dar de mais puro aos homens. Sim, toda mulher sempre quis ter um Loubortine, esmaltes holográficos da OPI e vestidos de festa, mas acima disso valorizamos o companherismo e carinho de vocês. Nós não precismos de presentes caros, uma única flor que você roube do jardim do vizinho já vai nos fazer feliz. Não queremos que vocês larguem seus amigos para passar o dia todo grudado na gente, só queremos que vocês arrumem um tempinho, rápido, entre uma coisa e outra, para nos dizer o quanto vocês nos amam. E façam com que a sua mulher se sinta a mulher mais amada do mundo todos os dias. Ame e beije com vontade, como se fosse a primeira e única vez. E se você conquistar o coração de uma mulher, lute para não decepcioná-la e conquiste novamente seu coração todos os dias. Homens, vocês sabem como fazer isso.
Talvez na nossa história tenha faltado muitas coisas; foi incompleta. Não estou dizendo que faltou amor ou até mesmo que ele tenha acabado, mas resalto que do seu lado faltou companherismo e romantismo, talvez você não tenha se preocupado em me conquistar sempre porque você sabia que o meu instinto feminino ia fazer com que eu ficasse sempre do seu lado e fosse carinhosa com as suas decisões. Talvez você não tenha se preocupado muito em pegar aqueles versos árcades que eu gosto tanto ou até mesmo de me mostrar o quanto você me amava com gestos bem menores do que um anel. Você sabe exatamente o que eu queria de você, e não era nada caro ou impossível de ser feito. Do meu lado, faltou saber como lidar, eu não sabia o que eu falava pra te fazer entender que você estava fazendo as coisas do jeito errado.
Eu achei que fosse ser para sempre, até que Deus levasse um de nós primeiro, de preferência quando já estivéssemos bem velhos. Você sabia que por mim, para isso acontecer, a gente não ia precisar trocar as alianças de dedo. Você sabia demais como fazer as coisas para me deixar feliz. Não sei até que ponto você quis fazer isso. Não queria que você lutasse mais por mim, queria que você tivesse tido a mesma audácia que eu tive de lutar por nós. Talvez mais uma vez o medo tenha te impedido. Mas nunca se esqueça de uma coisa: se temos um sonho, a vida não vai nos dar de graça e nós somos do tamanho dos nossos sonhos. E você tem que correr atrás dos seus, sem medo, só não se esqueça de estabelecer parâmetros e decidir o que é mais importante, pois os sonhos grandes nos tornarão pessoas efetivamente grandes.
Tenho certeza que tudo que aconteceu, no fim, foi o melhor a ser feito. No fundo nós dois sabíamos que as coisas já não se encaixavam tão perfeitamente como no começo. Há muito tempo você tinha deixado de ser aquela pessoa por quem eu me apaixonei. Eu tentei fazer de tudo para ser o melhor para você, mesmo com todas as suas falhas; fiz tudo o que eu podia para que cada encontro nosso te desse forças para encarar seus problemas no trabalho e na faculdade. Cheguei ao ponto de ler livros de auto ajuda para saber o que um homem quer de uma mulher! Nada disso deu certo porque você não teve coragem de entender que crises e problemas todos têm, mas que para vencê-los, precismos ser fortes e encarar de frente.
Ao fim de uma semana, me dei conta que no final da história, na vida real, a musa nunca morre se ela não fica com o poeta. Na verdade a musa sofre um pouco, de vez em quando o coração aperta, mas morrer e desistir, nunca. Nada é pra sempre, nem mesmo a dor. Chega uma hora em que a gente não vai sentir mais nada e enfim cresce com o aprendizado.
Meu instinto feminino me manda dizer que eu espero que você nunca desista de você mesmo.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Se você ama alguem, demontra. Se você ama alguem, faça isso da forma mais intensa que você conseguir. Se você ama alguem, não desista. Se você ama alguém, fique forte.
PS: Deus sempre estará conosco, nunca esqueça
PS2: Tudo tem uma razão, talvez a gente não entenda agora, mas com o tempo vai fazer sentido.
PS3: escolhi esse título porque depois dos 15 as aulas de literatura se tornam a referência mais forte sobre amor.
Na minha história de amor, não escrevi um prefácio e narrei muito mais ou menos a narrativa em si. Não sei explicar porque, mas talvez a explicação mais lógica seja que eu me dediquei tanto a vivê-la que não parei para analisá-la sob forma de textos. Não sei se isso foi um erro ou um acerto, mas no momento, isso me parecia o correto a ser feito. E agora, a coisa certa não é narrá-la do começo ao fim com pitadas de ironia ou críticas, mesmo porque o que tinha que ser feito já foi feito. Pretendo escrever sobre o que me restou após o fim, então se você não quiser saber, não leia daqui para baixo.
Na verdade as mulheres desde pequenas se dedicam a encontrar príncipes que sejam adequados as suas bonecas, a fim de que tenham um final feliz. Na literatura romântica, quando a musa não pode ter o poeta, adoece e morre (literalmente de amor), porque acreditam muito na história de ter um príncipe. Mulheres desejam homens que as trate com carinho, compreensivos, e que acima de tudo estejam sempre do seu lado apoiando suas decisões, porque, no fundo, é isso que podemos dar de mais puro aos homens. Sim, toda mulher sempre quis ter um Loubortine, esmaltes holográficos da OPI e vestidos de festa, mas acima disso valorizamos o companherismo e carinho de vocês. Nós não precismos de presentes caros, uma única flor que você roube do jardim do vizinho já vai nos fazer feliz. Não queremos que vocês larguem seus amigos para passar o dia todo grudado na gente, só queremos que vocês arrumem um tempinho, rápido, entre uma coisa e outra, para nos dizer o quanto vocês nos amam. E façam com que a sua mulher se sinta a mulher mais amada do mundo todos os dias. Ame e beije com vontade, como se fosse a primeira e única vez. E se você conquistar o coração de uma mulher, lute para não decepcioná-la e conquiste novamente seu coração todos os dias. Homens, vocês sabem como fazer isso.
Talvez na nossa história tenha faltado muitas coisas; foi incompleta. Não estou dizendo que faltou amor ou até mesmo que ele tenha acabado, mas resalto que do seu lado faltou companherismo e romantismo, talvez você não tenha se preocupado em me conquistar sempre porque você sabia que o meu instinto feminino ia fazer com que eu ficasse sempre do seu lado e fosse carinhosa com as suas decisões. Talvez você não tenha se preocupado muito em pegar aqueles versos árcades que eu gosto tanto ou até mesmo de me mostrar o quanto você me amava com gestos bem menores do que um anel. Você sabe exatamente o que eu queria de você, e não era nada caro ou impossível de ser feito. Do meu lado, faltou saber como lidar, eu não sabia o que eu falava pra te fazer entender que você estava fazendo as coisas do jeito errado.
Eu achei que fosse ser para sempre, até que Deus levasse um de nós primeiro, de preferência quando já estivéssemos bem velhos. Você sabia que por mim, para isso acontecer, a gente não ia precisar trocar as alianças de dedo. Você sabia demais como fazer as coisas para me deixar feliz. Não sei até que ponto você quis fazer isso. Não queria que você lutasse mais por mim, queria que você tivesse tido a mesma audácia que eu tive de lutar por nós. Talvez mais uma vez o medo tenha te impedido. Mas nunca se esqueça de uma coisa: se temos um sonho, a vida não vai nos dar de graça e nós somos do tamanho dos nossos sonhos. E você tem que correr atrás dos seus, sem medo, só não se esqueça de estabelecer parâmetros e decidir o que é mais importante, pois os sonhos grandes nos tornarão pessoas efetivamente grandes.
Tenho certeza que tudo que aconteceu, no fim, foi o melhor a ser feito. No fundo nós dois sabíamos que as coisas já não se encaixavam tão perfeitamente como no começo. Há muito tempo você tinha deixado de ser aquela pessoa por quem eu me apaixonei. Eu tentei fazer de tudo para ser o melhor para você, mesmo com todas as suas falhas; fiz tudo o que eu podia para que cada encontro nosso te desse forças para encarar seus problemas no trabalho e na faculdade. Cheguei ao ponto de ler livros de auto ajuda para saber o que um homem quer de uma mulher! Nada disso deu certo porque você não teve coragem de entender que crises e problemas todos têm, mas que para vencê-los, precismos ser fortes e encarar de frente.
Ao fim de uma semana, me dei conta que no final da história, na vida real, a musa nunca morre se ela não fica com o poeta. Na verdade a musa sofre um pouco, de vez em quando o coração aperta, mas morrer e desistir, nunca. Nada é pra sempre, nem mesmo a dor. Chega uma hora em que a gente não vai sentir mais nada e enfim cresce com o aprendizado.
Meu instinto feminino me manda dizer que eu espero que você nunca desista de você mesmo.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Se você ama alguem, demontra. Se você ama alguem, faça isso da forma mais intensa que você conseguir. Se você ama alguem, não desista. Se você ama alguém, fique forte.
PS: Deus sempre estará conosco, nunca esqueça
PS2: Tudo tem uma razão, talvez a gente não entenda agora, mas com o tempo vai fazer sentido.
PS3: escolhi esse título porque depois dos 15 as aulas de literatura se tornam a referência mais forte sobre amor.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Voando em Dragões.
Não sei se alguma vez dragões existiram de fato, mas na minha imaginação, são criaturas grandes, poderosas, que soltam fogo pelo nariz e que assustam pessoas pelo mundo todo. Nos filmes de ação, os heróis da história precisam lutar contra um desses dragões poderosos para poder viver e como as histórias costumam terminar bem, os heróis sempre derrotam os vilões com golpes certeiros. Mas, ao contrário do que muitas vezes a gente possa imaginar, a começar por mim, nós também temos que enfrentar dragões poderosos em nossas vidas, mas será que também os acertaremos com golpes certeiros?
Em geral os dragões aparentam ser mais fortes que a gente, com rugidos altos e caras feias para nos assustar. Mas, apesar do medo que a gente possa sentir ao ver um dragão, nem sempre a fera é tão grande assim. E a gente só precisa ter coragem o suficiente para levantar a espada, erguer a cabeça e começar a luta. O que muitas vezes a gente não percebe é que também temos força igual ou maior que a de um dragão, só nos esquecemos disso. Somos fortes, valentes, corajosos e podemos ganhar qualquer luta.
Quando o herói ganha a luta com o dragão, ele não o mata, mas amansa para que ele se torne seu. E esse dragão terá devoção eterna pelo seu herói, tornando sua arma secreta, muito maior que uma espada. Assim o dragão será fiel escudeiro do seu herói.
Conquiste uma mulher, e então você poderá voar com ela junto ao dragão que ela enfrentou e amansou.
E voar no dragão de alguém, é ter seu coração.
Um dragão conquistado, se torna dócil e inofensivo.
Se você abrir o coração do dragão ao meio, verá as coisas boas que ele guarda ali dentro.
Já eu acho que a gente não pode ter medo de viver. Os medos existem, mas a coragem também existe. Tento enfrentar meus dragões com a máxima coragem que consigo reunir, nem sempre venço, mas não posso desistir de tentar. Os dragões estão aí, a nossa volta, esperando para serem conquistados ou aniquilados.
Se um dia você puder voar nas asas de um dragão, não tenha medo, pois a vista lá de cima é realmente encantadora.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Vida agitada, viagens à mente menos frequentes. Minha imaginação tem despertado com menos frequência, pois tem dado lugar ao sacrifício que é enfrentar o dragão das exatas.
Em geral os dragões aparentam ser mais fortes que a gente, com rugidos altos e caras feias para nos assustar. Mas, apesar do medo que a gente possa sentir ao ver um dragão, nem sempre a fera é tão grande assim. E a gente só precisa ter coragem o suficiente para levantar a espada, erguer a cabeça e começar a luta. O que muitas vezes a gente não percebe é que também temos força igual ou maior que a de um dragão, só nos esquecemos disso. Somos fortes, valentes, corajosos e podemos ganhar qualquer luta.
Quando o herói ganha a luta com o dragão, ele não o mata, mas amansa para que ele se torne seu. E esse dragão terá devoção eterna pelo seu herói, tornando sua arma secreta, muito maior que uma espada. Assim o dragão será fiel escudeiro do seu herói.
Conquiste uma mulher, e então você poderá voar com ela junto ao dragão que ela enfrentou e amansou.
E voar no dragão de alguém, é ter seu coração.
Um dragão conquistado, se torna dócil e inofensivo.
Se você abrir o coração do dragão ao meio, verá as coisas boas que ele guarda ali dentro.
Já eu acho que a gente não pode ter medo de viver. Os medos existem, mas a coragem também existe. Tento enfrentar meus dragões com a máxima coragem que consigo reunir, nem sempre venço, mas não posso desistir de tentar. Os dragões estão aí, a nossa volta, esperando para serem conquistados ou aniquilados.
Se um dia você puder voar nas asas de um dragão, não tenha medo, pois a vista lá de cima é realmente encantadora.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Vida agitada, viagens à mente menos frequentes. Minha imaginação tem despertado com menos frequência, pois tem dado lugar ao sacrifício que é enfrentar o dragão das exatas.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Ainda sobre Janeiro.
Ausentei -me do blog de novo. Janeiro passou e eu mal o vi. Fui pra praia ver alguns dias de lindos por-do-sol. Ubatuba continua tão bela em sua rica essência, realmente um lugar abençoado por Deus. O que mais me encanta nas cidades do litoral, além da beleza daquele pedacinho de mar, são as pessoas que vivem lá, com o corpo curtido de Sol e um cabelo loiro de realmente fazer inveja! Quando a gente se encontra mais próximo a natureza, parece que desperta em nós um sentimento de louvor, de agradecer por estar ali. Passei um ano muito atribulado por tantas razões, meus pais decidiram essa viagem de última hora e tive que deixar muitas coisas para traz, mas quando você tá ali, só pensando na vida e em mais nada, não importa a cor do seu biquíni ou se você tem o óculo da moda, ninguém tá nem aí para os padrões da sociedade! É aí que a gente entende que só precisa ser feliz e mais nada. Não da pra fugir de você mesmo, dos seus medos e das suas angústias ali olhando o azul do mar encontrando o azul do céu. Não há nenhum motivos para tristezas. Subir a serra então é a decisão mais difícil do mundo!! Se por um lado você tem que voltar para a realidade cruel, você também quer ficar ali, tomando o Sol mais quente do país em um lugar onde não há coisas ruins. Sempre choro ao me despedir do mar, não porque temo nunca mais o vê-lo, mas porque ali é tão bom e tão perfeito que dá vontade de não abandonar nunca.
E então você chora mas volta ao seu lugar de origem. Mal dá tempo de se recuperar e você já se vê arrumando as coisas pra voltar pra escola. Janeiro se foi sem que eu pudesse me despedir formalmente, sem que eu saísse do meu comodismo e fosse dar um jeito na vida. Não arrumei um emprego, não arrumei minha caixa de esmaltes, não despojei, não fiz a prova da Unesp que custei a convencer meu pai a imprimir, não terminei de ler os livros que eu queria, não adiantou nada eu ter arrumado minhas roupas na gaveta e no armário, não perscrutei o suficiente, não falei o tanto que eu queria, não comi todos os McFlurrys de ovomaltine que eu queria, não saí todos os dias, não escrevi no blog... não fiz tantas coisas de que agora me arrependo! Queria poder reiniciar minhas férias e ter tomado outros caminhos, poderia ter reclamado menos do tédio e cumprido meus objetivos.
Mas foi assim que Deus quis que fosse. Pelo menos tive a audácia suficiente de colocar essa frase para reger minha vida daqui pra frente, quero que Deus guie meus caminhos, porque Ele sabe melhor que eu qual é o melhor. Posso não ter feito tudo que queria, mas também fiz coisas legais que ficarão guardadas na memória. Posso não ter saído todos os dias, mas aproveitei todos os dias em que pude sair. Posso não ter comido todas as coisas que eu queria, mas só os McFlurrys de Ovomaltine que eu comi na praia, valeu pelas outras coisas. Posso não ter feito a prova da Unesp que imprimi em Janeiro, mas farei-a ainda esse final de semana, pois com a nova série da escola, a responsabilidade aumentou, e aumentou a pressão, o desejo de passar no vestibular e a preocupação de saber se vou dar conta ou não.
Agora a velha rotina voltou cheia de surpresas, só prometo fazer tudo para que esse ano seja simplismente incrível.Vou tentar estar presente aqui o máximo que conseguir.
E então você chora mas volta ao seu lugar de origem. Mal dá tempo de se recuperar e você já se vê arrumando as coisas pra voltar pra escola. Janeiro se foi sem que eu pudesse me despedir formalmente, sem que eu saísse do meu comodismo e fosse dar um jeito na vida. Não arrumei um emprego, não arrumei minha caixa de esmaltes, não despojei, não fiz a prova da Unesp que custei a convencer meu pai a imprimir, não terminei de ler os livros que eu queria, não adiantou nada eu ter arrumado minhas roupas na gaveta e no armário, não perscrutei o suficiente, não falei o tanto que eu queria, não comi todos os McFlurrys de ovomaltine que eu queria, não saí todos os dias, não escrevi no blog... não fiz tantas coisas de que agora me arrependo! Queria poder reiniciar minhas férias e ter tomado outros caminhos, poderia ter reclamado menos do tédio e cumprido meus objetivos.
Mas foi assim que Deus quis que fosse. Pelo menos tive a audácia suficiente de colocar essa frase para reger minha vida daqui pra frente, quero que Deus guie meus caminhos, porque Ele sabe melhor que eu qual é o melhor. Posso não ter feito tudo que queria, mas também fiz coisas legais que ficarão guardadas na memória. Posso não ter saído todos os dias, mas aproveitei todos os dias em que pude sair. Posso não ter comido todas as coisas que eu queria, mas só os McFlurrys de Ovomaltine que eu comi na praia, valeu pelas outras coisas. Posso não ter feito a prova da Unesp que imprimi em Janeiro, mas farei-a ainda esse final de semana, pois com a nova série da escola, a responsabilidade aumentou, e aumentou a pressão, o desejo de passar no vestibular e a preocupação de saber se vou dar conta ou não.
Agora a velha rotina voltou cheia de surpresas, só prometo fazer tudo para que esse ano seja simplismente incrível.Vou tentar estar presente aqui o máximo que conseguir.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Desejos para 2012!
1-Paz, saúde, amor e harmonia
2-Que meu pai reconheça seus erros e pare de brigar
3-Não quebrar minha aliança
4-Estudar mais física
5-Parar de reclamar da escola
6-Passar no vestibular (USP!)
7-Despojar 3 vezes
8-Reclamar menos e fazer mais
9-Que eu consiga conversar com a minha mãe
10-Fazer todos os exercícios de geometria da apostila
11-Faltar menos do Caminho
12-Dormir menos nas aulas
13-Ganhar um beijo do Anísio
14-Não acumular web lessons
15-Sair toda semana
16-Trabalhar
17-Ir em festas
18-Que minhas unhas não quebrem tanto
19-Comprar a discografia do Muse
20-Que eu nunca desista dos meus sonhos
Essa é só mais uma lista de coisas que eu gostaria que acontecesse. Sei que algumas coisas serão difíceis pra cumprir (quase todas!), mas não custa tentar. Espero que o ano novo traga mais emoções ainda, muito amor, sucesso e paz para todos nós!
2-Que meu pai reconheça seus erros e pare de brigar
3-Não quebrar minha aliança
4-Estudar mais física
5-Parar de reclamar da escola
6-Passar no vestibular (USP!)
7-Despojar 3 vezes
8-Reclamar menos e fazer mais
9-Que eu consiga conversar com a minha mãe
10-Fazer todos os exercícios de geometria da apostila
11-Faltar menos do Caminho
12-Dormir menos nas aulas
13-Ganhar um beijo do Anísio
14-Não acumular web lessons
15-Sair toda semana
16-Trabalhar
17-Ir em festas
18-Que minhas unhas não quebrem tanto
19-Comprar a discografia do Muse
20-Que eu nunca desista dos meus sonhos
Essa é só mais uma lista de coisas que eu gostaria que acontecesse. Sei que algumas coisas serão difíceis pra cumprir (quase todas!), mas não custa tentar. Espero que o ano novo traga mais emoções ainda, muito amor, sucesso e paz para todos nós!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Resumindo 2011...
Em 2011 muitas coisas aconteceram e mudaram minha vida completamente. Me ausentei no blog pra estudar e namorar, me envergonho um pouco de ter deixado o blog em segundo plano mas me orgulho de ter vivido mais. Foi um ano louco. Às vezes passou rápido. Às vezes foi tão devagar. Vou contar um pouco do meu ano agora.
Fui pra Bertioga em Janeiro e não vi surfistas, só McDonald's. Mudei de escola, fui para o Ensino Médio. Morri de estudar, fiquei com raiva de física, fiquei com raiva da escola nova, quis mudar de escola mas não mudei. Fiz um milhão de provas, passei de semestre, de ano e recebi homenagem por ser melhor aluna da classe. Fui pro evento da Unicamp, amei o laboratório de química, descobri que amo química, descobri que amo o Anísio, pensei em prestar química, não prestei nada e já desisti de química pra continuar querendo direito.
Namorei o ano inteiro com o Filipe. Saimos toda semana, comemos batata, briguei com meu pai, com meus amigos, fiz 16 anos e ganhei uma aliança. Descobri que adoro abraços e me apaixono por sorrisos e então troquei a foto do meu celular.
Minha turma de amigos se separou, fiquei perdida entre eles. Fiz pouco amigos na escola nova e descobri as melhores amizades do mundo no Caminho. Fizemos pizzada, churrasco, pizzada de novo e amigo secreto. Jogamos porco e não perdi. Me queimei inteirinha de Sol. Tomei Sol de camiseta e short e tive que ir pra formatura do namorado com o corpo inteiro descascado.
Fiz o primeiro escrutínio, dei muita risada com os catecúmenos, morri de sono quando não podia (na aula e na igreja). Fui pra São Carlos encontrar com o padre Joaquim e depois fui pra Estiva Gerbi sem saber o que esperar. Cantei a viagem inteira, cantamos até o que não podia. Tiramos fotos, perdi as pilhas da câmera mas logo depois achei. Também cantamos "olhai os lírios do campo" toda semana desde agosto e eu ainda continuo só olhando. Preparei eucaristia dezenas de vezes, fui sorteada duas vezes pra fazer o ambiental. Morri de vergonha, gaguejei e até ri, mas no final tudo sempre dá certo.
Esse é o espírito de estar vivo: a gente faz um monte de coisas, umas certas e outras erradas. Às vezes a gente reconhece o erro vai lá e concerta; outras vezes achamos que estamos tão certo - e na verdade estamos enganados - que sequer admitimos o erro.
Já eu prefiro achar que nem sempre a gente aceita e tem a obrigação de fazer isso, pois a vida é um aprendizado constante. Se errarmos, não vamos morrer por isso. Acredito mesmo é que a gente tem que viver sempre de cabeça erguida, tomando nossas decisões e seguindo nossos caminhos porque no final sempre, de alguma forma, as coisas vão se acertar, talvez não da forma que a gente imaginou, talvez a gente receba até mais do que pedimos. Mas, para isso, é necessário que a gente não deixe de aproveitar nenhum segundo e fazer nossas vidas valerem a pena.
Que 2012 seja realmente muito melhor que 2011 foi e que as coisas continuem dando certo. Só não se esqueça de amar, rezar, cantar, dançar na chuva, rir, estudar, tirar foto, passear, ir pra praia, escrever e continuar acreditando em si mesmo.
Fui pra Bertioga em Janeiro e não vi surfistas, só McDonald's. Mudei de escola, fui para o Ensino Médio. Morri de estudar, fiquei com raiva de física, fiquei com raiva da escola nova, quis mudar de escola mas não mudei. Fiz um milhão de provas, passei de semestre, de ano e recebi homenagem por ser melhor aluna da classe. Fui pro evento da Unicamp, amei o laboratório de química, descobri que amo química, descobri que amo o Anísio, pensei em prestar química, não prestei nada e já desisti de química pra continuar querendo direito.
Namorei o ano inteiro com o Filipe. Saimos toda semana, comemos batata, briguei com meu pai, com meus amigos, fiz 16 anos e ganhei uma aliança. Descobri que adoro abraços e me apaixono por sorrisos e então troquei a foto do meu celular.
Minha turma de amigos se separou, fiquei perdida entre eles. Fiz pouco amigos na escola nova e descobri as melhores amizades do mundo no Caminho. Fizemos pizzada, churrasco, pizzada de novo e amigo secreto. Jogamos porco e não perdi. Me queimei inteirinha de Sol. Tomei Sol de camiseta e short e tive que ir pra formatura do namorado com o corpo inteiro descascado.
Fiz o primeiro escrutínio, dei muita risada com os catecúmenos, morri de sono quando não podia (na aula e na igreja). Fui pra São Carlos encontrar com o padre Joaquim e depois fui pra Estiva Gerbi sem saber o que esperar. Cantei a viagem inteira, cantamos até o que não podia. Tiramos fotos, perdi as pilhas da câmera mas logo depois achei. Também cantamos "olhai os lírios do campo" toda semana desde agosto e eu ainda continuo só olhando. Preparei eucaristia dezenas de vezes, fui sorteada duas vezes pra fazer o ambiental. Morri de vergonha, gaguejei e até ri, mas no final tudo sempre dá certo.
Esse é o espírito de estar vivo: a gente faz um monte de coisas, umas certas e outras erradas. Às vezes a gente reconhece o erro vai lá e concerta; outras vezes achamos que estamos tão certo - e na verdade estamos enganados - que sequer admitimos o erro.
Já eu prefiro achar que nem sempre a gente aceita e tem a obrigação de fazer isso, pois a vida é um aprendizado constante. Se errarmos, não vamos morrer por isso. Acredito mesmo é que a gente tem que viver sempre de cabeça erguida, tomando nossas decisões e seguindo nossos caminhos porque no final sempre, de alguma forma, as coisas vão se acertar, talvez não da forma que a gente imaginou, talvez a gente receba até mais do que pedimos. Mas, para isso, é necessário que a gente não deixe de aproveitar nenhum segundo e fazer nossas vidas valerem a pena.
Que 2012 seja realmente muito melhor que 2011 foi e que as coisas continuem dando certo. Só não se esqueça de amar, rezar, cantar, dançar na chuva, rir, estudar, tirar foto, passear, ir pra praia, escrever e continuar acreditando em si mesmo.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Acho que é meio sobre como me sinto.
Tenho evitado escrever sobre isso há algum bom tempo, mas na verdade penso sobre os mil motivos e consequências dessa história a todo momento. Acho melhor eu ser clara de uma vez e dar as cartas do jogo porque quando há muitos rodeios, a gente perde o foco.
De um ano pra cá muita coisa mudou na minha vida, e isso transparece em meu rosto. Fazer festa de quinze anos é uma coisa, só que vivê-los é outra. Não digo que foi ruim, pelo contrário, foi surpreendentemente positivo em alguns aspectos (os quais direi na minha santa retrospectiva de todo ano), mas, por outro triste lado, vivi coisas ruins que nunca esperei.
Todos nós temos o defeito de acreditar muito nas pessoas e dar a elas nossa confiança. Isso é normal e é uma coisa que adquirimos com o tempo. O único problema, é que todo exagero leva à abusos. Prefiro chamar esses abusos de decepções; a pior coisa, depois da saudade, é a gente se sentir decepcionado com nós mesmos por ter se confiado em quem não merecia sua confiança.
Eu espero demais das pessoas e nem sempre elas corresponde às minhas expectativas. Muitas vezes me passo por uma pessoa fria e antipática, o que é a pior interpretação sobre mim. Sou fraca. Sou frágil. Sou carente. Sou sonhadora. Sou chorona pra caramba. Sei que tenho me calado muito e meu silêncio é tão frio quanto a neve. Mas pro trás disso ainda tem uma menina que gosta de papais noéis de pelúcia, de carinhos e demostrações de afeto.
Não sei se chega a ser exagero meu, mas as vezes sinto que sou deixada de lado porque gosto de amor e carinho. Eu acredito tanto em amor assim ou é o mundo que se tornou frio e antipático?
Quando eu espero demais e não recebo, me sinto decepcionada por ter esperado tanto. Posso transparecer o contrário, mas no fundo eu esperei até o último segundo. E não foi como eu esperava porque queria ter tido mais apoio, mais conversas, mais demostrações de amor.
Tenho certeza de que quando a gente gosta muito de alguém, seja o namorado, família ou amigos, a gente faz questão de demostrar o que sente, porque temos que passar para o outro o amor que sentimos. Eu sei que eu tenho muito isso do meu namorado, mais ainda há alguns buracos que estão abertos há tantos anos. Sinto falta de sentar no sofá do lado da minha mãe e poder conversar com ela sem que na segunda palavra ela já esteja nervosa por alguma coisa. Sinto falta de quando meu pai ficava todo orgulhoso de mim por qualquer elogio que tenha ganhado na escola. Sinto falta de poder ter meus amigos por perto sem que haja clima de confusão ou de acusação.
Deus existe e ele há de mostrar um caminho melhor ou uma solução. Não sei vocês, mas eu sinto falta da turma. O tempo dirá qual é a melhor saída, mas ainda assim queria ter vocês por perto. Sei que não é pedir demais, por isso venho aqui pedir. Não cobro respostas, muito menos ações, porque acredito que a vida (e principalmente Deus) nos surpreende se a gente deixar ela agir.
A verdade é que muitos anos se passaram e todo mundo ficou mais velho. Ninguém mais é o mesmo de 5 ou 6 anos atrás, porque muitas coisas boas e ruins aconteceram nesse tempo. Só que o que as vezes esquecemos é a nossa essência, o nosso caráter, mas para isso, pode passar o tempo que for porque o que somos de verdade nunca desaparece ou morre. Basta sobreviver as decepções e continuar vivendo, porque uma hora as coisas se ajeitam nós conseguimos coisas que sempre duvidamos ter.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Sobreviver ao caos é o mais difícil. Mas a gente consegue sim.
Não ouse desistir de tudo que você sonhou ;)
De um ano pra cá muita coisa mudou na minha vida, e isso transparece em meu rosto. Fazer festa de quinze anos é uma coisa, só que vivê-los é outra. Não digo que foi ruim, pelo contrário, foi surpreendentemente positivo em alguns aspectos (os quais direi na minha santa retrospectiva de todo ano), mas, por outro triste lado, vivi coisas ruins que nunca esperei.
Todos nós temos o defeito de acreditar muito nas pessoas e dar a elas nossa confiança. Isso é normal e é uma coisa que adquirimos com o tempo. O único problema, é que todo exagero leva à abusos. Prefiro chamar esses abusos de decepções; a pior coisa, depois da saudade, é a gente se sentir decepcionado com nós mesmos por ter se confiado em quem não merecia sua confiança.
Eu espero demais das pessoas e nem sempre elas corresponde às minhas expectativas. Muitas vezes me passo por uma pessoa fria e antipática, o que é a pior interpretação sobre mim. Sou fraca. Sou frágil. Sou carente. Sou sonhadora. Sou chorona pra caramba. Sei que tenho me calado muito e meu silêncio é tão frio quanto a neve. Mas pro trás disso ainda tem uma menina que gosta de papais noéis de pelúcia, de carinhos e demostrações de afeto.
Não sei se chega a ser exagero meu, mas as vezes sinto que sou deixada de lado porque gosto de amor e carinho. Eu acredito tanto em amor assim ou é o mundo que se tornou frio e antipático?
Quando eu espero demais e não recebo, me sinto decepcionada por ter esperado tanto. Posso transparecer o contrário, mas no fundo eu esperei até o último segundo. E não foi como eu esperava porque queria ter tido mais apoio, mais conversas, mais demostrações de amor.
Tenho certeza de que quando a gente gosta muito de alguém, seja o namorado, família ou amigos, a gente faz questão de demostrar o que sente, porque temos que passar para o outro o amor que sentimos. Eu sei que eu tenho muito isso do meu namorado, mais ainda há alguns buracos que estão abertos há tantos anos. Sinto falta de sentar no sofá do lado da minha mãe e poder conversar com ela sem que na segunda palavra ela já esteja nervosa por alguma coisa. Sinto falta de quando meu pai ficava todo orgulhoso de mim por qualquer elogio que tenha ganhado na escola. Sinto falta de poder ter meus amigos por perto sem que haja clima de confusão ou de acusação.
Deus existe e ele há de mostrar um caminho melhor ou uma solução. Não sei vocês, mas eu sinto falta da turma. O tempo dirá qual é a melhor saída, mas ainda assim queria ter vocês por perto. Sei que não é pedir demais, por isso venho aqui pedir. Não cobro respostas, muito menos ações, porque acredito que a vida (e principalmente Deus) nos surpreende se a gente deixar ela agir.
A verdade é que muitos anos se passaram e todo mundo ficou mais velho. Ninguém mais é o mesmo de 5 ou 6 anos atrás, porque muitas coisas boas e ruins aconteceram nesse tempo. Só que o que as vezes esquecemos é a nossa essência, o nosso caráter, mas para isso, pode passar o tempo que for porque o que somos de verdade nunca desaparece ou morre. Basta sobreviver as decepções e continuar vivendo, porque uma hora as coisas se ajeitam nós conseguimos coisas que sempre duvidamos ter.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Sobreviver ao caos é o mais difícil. Mas a gente consegue sim.
Não ouse desistir de tudo que você sonhou ;)
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