Tenho escrito menos e estudado demais. A vontade de estar aqui em dias tumultuados é grande, mas com a proximidade dos vestibulares, achar um tempinho para sentar em frente ao meu computador e escrever é raridade. Há dias em que me entristeço por ter tanto há dizer e não poder estar aqui. A companhia dos livros me traz um ar de seriedade, um desejo de chegar logo a faculdade e ao mesmo tempo reviver a minha adolescência, que vejo chegando ao fim toda vez que abro uma página procurando informações sobre o vestibular.
Essa coisa de ser adolescente passou muito rápido e a proporção das melhores e piores coisas da minha vida também. É incrível como tudo muda em uma noite, um mês. Há um mês atras, por exemplo, eu curtia o melhor e mais louco final de semana da minha vida no lugar mais desejado e sonhado por mim durante os meus 13 anos: Brasília, a capital onde todos os sonhos se realizam!
Mas ao mesmo tempo que erra, a gente aprende demais com essa loucura de vida. Aos poucos a gente vai entendendo que a vida muda mesmo e que apenas está seguindo o seu curso natural e que estranho seria se ainda fosse tudo igual. E a gente sempre consegue buscar ânimo novo pra continuar vivendo.
Dai tem uma hora que a gente vai lá empina o nariz e decide a vida. Decide que não vai mais sofrer pelo amor que não deu certo, não vai mais sair soltando sua opinião a torto e à direita, vai usar o cabelo do seu jeito e não do jeito que os outros acham certo, vai por a roupa que você gosta e que você se sente bem. Enfim essa coisa toda de se dedicar as coisas que eu gosto, talvez esteja sendo o ponto mais alto do meu fim de adolescência.
A vida está passando e se a gente não entrar em um barco, morremos afogados. Sinto que meu barco está no caminho certo e que tomar as próprias decisões, apesar da responsabilidade, é algo muito bom. Tenho buscado ser mais paciente - coisa que nunca fui - e deixar que deus faça suas obras em minha vida, sem desesperos. Hoje eu sei que os sonhos de adolescente se realizam sim, se a gente pedir, rezar e acreditar!
Mais coisas estão aí para nos matar do que para nos manter vivos, basta escolher o barco certo, pegar o seu próprio remo e ir traçado a sua trajetória. Sempre teremos tempestades e águas desconhecidas, mas enquanto tivermos fé e coragem, será motivo suficiente para acreditar que estamos certos.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Como a gente sabe quando acaba a adolescência? aos 18? na faculdade? tenho dúvida a esse respeito!
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Mudança de planos.
Não sei cantar as nossas músicas velhas. De lembrar como você sorria, da cor dos seus olhos e não lembro mais o som da sua voz.
A vida ta aí, pra gente viver e ficar no passado é a maior burrice que alguém pode se atrever fazer. Finalmente tenho entendido o quão importante é viver no presente e somente no presente, sem ter lembranças demais e planos demais; a vida é para ser vivida agora e o que tiver que acontecer vai acontecer! Deus sabe das necessidades de cada um e não vai deixar que nos falte nada! E acreditem, as coisas acontecem no tempo certo, quando a gente já está preparado para poder lidar de novo.
Já repararam como a nossa vida muda? É que cada vez que muda, é geralmente para melhor: sem surpresas não teria graça, não teria expectativa e não nos arrancaria um sorriso do rosto de lembrar como foi bom ter mudado!
Portanto, não adianta ter pressa e se desesperar, porque a hora certa, sempre chega.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
O esperado é o que nos mantém de pé, mas é o inesperado que nos move.
A vida ta aí, pra gente viver e ficar no passado é a maior burrice que alguém pode se atrever fazer. Finalmente tenho entendido o quão importante é viver no presente e somente no presente, sem ter lembranças demais e planos demais; a vida é para ser vivida agora e o que tiver que acontecer vai acontecer! Deus sabe das necessidades de cada um e não vai deixar que nos falte nada! E acreditem, as coisas acontecem no tempo certo, quando a gente já está preparado para poder lidar de novo.
Já repararam como a nossa vida muda? É que cada vez que muda, é geralmente para melhor: sem surpresas não teria graça, não teria expectativa e não nos arrancaria um sorriso do rosto de lembrar como foi bom ter mudado!
Portanto, não adianta ter pressa e se desesperar, porque a hora certa, sempre chega.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
O esperado é o que nos mantém de pé, mas é o inesperado que nos move.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Depois de Brasília.
Como se pode definir os 4 melhores dias da sua vida? Acho que não existe um único sentimento ou palavra que é capaz de expressar a emoção que foi estar em Brasília - em todos os sentidos. Foram coisas que eu sonhei durante muito tempo e ver ali, bem na minha frente, com os meus próprios olhos, é incrível.
O que dizer sobre os predião? E a troca da guarda bem na nossa frente? E a aventura pra ver a mal da guarda? E o calor de 45º na Ermida Dom Bosco no domingo? E a família incrível que me acolheu? E o noivo? E os amigos que eu encontrei e fiz em Brasília? E a orquestra cantando com o Raul? E o por do sol no domingo na beira do Lago Paranoá?
Mais que belas paisagens, viagem cansativos e amigos incríveis por perto, Brasília foi de grandes ensinamentos e realmente, de me aquietar os ânimos. Aprendi que se uma coisa tiver que acontecer na tua vida, não vai adiantar fugir ou não querer, porque vai acontecer. E digo mais, Deus é quem cuida da nossa história, então não adianta muita coisa a gente planejar a nossa vida inteira: em que faculdade vamos entrar, a pessoa com que vamos nos casar, quantos filhos vamos ter, a doença que vai nos matar e com quantos anos vamos morrer, porque isso não cabe à nós. E podem acreditar, experiência própria, Deus sabe o que faz; se ele te tirar uma coisa ou mudar os teus planos, com certeza vai ser para que coisas melhores ainda te aconteçam. Deus está cuidado de você melhor do que você mesmo!
Sonhar e lutar pelos sonhos é a coisa mais importante do mundo, mas nunca se esqueça de pedir pra que Deus te ajude e te dê forças. Se não der certo, comece de novo e pede, que Deus vai te ajudar; se não for, você vai saber que não era pra ser então nem pense em se desesperar.
E ah, Deus sabe o que você precisa pra sua vida hoje! Ele não vai deixar que te falte comida, uma cama quentinha pra dormir, amigos-irmãos para cuidarem de você, uma chuva para refrescar os dias quentes.. e Brasília foi assim; não faltou e não sobrou nada. Por isso foi incrível: os lugares que vistamos, as pessoas e entender o que Deus quer de mim.
Bom, Brasília já está rendendo frutos ótimos e daqui 15 dias tem mais. Segue abaixo uma relaçao de frases, músicas, discuros e ditados catecúmenos que marcaram a "peregrinação Brasília 2012" e algumas fotos:
"Bebam água e não entrem no mato porque há risco de incêndio"
"A vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola."
"Pra ser irmão não precisa ser de sangue"
"Pede, que Deus vai te ajudar"
"Não dá pra viver seguindo roteiros"
O que dizer sobre os predião? E a troca da guarda bem na nossa frente? E a aventura pra ver a mal da guarda? E o calor de 45º na Ermida Dom Bosco no domingo? E a família incrível que me acolheu? E o noivo? E os amigos que eu encontrei e fiz em Brasília? E a orquestra cantando com o Raul? E o por do sol no domingo na beira do Lago Paranoá?
Mais que belas paisagens, viagem cansativos e amigos incríveis por perto, Brasília foi de grandes ensinamentos e realmente, de me aquietar os ânimos. Aprendi que se uma coisa tiver que acontecer na tua vida, não vai adiantar fugir ou não querer, porque vai acontecer. E digo mais, Deus é quem cuida da nossa história, então não adianta muita coisa a gente planejar a nossa vida inteira: em que faculdade vamos entrar, a pessoa com que vamos nos casar, quantos filhos vamos ter, a doença que vai nos matar e com quantos anos vamos morrer, porque isso não cabe à nós. E podem acreditar, experiência própria, Deus sabe o que faz; se ele te tirar uma coisa ou mudar os teus planos, com certeza vai ser para que coisas melhores ainda te aconteçam. Deus está cuidado de você melhor do que você mesmo!
Sonhar e lutar pelos sonhos é a coisa mais importante do mundo, mas nunca se esqueça de pedir pra que Deus te ajude e te dê forças. Se não der certo, comece de novo e pede, que Deus vai te ajudar; se não for, você vai saber que não era pra ser então nem pense em se desesperar.
E ah, Deus sabe o que você precisa pra sua vida hoje! Ele não vai deixar que te falte comida, uma cama quentinha pra dormir, amigos-irmãos para cuidarem de você, uma chuva para refrescar os dias quentes.. e Brasília foi assim; não faltou e não sobrou nada. Por isso foi incrível: os lugares que vistamos, as pessoas e entender o que Deus quer de mim.
Bom, Brasília já está rendendo frutos ótimos e daqui 15 dias tem mais. Segue abaixo uma relaçao de frases, músicas, discuros e ditados catecúmenos que marcaram a "peregrinação Brasília 2012" e algumas fotos:
"Bebam água e não entrem no mato porque há risco de incêndio"
"A vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola."
"Pra ser irmão não precisa ser de sangue"
"Pede, que Deus vai te ajudar"
"Não dá pra viver seguindo roteiros"
"Yo vengo reuni, todas las naciones"
"O que de um grande amor se espera é que tenha fogo"
"É preciso atualizar e preencher espaços, senão o inimigo toma conta"
"Deus cuida, seja a faculdade, o principe ou o sonho: nao for agora, um dia Deus vai dar um jeito pra que seja"
"O que de um grande amor se espera é que tenha fogo"
"É preciso atualizar e preencher espaços, senão o inimigo toma conta"
"Deus cuida, seja a faculdade, o principe ou o sonho: nao for agora, um dia Deus vai dar um jeito pra que seja"
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quero voltar pra Brasília um dia! Tudo lá é lindo e perfeito: as pessoas, os lugares, a vegetação, o clima, os prédios, o lago...... Ah, quantas saudades deixaste, minha querida Brasília!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Antes de Brasília.
Há exatamente seis meses foi anunciado essa viagem de peregrinação do Caminho Neocatecumenal à Brasília, como preparação para a Jornada Mundial da Juventude. Eu, que desde os 12 anos desejo essa viagem, claro, pirei na hora e durante todo esse tempo na expectativa de que o dia 27/07/12 chegasse o mais rápido possível. Muitas vezes, foi essa data que me deu forças para enfrentar meus problemas e minhas dificuldades, porque desde o princípio eu sabia que essa viagem seria um ânimo que eu não encontraria em outro lugar e, realmente, a luz no fim do túnel.
Imagina como anda a cabeça de alguém que espera há seis meses por isso e agora está há apenas 3 dias do evento!
Sabe, Brasília vai significar muita coisa. Vai ser rever meus amigos catecúmenos, uns após um ano, outros após um mês; vai ser dar o maior abraço do mundo no noivo e matar a saudade; tirar as melhores fotos panorâmicas; fazer muitos outros amigos; entrar na vontade do senhor de uma forma ou de outra; vai ser sentir fome, sede e cansaço e mesmo assim estar feliz.
Pode parecer loucura viajar 12 horas dentro de um ônibus, dormir em um saco de dormir super desconfortável ao invés de um dos hotéis super caros de Brasília. E como pode alguém ir sabendo que vai sentir fome, sede e cansaço? Nem eu mesma consigo explicar como é possível tudo isso acontecer e mesmo assim todos nós estarmos imensamente felizes só pelo fato de poder ir. Quando eu digo que o Caminho é maravilhoso, não duvidem: em que outro lugar isso poderia ser possível? Em que outra situação eu veria um tanto de homens e mulheres chorando de uma emoção inexplicável quanto se canta Shemá Israel?
Quando a gente vê o que Deus precisou fazer na nossa vida para que a gente entendesse o quanto é necessário confiar e se entregar no Senhor para que coisas como essa pudessem acontecer, eu sinto um arrepio que estremesse todas as minhas bases. Hoje eu sei que ser forte, aliás, que a minha força, veio de Deus. Se não fosse tudo isso, eu não teria conseguido.
Daí a viagem chega e eu penso em o que eu pedirei quando eu estiver lá. O que vai nos acontecer? Em que lugares nós iremos? Vai estar frio ou calor? Vamos encontrar todos das outras cidades?
Às vezes, sinto medo. Mas só de ter sido forte e ter chegado aqui, na maior expectativa, com mil planos e as ideias mais loucas na cabeça, valeu à pena. Sei que Brasília de todas as formas será inesquecível e sinal de vida nova.
Obrigada, meu Deus, por essa oportunidade única de realizar um sonho, que é estar em Brasília, com os meus amigos-irmãos para louvar e bendizer por tudo que fizeste em nossas vidas. Peço que abençoe e nos ilumine na Capital do Brasíl, que nos indique o caminho certo e amoleça os nossos corações.
Ficarei em viagem durante 3 dias, o último final de semana de férias. Voltarei segunda, cheia de histórias, com milhares de fotos e fofocas. Torçam por mim!!
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Eis que estarei convosco até o fim do mundo"
"Eu venho reunir todas as nações"
"Sê forte, espera no senhor"
Imagina como anda a cabeça de alguém que espera há seis meses por isso e agora está há apenas 3 dias do evento!
Sabe, Brasília vai significar muita coisa. Vai ser rever meus amigos catecúmenos, uns após um ano, outros após um mês; vai ser dar o maior abraço do mundo no noivo e matar a saudade; tirar as melhores fotos panorâmicas; fazer muitos outros amigos; entrar na vontade do senhor de uma forma ou de outra; vai ser sentir fome, sede e cansaço e mesmo assim estar feliz.
Pode parecer loucura viajar 12 horas dentro de um ônibus, dormir em um saco de dormir super desconfortável ao invés de um dos hotéis super caros de Brasília. E como pode alguém ir sabendo que vai sentir fome, sede e cansaço? Nem eu mesma consigo explicar como é possível tudo isso acontecer e mesmo assim todos nós estarmos imensamente felizes só pelo fato de poder ir. Quando eu digo que o Caminho é maravilhoso, não duvidem: em que outro lugar isso poderia ser possível? Em que outra situação eu veria um tanto de homens e mulheres chorando de uma emoção inexplicável quanto se canta Shemá Israel?
Quando a gente vê o que Deus precisou fazer na nossa vida para que a gente entendesse o quanto é necessário confiar e se entregar no Senhor para que coisas como essa pudessem acontecer, eu sinto um arrepio que estremesse todas as minhas bases. Hoje eu sei que ser forte, aliás, que a minha força, veio de Deus. Se não fosse tudo isso, eu não teria conseguido.
Daí a viagem chega e eu penso em o que eu pedirei quando eu estiver lá. O que vai nos acontecer? Em que lugares nós iremos? Vai estar frio ou calor? Vamos encontrar todos das outras cidades?
Às vezes, sinto medo. Mas só de ter sido forte e ter chegado aqui, na maior expectativa, com mil planos e as ideias mais loucas na cabeça, valeu à pena. Sei que Brasília de todas as formas será inesquecível e sinal de vida nova.
Obrigada, meu Deus, por essa oportunidade única de realizar um sonho, que é estar em Brasília, com os meus amigos-irmãos para louvar e bendizer por tudo que fizeste em nossas vidas. Peço que abençoe e nos ilumine na Capital do Brasíl, que nos indique o caminho certo e amoleça os nossos corações.
Ficarei em viagem durante 3 dias, o último final de semana de férias. Voltarei segunda, cheia de histórias, com milhares de fotos e fofocas. Torçam por mim!!
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Eis que estarei convosco até o fim do mundo"
"Eu venho reunir todas as nações"
"Sê forte, espera no senhor"
terça-feira, 10 de julho de 2012
Férias dos sonhos
O que a gente faz quando já usou todas as teorias e todas as técnica que conhecia já não são tão eficazes quanto antes? Todos os remédios foram tomados conforme o prescrito, mas sempre volta. O que falta mais fazer?
Bom, dizem que quando a gente não sabe o que fazer temos duas opções: ou não fazemos nada ou vamos lá e resolvemos da nossa maneira. Como sagitariana, teria que ter alguma grande aventura na história, envolvendo sutis pitadas de romance e bom humor.
Seria bom sair pelo mundo com uma mochila nas costas, pelo menos por algumas semanas, levando algumas roupas e o Loubortin. Na verdade eu não sei bem o que eu faria se eu tivesse a tal oportunidade. Talvez daria uma passada pela cidade vizinha, chamaria a minha meia dúzia de amigos e amores, só para ter mais companhia e para garantir que tudo seria perfeito.
Tentaria levar o celular apenas para tirar fotos e mandá-las imeditamente para o Facebook, afinal, coisas boas e raras a gente tem que registrar. Acamparia cada dia em um lugar, mas gostaria que na nossa barraca pudesse ter um aquecedor ou edredom embutido.
Pediria que o noivo usasse roupas em tom de rosa pelo menos três vezes por semana e indiscutivelmente aos sábados. À noite, faríamos uma grande fogueira no centro e assariamos mashmallows, igualzinho ao que gente vê nos filmes, só dispensando a parte em que contam histórias de terror, porque as nossas seriam todas sobre piadas e histórias engraçadas; no final da noite, antes de dormir, cantaríamos algumas músicas.
Na verdade ninguém ligaria muito com o vestibular do final do ano ou se as roupas ficarão sujas se a gente sentar em volta da fogueira. O maravilhoso disso tudo seria estar ali, com pessoas que sabem rir e cantar e pelo menos por alguns dias sair daqui e esquecer o marasmo sádico que é estar aqui esperando o tempo passar.
Seria incrível se isso pudesse acontecer e seria realmente tudo que eu preciso pra agora. Dizem também que o tempo mais importante é o presente. Sou bem daquelas que nao aguenta ficar parada vendo as coisas acontecerem sem ir lá e tomar as decisões que vão decidir a coisa toda. É um temperamento meio impulsivo, mas eu garanto, qualquer coisa é melhor do que não fazer nada e ficar sofrendo à toa.
Se serão as férias do sonhos, não sei dizer. Mas que para a viagem de Brasília com os amigos-irmãos faltam 15 dias e que talvez tudo isso se realize lá, no último final de semana de férias, sim, estou muito animada pra isso e juro que não vou ficar parada esperando.
Bom, dizem que quando a gente não sabe o que fazer temos duas opções: ou não fazemos nada ou vamos lá e resolvemos da nossa maneira. Como sagitariana, teria que ter alguma grande aventura na história, envolvendo sutis pitadas de romance e bom humor.
Seria bom sair pelo mundo com uma mochila nas costas, pelo menos por algumas semanas, levando algumas roupas e o Loubortin. Na verdade eu não sei bem o que eu faria se eu tivesse a tal oportunidade. Talvez daria uma passada pela cidade vizinha, chamaria a minha meia dúzia de amigos e amores, só para ter mais companhia e para garantir que tudo seria perfeito.
Tentaria levar o celular apenas para tirar fotos e mandá-las imeditamente para o Facebook, afinal, coisas boas e raras a gente tem que registrar. Acamparia cada dia em um lugar, mas gostaria que na nossa barraca pudesse ter um aquecedor ou edredom embutido.
Pediria que o noivo usasse roupas em tom de rosa pelo menos três vezes por semana e indiscutivelmente aos sábados. À noite, faríamos uma grande fogueira no centro e assariamos mashmallows, igualzinho ao que gente vê nos filmes, só dispensando a parte em que contam histórias de terror, porque as nossas seriam todas sobre piadas e histórias engraçadas; no final da noite, antes de dormir, cantaríamos algumas músicas.
Na verdade ninguém ligaria muito com o vestibular do final do ano ou se as roupas ficarão sujas se a gente sentar em volta da fogueira. O maravilhoso disso tudo seria estar ali, com pessoas que sabem rir e cantar e pelo menos por alguns dias sair daqui e esquecer o marasmo sádico que é estar aqui esperando o tempo passar.
Seria incrível se isso pudesse acontecer e seria realmente tudo que eu preciso pra agora. Dizem também que o tempo mais importante é o presente. Sou bem daquelas que nao aguenta ficar parada vendo as coisas acontecerem sem ir lá e tomar as decisões que vão decidir a coisa toda. É um temperamento meio impulsivo, mas eu garanto, qualquer coisa é melhor do que não fazer nada e ficar sofrendo à toa.
Se serão as férias do sonhos, não sei dizer. Mas que para a viagem de Brasília com os amigos-irmãos faltam 15 dias e que talvez tudo isso se realize lá, no último final de semana de férias, sim, estou muito animada pra isso e juro que não vou ficar parada esperando.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Lá.
Despoja-te das coisas que te levam a sofrer.
Eu não posso mais ficar aqui esperando me acostumar com os discursos monossílabos que eu sei que nunca vão mudar. Não há como querer algo que não te faça feliz por completo, que não cante músicas de amor, que não aprecie uma boa poesia e que não conheça o catecumenato como ele realmente é -maravilhoso.
"Crescer doi. E se alguém disser o contrário, está mentindo" Meredith Grey
Não há como apagar as marcas, como refazer as coisas erradas ou fingir que não aconteceu nada em um ano. Porque sim, aconteceu coisa demais.
Eu mudei muito depois dos 3 meses. O corte de cabelo, a minha roupa preferida, o destino das minhas viagens, a música no top da playlist do meu celular, os esmaltes, as poesias e mudei de noivo. Nunca subestime o poder de uma mulher, tenha a idade que tiver, ainda mais se for adolescente, que possua um Loubortin. E não diga para uma mulher que ela não é capaz, porque uma mulher sempre se lembra e um dia você terá que ver que sim, ela é capaz.
Hoje eu sei que o meu rumo novo não tá mais aqui na pacata cidade do interior onde todo mundo se conhece e se encontra na mesma balada. Eu aprendi a gostar das coisas grandes, que tragam certo desafio e perigo; sei que o meu esperado pedido de namoro à la Bruno Mars uma hora há de chegar e que acreditar que contos de fadas acontecem com as pessoas normais não é tão errado assim, porque tudo acontece se a gente quiser e ter a coragem de sonhar com isso.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
São restos das reflexões aleatórias da semana passada. Acho que creci com isso e posso ir em frente, pra Brasilia e São João, em paz com a mente e com o coração.
Eu não posso mais ficar aqui esperando me acostumar com os discursos monossílabos que eu sei que nunca vão mudar. Não há como querer algo que não te faça feliz por completo, que não cante músicas de amor, que não aprecie uma boa poesia e que não conheça o catecumenato como ele realmente é -maravilhoso.
"Crescer doi. E se alguém disser o contrário, está mentindo" Meredith Grey
Não há como apagar as marcas, como refazer as coisas erradas ou fingir que não aconteceu nada em um ano. Porque sim, aconteceu coisa demais.
Eu mudei muito depois dos 3 meses. O corte de cabelo, a minha roupa preferida, o destino das minhas viagens, a música no top da playlist do meu celular, os esmaltes, as poesias e mudei de noivo. Nunca subestime o poder de uma mulher, tenha a idade que tiver, ainda mais se for adolescente, que possua um Loubortin. E não diga para uma mulher que ela não é capaz, porque uma mulher sempre se lembra e um dia você terá que ver que sim, ela é capaz.
Hoje eu sei que o meu rumo novo não tá mais aqui na pacata cidade do interior onde todo mundo se conhece e se encontra na mesma balada. Eu aprendi a gostar das coisas grandes, que tragam certo desafio e perigo; sei que o meu esperado pedido de namoro à la Bruno Mars uma hora há de chegar e que acreditar que contos de fadas acontecem com as pessoas normais não é tão errado assim, porque tudo acontece se a gente quiser e ter a coragem de sonhar com isso.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
São restos das reflexões aleatórias da semana passada. Acho que creci com isso e posso ir em frente, pra Brasilia e São João, em paz com a mente e com o coração.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Considerações finais sobre o fim do semestre.
"Não tenha medo de cair, é para isso que existe o verbo 'levantar'. Não desista dos seus sonhos, porque ninguém irá realizá-los por você. Apenas você pode melhorar seu dia ou fazer com que sua vida tome um rumo diferente. Não espere por soluções: crie-as. Seja você mesmo, e todos os problemas do mundo - ou pelo menos, do seu mundo - poderão ser resolvidos. Não fraqueje, seja forte! Faça o que você tiver vontad, não o que os outros quiserem. A vida é sua, a cabeça e o coração também: use tudo a seu favor. Alguém sempre irá conspirar contra, mas enquanto você for otimista, as chances de dar certo sempre serão maiores do que as de dar errado."
"O essencial é que lutes. Viver é luta. Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal"
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar."
"Ânimo, não me sejas palerma. Trata de saborear a vida; e fica sabendo que a pior filosofi é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-las."
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esses foram trechos que me marcaram muito nesse fim de semestre, onde as forças para lutar contra física e biologia não existiam mais. Não foi fácil esperar por essas - merece idas - férias. Tanta coisa mudou em 6 meses! Fazendo uma pequena reflexão, sei que foram necessárias e me colocaram em um caminho mais centrado em busca dos meus sonhos, me fez encarar matemática como algo necessário e não mais tão torturante quanto fora antes. Agradeço a Deus por aquele final de semana em Casa Branca bem no meio de tanta agonia e medos: sei que o shemá veio como um conforto inexplicável, em todos os sentidos. Quanto ao coração, está se recuperando bem, aos poucos. Nem sempre é fácil lidar com a dor e todos os sentimentos que ela transporta consigo.. mas como eu já disse nesse blog e reintero, a dor está aí para nos dizer algo e nos fazer crescer, portanto, por mais que eu desejasse o contrário, tem que ser assim.
Para as férias, mil planos para a viagem da minha vida na companhia dos mais sinceros e incríveis amigos-irmãos, mal posso esperar pelos três dias que passaremos juntos em Brasília. Além disso, férias sempre serão férias!
Ao próximo semestre: venha com tudo, pois esse ano já é ano de vestibular.
PS: o primeiro texto é do meu noivo,e os outros três do livro "Memórias Póstumas de Braz Cubas".
"O essencial é que lutes. Viver é luta. Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal"
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar."
"Ânimo, não me sejas palerma. Trata de saborear a vida; e fica sabendo que a pior filosofi é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-las."
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esses foram trechos que me marcaram muito nesse fim de semestre, onde as forças para lutar contra física e biologia não existiam mais. Não foi fácil esperar por essas - merece idas - férias. Tanta coisa mudou em 6 meses! Fazendo uma pequena reflexão, sei que foram necessárias e me colocaram em um caminho mais centrado em busca dos meus sonhos, me fez encarar matemática como algo necessário e não mais tão torturante quanto fora antes. Agradeço a Deus por aquele final de semana em Casa Branca bem no meio de tanta agonia e medos: sei que o shemá veio como um conforto inexplicável, em todos os sentidos. Quanto ao coração, está se recuperando bem, aos poucos. Nem sempre é fácil lidar com a dor e todos os sentimentos que ela transporta consigo.. mas como eu já disse nesse blog e reintero, a dor está aí para nos dizer algo e nos fazer crescer, portanto, por mais que eu desejasse o contrário, tem que ser assim.
Para as férias, mil planos para a viagem da minha vida na companhia dos mais sinceros e incríveis amigos-irmãos, mal posso esperar pelos três dias que passaremos juntos em Brasília. Além disso, férias sempre serão férias!
Ao próximo semestre: venha com tudo, pois esse ano já é ano de vestibular.
PS: o primeiro texto é do meu noivo,e os outros três do livro "Memórias Póstumas de Braz Cubas".
sábado, 23 de junho de 2012
Reflexões da meia-noite.
Gosto de quando os ponteiros marcam meia-noite. Significa muito pra mim. É a hora do tudo ou nada e aqudela em que os melodramas da madrugada comeam a surgir, lentamente. Acredito que as madrugadas liberam o lado que mais tentamos esconder, seja por medo ou mera aparência. Que somos nós, no fundo? Por traz da aaparência do rosto bem maquiado, com toques de falsidade e moralismo, o que fica?
Bem, quando tiramos a maquiagem daquilo que aparentamos ser, inevitavelmente ficaresmos sozinho com o nosso verdadeiro "eu". Lidar com o nosso ser verdadeiro, ao contrário do que parece, não é simples, uma vez que as maquiagens estão aí para tirar as imperfeições e nos deixar aparentemente perfeitos, sem se preocupa com a essência do "ser". Quem aqui nunca teve medo de encarar o que realmente é?
Às vezes nos maquiamos demais, porém, nem mil camadas de rímel esconderão a podridão qu está por traz da bela maquiagem. Não conseguimos fugir muito tempo daquilo que somos ou sentimos: uma horas as verdades virão à tona, sem dó e sem piedade. Quando as máscaras cairem e descobrirmos a verdade não teremos tomado anestesias prévias e não teremos garantias que estaremos firmes e fortes para poder suportá-la.
Só podemos ter certeza de uma coisa: ou vamos ser corajosos, levantar a cabeça e seguir em frente ou então teremos medo de fazer qualquer coisa que envolva um novo futuro.
Pois bem, as dúvidas da madrugada nada mais são do que as reflexões sobre aquilo que vivemos. Não faz mal a ninguém perder um pouco do sono e pensar na sua essência, nos seus objetivos e perpectivas para o dia seguinte, uma vez que somos responsáveis pelas nossas ações e pelo nosso caráter. Os caminhos que decidimos seguir na vida não afetarão somente a nós e escolher um "errado" terá consequências ruins para nós mesmos e teremos que conviver com elas pelo resto da vida. Por isso, não tema em escolher o que é "certo", se liberte dos apegos do passado e jogue-os fora. Começar de novo e seguir um novo caminho. :D
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Dizem que os sagitarianos caracterizam um signo aventureiro e destemindo.. hum.
Bem, quando tiramos a maquiagem daquilo que aparentamos ser, inevitavelmente ficaresmos sozinho com o nosso verdadeiro "eu". Lidar com o nosso ser verdadeiro, ao contrário do que parece, não é simples, uma vez que as maquiagens estão aí para tirar as imperfeições e nos deixar aparentemente perfeitos, sem se preocupa com a essência do "ser". Quem aqui nunca teve medo de encarar o que realmente é?
Às vezes nos maquiamos demais, porém, nem mil camadas de rímel esconderão a podridão qu está por traz da bela maquiagem. Não conseguimos fugir muito tempo daquilo que somos ou sentimos: uma horas as verdades virão à tona, sem dó e sem piedade. Quando as máscaras cairem e descobrirmos a verdade não teremos tomado anestesias prévias e não teremos garantias que estaremos firmes e fortes para poder suportá-la.
Só podemos ter certeza de uma coisa: ou vamos ser corajosos, levantar a cabeça e seguir em frente ou então teremos medo de fazer qualquer coisa que envolva um novo futuro.
Pois bem, as dúvidas da madrugada nada mais são do que as reflexões sobre aquilo que vivemos. Não faz mal a ninguém perder um pouco do sono e pensar na sua essência, nos seus objetivos e perpectivas para o dia seguinte, uma vez que somos responsáveis pelas nossas ações e pelo nosso caráter. Os caminhos que decidimos seguir na vida não afetarão somente a nós e escolher um "errado" terá consequências ruins para nós mesmos e teremos que conviver com elas pelo resto da vida. Por isso, não tema em escolher o que é "certo", se liberte dos apegos do passado e jogue-os fora. Começar de novo e seguir um novo caminho. :D
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Dizem que os sagitarianos caracterizam um signo aventureiro e destemindo.. hum.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Nova fase.
Talvez ainda seja cedo para dizer, mas uma mulher nova nasce aqui. Não que essa nova mulher não carregue marcas de um passado intenso e triste, mas essa de agora sabe que precisa voltar ao jogo antes que seja tarde demais.
As doutoras são o tipo de mulher que não tem medo de continuar a vida, não vai ficar esperando uma coisa e se frustrar se ela não vier; a doutora vai lá e faz, não importa que seja sado-masoquismo ir à floricultura no dia 12 e mandar entregar em casa um arranjo das mais belas e caras peônias. Não, a doutora não tem medo.
Eu até sei que vou me machucar de novo, mas me entregar à uma nova paixão parece que dá um sentido a mais para a vida. Dor e sofrimento são coisas boas em certa medida, mas tem um limite. Chega uma hora que você precisa levantar do chão e fazer seus próprios curativos porque se quiser ficar ferida para sempre, o problema vai ser só seu.
As doutoras são um pouco frias e antipáticas, mas vai lá olha o arquivo de notas e as fotos no celular: nem tudo é gelo. Me diga, então que doutora não se encanta por um humor elegante e apurado? Que doutora não quer tirar uma tarde de folga para ver o Sol se por (acompanhada)?
O que move a minha vida é Deus, amor e humor. Já decidi bem o que quero para a minha vida: quero as flores mais caras no dia 12, o canto mais bonito e o catecúmeno de camisa cor-de-rosa. Preciso começar de novo, do início. Na verdade não sei bem como fazê-lo, agora o tempo e as circunstâncias são outras: melhores.
As doutoras em geral se decidem rápido quanto ao que querem, a menos se isso for uma roupa ou um sapato, do mais, sempre tem certeza de que não vão voltar atrás. Acredite, nunca desrespeite uma doutora: um dia você vai precisar dela.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Se duas pessoas são feitas uma para a outra, elas vão se encontrar. Chuck Bass
terça-feira, 5 de junho de 2012
"Noivo" ou "a ausência da dor" ou ainda "fim e outro começo"
Acho que essa vai para aquela lista das coisas mais loucas que podem acontecer em um único final de semana.
Foram dias curtos e ao mesmo tempo rápidos. Intensos de todas as formas possíveis e imagináveis.
Segurar o choro quando se canta uma música nem sempre é fácil, ainda mais quando trezentas vozes cantam em coro o canto mais lindo que já conseguiram criar. Não encontrar palavras que traduzam exatamente o que eu senti, foi uma coisa, um arrepio, diferente de tudo que eu já senti na vida enquanto cantávamos aquele canto. Foi dormir muito tarde e acordar cedo demais sem perder o ânimo e a coragem de ansiar por mais um dia. Eu sabia que esse final de semana teria o poder de mudar a minha vida e tirar de mim todo o peso da dor que eu sentia.
Apesar das más acomodações, o lugar realmente me fez sentir a presença forte de Deus em nosso meio, em todos os momentos. As roupas e os Loubortines ficaram em milésimo plano se compararmos todas as bençãos que Deus me reservou para esses três dias. Queria poder dizer mais sobre isso, não é segredo, só quero apoiar a causa "entrem para o Caminho e vocês também descobrirão como é maravilhoso".
Enfim, mudando agora o foco da conversa.
Enquanto eu arrumava minhas roupas na mala e pegava a estrada rumo ao local do nosso encontro, eu não sabia as pessoas que eu iria encontrar lá. É claro que eu queria que fosse pessoas legais, só não imaginava encontrar um tanto de gente fofo e lindo e catecúmeno! Dizem que não é muito a gente que escolhe, que Deus já sabe tudo o que vai acontecer...
Sou o tipo de rockeira-tímida, que se encanta por sorrisos e 'coisas fofas'. Parece que o cara que é catecúmeno vive em um mundo à parte, em que se as pessoas de fora começarem a analisar com um pouco mais de cuidado vão achar a coisa mais estranha do mundo o nosso comportamento. Não que sejamos melhores ou piores, mas é uma linguagem comum e universal no nosso meio que eu só consegui desvendar nesse final de semana.
Quando eu me dei conta do que estava acontecendo comigo, eu percebi que não existia mais a dor em mim. Talvez eu ainda não tenha me curado totalmente, mas posso garantir a vocês, o buraco que essa dor deixou, está plenamente cicatrizado: talvez eu ainda tenha momentos que doam um pouco, mas, pelo menos, a dor se tornou pequena demais se comparado a tudo isso que eu vivi, e conheci, durante esses dias.
Se por um lado encarar outra aventura agora parece perigoso, meu coração, e Deus, dizem que eu preciso dar essa chance à mim mesma. Não estou preocupada com os pré-julgamentos ou comparações que possam surgir enquanto penso e escrevo agora, mas me parece que é tão mais certo assim. Não quero mais bater sempre na mesma tecla; preciso disso, desse "quê" a mais que eu estava procurando, pelo bem da minha sobrevivência. Nós precisamos de um chinelo que caiba em nossos pés e que não nos machuque enquanto andamos.
O fim de nós aconteceu aqui, agora, enquanto coloco na balança os pesos dos dois lados.
Ao meu novo noivo, muito prazer, Maria Olívia: a pequena-grande Marô.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1-O amor é assim, a paz de Deus em sua casa.
2-Você já pensou em tentar por mais uma vez achar outro alguém que lhe queira também? Não é todo rio que tem um mar pra se encontrar, mas dá pra evaporar e encontrá-lo através do ar.
Foram dias curtos e ao mesmo tempo rápidos. Intensos de todas as formas possíveis e imagináveis.
Segurar o choro quando se canta uma música nem sempre é fácil, ainda mais quando trezentas vozes cantam em coro o canto mais lindo que já conseguiram criar. Não encontrar palavras que traduzam exatamente o que eu senti, foi uma coisa, um arrepio, diferente de tudo que eu já senti na vida enquanto cantávamos aquele canto. Foi dormir muito tarde e acordar cedo demais sem perder o ânimo e a coragem de ansiar por mais um dia. Eu sabia que esse final de semana teria o poder de mudar a minha vida e tirar de mim todo o peso da dor que eu sentia.
Apesar das más acomodações, o lugar realmente me fez sentir a presença forte de Deus em nosso meio, em todos os momentos. As roupas e os Loubortines ficaram em milésimo plano se compararmos todas as bençãos que Deus me reservou para esses três dias. Queria poder dizer mais sobre isso, não é segredo, só quero apoiar a causa "entrem para o Caminho e vocês também descobrirão como é maravilhoso".
Enfim, mudando agora o foco da conversa.
Enquanto eu arrumava minhas roupas na mala e pegava a estrada rumo ao local do nosso encontro, eu não sabia as pessoas que eu iria encontrar lá. É claro que eu queria que fosse pessoas legais, só não imaginava encontrar um tanto de gente fofo e lindo e catecúmeno! Dizem que não é muito a gente que escolhe, que Deus já sabe tudo o que vai acontecer...
Sou o tipo de rockeira-tímida, que se encanta por sorrisos e 'coisas fofas'. Parece que o cara que é catecúmeno vive em um mundo à parte, em que se as pessoas de fora começarem a analisar com um pouco mais de cuidado vão achar a coisa mais estranha do mundo o nosso comportamento. Não que sejamos melhores ou piores, mas é uma linguagem comum e universal no nosso meio que eu só consegui desvendar nesse final de semana.
Quando eu me dei conta do que estava acontecendo comigo, eu percebi que não existia mais a dor em mim. Talvez eu ainda não tenha me curado totalmente, mas posso garantir a vocês, o buraco que essa dor deixou, está plenamente cicatrizado: talvez eu ainda tenha momentos que doam um pouco, mas, pelo menos, a dor se tornou pequena demais se comparado a tudo isso que eu vivi, e conheci, durante esses dias.
Se por um lado encarar outra aventura agora parece perigoso, meu coração, e Deus, dizem que eu preciso dar essa chance à mim mesma. Não estou preocupada com os pré-julgamentos ou comparações que possam surgir enquanto penso e escrevo agora, mas me parece que é tão mais certo assim. Não quero mais bater sempre na mesma tecla; preciso disso, desse "quê" a mais que eu estava procurando, pelo bem da minha sobrevivência. Nós precisamos de um chinelo que caiba em nossos pés e que não nos machuque enquanto andamos.
O fim de nós aconteceu aqui, agora, enquanto coloco na balança os pesos dos dois lados.
Ao meu novo noivo, muito prazer, Maria Olívia: a pequena-grande Marô.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1-O amor é assim, a paz de Deus em sua casa.
2-Você já pensou em tentar por mais uma vez achar outro alguém que lhe queira também? Não é todo rio que tem um mar pra se encontrar, mas dá pra evaporar e encontrá-lo através do ar.
domingo, 27 de maio de 2012
Mais um.
Mil músicas de amor. Poemas rabiscados nas últimas páginas do caderno. Blusinhas cor de rosa com sainhas de babado. Jaqueta preta. 1 Kg de maquiagem preta nos olhos. Loubortine nos pés. Mais um final de semana; mais uma festa.
Caminho com os pés e a mente cansada pelo meu canto preferido da cidade, aquele que eu conheço tão bem quanto a palma das minhas mãos. No rosto, além da maquiagem, um semi sorriso. Tenho dificuldade de andar reto, pra frente, mas os muros e as paredes estão aí para a gente se apoiar enquanto anda, pra não tropeçar e quebrar o salto do sapato.
Enquanto subo a rua, vejo as coisas se distanciando cada vez mais. Sei que voltarei ao passado mil vezes, mas por hoje, não posso mais ser injusta comigo.Quero o calor de uma presença, não a sua, mas a que seja certa e que me acompanhe nessa empreitada. Quero alguém que cante e declame enquanto eu ando, parece que o peso do sapato e da subida não me sufoquem. Quero poder chorar sem ser julgada e alguém que venha me buscar na porta de casa pra ir à missa.
Enquanto caminho sozinha, tenho momentos de nostalgia, choro e sentimentos tão ruins que não consigo definí-los em uma palavra. Quero que o errado se torne certo ao mesmo tempo que não quero. Todo sapo descobre que a princesa é incrível? Todo homem escreve histórias árcades para a sua musa? Todo vidro se quebra?
Durante a caminhada, repetidas vezes preciso parar para retomar o fôlego. Dizem que as pessoas costumam saber quando a hora certa chega e que você não precisa ter pressa: se for seu, vai ser! Dizem, ainda, que o que importa é a subida..!
Cheguei muito tarde em casa. Não quis saber de saquê por hoje. Não estraguei a minha maquiagem.Andei pelo caminho mais longo para evitar os letreiros luminosos das propagandas do dia 12.
Algumas coisas nunca mudam: a preguiça de tirar toda a maquiagem e as bolhas nos pés. Obrigada Senhor, por mais um dia. Obrigada, por me ajudar a continuar vivendo.
Caminho com os pés e a mente cansada pelo meu canto preferido da cidade, aquele que eu conheço tão bem quanto a palma das minhas mãos. No rosto, além da maquiagem, um semi sorriso. Tenho dificuldade de andar reto, pra frente, mas os muros e as paredes estão aí para a gente se apoiar enquanto anda, pra não tropeçar e quebrar o salto do sapato.
Enquanto subo a rua, vejo as coisas se distanciando cada vez mais. Sei que voltarei ao passado mil vezes, mas por hoje, não posso mais ser injusta comigo.Quero o calor de uma presença, não a sua, mas a que seja certa e que me acompanhe nessa empreitada. Quero alguém que cante e declame enquanto eu ando, parece que o peso do sapato e da subida não me sufoquem. Quero poder chorar sem ser julgada e alguém que venha me buscar na porta de casa pra ir à missa.
Enquanto caminho sozinha, tenho momentos de nostalgia, choro e sentimentos tão ruins que não consigo definí-los em uma palavra. Quero que o errado se torne certo ao mesmo tempo que não quero. Todo sapo descobre que a princesa é incrível? Todo homem escreve histórias árcades para a sua musa? Todo vidro se quebra?
Durante a caminhada, repetidas vezes preciso parar para retomar o fôlego. Dizem que as pessoas costumam saber quando a hora certa chega e que você não precisa ter pressa: se for seu, vai ser! Dizem, ainda, que o que importa é a subida..!
Cheguei muito tarde em casa. Não quis saber de saquê por hoje. Não estraguei a minha maquiagem.Andei pelo caminho mais longo para evitar os letreiros luminosos das propagandas do dia 12.
Algumas coisas nunca mudam: a preguiça de tirar toda a maquiagem e as bolhas nos pés. Obrigada Senhor, por mais um dia. Obrigada, por me ajudar a continuar vivendo.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Tempo de abir mão.
Às vezes, você tem que se permitir ser fraca para poder ficar mais forte. Choro não é sinônimo de fraqueza, mas, pelo contrário, que você já estava sendo forte demais há muito tempo e chegou uma hora que não deu mais para aguentar. Meu bem, eu sou uma mulher de fibra e corajosa (apesar do notável medo por cachorros); não é só isso, quero muito mais Me atraio pelas coisas difíceis, que necessitam de um certo investimento na conquista para a "posse" ter algum valor. Sou aquele tipo de mulher que chega a ser até mesmo arrogante, prepotente e fria para mostrar que é e que quer mais.
E por ser a "mulher-poderosa" que é capaz de encarar a dor de frente, de lutar com os exercícios de matemática até o fim, eu preciso - e mereço - alguém que possa ser capaz de não me magoar. Alguém que cuide -bem- do meu coração, que venha assistir séries comigo com chocolate quente, passear no parque de mãos dadas, me levar na Igreja toda semana, comer pipoca com manteiga, que lembre do dia 12 e das três palavras mágicas.
A questão não é ser o Chuck ou até mesmo o Derek, pois eles são as pessoas certas da Blair e da Meredith, atendendo ás necessidades delas, eu preciso da pessoa que seja o certo para a Maria Olívia. Não me interesso pela sua conta bancária, se tem carro ou se anda à pé, se gosta de química ou de biologia... só precisa saber como cuidar do coração de uma mulher!
E ah, essa guria não é qualquer uma não. É a tua. É a única. É a advogada. É chata. É boba.
A dor está aí o tempo todo para nos dizer alguma coisa. Em mim, a dor me fez acreditar que sou mais forte e que mais que merecer, preciso de mais do que você pode me dar, agora. Já passei da fase de descobrir o amor, essa eu superei aos 13 anos, com muito sacrifício.
Não deixei de ser menina para ser mulher, mas o momento exige que eu me levante, cresça, abra mão do meu passado e recomece a procura. Quero descobrir o que é ter um encontro, desses igual mostra nas séries que eu assisto: quero calor, quero romance, quero sentir que sou uma dama!
Sentir dor é ruim, mas foi necessário para que eu finalmente entendesse tantas coisas na vida, muitas das quais já disse aqui, nesse e em outros textos. Agora me detenho em procurar coisas que vão me fazer feliz de verdade, por completo: a faculdade federal de Direito, a pessoa certa para cuidar do meu coração, as palavras menos agressivas, não desistir dos meu sonhos e a dose de coragem adequada para deixar que novas coisas aconteçam na minha vida
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se duas pessoas são feitas uma para a outra, elas vão se encontrar". Chuck Bass
"Você é Blair Waldorf. Coragem é seu talento. Aguente firme" Serena.
E por ser a "mulher-poderosa" que é capaz de encarar a dor de frente, de lutar com os exercícios de matemática até o fim, eu preciso - e mereço - alguém que possa ser capaz de não me magoar. Alguém que cuide -bem- do meu coração, que venha assistir séries comigo com chocolate quente, passear no parque de mãos dadas, me levar na Igreja toda semana, comer pipoca com manteiga, que lembre do dia 12 e das três palavras mágicas.
A questão não é ser o Chuck ou até mesmo o Derek, pois eles são as pessoas certas da Blair e da Meredith, atendendo ás necessidades delas, eu preciso da pessoa que seja o certo para a Maria Olívia. Não me interesso pela sua conta bancária, se tem carro ou se anda à pé, se gosta de química ou de biologia... só precisa saber como cuidar do coração de uma mulher!
E ah, essa guria não é qualquer uma não. É a tua. É a única. É a advogada. É chata. É boba.
A dor está aí o tempo todo para nos dizer alguma coisa. Em mim, a dor me fez acreditar que sou mais forte e que mais que merecer, preciso de mais do que você pode me dar, agora. Já passei da fase de descobrir o amor, essa eu superei aos 13 anos, com muito sacrifício.
Não deixei de ser menina para ser mulher, mas o momento exige que eu me levante, cresça, abra mão do meu passado e recomece a procura. Quero descobrir o que é ter um encontro, desses igual mostra nas séries que eu assisto: quero calor, quero romance, quero sentir que sou uma dama!
Sentir dor é ruim, mas foi necessário para que eu finalmente entendesse tantas coisas na vida, muitas das quais já disse aqui, nesse e em outros textos. Agora me detenho em procurar coisas que vão me fazer feliz de verdade, por completo: a faculdade federal de Direito, a pessoa certa para cuidar do meu coração, as palavras menos agressivas, não desistir dos meu sonhos e a dose de coragem adequada para deixar que novas coisas aconteçam na minha vida
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se duas pessoas são feitas uma para a outra, elas vão se encontrar". Chuck Bass
"Você é Blair Waldorf. Coragem é seu talento. Aguente firme" Serena.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Procura-se.
Um novo título, um novo rascunho de uma nova história.
Algum tempo depois.
Deixei o celular no silencioso, apaguei suas fotos, troquei a fonte e mudei o foco da minha lista de contatos. Agora eu estudo 6 horas todo santo dia, todas as matérias, até biologia, com a garra de quem foi desafiada a passar em uma federal. Não falto às missas nem às festas. Não saio mais para nenhum "rolê" sem salto, super-maquiagem, e look milimetricamente combinado. Terminei de pagar minha viagem de férias de inverno e parei de esperar por um revolucionário 12 de junho.
Parei de procurar onde não vou achar. Não quero mais me quebrar por amor. Não espero dor e nem nada que venha do passado, eu olho pra frente. Não reze para que eu não mostre meus sentimentos, para que um dia estravazem em agonia e súplica, pois nunca coube à mim a sua natureza de aquietar-se.
Não espere que possa me domar ou me modelar aos teus preceitos, quero tudo que não pode me dar. E dessa vez, quero por mim: as minhas pêonias, as minhas datas importantes, os meus filmes, as minhas músicas, as minhas viagens, as minhas poesias, as minhas piadas, os meus "rolês"; tudo aquilo que deixei que não fosse importante pela tua companhia. As fotos e as mensagens de texto nunca substituíram a presença-real que você não soube como lidar.
Continuo querendo ler livros grandes, desses que dá a maior vontade de querer mudar tudo. Uso o mesmo perfume doce de sempre, até que a fábrica o produza. Voltei a querer ter 13 anos. Não me preocupo mais se a música é só triste ou emo, quero o que me faça feliz por completo. Não me tornei fria, mas não quero mais me magoar por você. Comprei agulhas e esparadrapos pra costurar o que você dilacerou.
Procuro por coisas que me aqueçam e encham minha mente e meu coração. Procuro alguém que seja capaz de me amar de verdade e intensamente, até o fim. Não sei se agora me preocupo com o tanto de tempo que a busca vai demorar. Ora, sou capaz de costurar a dor e cuidar dos meus ferimentos que você deixou. Eu sei que nem sempre vai ser como eu quero que seja, mas agora eu aprendi que eu preciso quer sempre mais, pra não receber de menos. Procuro alguém que seja capaz de entender que o que eu quero é amor. Entendo amor como carinho, presença, compromisso, peônias e aceitar a pessoa do jeitinho que ela é, pra sempre..
Reveja seus conceitos. Um dia a gente encontra o que procura.
Algum tempo depois.
Deixei o celular no silencioso, apaguei suas fotos, troquei a fonte e mudei o foco da minha lista de contatos. Agora eu estudo 6 horas todo santo dia, todas as matérias, até biologia, com a garra de quem foi desafiada a passar em uma federal. Não falto às missas nem às festas. Não saio mais para nenhum "rolê" sem salto, super-maquiagem, e look milimetricamente combinado. Terminei de pagar minha viagem de férias de inverno e parei de esperar por um revolucionário 12 de junho.
Parei de procurar onde não vou achar. Não quero mais me quebrar por amor. Não espero dor e nem nada que venha do passado, eu olho pra frente. Não reze para que eu não mostre meus sentimentos, para que um dia estravazem em agonia e súplica, pois nunca coube à mim a sua natureza de aquietar-se.
Não espere que possa me domar ou me modelar aos teus preceitos, quero tudo que não pode me dar. E dessa vez, quero por mim: as minhas pêonias, as minhas datas importantes, os meus filmes, as minhas músicas, as minhas viagens, as minhas poesias, as minhas piadas, os meus "rolês"; tudo aquilo que deixei que não fosse importante pela tua companhia. As fotos e as mensagens de texto nunca substituíram a presença-real que você não soube como lidar.
Continuo querendo ler livros grandes, desses que dá a maior vontade de querer mudar tudo. Uso o mesmo perfume doce de sempre, até que a fábrica o produza. Voltei a querer ter 13 anos. Não me preocupo mais se a música é só triste ou emo, quero o que me faça feliz por completo. Não me tornei fria, mas não quero mais me magoar por você. Comprei agulhas e esparadrapos pra costurar o que você dilacerou.
Procuro por coisas que me aqueçam e encham minha mente e meu coração. Procuro alguém que seja capaz de me amar de verdade e intensamente, até o fim. Não sei se agora me preocupo com o tanto de tempo que a busca vai demorar. Ora, sou capaz de costurar a dor e cuidar dos meus ferimentos que você deixou. Eu sei que nem sempre vai ser como eu quero que seja, mas agora eu aprendi que eu preciso quer sempre mais, pra não receber de menos. Procuro alguém que seja capaz de entender que o que eu quero é amor. Entendo amor como carinho, presença, compromisso, peônias e aceitar a pessoa do jeitinho que ela é, pra sempre..
Reveja seus conceitos. Um dia a gente encontra o que procura.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Por hoje, não mais.
Meu bem, não sei mais o que escrever. Meu vocabulário poético-amoroso está exausto de tanto usar os mesmos termos. Hoje não quero me apegar à filosofias ou literatura. Quero deixar meu coração quieto no lugar, sangrando, vivendo o momento. Não quero mais cutucar a ferida, pelo menos não por hoje. Todo sado-masoquismo tem um limite: sofrer me é permitido, mas será que me convém?
Hoje eu não quero ter um tema, quero falar de mim e ao mesmo tempo não falar nada. Não vou escutar músicas ou ler textos para me inspirar. Não quero raiva, amor, otimismo ou pessimismo; quero o meu estado natural, cru e frio, do jeito que sempre fui.
Vou restaurar meu projetos de onde parei, voltar a ser ativa e ter alguma voz aí no mundo. Vou buscar de novo meus sonhos de menina: quero viagem, moda, esmaltes, Loubourtines, fotografia, blog, msn, faculdade e minhas músicas emo. Não mais me importa o quanto é certo ou errado, quero tudo que me completa, me esquenta e me mantém viva.
Não me preocupo mais com as regras da sociedade, quero fazer tudo do meu jeito, não importa se vou errar ou acertar. Quero flores, vinhos tintos, poesias, pedidos inusitados e belas histórias para contar. Quero mais do que posso ter e quero matar a vontade de querer.
Por hoje, quero dar uma trégua à dor. Quero um dia para não sentir nada além de mim. Não me preocupo agora com o que fazer, com diálogos inacabados e matérias que ainda não estudei. Hoje quero ser eu, de qualquer jeito, errado, torto ou certo. Sentimentos, por hoje, não mais.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Essa coisa de viver cada dia de uma vez até que faz muito bem. Só é preciso dar uma chance a nós mesmos. ;)
Hoje eu não quero ter um tema, quero falar de mim e ao mesmo tempo não falar nada. Não vou escutar músicas ou ler textos para me inspirar. Não quero raiva, amor, otimismo ou pessimismo; quero o meu estado natural, cru e frio, do jeito que sempre fui.
Vou restaurar meu projetos de onde parei, voltar a ser ativa e ter alguma voz aí no mundo. Vou buscar de novo meus sonhos de menina: quero viagem, moda, esmaltes, Loubourtines, fotografia, blog, msn, faculdade e minhas músicas emo. Não mais me importa o quanto é certo ou errado, quero tudo que me completa, me esquenta e me mantém viva.
Não me preocupo mais com as regras da sociedade, quero fazer tudo do meu jeito, não importa se vou errar ou acertar. Quero flores, vinhos tintos, poesias, pedidos inusitados e belas histórias para contar. Quero mais do que posso ter e quero matar a vontade de querer.
Por hoje, quero dar uma trégua à dor. Quero um dia para não sentir nada além de mim. Não me preocupo agora com o que fazer, com diálogos inacabados e matérias que ainda não estudei. Hoje quero ser eu, de qualquer jeito, errado, torto ou certo. Sentimentos, por hoje, não mais.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Essa coisa de viver cada dia de uma vez até que faz muito bem. Só é preciso dar uma chance a nós mesmos. ;)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Ainda sobre amor.
Hoje foi a segunda vez que eu chorei ao lembrar de você. Eu ouvia minhas valsas de 15 anos, aquelas bobas que todo mundo ouve e acredita. Na minha, o Troy e a Gabriella dançam e cantam a música inteira olhando nos olhos um do outro, e dizem mil coisas românticas e fazem milhões de promessas. Agora você entende porque eu sou tão boba assim? Eu acredito nessas coisas, eu leio poesia árcade.. e tudo isso muito antes de você.
Tantas coisas mudaram em um mês. É tão intenso ir ao fundo do poço e ir escalando-o de volta à superfície aos poucos. Quando eu estive lá embaixo com tudo escuro e morrendo de medo, mesmo assim eu consegui olhar para cima e enxergar uma luz, mesmo que distante. Nem sempre é fácil subir de volta, mas não dá pra ficar morrendo no mundo subterrâneo, enquanto a vida acontece lá fora.
Eu não sabia que conseguira ser tão forte ao ponto de passar por isso tudo de novo
Eu sei que daqui eu não posso te ver, te tocar e dizer tudo que eu tenho vontade. Eu lembro do som da sua voz todos os dias e quando eu paro, eu me lembro de todas as suas promessas e de todos os planos que eu tinha feito de passar a minha inteira ao seu lado. Eu acreditei demais em você. E sim, eu confiava muito desde o começo. Não foi perfeito, não foi o meu "Troy" dos 15 anos, não foi como eu queria, não tive minhas peônias e mesmo assim, sem realizar os meus sonhos pessoais, eu estive ali do seu lado o tempo todo, esperando você enxergar o tamanho do meu amor; e agora me diga, o que eu recebi em troca? Você sabe melhor que eu que tudo que aconteceu em um ano entre a gente não foi tão bobinho assim, não morreu da forma que você achou que tinha morrido e que tudo o que eu te disse, inclusive nas brigas, não foi sem motivo ou sem sentimento.
E olha, não é proibido chorar. Se nós choramos, é porque carregamos chagas dentro de nós por muito tempo, e chega uma hora que não dá mais, elas extrapolam e fogem do nosso controle. Não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário, significa que você está sendo forte há muito tempo.
Bom agora é hora de falar de mim. Acho que algumas coisas na gente nunca mudam. Outro dia ainda dizia para as meninas que queria voltar aos meus 13 anos e viver tudo de novo, eu faria tanta coisa diferente! Não digo especificamente sobre 'a gente', mas falo de mim.
Hoje me vejo como uma mulher muito mais madura, até mais do que aquela de um mês atrás, com o coração remendado mil vezes, com tantas dúvidas na escola e com tanto desejo de continuar vivendo, errando menos e encontrando caminhos certos.
Aos 13, eu não me importava com nada disso. Eu era daquelas meninas do tipo que olhava um menino que eu gostava indo contra a minha vontade e falava " foda-se"! Eu já falava muito em amor, sem conhecê-lo muito bem, mas ainda assim preferiria não saber como ele é. No meu celular, só tinha fotos de banda emocore e eu ouvia rap, rock, emo, pop, bem assim, tudo misturado!
Daí em 3 anos então, tudo virou de cabeça para baixo, simplismente fugiu do meu controle!
Às vezes eu não entendo porque teve que acontecer tudo isso na minha vida. Queria ter o dom de encher o futuro e ver que tudo que aconteceu nesse tempo não foi à toa. Passei por um tempo muito forte de amadurecimento forçado nesses 3 anos, aprendendo a lidar na marra com situações difíceis. Aprendi que nada é fácil e que é difícil não desistir no meio do caminho. Tenho tentado ser o máximo assim, a lidar com um otimismo que não sei de onde vem; a lidar com as lembranças, com a matemática, com o vestibular... é desgastante e às vezes dá vontade de chorar e deixar tudo de lado. Mas na vida real não é assim; a maior batalha que enfrentamos é com nós mesmos e nós somos os protagonistas da nossa história. Um pouco de egoísmo faz bem, o amor nem sempre é o correto, não somos proibidos de ter lembranças e saudades, mas em que nenhum momento o sentimento ultrapasse o caráter.
Ainda sobre você: preciso colocar em palavras tudo o que se passa dentro de mim. Se você não gosta assim, sinto muito, mas escrevo o que sinto. Se um dia chegar a ler isso, entenda que apesar de ter doído a separação, não quero o teu mal. Fique bem, tranquilo, trabalhe, estude e quando namorar alguém, por favor não se esqueça das peônias e das datas, porque nós gostamos disso.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quando eu te peço pouco é porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder é que eu só quero te mostrar o que eu ainda sou
Esteban
Tantas coisas mudaram em um mês. É tão intenso ir ao fundo do poço e ir escalando-o de volta à superfície aos poucos. Quando eu estive lá embaixo com tudo escuro e morrendo de medo, mesmo assim eu consegui olhar para cima e enxergar uma luz, mesmo que distante. Nem sempre é fácil subir de volta, mas não dá pra ficar morrendo no mundo subterrâneo, enquanto a vida acontece lá fora.
Eu não sabia que conseguira ser tão forte ao ponto de passar por isso tudo de novo
Eu sei que daqui eu não posso te ver, te tocar e dizer tudo que eu tenho vontade. Eu lembro do som da sua voz todos os dias e quando eu paro, eu me lembro de todas as suas promessas e de todos os planos que eu tinha feito de passar a minha inteira ao seu lado. Eu acreditei demais em você. E sim, eu confiava muito desde o começo. Não foi perfeito, não foi o meu "Troy" dos 15 anos, não foi como eu queria, não tive minhas peônias e mesmo assim, sem realizar os meus sonhos pessoais, eu estive ali do seu lado o tempo todo, esperando você enxergar o tamanho do meu amor; e agora me diga, o que eu recebi em troca? Você sabe melhor que eu que tudo que aconteceu em um ano entre a gente não foi tão bobinho assim, não morreu da forma que você achou que tinha morrido e que tudo o que eu te disse, inclusive nas brigas, não foi sem motivo ou sem sentimento.
E olha, não é proibido chorar. Se nós choramos, é porque carregamos chagas dentro de nós por muito tempo, e chega uma hora que não dá mais, elas extrapolam e fogem do nosso controle. Não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário, significa que você está sendo forte há muito tempo.
Bom agora é hora de falar de mim. Acho que algumas coisas na gente nunca mudam. Outro dia ainda dizia para as meninas que queria voltar aos meus 13 anos e viver tudo de novo, eu faria tanta coisa diferente! Não digo especificamente sobre 'a gente', mas falo de mim.
Hoje me vejo como uma mulher muito mais madura, até mais do que aquela de um mês atrás, com o coração remendado mil vezes, com tantas dúvidas na escola e com tanto desejo de continuar vivendo, errando menos e encontrando caminhos certos.
Aos 13, eu não me importava com nada disso. Eu era daquelas meninas do tipo que olhava um menino que eu gostava indo contra a minha vontade e falava " foda-se"! Eu já falava muito em amor, sem conhecê-lo muito bem, mas ainda assim preferiria não saber como ele é. No meu celular, só tinha fotos de banda emocore e eu ouvia rap, rock, emo, pop, bem assim, tudo misturado!
Daí em 3 anos então, tudo virou de cabeça para baixo, simplismente fugiu do meu controle!
Às vezes eu não entendo porque teve que acontecer tudo isso na minha vida. Queria ter o dom de encher o futuro e ver que tudo que aconteceu nesse tempo não foi à toa. Passei por um tempo muito forte de amadurecimento forçado nesses 3 anos, aprendendo a lidar na marra com situações difíceis. Aprendi que nada é fácil e que é difícil não desistir no meio do caminho. Tenho tentado ser o máximo assim, a lidar com um otimismo que não sei de onde vem; a lidar com as lembranças, com a matemática, com o vestibular... é desgastante e às vezes dá vontade de chorar e deixar tudo de lado. Mas na vida real não é assim; a maior batalha que enfrentamos é com nós mesmos e nós somos os protagonistas da nossa história. Um pouco de egoísmo faz bem, o amor nem sempre é o correto, não somos proibidos de ter lembranças e saudades, mas em que nenhum momento o sentimento ultrapasse o caráter.
Ainda sobre você: preciso colocar em palavras tudo o que se passa dentro de mim. Se você não gosta assim, sinto muito, mas escrevo o que sinto. Se um dia chegar a ler isso, entenda que apesar de ter doído a separação, não quero o teu mal. Fique bem, tranquilo, trabalhe, estude e quando namorar alguém, por favor não se esqueça das peônias e das datas, porque nós gostamos disso.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quando eu te peço pouco é porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder é que eu só quero te mostrar o que eu ainda sou
Esteban
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Liras.
Por mais que ocupe minha cabeça o máximo possível com compromissos da escola, da Igreja e com os amigos, é inevitável, sempre vem a parte da nostalgia. Não dá pra colocar uma roupa sem lembrar de quando a usei com você, impossível não lembrar de como você costumava me chamar, impossível não lembrar de como você sorria pra mim. Tudo ainda é tão vivo. Tenho aprendio que não é proibido lembrar de alguém que te fez bem e que não está do seu lado mais. Só percebemos o quão forte e grande somos quando mesmo com a saudade a gente consegue levantar a cabeça e sorrir, em vez de chorar.
Aliás, minha vida amorosa assim como nos fracassos tem evoluído também nos aprendizados. Sofrer com a distância e as lembranças faz parte, mas a maturidade está em quando conseguimos lidar com isso.
Eu confiei demais em você, achei que o seu sentimento era tão intenso quanto o meu; talvez um dia tenha sido, não duvido disso. Achei que você seria diferente dos meus outros casos amorosos, quer nada renderam além de más lembranças. Lembra de quando eu te chamava de "meu anjo"? Não foi à toa, nem pra fazer graça. Eu achava que com você seria diferente e que enfim eu tinha encontrado alguém capaz de fazer tudo por mim e me amar verdadeiramente pelo que sou, sem querer mudar nada, só acrescentar. Será que essa meu pensamento não era utópico demais?
Se você errou, eu também. Acreditei demais no romantismo. Na verdade desde antes dos 15 eu já acreditava nessas coisas bobas de amor, que mechem com um homem e uma mulher, dai aos 15 com as aulas de literatura, você e as poesias, eu acreditei demais em amor. Só nunca te falei dos realistas; a literatura prega que na vida real nada é como nos sonhos, seres humanos não são perfeitos e o amor não é tão belo assim. Eu soube disso talvez antes mesmo de você, mas preferi acreditar que nada nos abalaria e que a nossa história não seria como o "fim real" da minha preferida, a árcade, aquela em que o Dirceu faz mil juramentos de amor, dai é exilado e nunca volta para buscar a sua Marília(!). Eu acreditava que a força do nosso amor superaria qualquer coisa. E além disso, você curou as feridas que os outros caras deixaram para trás, por isso que eu me sentia no direito de achar que com você seria diferente.
Bom, agora quando eu analiso de fora, sem ser um dos personagens principais da história, vejo que não foi bem assim e que em muito você se pareceu com os outros, apesar de ser também em muitos aspectos, melhor. Não precisava de cavalo branco, de farda, de status sociais e nem mesmo de um anel no dedo para que você fosse meu. Era pra você usar mais sentimento em vez da razão.
Só queria que você percebesse que quando uma mulher diz que ama um homem, ele nunca está brincando. Se eu te disse, não foi banal. Nós mulheres levamos o amor a sério e acreditamos em príncipes, não os dos contos de fadas, mas homens que sejam carinhosos. Nós esperamos demais dos homens e talvez eu tenha desejado coisas que você não podia me dar.
Talvez você ainda tenha que passar pelas mesmas desilusões que eu tive antes de te conhecer, entender que a vida não é fácil pra ninguém, que nós temos que sonhar e correr atrás dos nossos objetivos e que, principalmente, ninguém é forte o suficiente sozinho. Eu custei a entender isso, mas talvez um dia você me entenda.
Quanto aos buracos, não se preocupe nem se apavore por isso: eles também existiram antes de você e foram curados. Esses são novos, mas também não serão eternos.
Quanto às lembranças, guardei algumas fotos junto com anel, por enquanto, porque chega uma hora que você não vai precisar mais delas e se apagarão naturalmente, tal como a gente apaga as teorias de física da cabeça, quando passa a prova.
Quanto ao amor, também não se preocupe, vai passar.
PS: Liras em literatura é "poesia". Então o título faz referência ao fato de eu gostar de poesia árcade principalmente das "Liras da Marília de Dirceu", que são as mais belas poesias árcades.
Aliás, minha vida amorosa assim como nos fracassos tem evoluído também nos aprendizados. Sofrer com a distância e as lembranças faz parte, mas a maturidade está em quando conseguimos lidar com isso.
Eu confiei demais em você, achei que o seu sentimento era tão intenso quanto o meu; talvez um dia tenha sido, não duvido disso. Achei que você seria diferente dos meus outros casos amorosos, quer nada renderam além de más lembranças. Lembra de quando eu te chamava de "meu anjo"? Não foi à toa, nem pra fazer graça. Eu achava que com você seria diferente e que enfim eu tinha encontrado alguém capaz de fazer tudo por mim e me amar verdadeiramente pelo que sou, sem querer mudar nada, só acrescentar. Será que essa meu pensamento não era utópico demais?
Se você errou, eu também. Acreditei demais no romantismo. Na verdade desde antes dos 15 eu já acreditava nessas coisas bobas de amor, que mechem com um homem e uma mulher, dai aos 15 com as aulas de literatura, você e as poesias, eu acreditei demais em amor. Só nunca te falei dos realistas; a literatura prega que na vida real nada é como nos sonhos, seres humanos não são perfeitos e o amor não é tão belo assim. Eu soube disso talvez antes mesmo de você, mas preferi acreditar que nada nos abalaria e que a nossa história não seria como o "fim real" da minha preferida, a árcade, aquela em que o Dirceu faz mil juramentos de amor, dai é exilado e nunca volta para buscar a sua Marília(!). Eu acreditava que a força do nosso amor superaria qualquer coisa. E além disso, você curou as feridas que os outros caras deixaram para trás, por isso que eu me sentia no direito de achar que com você seria diferente.
Bom, agora quando eu analiso de fora, sem ser um dos personagens principais da história, vejo que não foi bem assim e que em muito você se pareceu com os outros, apesar de ser também em muitos aspectos, melhor. Não precisava de cavalo branco, de farda, de status sociais e nem mesmo de um anel no dedo para que você fosse meu. Era pra você usar mais sentimento em vez da razão.
Só queria que você percebesse que quando uma mulher diz que ama um homem, ele nunca está brincando. Se eu te disse, não foi banal. Nós mulheres levamos o amor a sério e acreditamos em príncipes, não os dos contos de fadas, mas homens que sejam carinhosos. Nós esperamos demais dos homens e talvez eu tenha desejado coisas que você não podia me dar.
Talvez você ainda tenha que passar pelas mesmas desilusões que eu tive antes de te conhecer, entender que a vida não é fácil pra ninguém, que nós temos que sonhar e correr atrás dos nossos objetivos e que, principalmente, ninguém é forte o suficiente sozinho. Eu custei a entender isso, mas talvez um dia você me entenda.
Quanto aos buracos, não se preocupe nem se apavore por isso: eles também existiram antes de você e foram curados. Esses são novos, mas também não serão eternos.
Quanto às lembranças, guardei algumas fotos junto com anel, por enquanto, porque chega uma hora que você não vai precisar mais delas e se apagarão naturalmente, tal como a gente apaga as teorias de física da cabeça, quando passa a prova.
Quanto ao amor, também não se preocupe, vai passar.
PS: Liras em literatura é "poesia". Então o título faz referência ao fato de eu gostar de poesia árcade principalmente das "Liras da Marília de Dirceu", que são as mais belas poesias árcades.
domingo, 8 de abril de 2012
Sobre como Deus cura as feridas.
Uma coisa que eu custei a entender que a única coisa que pode salvar a gente do fundo do posso é Deus. Por mais que seja vital o apoio dos amigos, tem um hora do seu dia que você vai colocar sua cabeça no travesseiro e começar a lembrar daquilo que um dia te fez feliz. Não é saudade, é nostalgia; e é justamente isso que te faz balançar. Daí é nessa hora que Deus vem e te resgata, Ele não te deixa afundar. Deus é que dá a força e a coragem de levantar a cabeça e encarar que você precisa continuar sua vida.
Para fazer nascer um homem novo dentro de você, é necessário morrer primeiro, não no sentido carnal, mas no sentido de passar por alguma situação que te faz sofrer e mesmo assim, viver. Não é tão simples assim e nós só entenderemos quando estivermos sentindo na pele.
Por mais que estejamos alerta e preparados, no fundo nunca estamos.A gente pode estar tentando contornar a dor, mas nós sabemos que no nosso coração, aquele buraco que dói quando um namoro acaba, sempre está lá, latejando e sensível ao menor toque.
Eu achava que o meu antigo buraco tinha se fechado para sempre e que eu nunca mais sentiria a mesma dor de antes de você aparecer. Mas eu tinha esquecido que quando a gente acha que já se curou o suficiente, volta a doer tudo de novo.
Eu tinha me esquecido que Deus vinha antes de um amor; Ele concerta aquilo que não podemos colar - o coração - e sara as nossas feridas. Por mais que elas insistam em voltarem, Deus nunca desiste de nos curar. E sim, dói bastante. Parece até que a dor nunca vai passar.
Mas acreditem, passa. Aprendi que tem hora que o buraco no coração vai fechar e ele vai voltar a bater novamente. Eu só preciso entender que Deus tem o tempo dele pra tudo, e que nada que Ele faz foi sem motivos.
Nós entenderemos tudo quando chegar a hora. Por enquanto só é necessário só continuar vivendo.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E Deus está do nosso lado, ao nosso alcance, sempre.
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