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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre os anjos

Sim, tenho estado ausente. Não porque quero, porque me faltam palavras para descrever tudo que sinto. Têm sido muito intenso. Tenho vivido demais. Vivo o ápice do tal momento em que outrora escrevera aqui. Sim, as coisas tem se realizado. Não do jeito que quero e nem com a mesma frequência, mas tem dado certo. E sim, é preciso ter fé.
Acredito que quando nascemos estamos condenados à vida. Condenados sim, mas Deus dá anjos para aqueles que têm fé. E eu, ganhei os melhores anjos. Sim, Deus assusta, mas no momento certo prova que sempre esteve certo.
Não é tão fácil assim ter anjos; é preciso conquistá-los. Se acreditamos, existem; se não cremos, nunca os teremos. Por muito tempo eu fingi que acreditava, vivi enganada. Quando voltei a realidade e passei a viver, os anjos vieram, me salvaram de mim mesma e me levaram a onde todos, no fundo, querem ir.
O melhor da história é que vieram disfarçados para que eu não os pudesse reconhecer imediatamente. Hoje já os reconheço, porque entraram definitivamente em minha vida.

Vens, anjo meu, que te espero aqui
Vens anjo, que então nos dançaremos
Vens anjo meu, que já é hora de virdes
Não tenhas medo anjo, sempre estarei contigo

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Escrever aqui me faz tão bem, porque por mais que me contenha, consigo descarregar nas palavras o pesar dos sentimentos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisa de louco.

A gente se vê fazendo coisas que jurava que nunca na vida ia fazer. Que não ia amar de novo, que não ia escrever, que não ia se importar e que ia ter calma. Foi como se atirar em um mar profundo sem bóias. É a fuga de quem quer ter provas que o que ficou no passado foi ruim e o que importa é agora. É um suicídio já começando errado. Mas na hora de viver, ninguém se importa com o que foi dito por teoria. Nem eu.
O corpo é cercado de feridas. São feridas feias, frias e inacabadas que estão presentes o tempo todo. No começo, até acreditava que um dia elas sumiriam. Mas não, me enganei, elas sempre estiveram lá. Não há como tatuar desenhos bonitos por cima ou usar uma blusa para encobrir; elas precisam estar lá para que toda vez que você as sinta arder lembre-se do motivo pelo qual estão lá. Se não lembrou de esquecer, é porque sempre pensou. Se tentou apagar, é porque ainda dói demais.
Mas agora não há como fechar completamente esses furos na pele. Começou uma nova história, há tanto tempo. Começou até que diferente, talvez até mais certa, porém com uma dose de perigo a mais. E foi aí que o blog ficou em segundo plano, porque tem um pensamento a mais que não sai da minha mente. Um pensamento absurdamente idiota e bobo. Não sei mais como descrever, não aprendi a entender e não me arrisco porque tenho medo! Por enquanto, só ouso em dizer que é ótimo, lindo e tudo que eu sempre quis.
Acho que acabei falando demais. De novo. Mas é isso aí mesmo.

Uma pequena nota Marô Dornellas:
Garçom, traga-me mais uma dose de perigo, e mais um papel.
PS: preciso passar de semestre
PS2: preciso resolver minha vida
PS3:preciso de uma calça nova
PS4: preciso da trilha sonora de eclipse
PS5: preciso escrever com frequência no blog
PS6:preciso ler Harry Potter
PS7: mas tudo isso tudo se anularia se ... sei lá, se pudessemos compor uma canção com o Muse.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas

Tinha começado a escrever uma história fictícia linda, que contaria metaforicamente toda a nossa história, mas, o blogger não salvou na íntegra. Queria que pelas palavras bonitas e pela complexidade de se interpretar uma comparação metafórica o texto se tornasse lindo. Mas, depois de ter ficado quase uma semana inteira xingando os criadores do blog, resolvi voltar e escrever, de uma forma ou de outra, o que eu queria de fato.
Não sei se um dia vou ter coragem de te mostrar esse texto, porque morro de vergonha de que você não goste ou ache melodramático demais. Queria mais é dar uma satisfação a mim mesma, de poder ter o registro do que eu senti ao longo desse tempo e de como me sinto agora. Juro que vou tentar não fazer muito drama e que vou ser sincera acima de tudo.
Bom, conheci o Pedro há uns dois anos, quando a gente estava fazendo as catequeses para entrar no Caminho. Sempre escutamos muito a Maria Luiza falando dos filhos, até que um dia ela levou o caçula na Igreja também. Acho que aquele era um dos dias que o Pedro teve vontade de "matar" a mãe dele, porque dava pra ver nitidamente que ele estava morrendo de vergonha. Daí o tempo foi passado e exporadicamente o tal do filho da Maria Luiza aparecia no meio de nós: sempre quieto e tímido. É sério, o Pedro não dizia nada além de "oi"e tão pouco parecia disposto à uma conversa. Era tão .... estranho!
Um ano se passou desse jeito e eis que chegamos em Agosto de 2010 no aniversário de 15 anos da Ana Clara, uma amiga em comum. Era uma noite fria, estávamos em umas 10 meninas .... e o Pedro! Na verdade nem ele sabe porque foi. Não levou presente, se perdeu pelo caminho e deixou de ir encontrar a atual namorada. Achei que até estava rolando um clima de romance ali, entre o Pedro e a Ana, mas era, como sempre, zoação.
Aí, estamos em Novembro de 2010. É o tão esperado final de semana da peregrinação. E o Pedro estava lá com a Maria Luiza, talvez porque ela tenha dito que viriam muitas meninas bonitas de São Carlos pra cá ou talvez porque ele não tinha nada melhor pra fazer, mas eu ainda prefiro a primeira hipótese. Provavelmente foi outro dia que ele se sentiu deslocado e eu morrendo de rir de ver apenas o Pedro parado em pé no meio da Igreja enquanto todo mundo estava dançando.
Na semana do meu aniversário, aliás, no dia do meu aniversário de 15 anos o Pepê vem me puxar assunto comigo, assim: do nada. Por quê? Destino? Não, porque ele queria ir na minha festa de 15 anos HASUAHSASHAUSAHSUAHSAUSHAUS. Brincadeiras e piadas à parte, poucas vezes me diverti tanto como naquele dia. Eu estava muito tensa, com medo de tudo dar errado, de cair do salto, de tropeçar no vestido, do Jonas não ir dançar valsa comigo, de ninguém aparecer na festa, do meu vestido não entrar, do meu cabelo não ficar bom, naquela paranóia! E apareceu o Pedro na minha vida, pra me dizer que tudo ia dar certo e que ia ser maravilhoso. No fundo, eu também acreditava nisso, mas precisava muito que alguém me escutasse e me dissesse aquilo naquela hora. Foi assim que nasceu nossa amizade.
O tempo foi passado e a gente morrendo de rir com as nossas piadas toscas. Duas semanas depois, fomos a um churrasco e nem preciso dizer o quanto aquele dia foi legal! Foi a presença, a conversa descontraída, os conselhos, as piadas e a sua lealdade que me cativou.
Quando tudo esteve prestes a desmoronar, você estava lá, para que eu não caisse na besteira de achar que tudo estava perdido porque enquanto houver uma chance de sobreviver temos que estar firme e forte.
Agora, meu amigo se mudou pra faculdade. Fico muito feliz por você, Pedro, sei o quanto você desejou por isso e o quanto estudou. Me alegro em saber que você foi fazer o que gosta e que provavelmente vai ficar bem. Mas, eu já sinto muito a sua falta. Obrigada por tudo que você fez por mim, por não ter me deixado desanimar (e nem chorar!), por ter me contado todas aquelas piadas que no começo eram muito irritantes (!) e por ter me feito entender que a minha vida é muito maior do que aquele jogador do time de futebol. Você foi um amigo e tanto, como eu nunca tive. Foi muito bom ter te conhecido, torço pelo seu sucesso pessoal, profissional e amoroso. E só te peço que não se esqueça de mim - nem por um segundo - e eu estarei aqui, para o que você precisar.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Se alguém ama uma flor da qual só exista um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando as comtempla. Ele pensa "Minha flor está lá, em algum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é, para ele, como se todas as estrelas se repentinamente se apagassem! E isto não tem importância?"
O Pequeno Príncipe

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Analisando o universo sob a mente humana

Tudo está contido nele. Tudo de mais belo. O céu, as estrelas, o Sol. Tudo que brilha e que habita aqui. Está inserido tudo aquilo que somos, de onde viemos e para onde iremos um dia. É preciso viajar em nossa própria mente. É uma viagem longa e distante do referencial. Quando, e sobretudo se chegarmos, pode ser que não encontremos todas as respostas que fomos buscar. Não se pode contar ou pesar o Universo. Ele é a própria imensidão.
Olhamos para o céu e temos uma pequena visão de todo esse infinito. Não acaba, nunca. É nosso.
Não há nenhum problema, crise ou decepção que não caiba em sua órbita. Há espaço para nós todos. Não houve disputa por espaços, nem guerras: todos sempre coexistiram. E nós? Estamos aqui, ocupando uma parte desprezível de todo esse espaço, e nos achamos tão bons para guerrear e acabar com tudo.
O céu iluminado é belo e comovente. Há uma história inteira ali, maior que nossa capacidade de conhecimento. É autosuficiente. Não é imutável e não precisa de nós, pelo contrário: nós é que precisamos dele!
Não há necessidade de pintar o céu de outra cor, nem acrescentar ou tirar estrelas. É assim que tem que ser. As filosofias são apenas pensamentos e a ciência não explica tudo. Têm coisa na vida da gente que não precisam ser explicadas. As teses não têm valor se não houver humanidade. O universo é feito de estrelas, galáxias e planetas, porém, nos somos a parte que realmente vive.
Nós não estamos perdidos aqui. Temos um próposito de vida; somos feitos de ambições. O céu azul não têm as respostas, elas estão na nossa mente. Somos uma pequena partícula em todo um azul iluminado. Somos do tamanho de nossos sonhos e podemos chegar tão longe quanto pretendermos. Precisamos, apenas, abrir nossa mente aos sonhos, sem ter medo do que poderá vir e mergulhar fundo nessa aventura. Enquanto acreditarmos que isso basta, bastará. E por enquanto, isso basta para mim.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Não desista de você mesmo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Você também já se sentiu assim?

Você já se sentiu como um saco plástico flutuando pelo vento querendo começar de novo?
Você já se sentiu como um papel bem fino em um castelo de cartas, a um sopro de desmoronar?
Você já sentiu como se estivesse enterrado ao fundo gritando sob seis palmos mas ninguém parece ouvir nada?
Você sabe que ainda existe uma chance para você? Porque há uma faísca em você que só precisa ser acesa e deixá-la brilhar.
Você não tem que se sentir como um desperdício de espaço. Você é original, não pode ser substituído.
Se você soubesse o que o futuro guarda! Depois de um furacão vem um arco-íris.
Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas é que você possa abrir uma que te leve para e estrada perfeita.
Como um relâmpago, seu coração vai brilhar. E quando a hora chegar, você saberá. Você só tem que acender a luz e deixá-la brilhar.
Firework - Katy Perry

A ordem da vez é não se deixar desaminar com a nova escola. Tá difícil me manter forte agora. E foi justamente por esse motivo que copiei Firework na capa da apostila, para que todas vezes que eu lesse me lembrasse que ainda não é o fim do caminho.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Relatos de uma viagem praiana: Bertioga. PARTE I


Estou de volta.

Que felicidade estar de volta.

A alegria daqueles que ficam é a volta.

Muitas coisas acontecem em uma semana. A saudade aumenta junto com o tédio. Pouco muda. Só a gente que muda. Muda o pensamento, a cor do cabelo e da pele. E quando voltamos, descobrimos que nossas coisas estão intactas tal como deixamos-nas. A mesma colcha na cama, a mesma bagunça no guarda-roupa e o mesmo computador imundo. E nós? Como será que estamos?

Com uma confusão daquelas na cabeça.

É o alívio de se estar sã e salva em casa. É a certeza de que nenhuma catástrofe aconteceu na sua ausência. É por as suas coisas no lugar, de novo. É voltar para a sua própria vida.

Deixamos para trás uma semana de excessiva tranqüilidade. É o calor, o vento e o sal da água. É o crepúsculo praiano, onde sua beleza é acentudade demais. Larga-se na memória as coisas bonitas que vimos, os problemas e os desapontamentos. Haverá aquela saudade doentia de querer mover céus e terras para voltar?

Quando viajamos para terras desconhecidas, navegamos por uma estrada escura. Não temos certeza sobre o que encontraremos. Incertezas é tudo o que tínhamos. É bom que respiremos novos ares de vez em quando. É bom que paremos para pensar em nossa vida por alguns momentos. É bom fazer as férias valerem à pena, de alguma maneira.

Sigo querendo viajar pelo desonhecido. Maior ainda é a vontade de voltar à vida de rio-pardense.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:

“O tempo passa. [...] Até pra mim” Bella Swan em Lua Nova.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Memórias de 2010.

Incrível. Inacreditável. Surpreendente. Mágico. Emocionante.
Essas são palavras que definem bem o meu ano. Um ano repleto de acontecimentos bons onde foi possível que conquistasse boa parte de meus objetivos. As frustações e dores vieram. Na vida, não é permitido acomodações. É preciso se reerguer e se mostrar muito forte, sempre. Se faz essencial termos uma meta, uns pares de sonhos mesmo. A ambição é um motor favorável. Somos os melhores críticos de nós mesmo e nada melhor que nos auto-avaliar por alguns momentos.
Final de ano, além de comer e beber excessivamente, é tempo para pensarmos, ou repensarmos, em tudo aquilo que fizemos durante o ano, bom ou ruim. É uma ótima chance para tentarmos vivenciar o momento de novo. Penso pesarosa nas coisas que não fiz e que deveria ter feito. Na vida real, ninguém volta no tempo. Portanto, ficou claro em mim esse alerta que o momento é aqui e agora.
Me lembro muito saudosamente do primeiro dia de aula na classe nova, da minha festa de 15 anos e dos dias em que conheci pessoas e lugares incríveis. O Caconde 2010, minha visita à EPTV, minha formatura. A vida se mostrou tão alegre e surpreendente que às vezes cheguei a me assutar.
Escrevi muito e melhor. E contei histórias, muitas histórias! Fiz história, estudei muuuuito História e questionei a História. Amei. Me dei mal. Amei de novo. Arrumei muitas brigas na escola e na vida - muitas meeeesmo. Tentei gaúcha: aprendi uma parte do canto alegretense, arrumei meu sotaque e arrisco uns "bah, tchê". Viajei. Fui pra Ubatuba, Campinas, São Carlos, Campinas de novo mas ainda não fui pra Pelotas. Fui pra praia depois de oito anos sem ir: como é bom estar perto do mar! Decidi meu curso na faculdade e minha futura profissão: vou fazer direito e vou ser promotora (ou talvez juíza?). Ampliei consideravelmente minha coleção de esmaltes e maquiagens.
Não poderia deixa de dizer o que queria ter feito. Eu poderia ter estudado mais e reclamado menos. Poderia ser mais diplomática e ter me imposto menos. Se eu não tivesse desconfiado tanto da minha sorte, teria chegado mais longe. Poderia ter me ariscado e guardar meu dinheiro. E quem sabe não fosse mais útil guardar mais minhas palavras e pensamentos e ter ferido menos pessoas.
Nós todos poderíamos ter feito mais um milhão de coisas no ano mas não fizemos. Haverá sempre alguma ferida e arrependimento. E que isso não apague os bons momentos. Lembremos sempre no melhor. As lembranças são marcas lindas em nosso passado, assim como a saudade. Sejamos saudosistas.Desejo a todos um bom 2011, muito melhor e mais inacreditável que 2010 já foi. Façamos melhor, sempre. Agradeçamos à Deus por tudo que ele faz em nossa vida. Sejamos sempre nós mesmos com nossas manias e trejeitos: esse é a melhor maneira de sermos vencedores.
Beijos!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz.

Imagine todas as pessoas vivendo para o hoje. Consequentemente, as pessoas seriam mais felizes. Imagine um mundo sem brigas e mortes; estaríamos à um passo do amor. Imagine jardins floridos e pessoas cantando. Imagine que não houvesse hierarquia e poderes. Imagine que solucionassem problemas como a fome e a ganância. Imagine todas as pessoas dando as mãos umas para as outras sem se importar com a cor ou a religião de quem está ao seu lado. Vamos dar uma chance à paz.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
John sempre teve razão.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A história e o presente dos meios de comunicação

Internet, televisão, rádio e jornal são importantes meios de comunicação. Cada um, a seu tempo, trouxe mais conhecimento e diversão às pessoas. Com tanta variedade, podemos escolher o que nos for melhor e tirar proveito disso.
Uma das primeiras medidas da Família Real no Brasil for a criação de um jornal de circulação interna com os principais acontecimentos brasileiros. Hoje em dia, apesar dos jornais onlines, sua forma impressa não foi totalmente abandonada e por ser um veículo de grande crítica política, a leitura se faz essencial. Além disso, nos jornais municipais, é possível acompanhar de perto a situação política e financeira em que a cidade se encontra.
Depois do jornal, chega o rádio com as primeiras novelas, programas musicais, esportivos e políticos. Anos depois, na década de 1950, a televisão chega ao Brasil com o intuito de levar informação e diversão de forma mais rápida. Ainda em preto e branco, as novelas e programas humorísticos da época são citados como os melhores já vistos.
Mais recente, a Internet globalizou o mundo. Possibilita informações instantâneas, amigos pelo mundo inteiro, facilidade para acessar sua conta bancária, redes sociais, todo tipo de site imaginário e mais surpreendente ainda, isso tudo cabe dentro de um celular.
Se analisarmos a história, veremos que os fatores maléficos nos meios de comunicação dependeram do ser humano e de suas intenções. Assim como Dom João não previa a Internet em 1800, não podemos prever quais serão os meios de comunicação do futuro ou se esses permanecerão. Com tantas opções disponíveis a baixo custo, só ficará fora da globalização quem quiser. Contudo, ninguém nos roubará o poder de escolhermos o que nos convém.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Foi uma da smelhores dissertações que escrevi este ano.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Algumas palavras sobre a oitava série e o fim do "João Gabriel Ribeiro"

É com muito orgulho que hoje venho aqui vos dizer que acabei não só a 8ª série do Ensino Fundamental, mas que terminei meu ciclo de oito anos estudando na mesma escola. É triste por um lado, mas também me deixa imensamente feliz por tê-lo cumprido. Como tudo na vida, foi repleto de altos, baixos e extremos. De alguma forma ou de outra, a escola me ajudou a crescer, a encontrar meu próprio caminho e ao auto-conhecimento. Faria novamente tudo que fiz e, claro, vou sentir saudade.

Desejei terminar logo, partir para novas aventuras, e eis que chega o dia. Olhei pela última vez o minúsculo corredor sufucante, vi as carteiras da classe vazias, me despedi de todas as pessoas e objetos, desci a escada do segundo andar, passei pelo pátio pela última vez e saí. Nunca mais voltarei como aluna, apenas como visitante. É preciso coragem e determinação para seguir em frente.

Tive aulas e professores ótimos e inesquecíveis, onde pude aprender muito. Conheci boa parte de meus amigos, minha turma incrível e inacreditável. Infelizmente, sempre há o outro lado, aquele que queremos apagar. É normal ocorrerem pensamentos como “o que eu vou fazer ano que vem sem isso e aquilo” mas tenho certeza que Deus reserva para todos nós um bom futuro e a saudade é mais uma conseqüência. Não podemos negar, entretanto, que será difícil não ter mais aula na mesma classe, visitar os mesmos cômodos, ver as mesmas pessoas e ir sempre para o mesmo lugar.

É uma sensação tão gostosa dizer que se está no último ano; é como se te desse um status a mais. No último ano somos livres para brincadeiras e zoações, “porque precisamos de preciosos arquivos para a formatura”. No último ano podemos fazer e dizer coisas surpreendentes, inacreditáveis e até mesmo indecentes, porque temos que aproveitar ao máximo e pouco de nós faríamos isso se não estivéssemos no último ano. O último ano é tão gostoso e divertido que quando nos damos conta do tempo, já acabou.

No começo desse ano, fomos surpreendidos por uma mudança inesperada de classes, uma “separação” mesmo. Houve quem chorasse, reclamasse e esperniasse. Só não sabíamos que isso, de alguma forma, foi bom. Ensinou da maneira mais cruel que não precisamos estar sempre juntos para dizer que somos amigos. Também fizemos novas amizades e fortalecemos outras. Teria sido diferente se as classes não tivessem sido mudadas? Sim, claro. Só não sabemos até que ponto isso seria bom ou ruim.

Tudo que eu e meus colegas vivemos nessa escola foi de grande valor. Não podemos deixar os fatos tristes apagarem os alegres. Acaso se para no meio do caminho por preguiça de remover um obstáculo? É claro que não. Saio dessa escola com apenas o primeiro diploma dos muitos que ainda terei. Engana-se quem pensa que o estudo termina na oitava série, pelo contrário, ele é perene. Muitas coisas ainda estão por vir: o Ensino Médio, a faculdade, o primeiro emprego. Saio de cabeça erguida, como uma vencedora. Deixo para traz um história fabulante, genial, comovente e ainda não escrita. Deixo no passado uma parte de minha existência.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Apesar do Apartheid.

A África do Sul passou por um grande processo de segregação racial onde a minoria branca impôs aos negros um regime totalmente separatista. Apesar de toda a luta para o fim dessas regras, o mundo se esquece da brutalidade de tal ao ser racista. O que mais será preciso para que aprendamos a lição? Talvez a resposta seja simples: acontecer conosco.
A história, sempre debochada por uns, é a mais importante em se tratando de conhecimento. Esse conhecimento se aplica no presente com vêemencia, onde é possível notar que ela se repete.
O racismo presente na Africa do Sul teve a presença salvadora de um líder, que lutou com uma população descontente da situação por uma igualdade social até então inexistente. Nos Estados Unidos, a violência e a repressão também marcaram a história. O que esses fatos têm em comum é que o racismo não terminou com o Apartheid nem com a Declaração dos Direitos Civis, permanecendo agora de uma forma camuflada. Contudo, os "líderes" populares cessaram, sendo assim, a tendência é que o racismo, assim como outros preconceitos, continuem.
E o que nós fazemos para mudar? Quais atitudes, de fato, tomamos para tentar mudar o mundo? Estamos de braços cruzados ou tentando melhorar? Essa é a grande questão, uma sociedade igualitária depende do desejo que cada um possui de melhorar suas atitudes.
Não é a cor da pele que determinará o papel de uma pessoa na sociedade. Não sejamos medíocres, portanto. Há muitos valores que são deixados de lado para analisar a etnia. Acaso, então, se preocupam em quão honesta é ou quanto tem na conta bancária? Sim, amigos, nós todos comparamos as pessoas pelo sobrenome, pela etnia, pela religião, pelo dinheiro, pelo carro e até mesmo pela cor dos cabelos. É vergonhoso. Devemos ser sociáveise nos importar com o caráter, e não com os fatores externos. A humanidade será melhor e mais provida de paz quando todos formos unidos e conscientes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contos de Halloween.

Eu sei que o Halloween já passou há algum tempo, só que, na época, eu não tive tempo para escrever essa história, então ...

Sobre como eu passei o Halloween.

É sexta-feira 31 de Outubro, Dia das Bruxas. Vai acontecer uma super festa em comemoração no salão da cidade e eu tenho quase certeza que aquele garoto vai estar lá. Ensaiei a semana inteira como o convidaria para a festa; formulei mil respostas para o "sim" ou "não" e até treinei diálogos. Como sempre, meu lado pessimista ganhou e preferi acreditar em um milagre.
Passei o Dia das Bruxas roendo as unhas pretas, não via a hora da festa começar. Caprichei no look e na maquiagem, afinal, tudo tinha que ser perfeito.
Cheguei meia hora antes do previsto. Estava ansiosa demais para ficar dentro de casa esperando a hora passar. Não tinha ninguém lá, absolutamente ninguém além do DJ testando o som. Então eu sentei e esperei e repassei mentalmente todas as minhas possibilidades.
A hora começou a passar e nada dele chegar. Ele não viria, eu sabia disso, mas preferia acreditar no contrário. Analisando meu histórico, nunca tive sorte o suficiente com os garotos a ponto de achar que um "milagre" aconteceria. Confio e espero demais dos outros. Acredito demais em amor.
Não conseguia dançar, escutar direito, falar e nem comer. Havia um nó se retorcendo em minha garganta em súplica. Não haveria doces ou travessuras que pudessem acalmar meu coração. Precisava vê-lo e senti-lo perto de mim. Eu precisava saber como fora seu dia, se tinha tido algum problema e se queria dançar Transylvania comigo. Não queria beijos, me contentava com algum abraço e seu lindo sorriso. Será que é pedir demais?
Mas ele não veio. A festa estava sem graça. Não tinha mais sentido ficar ali. Eu o queria como nunca quis nada em minha vida. Eu juro que daria o mundo para tê-lo comigo aquela noite.

Esse Halloween, verídico, me ensinou que:
- Devo, com mais frequência, chamar garotos para sair;
- Não posso ficar perto de monstros fantasiados por mais de 10 minutos;
- Não preciso usar salto;
- Se a festa não estiver boa, independentemete do horário, ligar e dizer "Pai, vem correndo me tirar daqui".
- Não vivo sem doces.

domingo, 31 de outubro de 2010

Então eu sentei e esperei.

Você acorda cedo, ainda está escuro e frio. Você liga o carro e ajeita o cabelo; sai da garagem, fecha o portão de casa e respira agoniado. Dirige pela avenida movimenta e aquela barulheira de buzinas sincronizadas já te estressa. A cidade grande irrita.
Você já não aguenta mais sua rotina. Você trabalha o dia inteiro em um escritório mal ventilado com uma roupa de mangas compridas e quando finalmente chega em casa, têm que arrumar uma fórmula mágica para fazer o dinheiro render e escutar mil reclamações. Uma hora você terá que parar.
Você aguenta um monte de coisas sistematicamente todo dia e sempre vai pelos mesmos caminhos. Você não vê outras pessoas e não vá a outros lugares. Sua vida se torna uma panela de pressão em ebulição; aí você tem que parar.

É outro dia monótono e você dirige pela cidade rumo ao trabalho. No meio da avenida, você para e pensa no que se resumiu sua vida e entende que algo está errado. Então você muda o caminho e vai para um lugar de campos verdes e flores vivas. Você senta no chão e não se importa com a hora.
Você reavalia sua vida. É, e você pode chorar. Você pode sim se arrepender porque você pode concertar. Você não pode voltar no tempo mas pode recomeçar a partir dali. Você precisa começar a fazer diferente. O peso que você dá às pessoas a sua volta determinará o tamanho das mudanças. Algumas coisas - e pessoas - precisam ser riscadas da lista.
O tempo não pára. Você precisa trabalhar, mas também precisa tirar umas férias e se esconder desse estresse urbano. Você tem de respirar e encarar os fatos. A espera sempre termina e os fatos - premeditados ou não - chegam e você precisa estar preparado.

Eu aconselho a não desistir. Quando precisar, pare e pense na vida. Pese e determine o valor de coisas e pessoas em sua vida. Reflita. Encontrará soluções. Por mais obscuro que possa parecer nada nunca é definitivo. Nós fazemos a vida, logo, nunca desistir dela.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Thedy Corrêa diria que "eu esperei tanto tempo por respostas e depois de tanto tempo ainda havia mais a esperar".

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pra não dizer que eu não falei das flores.

Meu coração age por sua conta e risco. Acelera ou diminui quando quer e não há nenhuma forma de controlá-lo - não diretamente. Ele se deixa levar por qualquer coisa e por qualquer pessoa. Não pensa. Não quer saber de mim, só quer continuar com seu tedioso movimento. Enquanto isso, minha garganta dá sinais de cansaço e para. Não tenho mais voz para falar. Meu útero se contorce numa cólica daquelas. Minha alma - já que meu corpo não corresponde - vai tentando continuar focando nas respostas de suas perguntas.
Ainda acreditam nas flores, mas não acreditam em mim. Eu queria compartilhar tantas coisas que sei - sejam elas fúteis ou não. Mas ainda fazem das flores seu mais forte refrão. Engano. Meu blog sempre me escuta e me deixa chorar na frente dele, sem precedentes. Eu não sei se ele acredita nas flores mas me deixa falar com minha voz rouca, e não reclama.
Apesar das proporções exageradas que assumo, o teor sério de meus exageros fica subentendido. É preciso que se tenha olhos fortes e nos devidos lugares para que se possa vê-los. Não é fácil desmembrar as metáforas.
É. Eu não queria dizer isso - não publicamente -, mas toda flor que não é regada regularmente, vai indo que morre e apodrece. As flores são frágeis e requerem cuidados. A vida pode ser bem mais bela que campos floridos ou rosas azuis. A gente estufa o peito de orgulho ao dizer que recebemos rosas vermelhas - porque elas simbolizam paixão. O orgulho sempre encobre uma faceta mais simples e que exige-nos cuidados especiais.
As flores não duram para sempre, mas podem permanecer vivas em nossas lembranças para o resto da vida. Então seu destino final cabe à nós: cuidar ou deixar morrer.

sábado, 16 de outubro de 2010

O que você vai ser quando crescer?

Diálogo 1:
- O que você vai ser quando crescer?
- , vou ser gente grande

Diálogo 2:
- O que você vai ser quando crescer?
- Ah, quando eu crescer eu vejo.

Desde pequenos, somos constantemente questionados sobre nossas escolhas futuras. Com o passar do anos, chega a adolescência trazendo-nos dúvidas quanto a isso. É nessa fase, também, que tomamos as mais importantes escolhas de nossas vidas. Decididos quanto às nossas escolhas ou não, a seriedade de tal exige compromisso e boa orientação para que não aja arrependimento.
Faculdade, primeiro emprego, novas amizades, amor ... A perspectiva de uma vida adulta séria pode até assustar. A independência é muito mais que decidir o que você vai vestir ou comer, nem quanto você têm para comprar; é ter que resolver tudo, coletiva e determinadamente - sem medo - pois egoísmo é prioritariamente coisa de adolescente.
Também não podemos simplesmente ir vivendo e levando a vida, sem nos preocuparmos com o que faremos no futuro; são decisões que exigem muito mais que a inscrição para o vestibular. Depois do ingresso na faculdade e de seu término, termos, por fim, a "caça" ao estágio e ao emprego; portanto, engana-se quem pensa que pararemos de estudar no 3º colégio ou na faculdade. Para uma vida bem sucedida, o estudo tem que ser perene.
Com os meus quase-quinze-anos, tenho em mente o que quero. É difícil explicar o porquê de uma ser humana que é louca por política e é capaz de dar uma "aula" sobre história política e que ainda por cima quer fazer direito e ser promotora também pensa, paralelamente a isso, em criar sua própria marca de esmaltes e quem sabe de roupas também. Quero fazer muito em meu futuro. Escrever livros com as minhas histórias e as fictícias que crio é também mais um sonho que está ganhando proporções reais, podendo assim deixar minha fantasia de ser escritora e realmente -la em prática; eu gosto de interpretar papéis. Espero, veemente, que minhas metas realmente se cumpram e que eu não as mude no meio do caminho. Meu futuro me excita. Espero muito por ele, pois sei que me trará coisas boas e alegrias.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Então escolha de que lado vai jogar / pois ao meu lado está sobrando um lugar / ele é seu / eu sou seu.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Existem guerras que ninguém ganha.

Era tudo tão surreal. Envolta em sentimentos, não via nada a meu redor. E o que dizer, pois, aos que esperam que eu diga alguma coisa? Existem coisas que não são de se falar. Tão arriscado quanto um mergulho em alto mar sem bomba de oxigênio, é aventurar-se. Felizes vós que sois salvo, pois são raros.

Isso me lembra uma história. Eram três, os infelizes. Um triângulo amoroso não declarado, para ser mais exata. Um homem e duas mulheres disputando-o. Na verdade deveriam ter uma meia dúzia disputando-o secretamente, mas elas não contam nessa história. Ele era ainda menino mas maduro para idade, fazia o tipo galanteador e o que mais encantava nele era seu sorriso e sua voz - um semi Deus grego. A primeira mulher era excessivamente baixa e magra, chegava a ser nojenta, desprezava todo mundo e quando queria alguma coisa, gritava. A segunda mulher entrou de penetra nessa história; era leviana, fútil, bonita e de poucos amigos; guardava a paixão ardente consigo e apenas aguardava a oportunidade para atacar.
A primeira mulher teve sua oportunidade, mas negou-a. Os motivos nunca foram totalmente esclarecidos e há quem diga que agora ela se arrepende. Ao contrário da primeira, a outra ainda espera ser reconhecida e ter sua chance. Nosso galã, aparentemente despreocupado com a briguinha não declarada entra as duas, depois de muito perder, agora espera ter um amor de verdade.
Nesse disse-não-disse o menino escolhe outra, uma terceira. De propósito ou não, só se sabe as duas mulheres abaixaram a cabeça e foram procurar por novas aventuras e o saldo dessa briga foi a perda de amizades e corações partidos.

E nós, seremos abençoados pela graça da vitória ou acabaremos tomando o rumo comum? Só nos resta viver para ver o que acontece e fazer de tudo para termos um final feliz.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vermelho vivo.

Sinto arder. Sinto sangue quente correndo nas veias, tentando lutar contra a dor que domina cada parte do meu corpo. É o torpor da existência, onde a qualquer vacilação volta com força total, tentando dominar-me. É um torpor vindo do mais fundo de meu interior, exigindo muita força de mim e, sobretudo, coragem para não temer. Os sentimentos, abruptos, chocam-se entre si, como se nesse plano não existisse força gravitacional.
A ira me domina muito fácil, obrigando-me a impulsionar um escudo protetor, fino e impenetrável, para que toda minha concentração permaneça estática e ultrapasse toda a dor. Do mais puro amor ao ódio declarado, tento me vencer, pois sou meu maior empecilho. Os obstáculos nos serão contínuos e cada vez maiores.
Um turbilhão de ansiedade e medo se instalou em mim e não quer sair. Nunca gostei de esperar, tanto é que nasci uma semana antes da hora. Meu "eu" subestimado se faz cada fez mais presente, como se eu fosse só uma menina de cabelos amarelos e de piadinhas.
Meu sangue vermelho vivo aflora, sobe à cabeça e me faz perder a pouca razão que tenho. Tento sugar o máximo de oxigênio que consigo em minha respirações lentas. É difícil me acalmar mas é fácil abrir um sorriso e acabar com a queimação interna, assim, pelo menos, liquido de uma vez e posso voltar ao devaneio o mais depressa possível. Até eu me assusto em viver uma bela história apenas na minha cabeça, mas é isso ou a realidade preta e branca.
Há muito mais coisas por traz desse texto. Há muito mais coisas em mim do que eles pensam. Há muitos e muitos sentimentos em mim. As chamas só se acendem às vezes, quando olho nos olhos dele, fingindo que encontrei os mesmos sentimentos ali, mas é fantasia minha. A realidade me dói e faz arder. Há poucos tempos de paz e ele deveriam ser aproveitados por completos. Já vivi uns consideráveis. Aguardo ansiosamente por outros.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
No meu repertório de frases feitas, encontra-se: "há muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a filosofia".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O alcoolismo e a adolescência.

O alcoolismo nunca foi um problema exclusivo dos adultos. Atualmente, os jovens começam a beber cada vez mais cedo; o álcool mata. Nossos jovens estão desinformados e desprotegidos, com uma lei que não proíbe nada.
O mais preocupante é que a maioria dos adolescentes acabam bebendo apenas para se aparecer para os amigos, pensando que assim serão os mais legais da turma. Em qualquer lugar, seja em bares, festas ou na própria casa, a bebida não é de fato proibida para menos. É outra lei paliativa, como tantas outras.
E o que é que os faz procurar a bebida tão cedo? São tantas propagandas incentivadoras; a pressão dos amigos e da família; o baixo custo; a facilidade de encontrar; a falta de fiscalização da lei entre outros fatores.
O álcool acaba sendo um dos maiores responsáveis pelo aumento da violência e de acidentes, muitos deles fatais. Além de tudo, na maioria dos casos, o adolescente que bebe compulsivamente hoje acaba se tornando o alcoólatra do futuro, desenvolvendo doenças e câncer.
A proibição não é inteiramente eficaz, nem resolve o problema. É preciso mais conversas sérias, alertá-los dos riscos que correm ao se embriagar e que o ácool nunca é uma boa escolha, seja dentro ou fora de casa, proibido ou não.

domingo, 22 de agosto de 2010

Saudosismo dominical no balanço vermelho.

Como você está, depois de tantos anos, meu balanço vermelho querido, agora com as correntes enferrujadas, pequeno e velho? Mesmo no quintal de casa, nunca mais o olhei como deveria, nem tentei resolver meus probelmas imaginando que chegaria do outro lado da cerca com um bom impulso, muito menos tentei voar nesses últimos anos. Com o passar do tempo me esqueci do meu querido balanço, meu companheiro fiel.
Agora me encontro no auge de meus catorze anos, não mais o utlilizo como distração - assim como outras coisas. Meu coração não te pertence mais, tampouco pertence a mim.
Mas eis que nesta tarde de 22 de agosto de 2010, volto ao tão distante balanço vermelho, não sei bem o por quê. Em um ato desesperador, não me importei de não caber direito ou de sujar as mãos com a ferrugem impregnada, só sentei ali e fiquei um tempo, pensando, pensando. Há tanta coisa se passando em minha mente, tantas coisas por resolver... Ah se fosse como em outras épocas, que eu não me importaria em cantar ali aquelas músicas das Chiquititas ou de falar sozinha!
E o que se passar por minha mente? ha-ha. Garotos, malditos garotos. Quando a gente tem uns 8 anos, não pensa em garotos, em esmaltes descascando, em estudar física, que roupa vai usar ou como vai persuadir seus pais. Quando a gente tem 8 anos, não se precoupa em pensar sobre qual impressão causa nas pessoas e tampouco tenta mudar-se para os outros, a gente só quer ficar no balanço, sem precisar sair dali. Quando a gente tem 8 anos, tem precoupações que pessoas de 8 anos tem, tipo convencer a nação que o seu balanço é o melhor do mundo. Aos 14, penso com 14 anos, não querendo competir pelo tamanho ou cor do meu balanço, mas para fazer todo mundo me entender - como se fosse fácil.
Mesmo querendo, é impossível distanciar-se de um passado intenso, marcante. A distância aumenta diariamente, mas ainda posso vê-lo, se quiser. Não preciso de tardes inteiras de auto-análise para ver as diferenças entre o que fui e o que sou agora, mas ainda sim insisto, para relembrar. Minhas memórias intensas me fazem compreender o que vivo no presente. Sempre temos que guardar o melhor de cada fase que passamos. Por isso, insisto em fazer planos e sonhos, sei que a maioria deles não realizarei, mas preciso de um objeto atrás da cerca me incentivando a passá-la, sem medir a dor dos arames em minha pele.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Na vida é sempre importante alçar novos e grandes vôos, sem se importar com a queda.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Conectar, Navegar, Transformar PARTE II

A evolução tecnológica do homem

Desde que o homem apareceu na Terra, o mundo não parou de evoluir. Ele sempre teve a necessidade natural de buscar soluções para os problemas, avançar, construir. Nesse sentido, vieram todas as todas descobertas científicas que melhoraram a qualidade de vida e deram ao nosso mundo o novo rumo. A tecnologia evoluiu com o homem, desde as primeiras invenções até as modernidades de informática que conhecemos.
A tecnologia nos permite informação rápida, vinda de qualquer lugar do mundo. permite avanços em áreas como saúde, educação, robótica, transportes, nas máquinas e na imprensa. Reduz custos, facilita e intensifica a comunicação pessoal e institucional. Por meio dela, foi possível que novos tipos de empregos fossem criados, estimulando o estudo sobre o que ainda não conhecemos. Muitas doenças puderam ser curadas e outras estão a caminho da cura. Quanto mais conhecimento, mais desenvolvimento.
As pesquisas levaram ao aumento da produtividade e da qualidade nas indústrias. Novos desfios aparecem a cada dia, com a preservação ambiental, a exploração do petróleo no pré-sal, fontes de energia alternativas e a evolução dos robôs. É possível que conheçamos um mundo que vai além dos livros e enciclopédias; buscando sempre novas descobertas.
O homem tem respondido positivamente aos avanços de seu tempo. Ainda que esse progresso se apresente de maneira desigual em nossa sociedade, é possível sonhar com novos tempos, onde a tecnologia quebre as barreiras sociais e culturais e chegue a todos de maneira igual.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E foi com esse texto que pude realizar um sonho: conhecer a EPTV, no dia 3/08/2010. Fica registrado nesse blog, meus sinceros agradecimento à todo o pessoal de São Carlos que nos recebeu tão bem, especialmente ao Juliano Matos e a Kelly Godoy, que pararam o que estavam fazendo para nos atender, desculpa atrapalhar qualquer coisa, mas foi tão especial para mim! Um dos melhores dias da minha vida até aqui, certamente. Vou contar para os netos.