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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre os anjos

Sim, tenho estado ausente. Não porque quero, porque me faltam palavras para descrever tudo que sinto. Têm sido muito intenso. Tenho vivido demais. Vivo o ápice do tal momento em que outrora escrevera aqui. Sim, as coisas tem se realizado. Não do jeito que quero e nem com a mesma frequência, mas tem dado certo. E sim, é preciso ter fé.
Acredito que quando nascemos estamos condenados à vida. Condenados sim, mas Deus dá anjos para aqueles que têm fé. E eu, ganhei os melhores anjos. Sim, Deus assusta, mas no momento certo prova que sempre esteve certo.
Não é tão fácil assim ter anjos; é preciso conquistá-los. Se acreditamos, existem; se não cremos, nunca os teremos. Por muito tempo eu fingi que acreditava, vivi enganada. Quando voltei a realidade e passei a viver, os anjos vieram, me salvaram de mim mesma e me levaram a onde todos, no fundo, querem ir.
O melhor da história é que vieram disfarçados para que eu não os pudesse reconhecer imediatamente. Hoje já os reconheço, porque entraram definitivamente em minha vida.

Vens, anjo meu, que te espero aqui
Vens anjo, que então nos dançaremos
Vens anjo meu, que já é hora de virdes
Não tenhas medo anjo, sempre estarei contigo

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Escrever aqui me faz tão bem, porque por mais que me contenha, consigo descarregar nas palavras o pesar dos sentimentos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisa de louco.

A gente se vê fazendo coisas que jurava que nunca na vida ia fazer. Que não ia amar de novo, que não ia escrever, que não ia se importar e que ia ter calma. Foi como se atirar em um mar profundo sem bóias. É a fuga de quem quer ter provas que o que ficou no passado foi ruim e o que importa é agora. É um suicídio já começando errado. Mas na hora de viver, ninguém se importa com o que foi dito por teoria. Nem eu.
O corpo é cercado de feridas. São feridas feias, frias e inacabadas que estão presentes o tempo todo. No começo, até acreditava que um dia elas sumiriam. Mas não, me enganei, elas sempre estiveram lá. Não há como tatuar desenhos bonitos por cima ou usar uma blusa para encobrir; elas precisam estar lá para que toda vez que você as sinta arder lembre-se do motivo pelo qual estão lá. Se não lembrou de esquecer, é porque sempre pensou. Se tentou apagar, é porque ainda dói demais.
Mas agora não há como fechar completamente esses furos na pele. Começou uma nova história, há tanto tempo. Começou até que diferente, talvez até mais certa, porém com uma dose de perigo a mais. E foi aí que o blog ficou em segundo plano, porque tem um pensamento a mais que não sai da minha mente. Um pensamento absurdamente idiota e bobo. Não sei mais como descrever, não aprendi a entender e não me arrisco porque tenho medo! Por enquanto, só ouso em dizer que é ótimo, lindo e tudo que eu sempre quis.
Acho que acabei falando demais. De novo. Mas é isso aí mesmo.

Uma pequena nota Marô Dornellas:
Garçom, traga-me mais uma dose de perigo, e mais um papel.
PS: preciso passar de semestre
PS2: preciso resolver minha vida
PS3:preciso de uma calça nova
PS4: preciso da trilha sonora de eclipse
PS5: preciso escrever com frequência no blog
PS6:preciso ler Harry Potter
PS7: mas tudo isso tudo se anularia se ... sei lá, se pudessemos compor uma canção com o Muse.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

So, go on.

Parece um ciclo vitalício, normal. Você se apaixona. Você alimenta esse amor com frutos da sua cabeça. Você entra em crise de amor. Você não consegue sair. Você se decepciona. Você enche os olhos de lágrimas. Passa. Você se sente sozinha e vazia. Você se apaixona de novo. Você fica rindo sozinha. É preciso percorrer estradas e caminhos para chegar à linha de chegada.Mas chega um momento em que a estrada é longa demais e o seu amor desmonta.
Nos alto de seus 15 anos, sua vida se resume ao jogador do time de futebol da cidade, belo e atraente. Você pensa que ele é único. Mas esse é o erro terminal. Ele não liga pra você e ele só quer ser popular. Você põe na sua cabeça que existem garotas mais bonitas, mais magras e mais sociáveis. Pode até ser que sim, mas você é única. Nessa fase da vida, a gente não sabe olhar para os lados.
Essa vida cansa. Você precisa de algo mais palpável que uma ilusão. Você precisa parar de se preocupar com isso. Não vale a pena. Garota, enquanto você chora no seu quarto, a vida acontece lá fora. Siga seu caminho em paz. Você é jovem e com certeza vai encontrar alguém que também te queira. Respire fundo pois o dia está claro lá fora. Você sempre terá um milhão de amigos. Então, vá em frente. Então, vá em frente.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E que quando você estiver bem cansado ainda exista amor pra recomeçar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contos de Halloween.

Eu sei que o Halloween já passou há algum tempo, só que, na época, eu não tive tempo para escrever essa história, então ...

Sobre como eu passei o Halloween.

É sexta-feira 31 de Outubro, Dia das Bruxas. Vai acontecer uma super festa em comemoração no salão da cidade e eu tenho quase certeza que aquele garoto vai estar lá. Ensaiei a semana inteira como o convidaria para a festa; formulei mil respostas para o "sim" ou "não" e até treinei diálogos. Como sempre, meu lado pessimista ganhou e preferi acreditar em um milagre.
Passei o Dia das Bruxas roendo as unhas pretas, não via a hora da festa começar. Caprichei no look e na maquiagem, afinal, tudo tinha que ser perfeito.
Cheguei meia hora antes do previsto. Estava ansiosa demais para ficar dentro de casa esperando a hora passar. Não tinha ninguém lá, absolutamente ninguém além do DJ testando o som. Então eu sentei e esperei e repassei mentalmente todas as minhas possibilidades.
A hora começou a passar e nada dele chegar. Ele não viria, eu sabia disso, mas preferia acreditar no contrário. Analisando meu histórico, nunca tive sorte o suficiente com os garotos a ponto de achar que um "milagre" aconteceria. Confio e espero demais dos outros. Acredito demais em amor.
Não conseguia dançar, escutar direito, falar e nem comer. Havia um nó se retorcendo em minha garganta em súplica. Não haveria doces ou travessuras que pudessem acalmar meu coração. Precisava vê-lo e senti-lo perto de mim. Eu precisava saber como fora seu dia, se tinha tido algum problema e se queria dançar Transylvania comigo. Não queria beijos, me contentava com algum abraço e seu lindo sorriso. Será que é pedir demais?
Mas ele não veio. A festa estava sem graça. Não tinha mais sentido ficar ali. Eu o queria como nunca quis nada em minha vida. Eu juro que daria o mundo para tê-lo comigo aquela noite.

Esse Halloween, verídico, me ensinou que:
- Devo, com mais frequência, chamar garotos para sair;
- Não posso ficar perto de monstros fantasiados por mais de 10 minutos;
- Não preciso usar salto;
- Se a festa não estiver boa, independentemete do horário, ligar e dizer "Pai, vem correndo me tirar daqui".
- Não vivo sem doces.

domingo, 7 de novembro de 2010

Os amores platônicos mal resolvidos de Maria Olívia.

Mais uma respirada. Mais uma vez de volta ao blog.
Eu planejei um ano inteiro, ou até mais, o dia em que eu finalmente me libertaria de meus medos e que o garoto dos meus sonhos de 14 nos se declararia a mim. O problema de você viver um amor platônico é nunca ter total certeza se vai dar certo ou não. É tudo muito irreal e imaginário.
A realidade - o mais profundo desejo dos platonistas - não é tema para redações, o que pode ser facilmente explicado quando se analisa a escrita de tal. No meu caso, as proporções exageradas se dão partindo do princípio daquele amor construído a partir dos anos, onde você cresceu com uma imagem pré-definida e agora vê outra(s). A convivência força esse tipo de sentimentos ou é só mais uma crise?
Já vivi tantos romances em minha mente que até me confundo às vezes. A agitação e os movimentos bruscos levam à produção, por vezes exagerada, de endorfina, induzindo-nos o pensamento que quanto mais adiante formos, mais perto daquele sonho ficaremos.
Quando depositamos esperança e confiança demasiada em alguém a tendência é que nos decepcionaremos; as fotos e fatos estão aí, comprovando a teoria. Vi o amor acontecer na vida de tantas pessoas enquanto na minha não basta de outro querer. Vejamos, nem tudo podemos comprar ou escolher. Não é para tudo que podemos usar nossas palavras e jeitos. É preciso um algo a mais, que eu ainda não sei o que é.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Queria ter alguma certeza, alguma palavra, alguma explicação.
Amigos, quando você vê uma foto seguida de fatos contrários à sua expectativa, te cai o mundo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ensandecido, ousado e prepotente.

Escuto e ajo com a solenidade que o momento implica. Meu coração reprime lágrimas que se atrevem a encharcar-me os olhos. Lágrimas de vitória, escondendo as da derrota, em um ato de heroísmo oculto, elevando-me à status de grande poderio, pelo menos para mim. Aumento às coisas dessa forma por acreditar piamente em meus sentimentos. Tenho controvérsias notáveis quanto à isso, mas não vem ao caso agora.
Aventuro-me em novos amores toda vez que o último desanda, sendo assim uma forma de esquecer de quão cego ficamos à essas aventuras amorosas. Só o próprio sentimento em si enche e estufa meu peito, lembrando-me que as artérias de meu sistema cardiovascular aceleram a medida que o sentimento se torna mais visível, entregando qualquer possibilidade de mantê-lo oculto. Só o furor causado já me faz arriscar. Entendo como ousadia muito mais que usar esmaltes e maquiagens diferentes. Ora, que nome se dá, então, àqueles que amam o proibido? Eu chamaria-os de ousados e em alguns casos, loucos.
Deixo um pouco de lado o orgulho impregnado à alma, como forma rendição total. Ergo meus braços, mais que em qualquer grito de prepotente, mostrando que não tenho armas além de minhas palavras e sentimentos. No mundo moderno, não interessa com quantos versos Shakespeare constituiu seus poemas e nem como anda a política brasileira. Tudo o que se procura é o amor desenfreado, fácil e amável. Por não estar à venda no mercado consumidor, tantas pessoas, assim como eu, são levadas, diariamente, ao auto questionamento e à busca ensandecida. O melhor deste sentimento é ter alguém preenchendo o vazio que há na vida e a certeza que todo dia na saída vai ter alguém além do portão verde esperando-te com um belo sorriso no rosto, um violão e mais uma canção.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Não consigo escrever sobre outra coisa.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Algumas considerações.

Estampa-se um sorriso em meu rosto toda vez que penso em coisas boas que aconteceram. Me é comum perder o sono à noite - mesmo que tenha acordado muito cedo - esquecer do que me soa sensato, olhar para o teto do meu quarto e analisar os fatos, repensar, tentar achar saídas que satisfaçam as duas partes. Viver um romance é estar constantemente em apuros, já diria Lucas Silveira.
Me surpreende o comodismo com que encaro os fatos, demonstrando mais uma vez total frieza, escondendo de mim, e dos outros, o que realmente se passa em meu interior. É muito mais fácil trocar linhas infindáveis de amores não correspondidos por estudos históricos da política brasileira. É incoerente. A gente realmente tem que levar a vida inteira para perceber que o que mais queríamos estava do nosso lado o tempo inteiro ? É aí que entra a parte que ninguém ama sozinho.

Eu preciso, você também, todo mundo precisa de alguém.

Me suga toda a paciência a futilidade do julgamento. Ninguém tem o direito, e nem deve, sair proclamando glórias nem injúrias, sem antes ter profundo conhecimento. A espécie humana não sabe conviver com o que lhe é imposto, digo por mim mesma. Não suporto a ideia de passar horas de minha semana analisando coisas que sei que não me serão úteis no futuro. O conhecimento imposto tanto dura como fogo em palha. É preciso ser forte o bastante e suportar, para assim no futuro poder usufruir de tudo que por muitos anos batalhei.
Há necessidade de ser livre. Mas por minha felicidade solitária, esqueço daquele amor predestinado, que tanto penso e escrevo. Ninguém serve a dois senhores. A ciência ainda não conhece fontes confiáveis de entendimento da mente alheia; ainda convivemos com a incerteza e o medo de dar o primeiro passo. Viver um romance de adolescente é algo arriscado. Mas por quais motivos procuro-o incessantemente, desejando com todas as forças que tenho, mesmo quando tudo parece perdido? Tenho tantas frases feitas, letras de músicas, poetas e teorias dinâmicas para explicar diversas coisas, mas mesmo dedicando horas dos meus dias para esse fim, ainda não consegui chegar à nenhuma conclusão verídica e considerável sobre o amor. Não sei dizer abertamente sobre isso. Não me agrada a ideia de viver mais tempo como um camaleão. O mais consistente a se dizer é que em termos de amor ninguém sabe mais ou menos. Seremos todos marinheiros de primeira viagem. Sempre.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Enfim, amemo-nos mais.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tenho escrito menos.

E vivido um pouco mais. A literatura de meus dias perdeu o caráter de microconto, por isso não mais os tantos posts. Virou romance que não mais se capitula em poucos parágrafos. Muitas vezes abandonei em branco o texto, pois olhava, míope, para dentro de mim e nada via senão o nebuloso vulto da ulceração que ainda gritava em vermelho. Precisava encontrar um caminho para a superfície, mas no fundo daquele poço encontrei um par de lentes.

O romance nos desafia a convicção, por vezes tira a paciência, e pode até nos subtrair alguns anos da vida, mas quando é que alguém, por um segundo que fosse, cogitou – a sério – viver sem ele? Nossas aspirações vão, cada vez mais, aproximando-se da realidade; a gente passa a prometer menos, mentir menos, e chega até a achar que, dessa vez, erraremos menos, por julgarmos saber onde escondem-se todas as bombas desse campo minado. Nem preciso lembrar que a única certeza no romance é a de se estar eternamente em apuros, saracoteando as pernas para não se deixar afundar totalmente no obscuro e indecifrável oceano que é a vida daquela pessoa com a qual estamos de mãos dadas.

Em apuros pois é perigoso. É perigoso porque a gente arrisca. E a gente arrisca porque quer. Ninguém nos obriga a viver o amor, mas a gente ama vivê-lo. Ninguém nos obriga a sentir as mesmas dores de novo, mas a gente se quebra em mil pedaços para sentir o prazer na cura. A gente acha que pode viver sem, mas as palavras soluçadas no fim de uma noite ébria evidenciam o que, para todos ao nosso redor, já era óbvio: estamos fodidos.

Em apuros não estou só eu, estamos todos nós, meus caros. Romance é o que se persegue pelas esquinas, que foge à luz dos postes, e ele está bem. Em perigo estamos nós, nesse apuro que reside na nossa urgência em vivê-lo. Vivê-lo, mesmo que torto, inacabado, ferido, precipitado, errado, proibido, ou impossível. Vivê-lo de verdade, com intensidade e sem escudos. Como deve ser, e como inevitavelmente é, quando nosso coração nos dá aquela única e inevitável rasteira que nos faz quicar no chão.

Viver o romance é estar em apuros.

Estou vivendo, e não quero ser salvo.

Por: Lucas Silveira, o gênio.

Não me cansei do blog, só estou sem tempo. Muitas provas, lições de casa, trabalhos e Olimpíada de História na reta final dessa 8ª série.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Como está o seu romance?

Quero saber de você.

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Pegamos carona em mais um vôo surreal, daqueles que nem mesmo a gente acredita. Não me importa o destino quando se está com alguém que faz o coração pulsar num rítmo acelerado incomum. Me espanta minha capacidade de fazer coisas incomuns e que antes não gostava, por puro preconceito. A gente quebra barreiras e tabus, e só depois se dá conta do que fez - às vezes eu agradeço por não pensar demais em certas coisas.

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Quero saber de seu romance. Não o nosso, mas aquele.

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Pegamos o vôo errado, sem verificar as passagens e a porta de embarque. O erro mais cruel é esse: agir impulsivamente e depois que a névoa cessa, perceber que não era para estar ali. Em todas às vezes que embarquei para grandes aventurar como essa, nunca cheguei ao destino final, sempre fazendo uma escala na metade do caminho e voltando ao ponto incial, em missões falhas. Dessa vez, o vôo está perigoso, enfrentando grandes ocilações.

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No seu outro romance, você sempre sabia o que fazer.

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O melhor é se acalmar, dormir. Uma hora o avião tem que pousar.
Mesmo não sabendo qual será meu novo caminho - ou se retomarei o velho -, te espero do outro lado do portão, para escutar tuas respostas, mesmo se forem silenciosas. Eu quero saber de você. Eu quero que me ajude; que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu. Que me faça perguntas e que seja proibido. Hesitamos tanto em novos vôos por medo de descobrir que não era bem como pensávamos que seria.

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Avião não decola em aeroporto fechado.

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Como está o meu romance? Bem como o seu, aparentemente estacionado, esperando a tempestade passar para poder decolar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Devaneio.

Eu estava lá sentada na minha cadeira amarela no canto da sala, como sempre, quando ele chegou: atrasado, bonito, sorridente e pose de galã, como sempre. Me espantou ele ter vindo se sentar ao meu lado, isso não era normal. Fiquei imóvel, muda, olhando pelo canto dos olhos para ele, tremendo e suando. Nunca entendi muito bem essa coisa toda de reação química. Perto dele não conseguia ter ação nenhuma, eu não pensava. Por outro lado ele me fazia tão bem. Só o sorriso dele melhorava a minha vida. Nunca senti isso por ninguém antes, juro. Me dói pensar que ele nunca vai saber disso, porque é claro que eu não vou deixar. Não entendo o que se passa na minha cabeça.
"Não entendo o que se passa na minha cabeça". RÁ. Que piada. Como se alguém entendesse. Sou um turbilhão de sentimentos ambulante e o mais importante deles não é compreendido - não por quem o precisa compreender. Não sei como explicar essa coisa de atração. Sei lá. Só sei que um arrepio percorre meu corpo toda vez que me imagino em seus braços. Outra piada porque isso nunca vai acontecer.
Voltando. Eu fiquei tão perdida que eu não fiz nada, de novo. Perdi outra chance. Eu vivo perdendo chances e depois me arrependo. Aliás, andei pensando de a gente se encontrar em outra lugar, onde não exista "os outros". Sempre me esqueço que nem todo mundo têm poderes de Edward Cullen.
[...]
Mal sabia eu, o que viria a seguir.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu sempre fico esperando coisa demais da vida.

domingo, 11 de julho de 2010

A carta de despedida no meu travesseiro.

Cheguei em casa depois de mais um dia de trabalho árduo. Entrei no meu quarto e encontrei um envelope em cima do meu travesseiro. Achei estranho pois não esperava receber cartas naquele dia. Abri-a. Era uma carta dedicada a mim. Não uma simples carta. Uma carta de despedida. Podia ser de qualquer pessoa que eu não me importaria, menos dele. Ele. Ele. Ele que dizia me amar tanto, que fez tudo para que ficássemos juntos para o resto da vida, que era a pessoa mais importante na minha vida. O meu amor. O meu único amor. Não acredito até agora que ele fez isso comigo. Garanto que foi por uma outra qualquer, mas ele disse que foi realizar um sonho e que um dia voltaria para sermos "felizes para sempre". Póetico, porém ilusório - como sempre.
Chorei. Naquele momento queria outro de seus maravilhosos e salvadores abraços. Cadê você que não me vê, cadê você que eu não vejo? Cadê você pra me dizer que tudo isso vai passar?Não consegui sentir ódio, porque eu o amava. Inexplicável isso. Em um dia estava tudo bem entre a gente, no outro chego em casa de um dia comum e minha vida se transforma totalmente. E agora? O que eu vou fazer sem você aqui? Me acostumei tanto coma tua presença que não sei o que fazer.
Fiquei mais de uma hora sentada na cama, imóvel, não conseguindo pensar em nada, olhando da carta para o quadro de fotografias onde estavam registrados nossos melhores momentos. Eu queria mais um beijo, mais um abraço, mais uma foto... eu queria você, só você. Havia ainda tantas coisas que viveríamos juntos. Ah se você estivesse aqui...
Até hoje lamento a falta dele e na verdade nunca superei. Não consigo me desprender daquele passado perfeito. Sempre penso nele, inevitavelmente. Não consigo aceitar, é mais forte do que eu. As pessoas que me olham julgam que já superei e que não penso mais em você. Então elas não saber ver, meu amor. Não sei você pensa em mim ou se sente a minha falta. Não suplico por amor apenas por questões feministas. Mas saiba, meu amor, que se despedir não é fácil - ainda mais quando se ama este alguém. É preciso ser forte (coisa que você sabe que eu não sou). Se você quiser saber, ainda guardo a carta, seus bilhetes, flores secas no meio de cadernos e livros e nossas fotos. Nunca me esquecerei completamente. Você foi a melhor coisa que me aconteceu.
Tentolevantar a cabeça e continuar a viver. Não é fácil. Mas eu estou aqui, ainda no mesmo endereço, sentada em frente ao computador contando a história.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Medo de amar.

"Sim, eu sei. É a distância que separa os sentimentos das palavras. Já pensei nisso. E o mais curioso é que no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Ou pelo menos o que me faz agir não é, seguramente, o que eu sinto mas o que eu digo.
No entando como seria bom construir alguma coisa pura, liberta do falso amor sublimizado, liberta do medo de não amar... Medo de não amar, pior do que o medo de não ser amado."
(Clarice Lispector)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Romance (Assombrado?).

Era uma quarta-feira à noite. Como toda noite de quarta, fui à Igreja e depois fui com um grupo de amigos à frente de um bar, esperar nossos pais. Levamos violões e livros com músicas e ficávamos cantando e conversando. Como sempre, nos sentamos nos bancos de concreto na frente do bar que estava fechado e escuro, a não ser pela televisão que transmitia um jogo de futebol.
Um dos meninos, o Daniel, dedilhava alguma melodia que para mim era desconhecida, porém, linda. Foi quando ele subitamente parou de tocar e foi até a pequena janela do bar, dar uma olhada no jogo. E, em um piscar de olhos, deu um grito e desapareceu. O terror tomou conta de mim. Por um minuto ninguém falou. Eu não sabia o que fazer. Alguém tomou coragem:
­-O que vamos fazer?
-Vou entrar lá. – eu afirmei
-Você está maluca. Não vê que é perigoso. É melhor deixar ele lá. – alguém disse
-Mas que tipo de amigo é você?
Eu caminhei ferozmente até a mesma janelinha, decidida a entrar. Detiveram-me. Decidimos não contar aos nossos pais e averiguar depois.
Passei uma semana horrível. Eu queria saber o que estava acontecendo. Estava agoniada.
Quando a próxima quarta-feira chegou, eu e outro menino, Samuel, decidimos entrar. Levaríamos lanternas e iríamos à noite.
O bar estava fechado, totalmente escuro. No fundo do bar havia uma portinha estreita e eu entrei, já que só um de nós poderia entrar. Era um cômodo pequeno e sujo. Em um canto consegui enxergá-lo. Ele tinha as mãos e os pés amarrados e uma fita na boca, que o impedia de falar. Com esforço consegui tirar a fita da boca dele.
-Daniel! O que aconteceu?
-Não é seguro você ficar aqui... Eu não sei o que me atacou... Leve meu violão e aquele livrinho. Dê um abraço na minha mãe por mim e diga que você sabe que eu a amo muito!
-Mas... Não posso te deixar aqui. Daniel, você é muito importante para mim!
-Eu não vou sair da sua vida. Prometa-me que nem por um segundo vai me esquecer. Estarei presente nas tuas memórias e em cada verso dessas músicas que estão nesse livro. Eu sempre quis te dizer uma coisa, Maria Olívia... Eu te amo. – e em seguida me beijou.
Ninguém nunca mais teve notícias dele. Por muitas quartas-feiras eu e o Samuel entrávamos lá na esperança que ele estivesse lá. Mas ele nunca mais esteve. Interditaram o bar, mas não acharam o monstro. Há quem diga que era um fantasma ou algum monstro da treva muito poderoso. Mas ninguém nunca soube ao certo. Eu tenho certeza que de onde quer que ele esteja, está querendo o meu bem e rezando por mim. Tenho certeza que nem por um segundo me esqueceu. Toda vez que vejo aquele violão ou abro aquele livro sinto a presença dele perto de mim. Eu tenho certeza de que agora ele é um anjo. Eu o amo, da forma mais sincera que consigo dizer.

domingo, 8 de novembro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Corrente

A coisa mais cruel e injusta, chama-se preconceito.
Nós, temos a necessidade de enfrentar de aceitar experiências difíceis, que nos agridem. E não fugir delas. Pelo contrário, enfrentá-las com toda a sua dor. Porque é através delas que crescemos e nos tornamos melhores. Não se deve fugir da dificuldade. Enfrentar os dragões. Aceitar a tristeza pode ser uma forma de felicidade. Encontraremos a felicidade do jeito que for melhor para nós. Podemos muito bem ser livres, basta ter cuidado. Enfrentar os desafios, tomar cuidado. Não há nada que impeça a felicidade. Todos temos direitos de buscar nossos próprios caminhos. As gerações evoluíram-se. Hoje, há uma importância enorme para o 'libertar-se', de criar um mundo mais bonito. É nós até que podemos. Basta ter cuidado e discernimento.
As pessoas são diferentes. Cada um que encontre a SUA felicidade. Ninguém têm que ser igual a ninguém. A felicidade pode estar ao seu lado - clichê. Aceitar a tristeza pode ser a minha felicidade, ou não.

Baseado no livro ' A Corrente da Vida' de Walcyr Carrasco.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A felicidade, assim como o amor, pode vir de várias maneiras.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Eu sei que o tempo vai curar.

Eu fiquei esperando você aqui até o dia amanhacer. Você não veio. Eu estou indo embora. Mas eu não te entendo, agora que eu estou indo embora você vem implorar para que eu fique. Vais ou queres ficar ? Decida-se.
Deixa assim. Deixa eu ver no que vai dar. Não vou chegar com 'xis' e nem vou chegar com 'ceagá'. Talvez eu espere. Eu sei que não vai voltar. Eu estou escutando e vendo tudo. Não se faça de tonto.
Sabe, quando tudo está bem, vem alguém te tirar do sério. Promete pra mim: não vai voltar ?
Se você quiser o meu mundo é seu. Se parecer confuso, eu mudo, preciso de alguém aqui, como você. (8
Não sei até onde eu aceitarei. Mas eu queria tanto alguém aqui, que não me magoe. Deixa, brinca comigo mesmo. O tempo vai se encarregar de curar. Amar, talvez seja exatamente assim.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Passado, presente, futuro. Só você me tira a paz.

Caso você não tenha entendido nada, eu tenho alguns sérios problemas conjugais que me estressam.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hoje eu resolvi falar do amor

Falar mais não de uma forma hipócrita, achando que é lindo e maravilhoso. Teatros são bons, quando bem ensaiados logicamente.
Eu sempre sonhei demais com os contos de amor que eu contaria. Não nego que foi decepção após decepção. Achei que poderia surgir os prícinpes em seus maravilhosos cavalos brancos. Isso é história da cinderela.
Quando se fala em amor, logo se pensa em algo bom. Não sei se amei alguém de verdade ou se só disse da boca pra fora que amei. Não vou julgar mas, sempre mencionam o amor em forma de um bom texto, ou um bom elogio por se ter tal pensamento. Eu queria ser grande o suficiente para enfrentar, dizer mesmo. Sem medo. Mas eu não sou grande e continuarei sem dizer nada.
Queria me expressar pelas músicas. E aceitaria todas as sugestões, não usando meus instintos, porque eles estarão errados, segundo os críticos.
Não que eu não apoie quem ama. Oras, que deixem amar em paz. Eu não estou amando e provavelmente nunca amei também. Quando tem amor de verdade é legal. O pior é quando inventam um suposto amor. Não queria que vissem como coisa tão superflúa. Coisa que virou rotina. Também não quero idolatradores do amor. Que se dane, não o amor, porque eu acho que em algum lugar ele existe. Mas umas pessoas aí viiu. Tão me corroendo, matando por dentro.
Mais vou falar e confessar uma coisa: eu acredito no amor, naquele que eu sinto pelo NX Zero e pela Fresno. Esse tipo de amor não entra nessa história aqui. É um amor de verdade, diferente desse citado aqui. Sei lá eu como diferenciá-los, mas... aaah, você me entendeu vaaai.

Julguem como quiserem.
Beijos, paz de espírito.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu falei do amor irreal, inventado e teatralmente ensaiado para que pareça bom o bastante para os outros, caso você não tenha entendido. Eu detesto isso. Me mata porque eu sei que é inventado e por dentro a pessoa está vazia.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nem quere o que não volta jamais...

Se pudesse voltar no tempo não teria jurado amor eterno ao vento. Quem ama se machuca. O melhor a fazer é tentar parar de pensar. Sempre quis e quis até de mais, ter alguém que não me quer. E hoje escuto ' Cada possa dessa rua tem um pouca das minhas lágrimas'. Bem legal. É tudo o que eu desejei pra mim, tu não faz ideia o quanto.
É muito ruim você dedicar as suas insonias a quem não as merece. Pior ainda é bocejar na aula, consequeência de uma noite mal dormida. E ainda escutar que fomos feitos um para outro. Que idiotice. Não que eu não acredite no amor. Vou tentar mais uma vez encontrar alguém que me queira também. Daí tudo ficará em paz. Tudo será mais azul em uma manha nublada em Porto Alegre na nossa casa colonial com uma bela e enorme lareira que causa inveja aos vizinhos e com direito a pinheiros no quintal. É por essas e por outras que meu lance agora é Diego Ferrero e Lucas Silveira. A solidão acalma o coração - nossa nem acredito que eu disse isso.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Um dia você se sentirá, como eu me sinto.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Fuzilem o 12 de junho


Tudo bem, 12 de Junho é igual a vantagem em final de campeonato de futebol: muito bom pra quem tem, e quem não tem ...
Isso é uma bela forma de camuflar os problemas. Fazem mil comerciais com coraçoezinhos e com casais apaixonados. Ficam com frescurinhas pra lá e pra cá. Ninguém se importa, será, com os pobres? Ninguém se importa com as pessoas que morrem de fome e de frio? Ninguém se importa? NÃO, A RESPOSTA É NÃO ! Egoístas, sim. Cadê aqueles políticos que prometeram ajudar os pobres?
Sim, eu acredito que que têm a força para 'salvar' os necessitados são, sim, os políticos. Por mil motivos: têm apoio social, moral e financeiro, sobretudo.
Foi preciso que Jorge Amado denunciasse a realidade brasileira. E nada de coraçoezinhos vermelhos distribuindo sangue pelos ventrículos e átrios. Mas sim a fome, meninos rebeldes que só queriam um pouco de carinho e de um pai e uma mãe. Meninos que só queriam ser meninos.
Continuem espalhando coraçoezinhos por aí. Bela atitude (y). Por quê conseguimos ser tão superiores ao Afeganistão? Noossa, quanta honra. É por isso que não progredimos. Onde está " O amor por princípio; a ordem; e o progresso por fim?". Cadê a ajuda? Cadê o amor pelo povo brasileiro? Não é preciso que sejamos ladrões para chamar a atenção para a verdadeira realidade, ou é? Porque o homem nasce bom; a sociedade que o corrói.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Mas com Lucas Silveira, Diego Ferrero ou Rodrigo Tavares, eu casava.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

De todas as coisas...

Eu , em meus pensamentos tento me encontrar, já que na realidade isso é um pouco difícil. Já
fiz juramentos, prometi nunca mais amar (ok, isso foi exagero da minha parte)
E esperei que meus dias fossem iguais àqueles das canções que desafogam as minhas mágoas em uma tarde chuvosa. Rezei para que não visse o fulano onde seria impossível, porque naquele lugar, claro que ele estaria ali. Fiz juras de amor a quem não as merecia e depois voltei pra casa ouvindo Fresno e Fake Number. Planos e promessas que nunca saíram do meu subconsciente. Das palavras que não tiveram coragem de se desprender dos meus julgamentos. Contudo, de todas as coisas (erradas) que eu faço, a pior delas é eu não falar (a verdade) contigo.


Siga sempre, tente olhar para frente sem chorar. E se o choro vir pra te atrapalhar, saiba que eu estarei lá pra te ajudar. E o seu grande dia pode amanhã chegar, é só você deixar a luz do sol te acordar

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Galã: obrigada por não me achar uma idiota.