O famoso "dente do siso" corresponde ao "terceiro molar" da arcada dentária e, se você tiver muita sorte, terá um em cada canto da boca. Seu desenvolvimento acontece entre os 16 e 20 anos sendo, por isso, chamado popularmente de "dente do juízo".
Eu, 17 anos, encontro-me com os quatro sisos formados e enraizados, sendo que o de baixo, na esquerda, está em processo de rompimento. É muita sorte para uma pessoa só: ter os quatro sisos formados e eles resolverem nascer em meio à todo o caos dos vestibulares; como se eu já não tivesse problemas e dores o suficiente! Porém, não tem como escolher, não é algo que se possa determinar geneticamente ou que se possa escolher a hora em que irão nascer. Não há outra maneira além de se conformar mesmo.
Durante a minha adolescência, convivi com o trauma da possível cirurgia dos sisos antes mesmo de completarem sua formação. Eu, medrosa que sou, relutei ao máximo e dizia que não deixaria ninguém abrir a minha gengiva; fazia isso pois eu sabia que, apesar de evitar um problema no futuro, a dor e o trauma que a cirurgia me traria seria grande demais.
Hoje, os sisos estão formados e nascendo, e eu, que achei que só haveria dor na cirurgia, convivo com as dores do nascimento, que são bem chatas. É uma dor penetrante e a cada vez que mexo a boca é como se alguém colocasse pequenas agulhas pontiagudas na minha gengiva. Há dias que nem me lembro de que tenho o tal do terceiro molar absorvendo a minha gengiva - absorvendo, sim, pois o ato de romper é absorver a gengiva; há dias sem dor e outros torturantes.
Consultei meu dentista há alguns dias atrás pois queria que ele fizesse alguma coisa para amenizar a dor. Recebi, além de algumas cruéis espetadas na gengiva, um belo "agora você tem que esperar ele nascer". Em outras palavras, "bem feito, eu falei que era pra me deixar operar". Sinto uma pontinha de culpa por isso, confesso.
Contudo, a bem da verdade, tenho que dizer que a primeira vez que vi um cantinho de dente saindo de dentro da minha gengiva meu coração encheu-se de uma alegria muito grande, assim, do nada, sem motivo. Me deu uma tremedeira inexplicável e eu espalhei a novidade à todos os meus amigos, como se fosse a maior fofoca do século. Era só mais um dente.. não, não era só mais um dente, é "o" dente!! Foi o mais esperado e finalmente ele estava ali. Ele fez uma revolução em mim pois me mostrou em meio a muita dor e agonia o quanto era belo ver que eu, junto dele, eu estava crescendo e saindo do casulo.
O siso veio para me dizer que querendo ou não, na hora certa ou errada, cheguei a idade adulta e tenho que lidar com ela. Ele me mostra que não há como evitar totalmente as dores e traumas da vida mas há como tirar um bom proveito em todas as situações. Todo dia à noite, quando o olho no espelho antes de dormir, entreabre-se no meu rosto cansado um sorriso, pois sei que dias melhores estão vindo e hoje estou feliz por não tê-lo arrancado aos 14 anos, apesar da dor.
Quando ele terminar de nascer, se estiver em uma posição que não comprometa meus outros dentes, meu dentista disse que vou poder escolher entre arrancá-lo ou deixa-lo ali. Escolhi, desde já, que a menos que ele entorte novamente a minha arcada dentária e eu tenha que usar aparelho de novo, quero deixá-lo ali pois é uma parte de mim e toda vez que eu olhar para ele vou me lembrar que só há dor para nos mostrar o quão belo pode ser as pequenas coisas da vida. Aliás, isso é vida nascendo; é um bom motivo para festejar.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Em tempos de vestibular.
Aproveitando que sexta-passada foi o "dia do vestibulando" colocarei-vos a par da loucura que é ser vestibulando.
Vestibulando que é vestibulando não sabe o que é dormir oito horas por noite, não sabe o que é ter finais de semana livre e também não sabe mais o que é ter a vida em ordem. Se eu fosse sintetizar em uma única palavra, seria: "confusão", ou, ainda, "loucura"; ficaria entre essas duas. O combustível é sempre o café, e quanto mais amargo melhor, pois quanto mais concentrada é a solução de cafeína mais acordado ela te deixa; é a combinação perfeita.
Músicas e filmes só se forem educativos e relacionados à matéria. Entram nesse grupo, único, coisas como: "o rap da pilha", "isomeria sertaneja", "canção da trigonometria" e, não menos importante, "Grey's Anatomy" coroando as noites de sexta. É uma sintonia harmônica e perfeita, digna de grandes clássicos.
Os maiores e mais sedutores amantes são aqueles exercícios de matemática que parecem impossíveis e que nos deixam loucos da vida. Quanto aos livros, nem pense em tirá-los de perto de nós, pois desenvolvemos uma dependência incurável.
Não diga coisas do tipo "isso é uma forte tendência do vestibular" ou "a Fuvest vem aí" porque isso acaba com o humor de qualquer um. Não há tempo suficiente para todo o conteúdo diário que temos que absorver, e ainda lidar com toooooooooodas as provas do terceirão, porque, por mais que doa muito dizer isso, a Fuvest realmente logo chegará e dessa vez ela não nos detonará, porque estamos sendo maior que as muralhas.
Só se ganha os louros da vitória depois de muito sacrifício, determinação e, sobretudo, coragem. Coragem porque vamos encarar o que vier pela frente e se der errado vamos começar de novo, sim! Coragem porque não sabemos o que acontecerá amanhã ou em que lugar estaremos ano que vem. Coragem porque em seis meses já foram fortes emoções, e ainda há mais outros seis até, se Deus quiser, acabar. Coragem porque a luta ainda persiste e você não pode cair no meio dela. Coragem, coragem..
Só peço à Deus que não me falte coragem e determinação, pois sei que um dia tudo entrará em perfeita harmonia e todos os meus sonhos e objetivos se concretizarão. Também peço à Deus que me mantenha firme e forte na fé para que eu nunca desanime dessa árdua caminhada.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Mas de uma coisa é certa: quando tudo acabar, sentirei saudade de toda essa loucura, pois aprendi demais nesses anos. Mas isso é assunto para outro texto...
Vestibulando que é vestibulando não sabe o que é dormir oito horas por noite, não sabe o que é ter finais de semana livre e também não sabe mais o que é ter a vida em ordem. Se eu fosse sintetizar em uma única palavra, seria: "confusão", ou, ainda, "loucura"; ficaria entre essas duas. O combustível é sempre o café, e quanto mais amargo melhor, pois quanto mais concentrada é a solução de cafeína mais acordado ela te deixa; é a combinação perfeita.
Músicas e filmes só se forem educativos e relacionados à matéria. Entram nesse grupo, único, coisas como: "o rap da pilha", "isomeria sertaneja", "canção da trigonometria" e, não menos importante, "Grey's Anatomy" coroando as noites de sexta. É uma sintonia harmônica e perfeita, digna de grandes clássicos.
Os maiores e mais sedutores amantes são aqueles exercícios de matemática que parecem impossíveis e que nos deixam loucos da vida. Quanto aos livros, nem pense em tirá-los de perto de nós, pois desenvolvemos uma dependência incurável.
Não diga coisas do tipo "isso é uma forte tendência do vestibular" ou "a Fuvest vem aí" porque isso acaba com o humor de qualquer um. Não há tempo suficiente para todo o conteúdo diário que temos que absorver, e ainda lidar com toooooooooodas as provas do terceirão, porque, por mais que doa muito dizer isso, a Fuvest realmente logo chegará e dessa vez ela não nos detonará, porque estamos sendo maior que as muralhas.
Só se ganha os louros da vitória depois de muito sacrifício, determinação e, sobretudo, coragem. Coragem porque vamos encarar o que vier pela frente e se der errado vamos começar de novo, sim! Coragem porque não sabemos o que acontecerá amanhã ou em que lugar estaremos ano que vem. Coragem porque em seis meses já foram fortes emoções, e ainda há mais outros seis até, se Deus quiser, acabar. Coragem porque a luta ainda persiste e você não pode cair no meio dela. Coragem, coragem..
Só peço à Deus que não me falte coragem e determinação, pois sei que um dia tudo entrará em perfeita harmonia e todos os meus sonhos e objetivos se concretizarão. Também peço à Deus que me mantenha firme e forte na fé para que eu nunca desanime dessa árdua caminhada.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Mas de uma coisa é certa: quando tudo acabar, sentirei saudade de toda essa loucura, pois aprendi demais nesses anos. Mas isso é assunto para outro texto...
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Infecção Generalizada.
Quando tudo parece estar bem eis que surge uma infecção para nos derrubar de novo. O pior é que ela chega sem avisar, sorrateiramente pela porta dos fundos. Não há prevenção efetiva contra essa temível bactéria: ela está por toda parte e espalha-se pelo ar. Se encontra terreno fértil em nosso organismo, aloja-se sem o menor pudor e sem pedir permissão; não é algo que você pode controlar por mais que esteja com a carteira de vacinação em dia. Quando isso acontece, precismos de doses fortes de antibióticos e o máximo de cuidado possível, porque, dependendo do tipo de bactéria, pode ser fatal.
O primeiro sinal de qualquer infecção é a febre. Dizem a biologia e a medicina que se há febre, é porque alguma coisa está errada.A febre nos faz suar frio, tremer e estar em constante atenção para que a temperatura do corpo volte ao normal. Junto dela vem o mal-estar, a dor de cabeça latejante e a fraqueza. A infecção não se contenta em vir destruir sozinha nosso organismo: sempre traz um exército de reserva bem reforçado para nos derrubar por alguns dias.
Para os mais sortudos, os piores sintomas desaparecem logo nas primeiras doses do medicamento. para os mais azarados, ou mais "resistentes", é preciso dias de repouso e doses severas até que tudo volte ao normal. É como dizem os médicos: cada caso é um caso.
Há também os extremos, e esses são os mais preocupantes. A doença pode ser assintomática ou transformar-se em uma série de outras infecções, espalhando a tal da bactéria por todo o organismo. Os dois casos são letais se descobertos tardiamente, pois exigem isolamento do paciente em unidades intensivas de tratamento; é preciso sedá-lo e injetar doses extremamente perigosas para o corpo. São aqueles casos em que um milímetro a mais ou a menos de remédio pode fazer toda diferença.
Sinto que a minha infecção se encaixa nesse último quadro, o mais perigoso. Foi totalmente inesperada e literalmente, veio da noite para o dia e me deixou de cama. Não veio sozinha: trouxe febre, fraqueza, mal-estar, forte dores de cabeça, laringite, otite e dores no estômago. Já se foram cinco dias de fortes doses de antibióticos mas sinto que a bactéria ainda vive dentro do meu corpo e que a qualquer momento ressurgirá novamente em outra grave infecção.
Tenho evitados os médicos pois tenho medo do diagnóstico; não quero descobrir que meu caso é letal e que não tem mais jeito. Não quero que a infecção domine meu corpo e a minha consciência. Para o meu caso, no entanto, sei de apenas uma coisa: não há vacina ou remédio fortes o suficiente para evitar que ela venha ou para neutralizar seus efeitos colaterais. Sinto que ela entrará em equilíbrio quando for a hora, convivendo em relações mútuas, sem que seja preciso matá-la ou me matar.
E que Deus sempre me proteja do que está por vir.
O primeiro sinal de qualquer infecção é a febre. Dizem a biologia e a medicina que se há febre, é porque alguma coisa está errada.A febre nos faz suar frio, tremer e estar em constante atenção para que a temperatura do corpo volte ao normal. Junto dela vem o mal-estar, a dor de cabeça latejante e a fraqueza. A infecção não se contenta em vir destruir sozinha nosso organismo: sempre traz um exército de reserva bem reforçado para nos derrubar por alguns dias.
Para os mais sortudos, os piores sintomas desaparecem logo nas primeiras doses do medicamento. para os mais azarados, ou mais "resistentes", é preciso dias de repouso e doses severas até que tudo volte ao normal. É como dizem os médicos: cada caso é um caso.
Há também os extremos, e esses são os mais preocupantes. A doença pode ser assintomática ou transformar-se em uma série de outras infecções, espalhando a tal da bactéria por todo o organismo. Os dois casos são letais se descobertos tardiamente, pois exigem isolamento do paciente em unidades intensivas de tratamento; é preciso sedá-lo e injetar doses extremamente perigosas para o corpo. São aqueles casos em que um milímetro a mais ou a menos de remédio pode fazer toda diferença.
Sinto que a minha infecção se encaixa nesse último quadro, o mais perigoso. Foi totalmente inesperada e literalmente, veio da noite para o dia e me deixou de cama. Não veio sozinha: trouxe febre, fraqueza, mal-estar, forte dores de cabeça, laringite, otite e dores no estômago. Já se foram cinco dias de fortes doses de antibióticos mas sinto que a bactéria ainda vive dentro do meu corpo e que a qualquer momento ressurgirá novamente em outra grave infecção.
Tenho evitados os médicos pois tenho medo do diagnóstico; não quero descobrir que meu caso é letal e que não tem mais jeito. Não quero que a infecção domine meu corpo e a minha consciência. Para o meu caso, no entanto, sei de apenas uma coisa: não há vacina ou remédio fortes o suficiente para evitar que ela venha ou para neutralizar seus efeitos colaterais. Sinto que ela entrará em equilíbrio quando for a hora, convivendo em relações mútuas, sem que seja preciso matá-la ou me matar.
E que Deus sempre me proteja do que está por vir.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Sobre sapos.
Toda noite quando saio de casa pra estudar no meu quartinho dos fundos sempre encontro sapos no curto trajeto que percorro. Alguns dizem que é porque aqui em casa a umidade e a "roça" favorecem a proliferação deles; outros dizem apenas que é puro azar. Não sei o que pensar dos sapos, apenas os odeio e me recuso a passar perto. Só sei que eles estão lá à espreita, toda noite, como se me vigiassem com seus olhos negros e saltos acrobáticos.
Não gosto dos olhos, da rugosidade da pele, do formato do corpo e principalmente da capacidade de estarem escondidos onde a gente menos espera. É como se me dissessem: "estou aqui e sei que você está com medo". E obviamente, me recuso a pegar a vassoura no canto da parede e espantá-los porque sempre fico imaginando o pior (eles saltarem em mim e liberarem algum tipo de veneno).
Sou refém dos sapos, assim, sem reagir, sem lutar; apensa me rendo ao medo e grito por socorro. Mas hoje eu me pergunto: até quando? No começo, quando a gente está aprendendo alguma coisa nova os medos são aceitáveis e compreensíveis. Porém, chega uma hora que vira comédia. O medo vira desculpa e conformação. A gente se recusa a fazer alguma coisa que nos faria bem só pelo simples fato de ter medo de coisas bobas. Coisas que a gente nem sabe direito porque é que tem medo.
Dizem que para matar sapos a gente deve jogar sal em cima deles; o sal desidrata o corpo do bicho e a morte é lenta e então você sofre junto. Se matar sapos não resolve o problema a gente faz o quê exatamente? Alguns dizem que você deve espantá-los, tocá-los pra bem longe toda vez que aparecerem. Outros dizem que é um bom sinal, por "o sapo sempre vira o príncipe no final da história". O problema do primeiro é que ele sempre volta e o problema do segundo é que o final vai demorar e não sei se será feliz. Estou nesse impasse com os meus sapos hoje: tocá-los ou torcer para que eles não pulem em mim enquanto espero o final feliz?
Sei que apesar dos mil conselhos que posso receber e das inúmeras tentativas do meu pai de me proteger de alguma ação maligna deles, a decisão só cabe a mim. Sou eu quem percorre o caminho entre a cozinha e o quarto de estudos todos os dias. Sou eu quem tem que passar e lidar com eles. Não tenho culpa se estão ali, mas eles também não tem. É apenas a vida seguindo seu curso normal, cada um em seu habitat tentando sobreviver. Sei que preciso me decidir, e logo, se vou deixá-los quietos ali ou se vou tocá-los sempre que os ver.
Mas hoje, escolho ficar aqui dentro de casa e não ter que vê-los por essa noite. Tenho adiado minha decisão e disso bem sei, mas apenas quero fazê-la com prudência e cautela, sem que haja arrependimentos futuros, sem que haja mais dores, medos e pesares.
Sapos: espero que vocês sejam um sinal divino e que realmente controlem seus impulsos saltatórios e que guardem bem suas toxinas quando eu estiver por perto enquanto eu me decido do futuro que vocês terão em minha vida.
Grata, Maria Olívia.
Não gosto dos olhos, da rugosidade da pele, do formato do corpo e principalmente da capacidade de estarem escondidos onde a gente menos espera. É como se me dissessem: "estou aqui e sei que você está com medo". E obviamente, me recuso a pegar a vassoura no canto da parede e espantá-los porque sempre fico imaginando o pior (eles saltarem em mim e liberarem algum tipo de veneno).
Sou refém dos sapos, assim, sem reagir, sem lutar; apensa me rendo ao medo e grito por socorro. Mas hoje eu me pergunto: até quando? No começo, quando a gente está aprendendo alguma coisa nova os medos são aceitáveis e compreensíveis. Porém, chega uma hora que vira comédia. O medo vira desculpa e conformação. A gente se recusa a fazer alguma coisa que nos faria bem só pelo simples fato de ter medo de coisas bobas. Coisas que a gente nem sabe direito porque é que tem medo.
Dizem que para matar sapos a gente deve jogar sal em cima deles; o sal desidrata o corpo do bicho e a morte é lenta e então você sofre junto. Se matar sapos não resolve o problema a gente faz o quê exatamente? Alguns dizem que você deve espantá-los, tocá-los pra bem longe toda vez que aparecerem. Outros dizem que é um bom sinal, por "o sapo sempre vira o príncipe no final da história". O problema do primeiro é que ele sempre volta e o problema do segundo é que o final vai demorar e não sei se será feliz. Estou nesse impasse com os meus sapos hoje: tocá-los ou torcer para que eles não pulem em mim enquanto espero o final feliz?
Sei que apesar dos mil conselhos que posso receber e das inúmeras tentativas do meu pai de me proteger de alguma ação maligna deles, a decisão só cabe a mim. Sou eu quem percorre o caminho entre a cozinha e o quarto de estudos todos os dias. Sou eu quem tem que passar e lidar com eles. Não tenho culpa se estão ali, mas eles também não tem. É apenas a vida seguindo seu curso normal, cada um em seu habitat tentando sobreviver. Sei que preciso me decidir, e logo, se vou deixá-los quietos ali ou se vou tocá-los sempre que os ver.
Mas hoje, escolho ficar aqui dentro de casa e não ter que vê-los por essa noite. Tenho adiado minha decisão e disso bem sei, mas apenas quero fazê-la com prudência e cautela, sem que haja arrependimentos futuros, sem que haja mais dores, medos e pesares.
Sapos: espero que vocês sejam um sinal divino e que realmente controlem seus impulsos saltatórios e que guardem bem suas toxinas quando eu estiver por perto enquanto eu me decido do futuro que vocês terão em minha vida.
Grata, Maria Olívia.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A mocidade é um estado de espírito
"A mocidade não é apenas uma quadra da vida, é um estado de alma. Ser jovem não é uma questão de faces rosadas e joelhos lépidos - é também uma questão de vontade, de imaginação, de emoção, sentimentos que brotam das fontes profundas da vida.A juventude significa a preponderância da coragem sobre a timidez; do espírito de aventura sobre o amor à comodidade.Ninguém se torna velho, simplesmente, por ter vivido um certo número de anos. As pessoas tornam-se velhas quando abandonam seus ideais. O passar dos anos enruga o rosto; perder o entusiasmo enruga a alma.As preocupações, as dúvidas, o medo, o desespero é que são os longos anos que fazem perder a cabeça e levam o espírito a volver ao pó.Qualquer que seja sua idade, não deixe que desapareça de seu coração o amor maravilhoso. Não perca a curiosidade infantil pelo que está por vir; nem a alegria pelo jogo da vida. Você será tão jovem quanto a fé que o anima, tão velho quanto as dúvidas que alimenta. Tão moço quanto a sua autoconfiança; tão idoso quanto o seu medo. Tão jovem quanto suas esperanças; tão velho quanto seu desespero. Enquanto seu coração puder captar mensagens de beleza, de esperança, de coragem, de aplausos, você permanecerá jovem. Quando, porém, se esgotar essa receptividade e seu coração se cobrir com as neves do pessimismo e os gelos do cinismo, que Deus, então, se apiede de sua alma de velho" Douglas MacArthur.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Sobre as amarras da vida.
É hora de silenciar. Fechar a boca, desligar a música, apagar a luz, meditar e escrever. O início de ano foi uma loucura. Voou e foi-se embora os meses como tantas outras coisas. Tenho sentido antecipadamente as dores de um ano que promete fortes emoções.
É tanta loucura, tanta confusão e tanta falta de tempo que nos poucos momentos de paz-de-espírito que tenho, me encho de saudade. De nostalgia. De conjugar no passado. Tenho sentido às amarras do passado me assombrando quando fecho os olhos. É como um fantasma que só aparece quando a gente já está com medo de outras coisas. É um ímã. Uma tempestade que não cessa.
Quando a criança tem medo, dizem que ela tem que ir lá e lutar contra o fantasma e no fim ela descobrirá que ele é apenas seu pai enrolado em um lençol. Quando a gente cresce, a gente briga, luta, esfaqueia, asfixia e nada disso revela a verdadeira face do fantasma. Ele fica nos seguindo e se a gente pergunta o que ele quer, ele ri na nossa cara.
É uma infecção contra a qual a medicina não desenvolveu remédios que a mandassem embora para sempre. A doença sempre volta sem avisos, sem hora marcada.
A gente se prende por mil e uma coisas. A gente fecha a boca porque sabe que se falar demais e na hora errada, vai estar tudo perdido. A gente troca de roupa e de sapato até que tudo combine. A gente foge do fantasma quando sente ele próximo. A gente se auto-medica e acredita que os nossos conhecimentos médicos são o bastante para curar qualquer coisa. A gente decora frases prontas e finge que se disser com convicção, vamos enganar alguém.
A gente se culpa pelos menores deslizes que damos. Culpa por ter gastado muito tempo ou por não ter gastado tempo nenhum. Culpa por lembrar. Culpa por ainda deixar que um fantasma domine alguma coisa.
Mas o que é que a gente faz de verdade? Será que a gente realmente se esforça para mudar de vida? A gente arranja mil motivos pra continuar perto do fantasma e adia a visita ao médico. A gente finge que não existe mais nada, que está tudo guardado e trancado quando não está. Nós mesmos nos prendemos em nós. Somos os vilões e somos heróis. Soltar as amarras da vida depende das nossas forças: não basta dizer e não fazer nada. É hora de agir; de não ter medo de lidar. É hora de despojar de tudo o que faz mal. É hora de mover as amarras que nos prende a isso e aquilo. É tempo de libertar-se.
Espero que a partir de amanhã eu realmente viva como já deveria estar vivendo à um ano: desamarrada. Livre do fantasma. Livre de pendências. Livre de urgências. Livre de qualquer coisa que me lembre passado e plural. Quero ser só eu, meu presente e meu futuro. Não quero mais o que eu nunca tive. Não, não mais.. Já passou da hora de mudar de vida. E agora, foi dada a largada..
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Tenho morrido de estudar e gostado das coisas enérgicas. Quero movimento e ações e por isso, estou começando a dar exemplo disso. E que Deus esteja sempre conosco nessa empreitada! um beijo.
É tanta loucura, tanta confusão e tanta falta de tempo que nos poucos momentos de paz-de-espírito que tenho, me encho de saudade. De nostalgia. De conjugar no passado. Tenho sentido às amarras do passado me assombrando quando fecho os olhos. É como um fantasma que só aparece quando a gente já está com medo de outras coisas. É um ímã. Uma tempestade que não cessa.
Quando a criança tem medo, dizem que ela tem que ir lá e lutar contra o fantasma e no fim ela descobrirá que ele é apenas seu pai enrolado em um lençol. Quando a gente cresce, a gente briga, luta, esfaqueia, asfixia e nada disso revela a verdadeira face do fantasma. Ele fica nos seguindo e se a gente pergunta o que ele quer, ele ri na nossa cara.
É uma infecção contra a qual a medicina não desenvolveu remédios que a mandassem embora para sempre. A doença sempre volta sem avisos, sem hora marcada.
A gente se prende por mil e uma coisas. A gente fecha a boca porque sabe que se falar demais e na hora errada, vai estar tudo perdido. A gente troca de roupa e de sapato até que tudo combine. A gente foge do fantasma quando sente ele próximo. A gente se auto-medica e acredita que os nossos conhecimentos médicos são o bastante para curar qualquer coisa. A gente decora frases prontas e finge que se disser com convicção, vamos enganar alguém.
A gente se culpa pelos menores deslizes que damos. Culpa por ter gastado muito tempo ou por não ter gastado tempo nenhum. Culpa por lembrar. Culpa por ainda deixar que um fantasma domine alguma coisa.
Mas o que é que a gente faz de verdade? Será que a gente realmente se esforça para mudar de vida? A gente arranja mil motivos pra continuar perto do fantasma e adia a visita ao médico. A gente finge que não existe mais nada, que está tudo guardado e trancado quando não está. Nós mesmos nos prendemos em nós. Somos os vilões e somos heróis. Soltar as amarras da vida depende das nossas forças: não basta dizer e não fazer nada. É hora de agir; de não ter medo de lidar. É hora de despojar de tudo o que faz mal. É hora de mover as amarras que nos prende a isso e aquilo. É tempo de libertar-se.
Espero que a partir de amanhã eu realmente viva como já deveria estar vivendo à um ano: desamarrada. Livre do fantasma. Livre de pendências. Livre de urgências. Livre de qualquer coisa que me lembre passado e plural. Quero ser só eu, meu presente e meu futuro. Não quero mais o que eu nunca tive. Não, não mais.. Já passou da hora de mudar de vida. E agora, foi dada a largada..
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Tenho morrido de estudar e gostado das coisas enérgicas. Quero movimento e ações e por isso, estou começando a dar exemplo disso. E que Deus esteja sempre conosco nessa empreitada! um beijo.
terça-feira, 19 de março de 2013
Liberdade e Direitos civis
Na antiguidade, ser livre significava participar da
política, como é o caso de Atenas, onde cada cidadão ateniense participava
diretamente das escolhas políticas. Já a liberdade moderna consiste em direitos
e deveres, ou seja, sua liberdade individual é plena desde que não interfira na
do outro.
Antes, para ter direitos políticos e sociais era preciso
fazer parte de uma nobreza, mas com o advento das Revoluções Burguesas do
século 18, esses direitos colocaram os cidadãos em igualdade perante a lei;
ricos e pobres passaram a ter os mesmos direitos e deveres.
A lei em si é inspiradora mas na prática nem sempre é assim.
Ainda há lugares no mundo que condenam o uso de determinadas roupas, impedem
manifestações religiosas e fazem distinção entre os sexos e entre a cor da
pele.
A verdade é que a sociedade é discriminante e separa as
pessoas de acordo com um critério. Foi assim na África do Sul com a separação
histórica entre brancos e negros e das diferenças de direitos sociais e
trabalhistas às mulheres nas indústrias
dos Estados Unidos nos anos de 1860.
A sociedade e a política induzem as pessoas a se posicionarem sobre todos os assuntos sem dar importância aos aspectos humanos. Reprime
pessoas que não se comportam segundo um padrão pré-estabelecidos sem se darem
conta de que um padrão é criado de acordo com um critério que um grupo de pessoas
acredita ser o certo.
Somos filhos de uma
sociedade que venceu o apartheid, que conquistou direitos políticos, sociais e
civis ás mulheres, que instituiu liberdade de crença mas que ainda assim julga automaticamente
pessoas que se vestem diferente, homossexuais e fumantes sem perceber que ao
fazer isso, ferimos o direito à liberdade de expressão.
Somos livres e arcamos com as nossas escolhas, mas ainda assim, livres. Condenar o quão certo ou errado é ou deixa de ser não cabe à nós. Não somos justos com nada e ninguém.
Hoje temos uma lei que nos confere igualdade política e liberdade de expressão, porém
a própria sociedade se encarrega de violar esses direitos no sentido de não
respeitar as diferenças e impor padrões. Esse é o mundo em que vivemos.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A gente escreve o que sente, o que vê e se inconforma. Belo texto para a minha a aula de inglês.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A gente escreve o que sente, o que vê e se inconforma. Belo texto para a minha a aula de inglês.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Às mulheres
Peça para um homem descrever um mulherão.Ele imediatamente vai falar do tamanho dos seios,na medida da cintura,no volume dos lábios,nas pernas,bumbum e cor dos olhos.Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1. 80m,siliconada,sorriso colgate. Mulherões,dentro deste conceito,não existem muitas:Vera Fischer, Leticia Spiller, Malu Mader,Adriane Galisteu, Lumas e Brunas.Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma a cada esquina. Mulherão é aquela que pega dois ônibus por dia para ir ao trabalho e mais dois para voltar,e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matricula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 Reais. Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta,que malha,que usa salto alto, meia-calça,ajeita o cabelo e se perfuma,mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.Mulherão é quem leva os filhos na escola,busca os filhos na escola,leva os filhos para a natação,busca os filhos na natação,leva os filhos para a cama,conta histórias,dá um beijo e apaga a luz.Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite. Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,é quem faz serviços voluntários,é quem colhe uva,é quem opera pacientes,é quem lava roupa pra fora,é quem bota a mesa,cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa,TPM,menstruação.Mulh erão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos,fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio pra azia. Feliz dias das mulheres.
Martha Medeiros
Parabéns para você, que, linda, lida com explosões hormonais uma vez ao mês. Que sente tudo inchar. Que chora por besteira. Que valoriza bobagens. Que acredita em filmes de amor. Que faz coleção de esmaltes. Que ama sapatos, bolsas e cacarecos para colocar no cabelo. Que compra só porque tava em liquidação. Que sempre precisa de alguma coisa. Que acha o amor a coisa mais bonita – e importante desse mundo. Que sabe como é fundamental olhar para si mesma – ainda que de vez em quando se perca e se preocupe em demasia com o "querer" do outro. Parabéns para você, que dia a dia aprende mais sobre você mesma. Que erra para aprender. Que é forte o suficiente para seguir em frente – sem lamúrias, mas com maturidade e sensatez. Que de vez em quando esquece a própria idade e o juízo em algum canto. E depois acha, como mágica. Parabéns para você, que tem um sonho. Que não desiste, apesar do que falam. Que não se abala, apesar do medo. Que sente uma fraqueza interna, mas caminha com passos firmes. Que fica tonta, mas não desmaia. Que apesar de cada pedra no caminho, corre. Que reclama dos problemas, mas entende que a vida é feita deles. Que tenta entender o defeito alheio – e procura perceber os seus. Parabéns pra nós mulheres !
Martha Medeiros
Parabéns para você, que, linda, lida com explosões hormonais uma vez ao mês. Que sente tudo inchar. Que chora por besteira. Que valoriza bobagens. Que acredita em filmes de amor. Que faz coleção de esmaltes. Que ama sapatos, bolsas e cacarecos para colocar no cabelo. Que compra só porque tava em liquidação. Que sempre precisa de alguma coisa. Que acha o amor a coisa mais bonita – e importante desse mundo. Que sabe como é fundamental olhar para si mesma – ainda que de vez em quando se perca e se preocupe em demasia com o "querer" do outro. Parabéns para você, que dia a dia aprende mais sobre você mesma. Que erra para aprender. Que é forte o suficiente para seguir em frente – sem lamúrias, mas com maturidade e sensatez. Que de vez em quando esquece a própria idade e o juízo em algum canto. E depois acha, como mágica. Parabéns para você, que tem um sonho. Que não desiste, apesar do que falam. Que não se abala, apesar do medo. Que sente uma fraqueza interna, mas caminha com passos firmes. Que fica tonta, mas não desmaia. Que apesar de cada pedra no caminho, corre. Que reclama dos problemas, mas entende que a vida é feita deles. Que tenta entender o defeito alheio – e procura perceber os seus. Parabéns pra nós mulheres !
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Sobre jogar as redes no fundo do mar.
Navegar em mares nunca dantes navegados me dá medo. Não tenho pavor do mar, pelo contrário, amo-o, mas intriga-me essa coisa de ir até o local mais profundo, jogar a minha rede e esperar que dê algum resultado. Estou acomodada. Se contemplar a vida na parte rasa da praia já me parece suficientemente lindo, porque então correr perigo e me atirar em alto mar? E se eu naufragar? E se aparecerem tubarões?
E se.. E se.. E se..
Minha vida é tomada de dúvidas do que poderia ter sido. Não mais me arrisco com a mesma frequência de antes e a cautela passou a integrar o meu vocabulário. Não me arrisco porque tenho medo. Esse conselho de "a gente nunca sabe até tentar" não funciona comigo. Quero provas concretas que possam ser usadas em minha defesa caso eu falhar.
Ao contrário disso, a vida real não funciona assim. Raramente temos provas e se temos, são as nossas próprias conclusões (precipitadas). Dizem que o alto-mar é belo e o que temos que fazer é acreditar na experiência das pessoas que já foram até ele e voltaram. Porém nada nos garante que quando chegar a nossa vez de pegar o barco e remar não encontraremos obstáculos no caminho.
Cada viagem é única e cada pessoa segue sua bússola interior. Um passo em falso, um vento contrário e acredite, vou me perguntar porque diabos fui entrar nessa. Me desespero e coloco mil pensamentos negativos na minha cabeça antes mesmo de tirar a rede de dentro d'água e ver se o plano deu certo.
O que é raso me dá a sensação que não vou estar em perigo e que se vier um tsunami, vou ter tempo de correr. Mas é apenas sensação. Nem sempre é verdade. Aliás, dificilmente é. Ninguém está a salvo de nada nesta vida e o que tiver que acontecer vai acontecer mesmo se a gente correr bastante disso. Uma hora a onda nos atinge e carrega tudo que estiver atrapalhando-a de nos atingir; então o estrago é maior.
O ideal é que não tenhamos medo de molhar nossas roupas e partamos para uma viagem que possa ser mais construtiva do que só analisar tudo de longe. Dizem que o alto-mar é lindo e que a beleza não pode ser explicada com o mesmo detalhamento de quem tem a chance contemplá-lo. Vai que de repente, quando você estiver lá, você acorde pra vida e veja que mesmo se vier todos os tubarões do mundo inteiro, é melhor ser atacado e ter tudo do que se salvar e se sentir vazio por dentro. Não deixe a vida escorrer de suas mãos. Na maioria das vezes o que acontece nessas ocasiões é que a nossa rede se enche com peixes de todas as cores e tamanhos e o nosso sorriso mal cabe na nossa boca tamanha é a nossa felicidade.
Nada disso teria acontecido se a gente não tivesse perdido o orgulho e tivesse ido adiante. Vontade de ir ao alto-mar e de lá não sair não me faltam. O medo, por outro lado, não me abandona e às vezes me prende ao raso da praia. Tenho procurado meios de combater meus medos, olhar no espelho e ver que mudar o rumo da minha história depende de mim. Torço para que o medo nunca fale mais alto do que a vontade de vencer porque enquanto eu tiver força e coragem, remarei em busca de novas águas.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esse dispensa comentários.
E se.. E se.. E se..
Minha vida é tomada de dúvidas do que poderia ter sido. Não mais me arrisco com a mesma frequência de antes e a cautela passou a integrar o meu vocabulário. Não me arrisco porque tenho medo. Esse conselho de "a gente nunca sabe até tentar" não funciona comigo. Quero provas concretas que possam ser usadas em minha defesa caso eu falhar.
Ao contrário disso, a vida real não funciona assim. Raramente temos provas e se temos, são as nossas próprias conclusões (precipitadas). Dizem que o alto-mar é belo e o que temos que fazer é acreditar na experiência das pessoas que já foram até ele e voltaram. Porém nada nos garante que quando chegar a nossa vez de pegar o barco e remar não encontraremos obstáculos no caminho.
Cada viagem é única e cada pessoa segue sua bússola interior. Um passo em falso, um vento contrário e acredite, vou me perguntar porque diabos fui entrar nessa. Me desespero e coloco mil pensamentos negativos na minha cabeça antes mesmo de tirar a rede de dentro d'água e ver se o plano deu certo.
O que é raso me dá a sensação que não vou estar em perigo e que se vier um tsunami, vou ter tempo de correr. Mas é apenas sensação. Nem sempre é verdade. Aliás, dificilmente é. Ninguém está a salvo de nada nesta vida e o que tiver que acontecer vai acontecer mesmo se a gente correr bastante disso. Uma hora a onda nos atinge e carrega tudo que estiver atrapalhando-a de nos atingir; então o estrago é maior.
O ideal é que não tenhamos medo de molhar nossas roupas e partamos para uma viagem que possa ser mais construtiva do que só analisar tudo de longe. Dizem que o alto-mar é lindo e que a beleza não pode ser explicada com o mesmo detalhamento de quem tem a chance contemplá-lo. Vai que de repente, quando você estiver lá, você acorde pra vida e veja que mesmo se vier todos os tubarões do mundo inteiro, é melhor ser atacado e ter tudo do que se salvar e se sentir vazio por dentro. Não deixe a vida escorrer de suas mãos. Na maioria das vezes o que acontece nessas ocasiões é que a nossa rede se enche com peixes de todas as cores e tamanhos e o nosso sorriso mal cabe na nossa boca tamanha é a nossa felicidade.
Nada disso teria acontecido se a gente não tivesse perdido o orgulho e tivesse ido adiante. Vontade de ir ao alto-mar e de lá não sair não me faltam. O medo, por outro lado, não me abandona e às vezes me prende ao raso da praia. Tenho procurado meios de combater meus medos, olhar no espelho e ver que mudar o rumo da minha história depende de mim. Torço para que o medo nunca fale mais alto do que a vontade de vencer porque enquanto eu tiver força e coragem, remarei em busca de novas águas.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esse dispensa comentários.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
A obra mais valiosa.
Uma vez me disseram que as minhas histórias eram lindas, porem calcadas em solo arenoso. Não me refiro essas, contadas aqui, mas as que estão lá fora.
O autor nunca chama a sua obra de feia, de incompleta e faz questão de atribuir milhares de significado que só ele consegue decifrar com clareza. O artista deseja que suas obras estejam em uma boa exposição, que arranque suspiros e olhares atônitos. O astronauta não pensa duas vezes antes de rumar ao infinito - porque tudo está lá.
Sou uma mistura disso tudo. Não espere que eu vá dizer exatamente e com clareza o que se passa aqui dentro, nas madrugadas quietas. Não espere que meus olhos brilhem quando tuas mentiras fajutas forem ditas. Não espere eu dizer que estou com medo da viagem, não costumo aparentar minhas fraquezas. Não espere que eu seja algo que eu não sou, porque também não vou esperar nada de você.
A beleza da vida está em apreciar todos os detalhes, em ser o autor de obras inacreditáveis em exposições vazias. Meu caminho é atribulado e cheio de buracos que estou tentando consertá-los. Minha face é cheia de remendos bem feitos que à distância você mal os percebe. Meu coração, colado em mil pedacinhos, é tão resistente quanto as areias do deserto em dias de ventania.
Espero por alguém que transforme o solo arenoso em granito resistente e inquebrável. Apenas sento na frente do computador e espero, desprezando o tempo, apreciando a beleza da vida. Se a gente esperar com cautela, a exposição vazia no canto escuro da cidade se ilumina e enche de gente com olhares sonhadores e sorrisos serenos. E a obra mais valiosa é o que alguns chamam de amor, esteja ele onde estiver.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A obra mais valiosa das exposições fica guardada em redomas de vidro, em segurança, a espera que alguém descubra o seu segredo, a liberte e a leve para casa.
O autor nunca chama a sua obra de feia, de incompleta e faz questão de atribuir milhares de significado que só ele consegue decifrar com clareza. O artista deseja que suas obras estejam em uma boa exposição, que arranque suspiros e olhares atônitos. O astronauta não pensa duas vezes antes de rumar ao infinito - porque tudo está lá.
Sou uma mistura disso tudo. Não espere que eu vá dizer exatamente e com clareza o que se passa aqui dentro, nas madrugadas quietas. Não espere que meus olhos brilhem quando tuas mentiras fajutas forem ditas. Não espere eu dizer que estou com medo da viagem, não costumo aparentar minhas fraquezas. Não espere que eu seja algo que eu não sou, porque também não vou esperar nada de você.
A beleza da vida está em apreciar todos os detalhes, em ser o autor de obras inacreditáveis em exposições vazias. Meu caminho é atribulado e cheio de buracos que estou tentando consertá-los. Minha face é cheia de remendos bem feitos que à distância você mal os percebe. Meu coração, colado em mil pedacinhos, é tão resistente quanto as areias do deserto em dias de ventania.
Espero por alguém que transforme o solo arenoso em granito resistente e inquebrável. Apenas sento na frente do computador e espero, desprezando o tempo, apreciando a beleza da vida. Se a gente esperar com cautela, a exposição vazia no canto escuro da cidade se ilumina e enche de gente com olhares sonhadores e sorrisos serenos. E a obra mais valiosa é o que alguns chamam de amor, esteja ele onde estiver.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A obra mais valiosa das exposições fica guardada em redomas de vidro, em segurança, a espera que alguém descubra o seu segredo, a liberte e a leve para casa.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
À Dona Felicidade, um muito obrigada!
A pontinha de felicidade está lá dentro de nós, numa linha fina, tênue e inquebrável. E melhor: dá para achá-la mesmo quando parece impossível! É essa dona felicidade que agita o dia e assombra a madrugada. Se a gente pensar bem, nada faz muito sentido então a gente se vira em mil e arruma uma forma - ousada - de prender a bandida com a falsa ilusão de que ela nunca irá escapar. O que nós esperamos é que ela não fuja de madrugada enquanto cochilamos e que, ainda, nos deixe resquícios dos motivos pelos quais ela reapareu em nossas vidas.
Engana-se muito quem pensa que ela está escondida nas coisas perfeitas, caras, na beleza, no glamour ou na popularidade pois essas coisas apenas nos dão prazeres momentâneos - não digo ruins - e logo irão embora deixando apenas o vazio de não ter feito nada que valesse a pena. A felicidade está no amor. Em amar. Em ser amado. Está nas conquistas. Nas barreiras vencidas. Naquela última gota de suor que você derramou ao celebrar a vitória.
Tudo que é óbvio demais perde a graça em menos de um mês. A gente precisa daquele agito, daquela pulsação latente no peito e da vontade de nunca estar parado. Ter expectativas. Surpresas e ás vezes até uma pontinha de dúvida para que não sejamos totalmente convencidos do nosso poder. Nem um décimo das coisas que ganhamos "de graça" conseguem nos deixar mais felizes do que aquelas que sofremos e lutamos para conseguir.
Dessa vez, a Senhora Felicidade me surpreendeu e fez questão de permanecer quietinha e comportada em seu lugar, não deixando que a dor a vencesse ou que houvesse tristeza e saudade. Algumas coisas - e pessoas - vão embora assim, sem deixar rastros, sem marcas, sem dores, sem ressentimentos; deixando apenas a felicidade de alguns bons momentos irradiando dentro de nós, fortalecendo a nossa linha tênue, nos fazendo lembrar que o mais importante não é ser perfeito e sim achar o número certo, mesmo se você esquecer de contra e que se um dia a matemática não funcionar, ainda teremos felicidade e amor, sempre!
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E a gente sempre encontra um tanto de coisas por aí, inclusive a Dona Felicidade!
Engana-se muito quem pensa que ela está escondida nas coisas perfeitas, caras, na beleza, no glamour ou na popularidade pois essas coisas apenas nos dão prazeres momentâneos - não digo ruins - e logo irão embora deixando apenas o vazio de não ter feito nada que valesse a pena. A felicidade está no amor. Em amar. Em ser amado. Está nas conquistas. Nas barreiras vencidas. Naquela última gota de suor que você derramou ao celebrar a vitória.
Tudo que é óbvio demais perde a graça em menos de um mês. A gente precisa daquele agito, daquela pulsação latente no peito e da vontade de nunca estar parado. Ter expectativas. Surpresas e ás vezes até uma pontinha de dúvida para que não sejamos totalmente convencidos do nosso poder. Nem um décimo das coisas que ganhamos "de graça" conseguem nos deixar mais felizes do que aquelas que sofremos e lutamos para conseguir.
Dessa vez, a Senhora Felicidade me surpreendeu e fez questão de permanecer quietinha e comportada em seu lugar, não deixando que a dor a vencesse ou que houvesse tristeza e saudade. Algumas coisas - e pessoas - vão embora assim, sem deixar rastros, sem marcas, sem dores, sem ressentimentos; deixando apenas a felicidade de alguns bons momentos irradiando dentro de nós, fortalecendo a nossa linha tênue, nos fazendo lembrar que o mais importante não é ser perfeito e sim achar o número certo, mesmo se você esquecer de contra e que se um dia a matemática não funcionar, ainda teremos felicidade e amor, sempre!
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E a gente sempre encontra um tanto de coisas por aí, inclusive a Dona Felicidade!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Sobre sonhos e insistências.
"Somo do tamanho dos nossos sonhos" nunca fez tanto sentido quanto agora. Quem somos nós, se não sonhamos? Ora, uma vida sem sonhos é uma vida perdida! Vai atrás, corre, luta que você verá que no final vai dar certo! Não tenha medo da grandeza pois a pequenez de espírito é nada mais do que digna de compaixão.
Nada pode ser forte o suficiente para destruir nossos sonhos! A gente nunca sabe se não tentar e as chances de dar errado sempre serão as mesmas das de dar certo! Não tenha medo e acredite, sempre haverá uma nova chance de começar, tentar e lutar de novo!! Bom, pelo menos enquanto tivermos disposição de buscar os nossos objetivos..
No meio da loucura e da correria que é viver, a gente descobre pelo quê sonhar e como tornar real. O mundo dos sonhos é lindo, mas a realidade aqui fora nos reserva surpresas maravilhosas. O que é a vida senão as surpresas escondidas em cada esquina?
Não há satisfação maior do que quando podemos dormir depois de dias como este, onde tudo - ao final - deu certo. A alegria que é ver o sonho saindo do plano imaginário e adentrando com pomba e formosura o plano real é imensa. Talvez não dê tão certo em outros dias mas só o desejo de continuar buscando - e encontrando - soluções para os nossos dilemas é gratificante!
A coroa da vitória sempre vem ao final, como presente dos deuses por não termos desistido! Pode ser a grande - e última - chance da sua vida, agarre-a!
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Nada pode ser forte o suficiente para destruir nossos sonhos! A gente nunca sabe se não tentar e as chances de dar errado sempre serão as mesmas das de dar certo! Não tenha medo e acredite, sempre haverá uma nova chance de começar, tentar e lutar de novo!! Bom, pelo menos enquanto tivermos disposição de buscar os nossos objetivos..
No meio da loucura e da correria que é viver, a gente descobre pelo quê sonhar e como tornar real. O mundo dos sonhos é lindo, mas a realidade aqui fora nos reserva surpresas maravilhosas. O que é a vida senão as surpresas escondidas em cada esquina?
Não há satisfação maior do que quando podemos dormir depois de dias como este, onde tudo - ao final - deu certo. A alegria que é ver o sonho saindo do plano imaginário e adentrando com pomba e formosura o plano real é imensa. Talvez não dê tão certo em outros dias mas só o desejo de continuar buscando - e encontrando - soluções para os nossos dilemas é gratificante!
A coroa da vitória sempre vem ao final, como presente dos deuses por não termos desistido! Pode ser a grande - e última - chance da sua vida, agarre-a!
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Esperando a inspiração chegar.
Nunca soube o que fazer, o que ouvir ou no que pensar para invocar a inspiração. As palavras estão soltas no ar, esperando que alguém as ajeite de forma conveniente e as transforme em um belo texto. Se escrevemos o que sentimos, então o que escrever quando não sentimos nada? Pesquisando sobre isso, achei um texto perfeito (segue abaixo) e uma frase (nota de rodapé) que me inspiraram nessa noite e me fizeram ver que nunca devemos estar vazios e que devemos procurar por tudo aquilo que nos completa e que nos faz bem.
Há momentos na vida da gente, que a gente se pergunta por que é que as coisas são assim. São nesses momentos, que paramos para refletir sobre o real sentido das coisas... descobrindo assim as certezas e as INcertezas da vida que a gente vem carregando desde de sempre. O interessante disso tudo, é que não é apenas questão de rever os princípios mas é questão de rever a si mesmo, em quem você se tornou em como você interage com as pessoas, se perguntar por que as coisas são assim não adianta em nada se você não demonstra pra você mesmo o seu brilho, a sua força, a sua garra, o seu carisma, o seu alto astral, o seu vigor, sua juventude. Não basta apenas mostrar pra você mesmo, você deve agarrar isso com tudo, e provar pra todo mundo do que você é capaz e COMO você se dispõe a encarar seu medos e seus tropeços de cabeça erguida, de peito aberto, sem medo, sem preceitos, sem esquecer de quem você realmente é de que como você realmente gostaria de ser. É com esse pensamento que você abre as portas de você mesmo para que o seu verdadeiro EU mostre a todos quem está por dentro e abrindo essa porta, também, é que você consegue trazer pra dentro, interagir com o exterior, absorver as coisas. Nessas horas, temos que ficar atentos e criar um filtro para drenar tudo de ruim e absorvermos somente o bom, o agradável o doce. Se você consegue acordar todos os dias, com o brilho nos olhos, disposto a enfrentar seus medos, e dar um tapa nos inimigos, você consegue obter de você mesmo e dos outros tudo aquilo que você sonha, tudo aquilo que você quer. É a capacidade de nos apaixonarmos todos os dias é que nos faz criar asas e alçar vôo rumo a lugares mais distantes, mais bonitos. O fogo inocente dos olhos de uma criança, o brilho curioso, é o que devemos ter para conseguirmos sonhar, viver, sorrir e crescer.
E para finalizar, uma citação, essa é para todos vocês então decore:
"Amanhã será tomorrow" - Falcão
Pedro Bial
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se for pra sentir, sinta como se sentisse todas as coisas do mundo. É bem melhor do que sentir como se, no mundo, não houvesse nada pra se sentir." Blog do William
Há momentos na vida da gente, que a gente se pergunta por que é que as coisas são assim. São nesses momentos, que paramos para refletir sobre o real sentido das coisas... descobrindo assim as certezas e as INcertezas da vida que a gente vem carregando desde de sempre. O interessante disso tudo, é que não é apenas questão de rever os princípios mas é questão de rever a si mesmo, em quem você se tornou em como você interage com as pessoas, se perguntar por que as coisas são assim não adianta em nada se você não demonstra pra você mesmo o seu brilho, a sua força, a sua garra, o seu carisma, o seu alto astral, o seu vigor, sua juventude. Não basta apenas mostrar pra você mesmo, você deve agarrar isso com tudo, e provar pra todo mundo do que você é capaz e COMO você se dispõe a encarar seu medos e seus tropeços de cabeça erguida, de peito aberto, sem medo, sem preceitos, sem esquecer de quem você realmente é de que como você realmente gostaria de ser. É com esse pensamento que você abre as portas de você mesmo para que o seu verdadeiro EU mostre a todos quem está por dentro e abrindo essa porta, também, é que você consegue trazer pra dentro, interagir com o exterior, absorver as coisas. Nessas horas, temos que ficar atentos e criar um filtro para drenar tudo de ruim e absorvermos somente o bom, o agradável o doce. Se você consegue acordar todos os dias, com o brilho nos olhos, disposto a enfrentar seus medos, e dar um tapa nos inimigos, você consegue obter de você mesmo e dos outros tudo aquilo que você sonha, tudo aquilo que você quer. É a capacidade de nos apaixonarmos todos os dias é que nos faz criar asas e alçar vôo rumo a lugares mais distantes, mais bonitos. O fogo inocente dos olhos de uma criança, o brilho curioso, é o que devemos ter para conseguirmos sonhar, viver, sorrir e crescer.
E para finalizar, uma citação, essa é para todos vocês então decore:
"Amanhã será tomorrow" - Falcão
Pedro Bial
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se for pra sentir, sinta como se sentisse todas as coisas do mundo. É bem melhor do que sentir como se, no mundo, não houvesse nada pra se sentir." Blog do William
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Sobre música.
Isso é sobre o maior idiota do mundo. Isso é sobre um capacitador de fluxos. Isso é sobre você e eu. Isso são as notas de rodapé. Drama. Ironia. É resultado de tudo que aconteceu até aqui. É apostar no improvimento, catalogando cada acerto. É sobre ter sorte e ter azar. Motivos para acreditar que existe gente com medo de arriscar. É a feira de ciências; sinais; o ponto final. A prova de que a música pode sim ser verdadeira e relevante na vida de alguém, sem ser chata e repetitiva; sem ser justificada, medida e controlada por gente arrogante. É o nosso jeito de ser. A gente não se importa com o rótolo que você e vai nos dar. A gente não se importa com a roupa que você vaio usar. A gente não se importa com quem você chama de família ou não. A gente só quer que você e escute nossas músicas sem pensar em mais nada a não ser realmente escutar nossas músicas. É nisso que a gente acredita. Não no seu número de seguidores o quantos plays a gente tem no Myspace. Nós queremos fazer parte de algo novo, algo maior que nós mesmo. E se você deixar, isso começa agora.
Manifesto - Banda Tópaz
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Achei esse manifesto sobre música num caderno meu, deve ser de uns dois ou três anos atrás. Achei muito lindo e digno de postagem.
Manifesto - Banda Tópaz
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Achei esse manifesto sobre música num caderno meu, deve ser de uns dois ou três anos atrás. Achei muito lindo e digno de postagem.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Em 2013 eu..
-Vou me esforçar ao máximo para ser aprovada em Direito na Unesp
-Vou parar de me lamentar e vou à luta
-Farei com que a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 seja a inesquecível
-Irei mais vezes à São João
-Vou à todas as festas que eu aguentar
-Contarei piadas nos intervalos das aulas sem medo
-Farei mudanças radicais no visual com mais frequência
-Escreverei mais no blog
-Estudarei todas as matérias chatas com a mesma dedicação e empenho que estudo humanas
-Serei mais confiante e não vou ter medo de amar
-Farei tudo que estiver ao meu alcance para ser mais feliz, menos preocupada e mais realizada!
-Perscrutarei com mais frequência e não perderei nenhum evento catecúmeno, inclusive celebrações
-Não vou cair em pegadinhas
-Vou realmente lutar e me esforçar para realizar todas essas promessas!
Adeus 2012 e que venha o novo ano!!!!
Por esse ano, foi ótimo e tudo que aconteceu foi bom ao final de tudo.
Beijos e até 2013!!!!!!!! *-*
"Deus deu asas; faz teu vôo" Grey's Anatomy
-Vou parar de me lamentar e vou à luta
-Farei com que a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 seja a inesquecível
-Irei mais vezes à São João
-Vou à todas as festas que eu aguentar
-Contarei piadas nos intervalos das aulas sem medo
-Farei mudanças radicais no visual com mais frequência
-Escreverei mais no blog
-Estudarei todas as matérias chatas com a mesma dedicação e empenho que estudo humanas
-Serei mais confiante e não vou ter medo de amar
-Farei tudo que estiver ao meu alcance para ser mais feliz, menos preocupada e mais realizada!
-Perscrutarei com mais frequência e não perderei nenhum evento catecúmeno, inclusive celebrações
-Não vou cair em pegadinhas
-Vou realmente lutar e me esforçar para realizar todas essas promessas!
Adeus 2012 e que venha o novo ano!!!!
Por esse ano, foi ótimo e tudo que aconteceu foi bom ao final de tudo.
Beijos e até 2013!!!!!!!! *-*
"Deus deu asas; faz teu vôo" Grey's Anatomy
Melhores do ano
Maior aprendizado: "tudo que você fizer, faça bem feito" e "nunca desita dos seus sonhos"
Músicas do ano: "Paradise"; "Nega" e "Maior que as muralhas"
Look do ano: vestido dourado com paetês http://lookbook.nu/look/4379175-a-sunshine
Conquista do ano: passar para a segunda fase da Unesp!
Série do ano: todas as 9 temporadas de Grey's Anatomy
Piada do ano: "como as hemácias se orientam no sangue" "elas seguem plaquetas"
Filosofia do ano: "somos do tamanho dos nossos sonhos" Rodrigo Tavares
Maquiagem do ano: delineador azul petróleo!
Viagem do ano: Brasília!!!
Saudade do ano: todos os amigos catecúmenos que estão longe s2
Esmalte do ano: festa - hits
Estampa do ano: galáxias! *-*
Festa do ano: Matheus Jorente na Curva
Inspiração do ano: Blair Waldorf
Sorriso do ano: noivo em Brasília *-*
Foto do ano: histórica https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/387031_451911941498185_942165218_n.jpg
Por-do-sol do ano: na Ermida Dom Bosco https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/530004_451928718163174_1391098740_n.jpg
Adrenalina do ano: atravessar a avenida da rampa de Brasília correndo - no meio dos carros
Site do ano: twitter, sempre rei!
Texto do ano: retrospectiva 2012 http://teoriasdinamicas.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-02:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-02:00&max-results=40
Enfim.. tudo que passou valeu à pena e agradeço a Deus por tudo que ele fez na minha vida esse ano. Espero que 2013 seja cheio de alegria, paz, saúde, amor e conquistas! E estaremos juntos de novo, teorias Dinâmicas, obrigada por ser meu melhor ouvinte em 2013.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Antes de abrirmos o champanhe e comemorarmos o ano novo, nós devemos parar e refletir sobre o ano que passou e lembrar de nossos trunfos e equívocos, de nossas promessas feitas e não cumpridas, das vezes que nos abrimos a grandes aventuras ou nos fechamos por medo de nos ferirmos. Porque o ano novo é isso: dar uma nova chance. Chance de perdoar. Fazer melhor, fazer mais, amar mais. Parar de pensar 'e se' e aceitar e aproveitar o que venha a acontecer. Então quando der meia-noite vamos nos lembrar de ser gentis com os outros. Amigos uns com os outros. E não só hoje, mas o ano inteiro.
"Noite de ano novo"
Músicas do ano: "Paradise"; "Nega" e "Maior que as muralhas"
Look do ano: vestido dourado com paetês http://lookbook.nu/look/4379175-a-sunshine
Conquista do ano: passar para a segunda fase da Unesp!
Série do ano: todas as 9 temporadas de Grey's Anatomy
Piada do ano: "como as hemácias se orientam no sangue" "elas seguem plaquetas"
Filosofia do ano: "somos do tamanho dos nossos sonhos" Rodrigo Tavares
Maquiagem do ano: delineador azul petróleo!
Viagem do ano: Brasília!!!
Saudade do ano: todos os amigos catecúmenos que estão longe s2
Esmalte do ano: festa - hits
Estampa do ano: galáxias! *-*
Festa do ano: Matheus Jorente na Curva
Inspiração do ano: Blair Waldorf
Sorriso do ano: noivo em Brasília *-*
Foto do ano: histórica https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/387031_451911941498185_942165218_n.jpg
Por-do-sol do ano: na Ermida Dom Bosco https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/530004_451928718163174_1391098740_n.jpg
Adrenalina do ano: atravessar a avenida da rampa de Brasília correndo - no meio dos carros
Site do ano: twitter, sempre rei!
Texto do ano: retrospectiva 2012 http://teoriasdinamicas.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-02:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-02:00&max-results=40
Enfim.. tudo que passou valeu à pena e agradeço a Deus por tudo que ele fez na minha vida esse ano. Espero que 2013 seja cheio de alegria, paz, saúde, amor e conquistas! E estaremos juntos de novo, teorias Dinâmicas, obrigada por ser meu melhor ouvinte em 2013.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Antes de abrirmos o champanhe e comemorarmos o ano novo, nós devemos parar e refletir sobre o ano que passou e lembrar de nossos trunfos e equívocos, de nossas promessas feitas e não cumpridas, das vezes que nos abrimos a grandes aventuras ou nos fechamos por medo de nos ferirmos. Porque o ano novo é isso: dar uma nova chance. Chance de perdoar. Fazer melhor, fazer mais, amar mais. Parar de pensar 'e se' e aceitar e aproveitar o que venha a acontecer. Então quando der meia-noite vamos nos lembrar de ser gentis com os outros. Amigos uns com os outros. E não só hoje, mas o ano inteiro.
"Noite de ano novo"
sábado, 29 de dezembro de 2012
Retrospectiva 2012.
Agora é hora de parar um pouco e olhar pra traz, analisar, reviver e tentar aprender com tudo que aconteceu em 2012 na minha vida. Foi um ano todo atribulado e corrido; não foi incomum pensar que eu não daria conta. Porém hoje eu vejo que consegui chegar viva e feliz ao final de mais um ano. Sem delongas, vamos aos fatos..
"Janeiro passou e eu mal o vi". Fui à praia, esqueci da vida, contemplei os maravilhosos pores-do-sol de Ubatuba e voltei com os olhos inchados e vermelhos, mas com a sensação única que é passar uns dias no litoral. Queria ter voltado todo mês, todo ano, porque quando me encontro em frente ao mar consigo pensar apenas no momento presente e esquecer todas as minhas angústias e medos, isso fez falta durante os dias difíceis de vestibular. Então, depois da viagem passei o restante das férias organizando a volta às aulas e tentando achar coisas que ocupassem a minha mente; foi aí que eu comecei a assistir Grey's Anatomy, uma das melhores séries de drama, que me acompanhou durante todo o ano.. bem, Grey's foi a solução dos meus problemas porque me ensinou como lidar com a vida, com as dificuldades e com a dor! Foram 9 temporadas assistidas em um ano.
O que dizer de fevereiro além de estudos e frustrações de carnaval?
Março foi o começo da luta. Eu comecei a sentir nessa época que eu teria que matar um leão por dia para conseguir sobreviver ao que estava acontecendo; deve ter sido por aí que a minha coragem deve ter acordado. "Os medos existem, mas a coragem também"
Daí chegamos à abril, que sem a menor dúvida, classifico-o como o pior mês de 2012. Abril foi o fim, foi a dor mais forte, foi o coração partido e foi o início de uma longa jornada de superação. Abril foi aquela coisa de curtir a dor e também mudar radicalmente a minha visão de mundo e de amor. Eu vi que nada é fácil, nada é pra sempre e nada é impossível quando temos forças. "Me dei conta de que no final da história, na vida real, a musca nunca morre se ela não fica com o poeta"
Maio veio com a sensação de 'preciso estudar' e 'preciso consertar meu coração'. Esse foi o início da mudança, da minha reconstrução. Seis ou sete horas por dia fizeram com que a minha cabeça só se ocupasse com as matérias da escola e não pensassem em mais nada. Não ouve espaço para sentimentos e dores aqui. Maio foi "o tempo de abrir mão" e entender que era melhor cada um seguir o seu caminho.
Como sobreviver às emoções de junho sempre foi algo que eu não entendi. Esse foi o mês de cantar "Shemá' em Casa Branca - o canto mais cobiçado, mais bonito e mais significativo de todo o Caminho Neocatecumental!. Junho foi o mês das novas amizades e de um noivado meio que inesperado. Além da emoção e do arrepio único que foi cantar o Shemá, descobri um sorriso aberto lindo e encantador perdido por aí; sem falar nos novos amigos que, além de hilários e lindos, foram super companheiros e ajudaram para que a dor enfim desse uma trégua. Foi o mês de lembrar o quão lindas são as peônias cor-de-rosa e do "talvez ainda seja cedo, mas aqui nasce uma nova mulher". Em junho também conheci o campus da USP em Ribeirão e a vontade de chegar na faculdade só foi aumentando!
Só consigo resumir julho em uma palavra: Brasília. Foi a melhor e maior viagem da minha vida. Aos 12 anos eu dizia que um dia queria poder ter a chance de conhecê-la e quando tive a oportunidade aos 16, mal conseguia acreditar. Foi tudo incrível, foi um sonho realizado. Estar em Brasília é uma sensação única; esse é um lugar abençoado por Deus em que tudo de melhor pode te acontecer se você for "astuto como as serpentes e manso como as pombas". Foram horas de viagem, horas embaixo de um sol escaldante e horas ao lado de amigos inacreditáveis que foram junto comigo ou que eu (re)encontrei por lá. Deus me deu muitas graças nesse viagem. Brasília foi o lugar onde eu entendi o que é a minha vida e o que Deus quer que eu faça com ela - foi aí que eu entendi que devo entregar tudo nas mãos dele pois é Ele quem cuida de toda a nossa história: "Deus cuida, seja da faculdade, do príncipe ou do sonho: se não for agora, um dia Ele dará um jeito para que seja". Quando dizem que "tudo pode estar lá.." esse "lá" não é vago, é Brasília, minha doce, amada e saudosa BSB! Espero voltar em breve :)
Agosto foi reviver Brasília todos os dias. Me sentia a pessoa mais incrível e mais forte do mundo, pois aquele final de semana tinha sido forte e maravilhoso o suficiente para que nada mais me abatesse. Aos poucos a rotina de estudos voltou, mas acredito que as memórias de Brasília nunca deixaram de estar presentes comigo porque depois dessa peregrinação entendi o quanto tudo pode ser possível! Agosto também foi a hora de "escolher o barco certo" e correr atrás disso.
Setembro foi um mês de saudade. Saudade de Brasília, saudade dos amigos que ficaram longes, saudade de São João. Mas no meio disso tudo, descolei uma viagem única pra UNAERP, em Ribeirão, fiz mais uma meia dúzia de amigos lindos e incríveis e descobri que direito é "uma profissão apaixonante" e que essa coisa de ser doutora está mesmo no meu sangue e que não importa que demore ou que seja difícil, um dia chegarei lá.
Não sei o que dizer de outubro. Foi mais um mês louco, cheio de provas, muitos estudos, cabeça quente e alguns arrependimentos. Foi um daqueles meses quem que tudo que a gente mais deseja é que a gente consiga chegar até o final sem surtar. "Sempre haverá um caminho para se fazer o impossível e sobreviver até quando não dá".
Já novembro foi o mês dos vestibulares. Foram três: enem foi o vestibular da ansiedade, unesp foi o melhor de todos e fuvest foi o mais lastimoso. Aliás, tive a honra de comemorar meus 17 anos prestando Fuvest, o que foi, sem dúvidas, uma sensação única. Foi um mês de experimentar novas sensações e de aprender a lidar com a ansiedade e o nervosismo. Os resultados não foram com total aproveitamento, mas foram incrivelmente ótimos com direito à segunda fase e expectativa de conseguir entrar em direito na Unesp, ainda de treineira -outro sonho. É nessas horas que a gente vê que consegue "ser maior que as muralhas", vencer nossos próprios medos e mostrar que estamos dispostos a dar o nosso melhor em tudo que fazemos. Ano que vem tem mais!
O mês mais agitado foi dezembro. Foram muuuitas festas, encontros, matar a saudade, looks incríveis e mais vestibular! Foi também um mês nostálgico, cheio de lembranças que voltaram toda madrugada. Mal vi dezembro passar e acabar. Dezembro trouxe aquela sensação de "mais uma etapa cumprida" e me fez querer e fazer com que o próximo ano continue sendo incrível, cheio de realizações e acredito estar no caminho certo para isso.
2012.. foram 40 textos, muitas memórias e sentimentos, cheio de músicas velhas e novas que encheram minha vida de esperança e boas energias, repleto de conquistas pessoais e sonhos realizados! Além das conquistas, foi um ano de superação, de muito aprendizado, de saudade e de boas recordações. Espero que 2013 me dê tudo isso em dobro, não só a mim, mas à todos, e que as boas memórias de 2012 fiquem sempre gravadas; às ruins, nós deletamos e torcemos para que o próximo ano seja inesquecível e que façamos o nosso melhor para que todos os nossos sonhos e promessas se tornem realidade!
Feliz ano novo à todos.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Os trechos entre aspas foram retirados de textos que eu escrevi no mês correpondente aqui no blog ou que me marcaram de alguma forma. Espero que tenham gostado :)
"Janeiro passou e eu mal o vi". Fui à praia, esqueci da vida, contemplei os maravilhosos pores-do-sol de Ubatuba e voltei com os olhos inchados e vermelhos, mas com a sensação única que é passar uns dias no litoral. Queria ter voltado todo mês, todo ano, porque quando me encontro em frente ao mar consigo pensar apenas no momento presente e esquecer todas as minhas angústias e medos, isso fez falta durante os dias difíceis de vestibular. Então, depois da viagem passei o restante das férias organizando a volta às aulas e tentando achar coisas que ocupassem a minha mente; foi aí que eu comecei a assistir Grey's Anatomy, uma das melhores séries de drama, que me acompanhou durante todo o ano.. bem, Grey's foi a solução dos meus problemas porque me ensinou como lidar com a vida, com as dificuldades e com a dor! Foram 9 temporadas assistidas em um ano.
O que dizer de fevereiro além de estudos e frustrações de carnaval?
Março foi o começo da luta. Eu comecei a sentir nessa época que eu teria que matar um leão por dia para conseguir sobreviver ao que estava acontecendo; deve ter sido por aí que a minha coragem deve ter acordado. "Os medos existem, mas a coragem também"
Daí chegamos à abril, que sem a menor dúvida, classifico-o como o pior mês de 2012. Abril foi o fim, foi a dor mais forte, foi o coração partido e foi o início de uma longa jornada de superação. Abril foi aquela coisa de curtir a dor e também mudar radicalmente a minha visão de mundo e de amor. Eu vi que nada é fácil, nada é pra sempre e nada é impossível quando temos forças. "Me dei conta de que no final da história, na vida real, a musca nunca morre se ela não fica com o poeta"
Maio veio com a sensação de 'preciso estudar' e 'preciso consertar meu coração'. Esse foi o início da mudança, da minha reconstrução. Seis ou sete horas por dia fizeram com que a minha cabeça só se ocupasse com as matérias da escola e não pensassem em mais nada. Não ouve espaço para sentimentos e dores aqui. Maio foi "o tempo de abrir mão" e entender que era melhor cada um seguir o seu caminho.
Como sobreviver às emoções de junho sempre foi algo que eu não entendi. Esse foi o mês de cantar "Shemá' em Casa Branca - o canto mais cobiçado, mais bonito e mais significativo de todo o Caminho Neocatecumental!. Junho foi o mês das novas amizades e de um noivado meio que inesperado. Além da emoção e do arrepio único que foi cantar o Shemá, descobri um sorriso aberto lindo e encantador perdido por aí; sem falar nos novos amigos que, além de hilários e lindos, foram super companheiros e ajudaram para que a dor enfim desse uma trégua. Foi o mês de lembrar o quão lindas são as peônias cor-de-rosa e do "talvez ainda seja cedo, mas aqui nasce uma nova mulher". Em junho também conheci o campus da USP em Ribeirão e a vontade de chegar na faculdade só foi aumentando!
Só consigo resumir julho em uma palavra: Brasília. Foi a melhor e maior viagem da minha vida. Aos 12 anos eu dizia que um dia queria poder ter a chance de conhecê-la e quando tive a oportunidade aos 16, mal conseguia acreditar. Foi tudo incrível, foi um sonho realizado. Estar em Brasília é uma sensação única; esse é um lugar abençoado por Deus em que tudo de melhor pode te acontecer se você for "astuto como as serpentes e manso como as pombas". Foram horas de viagem, horas embaixo de um sol escaldante e horas ao lado de amigos inacreditáveis que foram junto comigo ou que eu (re)encontrei por lá. Deus me deu muitas graças nesse viagem. Brasília foi o lugar onde eu entendi o que é a minha vida e o que Deus quer que eu faça com ela - foi aí que eu entendi que devo entregar tudo nas mãos dele pois é Ele quem cuida de toda a nossa história: "Deus cuida, seja da faculdade, do príncipe ou do sonho: se não for agora, um dia Ele dará um jeito para que seja". Quando dizem que "tudo pode estar lá.." esse "lá" não é vago, é Brasília, minha doce, amada e saudosa BSB! Espero voltar em breve :)
Agosto foi reviver Brasília todos os dias. Me sentia a pessoa mais incrível e mais forte do mundo, pois aquele final de semana tinha sido forte e maravilhoso o suficiente para que nada mais me abatesse. Aos poucos a rotina de estudos voltou, mas acredito que as memórias de Brasília nunca deixaram de estar presentes comigo porque depois dessa peregrinação entendi o quanto tudo pode ser possível! Agosto também foi a hora de "escolher o barco certo" e correr atrás disso.
Setembro foi um mês de saudade. Saudade de Brasília, saudade dos amigos que ficaram longes, saudade de São João. Mas no meio disso tudo, descolei uma viagem única pra UNAERP, em Ribeirão, fiz mais uma meia dúzia de amigos lindos e incríveis e descobri que direito é "uma profissão apaixonante" e que essa coisa de ser doutora está mesmo no meu sangue e que não importa que demore ou que seja difícil, um dia chegarei lá.
Não sei o que dizer de outubro. Foi mais um mês louco, cheio de provas, muitos estudos, cabeça quente e alguns arrependimentos. Foi um daqueles meses quem que tudo que a gente mais deseja é que a gente consiga chegar até o final sem surtar. "Sempre haverá um caminho para se fazer o impossível e sobreviver até quando não dá".
Já novembro foi o mês dos vestibulares. Foram três: enem foi o vestibular da ansiedade, unesp foi o melhor de todos e fuvest foi o mais lastimoso. Aliás, tive a honra de comemorar meus 17 anos prestando Fuvest, o que foi, sem dúvidas, uma sensação única. Foi um mês de experimentar novas sensações e de aprender a lidar com a ansiedade e o nervosismo. Os resultados não foram com total aproveitamento, mas foram incrivelmente ótimos com direito à segunda fase e expectativa de conseguir entrar em direito na Unesp, ainda de treineira -outro sonho. É nessas horas que a gente vê que consegue "ser maior que as muralhas", vencer nossos próprios medos e mostrar que estamos dispostos a dar o nosso melhor em tudo que fazemos. Ano que vem tem mais!
O mês mais agitado foi dezembro. Foram muuuitas festas, encontros, matar a saudade, looks incríveis e mais vestibular! Foi também um mês nostálgico, cheio de lembranças que voltaram toda madrugada. Mal vi dezembro passar e acabar. Dezembro trouxe aquela sensação de "mais uma etapa cumprida" e me fez querer e fazer com que o próximo ano continue sendo incrível, cheio de realizações e acredito estar no caminho certo para isso.
2012.. foram 40 textos, muitas memórias e sentimentos, cheio de músicas velhas e novas que encheram minha vida de esperança e boas energias, repleto de conquistas pessoais e sonhos realizados! Além das conquistas, foi um ano de superação, de muito aprendizado, de saudade e de boas recordações. Espero que 2013 me dê tudo isso em dobro, não só a mim, mas à todos, e que as boas memórias de 2012 fiquem sempre gravadas; às ruins, nós deletamos e torcemos para que o próximo ano seja inesquecível e que façamos o nosso melhor para que todos os nossos sonhos e promessas se tornem realidade!
Feliz ano novo à todos.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Os trechos entre aspas foram retirados de textos que eu escrevi no mês correpondente aqui no blog ou que me marcaram de alguma forma. Espero que tenham gostado :)
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