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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A exatidão de nossas escolhas

Nós só temos a exata dimensão das coisas quando estamos vivendo-as. Não há como saber antecipadamente; é só mais uma passagem de ida. A viagem demorará o tempo suficiente que demora para todo mundo. Mas para mim, é claro, tinha que ter uma vírgula a mais. Minhas histórias sempre ganham parágrafos a mais e são justamente esses que não quero contar. Tenho vergonha de falar. A vergonha não é do medo, é de minha própria fraqueza.
O tempo de check-in passou tão rápido que sequer senti o atraso do vôo. Há tantas coisas ocupando minha mente. Ando vagando em lugares gélidos, escuros e vazios. Minhas escapadas para o aconchego de minha mente têm me custado minha própria salvação. Essa é a viagem que sempre faço: para dentro de mim. Sempre me senti tão segura em trocar explicações de matérias complicadas por meu autoentendimento; tinha certeza de que meus problemas se resolveriam em minha mente durante esse "sonhos", contudo, já não mais tenho tempo para tais devaneios. É uma correria que não me pertence em um lugar que não é meu. Tá tudo errado.
Agora, não será mais possível voltar para tudo que deixai por trás da porta de embarque. Essa viagem é muito grande. É maior do que eu posso suportar? Ou já suportei coisas piores? São desafios grandes demais para serem enfrentados do jeito que eu gosto de enfrentar. Preciso de uma nova estratégia. Não basta ser eu. Tem que ser maior e ultrapassar as barragens de concreto. Precisa vencer minha fraqueza sentimental e superar a parte que está faltando em mim. Nenhuma viagem ou sonho deverá ser maior que a concepção daquilo que você distingue por certo, errado ou importante para você.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Nada do que foi será do jeito que já foi um dia / tudo passa / tudo sempre passará

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Esse é o consolo dos amigos


Saudade é o termo de quem se apega. Buscamos pelo que é palpável, real.

Chega uma hora na vida da gente que cada um segue seu próprio caminho. Uns vão para a faculdade, outros ficam aqui e há ainda quem pare no meio do caminho. Optamos pela estrada que melhor nos convém de acordo com aquilo que almejamos. Esses são chamados de sonhos, aquilo que a gente quer mas não tem ainda. Conforme caminhamos, amores, pessoas e hábitos vão sendo deixados para traz. Seguimos uma estrada em linha reta, não podemos andar em contra-mão. São escolhas, caminhos e destinos.
Me lembro de outros tempos, que a gente brincava de boneca e adorávamos correr na quadra da escola. Um metro, mochilas desenhadas, inocência. Me lembro das pulseiras da amizade, das brigas e de quando comemorávamos uma vitória. Isso tudo faz parte da vida de cada um de nós. Nossas lembranças. Uma parte tão gostosa da vida.
Passamos de crianças à adolescentes. Amadurecemos; uns mais, outros menos. Crescemos, ganhamos corpo e espinhas. Foi aí que passamos a querer descobrir a vida. Houve vezes que descobrimos até demais! Fizemos outros amigos mas aquela turma sempre esteve lá.
Agora, terminamos o Ensino Fundamental e vamos dividir a turma. Isso não quer dizer, exatamente, que cada um vai para um lado. Ainda temos três anos antes da faculdade. Serão três anos de muitos estudos, vestibulares, festas, novos amigos e namorados para nós todos. Pode ser que encontremos pessoas melhores, mas, nem que seja somente na memória, estaremos felizes e juntos.
O consolo de cada um de nós deve ser saber que tivemos bons momentos juntos. Eles podem não voltar a ser como eram, talvez nunca mais, entretanto, só depende de nós mantermos a chama acesa. Rezo todos os dias para que Deus nos dê juízo e nos ajude. Torço muito pelo sucesso de todos e espero poder ajudar com o que precisarem. Ainda chegará o dia da separação, seja daqui a 3, 30 ou 60 anos. Meu desejo é que vivamos as nossas escolhas e que tenhamos um futuro brilhante. O consolo de quem se separa é saber que os outros estarão bem e felizes, mesmo que mais distante um pouco.

Dedico àqueles que sempre estiveram comigo em qualquer caminhada. Àqueles que não me deixaram desanimar e que me ajudaram a construir a minha história e o meu caráter. Vocês foram incríveis, inacreditáveis, surpreendentes e maravilhosos comigo em todos esses anos.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Embora se diga que morrem, sua amizade e convívio estão, no melhor sentido, sempre presentes, porque são imortais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O dia da formatura.

Chegou o grande dia, Senhor, chegou o dia da despedida. Do troféu. O troféu é o nosso diploma. Galgamos o cume de um monte de onde se descortinam vários caminhos. Caminhos que serão percorridos de acordo com a vocação e as escolhas de cada um. Chegou o dia do fim. o dia do começo.
E, como em todas as formaturas é dia de gratidão Gratidão a ti meu Deus. Autor da vida e de tudo que existe. Gratidão aos pais, professores, funcionários, amigos. E todas essas pessoas que foram afinando as vozes para que o corpo pudesse entoar sua canção. A canção está pronta. É só começar o espetáculo. A cada espaço de tempo, um sinal era tocado para que as pessoas se preparassem para o momento da estréia. A estréia é hoje. Tudo já foi ensaiado. É claro que sempre falta um detalhe aqui ou ali. Mas tudo está pronto para começar. E a vida aguarda os novos artistas.E o mundo está sedento do talento desses jovens que saem da gruta sem medo de enfrentar as feras que surgiram pelo caminho. Estão armados. Porque ter medo? Armados de valores, de conhecimentos, de amor. Armados para derrotar o que deve ser derrotado e fazer tremular, no mais alto mastro, a bandeira da vida, iluminada com o sinal da paz.
O tempo passou rápido demos. No começo, movia-se devagar. Os primeiros dias. os primeiros contatos, tudo era novidade. Cada novo momento parecia difícil de ser aprendido. As notas foram ganhando sonoridade. O som agradável foi contagiando toda a escola. e os estudantes foram crescendo, tal qual aurora que todos os rincões do mundo. E essa luz que vinha das conversas, dos risos, das pequenas discussões que faziam da escola um espaço de magia. E todo reino era tomado por um sentimento único de esperança. Aliás, no reino encantado da escola, os príncipes e princesas tem o dever de ensinar e sonhar. Apenas isso e mais nada. E isso já é o bastante.
O sonho está mais vivo do que nunca neste dia. A caverna já cumpriu sua missão. Não é possível mais viver em seus seguros espaços. É preciso sair para o mundo. É preciso deixar na caverna tantos momentos lindos que marcaram nossa história. Toda cumplicidade dos maestros que lá estavam e que anunciavam a luz que nos aguardava. É preciso levar da caverna sentimentos corretos. A determinação de não nos acomodarmos com o que está acontecendo de errado. Aprendemos que nunca deveríamos neglicenciar os nossos valores, os nossos ideais. E seremos fieis a essa vocação.
Hoje é o dia da formatura. E a emoção desse dia tem de ser um marco que nos proteja do crime da acomodação e da apatia. Que a juventude que temos seja eterna, e que desejo de mudar o mundo saia da utopia e habite a realidade. Esta é a nossa oração. Este é o nosso interno amoroso. Estamos prontos. Saudosos de um passado recente. Mas prontos. Podem abrir as cortinas. O espetáculo vai começar. Proteja-nos, Senhor nesta e em todas as nossas apresentações. Não podemos desanimar.
Assim seja!

Gabriel Chalita

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
O dia da formatura é um dia incrível. De consagração. De alegrias. De extremo orgulho de ter feito parte. Uma felicidade inesgotável.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Algumas palavras sobre a oitava série e o fim do "João Gabriel Ribeiro"

É com muito orgulho que hoje venho aqui vos dizer que acabei não só a 8ª série do Ensino Fundamental, mas que terminei meu ciclo de oito anos estudando na mesma escola. É triste por um lado, mas também me deixa imensamente feliz por tê-lo cumprido. Como tudo na vida, foi repleto de altos, baixos e extremos. De alguma forma ou de outra, a escola me ajudou a crescer, a encontrar meu próprio caminho e ao auto-conhecimento. Faria novamente tudo que fiz e, claro, vou sentir saudade.

Desejei terminar logo, partir para novas aventuras, e eis que chega o dia. Olhei pela última vez o minúsculo corredor sufucante, vi as carteiras da classe vazias, me despedi de todas as pessoas e objetos, desci a escada do segundo andar, passei pelo pátio pela última vez e saí. Nunca mais voltarei como aluna, apenas como visitante. É preciso coragem e determinação para seguir em frente.

Tive aulas e professores ótimos e inesquecíveis, onde pude aprender muito. Conheci boa parte de meus amigos, minha turma incrível e inacreditável. Infelizmente, sempre há o outro lado, aquele que queremos apagar. É normal ocorrerem pensamentos como “o que eu vou fazer ano que vem sem isso e aquilo” mas tenho certeza que Deus reserva para todos nós um bom futuro e a saudade é mais uma conseqüência. Não podemos negar, entretanto, que será difícil não ter mais aula na mesma classe, visitar os mesmos cômodos, ver as mesmas pessoas e ir sempre para o mesmo lugar.

É uma sensação tão gostosa dizer que se está no último ano; é como se te desse um status a mais. No último ano somos livres para brincadeiras e zoações, “porque precisamos de preciosos arquivos para a formatura”. No último ano podemos fazer e dizer coisas surpreendentes, inacreditáveis e até mesmo indecentes, porque temos que aproveitar ao máximo e pouco de nós faríamos isso se não estivéssemos no último ano. O último ano é tão gostoso e divertido que quando nos damos conta do tempo, já acabou.

No começo desse ano, fomos surpreendidos por uma mudança inesperada de classes, uma “separação” mesmo. Houve quem chorasse, reclamasse e esperniasse. Só não sabíamos que isso, de alguma forma, foi bom. Ensinou da maneira mais cruel que não precisamos estar sempre juntos para dizer que somos amigos. Também fizemos novas amizades e fortalecemos outras. Teria sido diferente se as classes não tivessem sido mudadas? Sim, claro. Só não sabemos até que ponto isso seria bom ou ruim.

Tudo que eu e meus colegas vivemos nessa escola foi de grande valor. Não podemos deixar os fatos tristes apagarem os alegres. Acaso se para no meio do caminho por preguiça de remover um obstáculo? É claro que não. Saio dessa escola com apenas o primeiro diploma dos muitos que ainda terei. Engana-se quem pensa que o estudo termina na oitava série, pelo contrário, ele é perene. Muitas coisas ainda estão por vir: o Ensino Médio, a faculdade, o primeiro emprego. Saio de cabeça erguida, como uma vencedora. Deixo para traz um história fabulante, genial, comovente e ainda não escrita. Deixo no passado uma parte de minha existência.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Conectar, Navegar, Transformar PARTE II

A evolução tecnológica do homem

Desde que o homem apareceu na Terra, o mundo não parou de evoluir. Ele sempre teve a necessidade natural de buscar soluções para os problemas, avançar, construir. Nesse sentido, vieram todas as todas descobertas científicas que melhoraram a qualidade de vida e deram ao nosso mundo o novo rumo. A tecnologia evoluiu com o homem, desde as primeiras invenções até as modernidades de informática que conhecemos.
A tecnologia nos permite informação rápida, vinda de qualquer lugar do mundo. permite avanços em áreas como saúde, educação, robótica, transportes, nas máquinas e na imprensa. Reduz custos, facilita e intensifica a comunicação pessoal e institucional. Por meio dela, foi possível que novos tipos de empregos fossem criados, estimulando o estudo sobre o que ainda não conhecemos. Muitas doenças puderam ser curadas e outras estão a caminho da cura. Quanto mais conhecimento, mais desenvolvimento.
As pesquisas levaram ao aumento da produtividade e da qualidade nas indústrias. Novos desfios aparecem a cada dia, com a preservação ambiental, a exploração do petróleo no pré-sal, fontes de energia alternativas e a evolução dos robôs. É possível que conheçamos um mundo que vai além dos livros e enciclopédias; buscando sempre novas descobertas.
O homem tem respondido positivamente aos avanços de seu tempo. Ainda que esse progresso se apresente de maneira desigual em nossa sociedade, é possível sonhar com novos tempos, onde a tecnologia quebre as barreiras sociais e culturais e chegue a todos de maneira igual.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E foi com esse texto que pude realizar um sonho: conhecer a EPTV, no dia 3/08/2010. Fica registrado nesse blog, meus sinceros agradecimento à todo o pessoal de São Carlos que nos recebeu tão bem, especialmente ao Juliano Matos e a Kelly Godoy, que pararam o que estavam fazendo para nos atender, desculpa atrapalhar qualquer coisa, mas foi tão especial para mim! Um dos melhores dias da minha vida até aqui, certamente. Vou contar para os netos.

domingo, 1 de agosto de 2010

O começo do fim.

Uma certeza: eu não sei como será a minha vida escolar ano que vem. Nem pra onde vou nem com quem. Medo ? Um pouco. Nessas férias, até fiz algumas coisas interessantes, porém, não fiz tudo que queria e tinha prometido fazer, por falta de tempo, talvez. Decidi o que sinto - ou pelo menos cheguei perto disso (porque eu não sabia). Planejei toda a revanche e estou aguardando a hora exata de pô-la em prática. A mil com a festa, cheia de planos e esperando, esperando, esperando... Quer saber? Esperar me 'dá nos nervos'. rs
Não estudo na melhor escola, não estou na classe dos sonhos, a minha classe não é melhor, não tenho os melhores colegas nem os melhores professores e nem os 'melhores momentos de minha vida adolescente'. Reclamar pra quê, se me cansei de esperar?
Chegarei amanhã de cabeça erguida, tentando me esquecer das feridas do fim do primeiro semestre, transparencendo calma, confiança e segurança. Cheguei à conclusão que é melhor assim: encarar o que foi destinado a mim, cumprir a missão. Chego com a certeza que falta pouco para acabar mais um ciclo de minha vida, chamado E.E. "João Gabriel Ribeiro". Tenho certeza que, nunca me esquecerei deste ano, da minha turma nova, dos amigos tão legais que conheci melhor, das coisas que Deus me mostrou só no final do caminho - e eu me sinto feliz por só ter mostrado agora. Às vezes a vida nos prega uma peça para que possamos enxergar as coisas que estavam à um palmo de nosso nariz e não conseguíamos ou não queríamos ver. Nem tudo e nem todo mundo é como eu sempre achei que fosse. Enxergo melhor, com os mesmos olhos.
Meu conselho pra quem quer enfrentar essa loucura e sair salvo é: respire fundo, levante sua cabeça, se mostre destemido e encare, vá em frente. Pensar em coisas boas também ajuda. É ruim? Aham. Mas não precisa piorar as coisas, oras. Escola é um lugar para aprender a viver. Não sejamos nós tão hipócritas a ponto de achar que não há mais nada para aprender. Sempre haverá.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
O lance é: "tomar cuidado pra que os desequilibrados não abalem a minha fé e enfrentar com otimismo essa loucura" (Charlie Brown Jr).

As histórias de Julho: O conto do telefone salvador, Conto da gladiadora romana com seu exército vestindo vermelho e usando armas de bronze numa batalha épica no Coliseu em Roma. e Relato de uma mulher de bom coração.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Porquês.

Devo confessar, antes de mais nada, que tenho uma certa dificuldade na hora de escolher qual "porque" colocar em uma frase. Sempre preciso pensar antes, hesito e com um pouco de sorte ou estudo de regras acerto. Sou cheia de explicar o "por quê" disso e daquilo, e se já não fosse o suficiente, ainda fico perguntando o "por que" das coisas o tempo todo. Às vezes os meus próprios "porquês" me irritam.
Sou tão chata que às vezes nem eu mesma me aguento. Falo as coisas descompassadamente quando não falo sem pensar. Fico encarando as pessoas, todas, até as que eu gosto. Fiquei olhando nos olhos e analisando detalhadamente as palavras da professora enquanto ela explicava o uso correto dos porquês (isso quando eu não viajo para algum lugar bem distante desse). Coloco as mãos nos rostos, tentado lembrar da regra mas não consigo. Fui bem na prova de gramática, mas errei todas as questões do porque.
Sempre tenho respostas afiadas na ponta da língua esperando alguém me provocar. Entretanto, não sei explicar porque se usa o porquê naquela frase que está na lousa; é totalmente extressante, a classe quieta e a professora me encarando, todos esperando pela minha resposta - e eles acham que vai ser a correta e a professora vai me elogiar de novo - quando eu falo "não sei". Aí tenho que explicar o porquê de não saber - coisa que nem mesmo eu sei. Nunca admito que estava viajando na hora da explicação, porque sei que vou ter que explicar o porquê de estar viajando naquela hora tão importante. Me canso de explicar e pensar no porquê das coisas.
Na verdade ninguém precisa se explicar tanto à ponto de usar todos os tipos de porquês existentes em uma mesma frase, a não ser que queira. Explicamos as coisas que e quando queremos; têm coisas que não convém. Cabe à nós, detentores do direito de escolha das palavras - e dos "porquês" -, escolhermos qual "porque" se encaixa melhor em nossa frase. Escolher certo ou errada já é outra história. Não precisamos acertar sempre; nós podemos e devemos errar. Façamos boas escolhas.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Se usei os porquês errados, me corrijam, por favor!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Memórias.

Depois que a tempestade passa... O meu consolo é saber que não vai ser a pior coisa da minha vida. Não vai ser como em outro anos.
Histórias, nossas histórias. E quantas histórias, aliás. Tenho bons momentos para me lembrar de vocês. Todas as bagunças e piadas feitas na hora. A gente conquistou tanta coisa juntos. Fomos a cada lugar juntos! Cada aula, cada recreio. Bons anos. Vou levar comigo cada amor de amigo. Vou lembrar de como a gente cantava músicas nas aulas de matemáticas na 5ª série. Vou lembrar dos nossos micos e guardas as nossas fotos. Até mesmo de cada sermão e de quando ficávamos na classe sem recreio, de castigo. De cada figura que aparecia pra dar aula pra gente. Eu sei que ninguém vai esquecer do Craudião, da Flora, da Maria do Carmo, do Plínio, do Mercadão, da dona Eliana, da Enideti e dos nossos melhores: seu Luciano e seu Zé Luís. Eu tenho tantas memórias que seria injusto começar a enumerá-las aqui.
Eu sei que tantas vezes fui uma péssima colega de classe. Sei que fui chata, inconveniente, insuportável, idiota, briguenta, metida, falei demais ou falei de menos. Eu só peço que me perdoem. Mas tudo que passou serve como aprendizado. De ver onde errou e acertou. De ver o que poderia ter feito e não fez. Me arrependo de não ter tirado mais fotos, de ter sido tão fria tantas vezes, de ter sido má colega e até de não ter bagunçado mais. Eu queria que nossa 8ª série fosse o melhor dos melhores anos que já tivemos juntos. Mas nem tudo é como a gente quer, é como te que ser. Deus sabe o que faz.
Abatidos mas não aniquilados, perplexos mas não desalentados. E outra, eu não quero ver ninguém chorando. Até parece que vai uns para o Polo Norte e outros para o Polo Sul! Não vai ser uma parede de uma sala de aula que vai nos separar definitivamente. Pelo contrário, aí sim poderemos ver as amizades se fortalecendo ou não. Somos ou não somos amigos? Estaremos juntos, de qualquer forma, separem a gente o quanto quiserem. Nós sabemos o quão importante somos uns para os outros. Sei que todos estão tristes e que não adianta muitas palavras de consolo, mas, coragem, meus caros, coragem. Lutem porque a vida é muito curta para ficarmos nos lamentamos por isso. Afinal de contas, para quem sempre foi ameaçado de separação de classes, até que demorou muito para acontecer. Sei que pior é difícil ficar. Mas nós não temos NENHUM poder e nome para mudar isso. Teremos que aceitar e ponto. Porque ficar-se lamentando o acontecido, a gente se esquece que tem ainda uma vida toda pela frente para viver. O mundo não vai acabar. A VIDA TEM DE PROSSEGUIR.
Se lembrem de não se esquecerem de mim, nem por um segundo. Eu nunca vou esquecer. Eu vou me lembrar sorrindo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Protesto.

Hoje o discuro é um protesto. O protesto de quem não aceita a mudança de classe. Depois de quase 10 anos estudando com a mesma turma, na mesma classe 'B' com os mesmos colegas, uma mudança, do tipo 12 alunos para cada classe, a separação. E meus melhores amigos para sempre, como ficam, dona diretora? Como querem que sejamos ótimos alunos como sempre fomos uns longe dos outros? Nosso somos uma família. Unida. Feliz. Inseparável. Não é perfeita, nem de longe. Briga e faz bagunça. MAS, CARAMBA, É ASSIM QUE TEM QUE SER. E era para ser o ano mais perfeito de todos. O último ano naquela escola. O último. E as nossas brincadeiras que não vão acontecer? E a nossa formatura no final do ano, como fica? Em time que está ganhando não se meche.
Acho que se preocuparam tanto e tanto de agirem com a razão que se esqueceram da emoção. Do coração. Dos amigos. Quem tem melhore amigos para sempre sabe. Talvez o problema deles é não ter amigos. Mas não atrapalha a felicidade alheia né. E hoje o coração sangra. Chora. Dói. Abriu-se um buraco. Arrancaram metade de mim. O que vai ser de mim? O que vai ser da minha incrível e eterna turma.
E a Débora. A, a Débora. Minha sempre melhor amiga desde sempre. SEPARARAM A GENTE NO NOSSO ÚLTIMO ANO JUNTAS. Dá pra ser pior? Dá sim. A Bia, minha outra minha melhor amiga desde sempre, vai se mudar pra minha escola e agora que a gente iria ralizar nosso sonho antigo de voltar a se ver todos os dias e ter as mesmas aulas juntas, fazem isso!
Fica aqui a súplica de alguém que não vai suportar viver um ano assim. Tiraram o chão.
Eu não sei o que vai ser de mim. Claro, tenho amigos na classe que fui. Ana Clara é um ótimo exemplo disso, catecumeno com catecumeno se entende. Mas e os outros? Os outros também são meus amigos desde sempre.
Eu queria ter a sabedoria de entender. Eu queria ter o poder de mudar as coisas para que fiquem do jeito que eu quero. Mas eu não posso.
Minha única opção é aceitar. Levantar a cabeça e olhar nos olhos de quem feriu meu coração e ter a coragem de seguir em frente. Agora, mais do que nunca, eu preciso ter coragem. Coragem de viver longe dos meus melhore amigos para sempre. Vai ser difícil. Vai doer. No final do ano, vai acabar de qualquer forma e eu vou ter que ir para outra escola, e vou ter que ver tantos melhores amigos para sempre indo para outras escolas. E eu vou ter que suportar. Vou ter que aprender a ser forte. E continuar na luta.
E eu que falava que o 'pra sempre' nunca ia mudar, mas eu não sabia que o pra sempre, sempre acaba.
Isso se chama realidade. Dura.
Eu só quero que você nunca se esqueçam de mim, nem por um segundo. Eu guardo boas lembranças de vocês. Cada história. Cada mico. Cada aula. Cada amigo. De tudo o que fizemos juntos. Nós ainda somos amigos. Ainda podemos ser amigos, não é porque mudamos de classe que tudo acaba aqui. Tudo bem que eu nunca esperava por isso. Briguei com vocês. Fui chata, insuportável, eu sei disso. Mas... 'é nóis'. É, tenho carinho, admiração e amor por vocês.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

7ª série do inferno.

Para mim, mais um ano letivo acabou. A 7ª série já pode ser considerada passado. Foi um ano silencioso, quieto, que EU aprendi a ser diferente.
Foi um ano letivo que posso dizer com toda a certeza do mundo que tive muitas dúvidas sobre algumas amizades, que já não são mais as mesmas. Que me deixaram de lado tantas vezes e outras, por própria decisão fiquei de fora. Sabe, fui a nerd no meio dos bagunceiros. A que não ri de quase nada. Também, eita falta de criativade, piadazinhas sem-graças que só salvam as do Luciano (prof de geografia).
Uma nerd esquisita. E quiete. E chata. E desanimada. E mau-humorada. E sem sal nem acúçar. E gorda. E 0 à esquerda. Mas eu sou tudo isso mesmo e só tive confirmações.
Nenhum fato em especial merece destaque. sei que vão discordar de mim e até, talvez, quer me crucificar, mas na minha visão de mundo, foi uma ano letivo tedioso, extremamente chato e falso.
Lição: não diga tantos "eu te amo". Eu me arrependi muito de ter os dito. Há pessoas que não os merecem.
Se as aulas por si só já foram uma palaçada onde muito professores fingiam que ensinavam, os colegas então, mais ainda.

Desculpe, mas é o que EU penso.

Textos preferidos do mês de Novembro: a morte , de repente e já deu um abraço hoje?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Enquanto isso, na aula da Zulema

Sabe, eu tenho opiniões bem diferentes. Diferentes de tudo. Acho que eu sou diferente. Sonhos não foram feitos para serem realizados. A vida sempre dá um jeito de passar e carregar tudo junto com ela.
Deixa pra lá, eu devo estar viajando. Enquanto eu escrevo besteira a aula boa, ótima e produtiva da Zulema vai passando.
Eu tenho medo do futuro. Não só do futuro, mas de tudo aquilo que é novo. É, acho que a confusão se instalou em mim. Quando eu escrevo, de certa forma, me acalmo e me desligo de tudo. Como agora, nessa 'aula'. Esse é um bom motivo para continuar escrevendo. Meu amigo, se você for pensar nas críticas... tu vai estar perdido. Eu, nunca pedi para ninguém gostar de mim e principalmente do que eu escrevo.
Hoje eu sou uma guerreira sem feridas morrendo em uma carteira numa sala de aula. A aula é da bagunça e eu estou aqui, escrevendo. Eu acho que sou tão diferente deles. Não consigo rir dessas piadas, é como se elas fossem velhas, desgastadas. Eu não quero ser igual.
Tá um dia lindo, chuvoso e frio, do jeitinho que eu gosto. É o que eu digo, não vou dizer, muito menos cantar, a minha dor. Ninguém quer e nem vai escutar. Vou ficar quieta aqui no meu canto esperando a seção tortura acabar. E voltar para casa o mais rápido possível. Eu quero ver a chuva cair da janela do meu quarto. Eu quero sentir esse frio batendo no meu rosto. Assim, a lágrima via se misturando com a água que cai do chão. É por isso que eu amo o MEU FRESNÃO (L).

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Esse texto eu fiz na aula da Zulema, que está substituindo o meu professor amado, cacondense, do Caminho, que é o melhor do mundo, o Zé Luiz, de matemática. A aula estava tão boa que eu escrevi DOIS textos e ela nem notou. E eu ainda fiz todas as tarefas enquanto escrevia. O outro texto posto aqui em outra ocasião.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ao mestre, com carinho!

Nossa, quando eu recebi a notícia que a Silvia não daria mais aula de inglês pra mim no CCAA, tive que controlar a emoção, mas mesmo assim a voz saiu mais trêmula do que eu esperava (ok, exagerei). Foi meio de repente, sem eu esperar.
A popular 'silvinha' deu aula de inglês pra mim por um ano e meio e alguns outros dias e colecionou risadas e explicações e ainda o 'dilema do controle remoto'.
Usava sempre a camiseta com o logotipo da escola, calça social preta (raramente jeans) e sandália. De baixa estatura e cabelo liso. Sempre alto astral, andava sorrindo pelos corredores e sempre ajudava, mesmo quando não precisava. Confesso que me irritava um pouquinho quando não entendia o significado de uma palavra e ela começava a dar exemplos e fazer perguntas sobre o tal assunto me forçando a chegar a uma conclusão, e antes de tudo, S-E-M-P-R-E omitia o português(claro, obviamente, já que é um curso de inglês :D).
Era o controle remoto (multicontrol hahaha ), a televisão que travava, a data sempre presente no alto da lousa que escreve com caneta, a sala número 3 (room three), o ar condicionado que ela não sabia se estava bom ou não, o 'now you' que ecoava pela sala durante o drill. O santificado LCP que ela fazia questão de explicar para que não ficasse nenhuma dúvida e quando os alunos iam mal ela sempre dizia que estava bom (mentirosa, haha) e sempre elogiava os resultados obtidos nas provas, por mais ruins que tenham sido.
Quando acaba é que a gente vai dar valor. E vou te levar na minha memória, não como professora mais como amiga, sobretudo, que você fez questão de ser. Ensinando, sim , muito. Mas sempre ouvindo. Fico honrada de poder ter conhecido tão grande pessoa, apesar da estatura baixa. Esse é o momento da minha dor. Se já que é assim, torço por ti e sempre que der aparece lá, visitar os amigos faz bem ao coração.
Troquei de professora, essa é alta, usa moleton, jeans e tênis. Ver um sorriso é difícil. Claro, é um momento de adaptação, quando tudo é diefente: a televisão, o dvd, a lousa, a ausência da data no alto da lousa, a ausência de uma planta que pegava o canto da parede inteira, o número da sala, agora é sala número 1, até a cor do livro é diferente (tá bom, isso não é coincidência já que avancei por OM), até os colegas já que antes era somente eu e o Gabriel( tá bom, antes de fazer inglês junto com ele eu era da outra turma e conhecia todo mundo mesmo, mas mudou, ok ?!). A única coisa que permanece igual é o nome, essa nova professora mantém o mesmo nome da antiga: Silvia.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Continuo na missão, continuo por você e por mim, porque quando a casa cai não dá pra fraquejar. (8)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

'-------------'

Eu sou uma contradição e foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí fingindo muito bem
Que eu nunca precisei de um lugar só meu

Memórias - Pitty

Música da Inês, Jonas.

Na foto, eu (horrível :S), Jonas (faz parte do EA - esquisofrênicos anônimos. Seu figura, seria muito entediante sem você, se cuida lá no Hopi Hari e reza pra mim) e a Débora (saiu dormindo na foto :S). O que vale é que são vocês (L), e eu vou guardar essa foto, que não esconde que nós estávamos felizes.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Enfim, as tão merecidas e esperadas FÉRIAS !

terça-feira, 30 de junho de 2009

Caro Sr. Napoelão Bonaparte


Hoje eu deixo a saudade aqui pra tentar continuar (8). Quantas histórias (boas e engraçadas) pra contar. Um mês e conquistou. Você, Sr. Paulo, o Napoleão Bonaparte deixa saudade nesse coração que hoje escreve, inconsolado (ok, menos). A, o Dom Pedro só ficou no Brasil porque recebeu um BAIXO ASSINADO(pelo Tavares, provavelmente), SIIILENÇO , tá bom ?! HAHAHAHAHAHA. Mas a melhor (pior) foi hoje: ' eu pareço um RATO aqui na frente'. Em pouco tempo se tornou inesquecível. Sabe, nas nossas vidas escolas muitos professores marcam, uns por serem bons, outros por serem ruins/maus, e outros simplismente passam sem trezer/deixar conhecimento, e sobretudo, saudade. Sr. Paulo, apesar de ter sido breve, vai deixar muita saudade. O que eu quero dizer é que muitos professores passaram na minha vida e deixaram muita saudade e outros, se quer me lembro o nome. Mas o senhor eu faço questão de incluir na lista ' daqueles que marcara a minha vida e hoje é pura saudade'


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Vamos agora, seguir à diante. Só me resta, agora, recordar.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Teoria Dinâmica do Caos

Hoje, cada vez mais, está (quase) impossível a boa relação com nossos professores, há (poucas) exceções. E digo por mim mesma, como aluna. Se não te respeitam porque é que é você que vai respeitar o fulano ali na frente? Olha não se pode nem mais sentir frio na escola. Não se pode ir ao banheiro. Não se pode mais nada. Parece um exercito, a diferença é que não somos militares. Não quero criticar como fulano dá aula ou avalia, cada caso é um caso. Todos nós temos a nossa parcela de culpa. Alunos não são respeitados ( por alguns professores) e se rebelam. Professores querem que os alunos sejam militares e os respeitem a preço de provas surpresas. Diretores só querem conversinhas bobas que não levam a lugar nenhum. A sociedade preza o 'pra que vamos estudar se todos vamos morrer!'. Aí fica difícil. E o que vemos hoje é a triste realidade: professores insatisfeitos e estressados descontando (muitas vezes) nos alunos. Alunos (muitas vezes) rebeldes. Todos estão sendo prejudicados nessa guerrinha . A escola está virando um caos. Não vem ao caso de quem é a culpa. O problema, em si, é que nenhuma das partes faz nada para tornar essa convivência pelo menos agradável e que não prejudique ninguém. Bons resultados são frutos de uma boa convivência. (y'


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ainda perguntam porque o Seu Luciano é ídolo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Dias que vem, dias que vão.

Marô e Camila conversam no msn:
miii goulart ;* disse:
DE TODAS AS OUTRAS NOITES
PARA ESTAR LEVANTADOS PARA TER JEJUANDO PARA ESTAR TODOS ESPERAAANDO '[
' Maarô ! disse:
PARA ESTAR LEVANTADOS PARA TER JEJUANDO PARA ESTAR TODOS ESPERAAANDO '[2]
' miii goulart ;* disse:
VIGILIIAAAA EU *-*
' M aarô ! disse:
eu vôo tambéem :D

Booora miiiih?! Último mico, último dilema, rumo à indepêndencia ! Te amo muuito (L'

A Páscoa está chegando. Está enorme a expectativa, pelo menos da nossa parte miih ? Último ano nosso como crianças do Camiinho , se Deus quiser :D
Será que eu vou rir ou chorar? Bom, levando em conta que todo ano eu morro de rir, ...
Vai ser a melhor siiiim. Cristo Jesus, resuscitoou, aleluia, aleluia , aleluia Mih!

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Mudando de assunto.

Vamos ser gaúcha agora, prepare-se meucadernoderedação! Tudo sobra pra Marô , vou ser igual, vou ser relaxada e deixar de fazer lição.

Vamos estudar matemática, Raul, vamos ter prova de ciências !

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Falando sério agora.

Ando sem imaginação. Caderno, 3 palavras que me definam: chata, insuportável e rockeira. Me aguentem. Mas meus pensamentos você não pode decodificar, eu não te suportando mais inimiga visível, vê-si pára de dar em cima dele, assim, tão na cara. Eu sou ciumenta (pára de ser tão ciumenta Marô!). Estou me segurando pra não te falar umas verdades. Só não falo pro causa dele. Aí, sim meu mundo cairia de vez! Pára de ser tão mesquinha, iguavelmente insuportável. Deixa chover em paz! Vamos aceitar as coisas, vamos deixar de bobeira. Não vou te implorar nada, nunca fui de fazer isso, longe de mim estar aqui, te julgando, mais eu estou apenas relatando coisas que eu vejo. Mais quer me copiar, me imitar, falar alto, gritar, cantar. Mais não não vai me vencer nããão!

Engole seu orgulho enquanto você é deixada pra trás contando estrelas para nomear suas mentiras.Você deixou a estrada te afastar e agora você está se afogando nos caminhos.

Porque tudo é assim, quando você tem o que os outro não têm rola isso. Sentimento horrível, coisa desigual. Não vai ser esse final de história não. Finge ser a mocinha e me diz vilã, mais o que está aqui dentro (L) você não sabe, e nunca vai saber. Eu amo ele, saipraláassombração!


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
a vida está passando, vamos correr atrás das notas perdidas, dos amores mal resolvidos, das verdades não ditas, das músicas não cantadas, da vida não vivida.

Pra você amor (L)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Eu amo você,


ah com você eu nunca vou morrer de tédiio




A melhor aula de educação física. Marô e Isadora cantando. " Eu amo você êêêêêê , levanta a mãao pra ciiima ". Deve ser por isso que a dona Paula não aguenta mais dar duas aulas pra gente. Foi muuito bom, também, ganhar de 5x0, vocês não fazem ideia o quanto.



Uma pequena nota por Marô Dornellas:

Eu queero bolo amanhã Raul, 7/04 ein?!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Liberdade, liberdade, abra às asas sobres nós"

Ontem a tarde eu e minha colega, Débora, estávamos conversando no MSN. Conversa vai, conversa vem e eis que eu pergunto:
Marô diz: débora, você tem algum sonho, tipo assim, louco??
Débora Dalbon diz: ?
Marô diz: É sabe, eu queeriia muuuuito pintar meu cabelo de vermelho, estilo Hayley Willians do Paramore, fazer uma tatuagem, talvez nas costas, e um piercing no nariz (talvez, deve doer muuito, sei lá né).
Débora em estado de choque com minhas "revelações".
Marô diz: você não tem um sonho tipo maluco assim?
Débora diz: ah eu tenho sonhos normais, loucos iguais aos seus não!!
Débora diz: ah, eu sonho em ir pra Londres.
Marô diz; eu sonho em ir pro Japão, mais sei lá, lembra aquela vez que o seu Luciano - meu ídolo- disse que no Japão acontecem muitos terremotos, vai que acontece um eu eu morro, eu sou muito nova pra morrer né.
Débora diz: hahahaha
Marô: é verdade, eu queria uma sombra verde limaão, ou melhor, como diz seu Luciano - meu ídolo- verde canetinha cor da camisa do Palmeiras.
Débora diz: Marô você é ilária.
Marô diz: tem que sonhar né, ?
Débora diz: tem

Tá eu ei, essa conversa é sem pé nem cabeça, mais o que eu queria falar mesmo é de um "artigo" que vi numa revista que era assim: "Questione. Mude. Beba Pepsi". (era da Pepsi, ok?). E sei lá, por muito tempo eu deixei que as pessoas decidicem por mim, deixei de gostar de algumas coisas porque outros me diziam que aquilo não prestava e que eu era uma idiota e tals.
E agora eu me assumo, juntamente com a minha amigaa Beatriz. Somos é rockeiras né Biia?? HAHAHA. Tá e agora todo mundo chama a gente de emo e idiota. Mais quem se importa. Ah, claro, minha professora mala de ciências. Não tô te suportando mais Dona Enideti. Se liga que ninguém gosta de falar de adolescência e cada um com seus escolhas e seus sonhos. A senhora não faz idéia de como é terrível, ficar 50 minutos escutando o mesmo blábláblá. Minha salvação, nossa quem diria, são as piadas sem graças da Isadora, pelomenos assim. Eu não aguento mais aquela gincana idiota, e nunca na história alguém pulou carnaval depois da quarta-feira de cinzas. Claro, volto a repetir, coisas boas só acontecem no João Gabriel Ribeiro. É melhor mesmo, a gente ficar lá fora enfeitando a quadra com papel crepom a que ponto chegamos!) do que ter aula de ciências (e artes, ou melhor, geometria coma dona Eliana). Pelomenos assim nós dançamos A DANÇA DO RAUL (salve, salve, Raul!) e criamos fantasias de samurais e piratas, ah foi muito legal! Antes era a dona Ana, mais agora mudou-se a campanha. agora é: Aposenta dona Enideti! Não estou reclamando, porque pior mesmo é ter aula de Geometria, mais sei lá, ela pensa que não cansa né, só pode ser isso. Cada um com suas escolhas. Ninguém é perfeito, e se fosse acho que o mundo seria tão insuportável! Estamos cheios de dúvidas, angústias, medos, cheios de sonhos e vontades. Cada um tem o direito de ser o personagem que bem entender. Liberdade, liberdade, abra às asas sobre nós.Hoje, ainda bem, temos a liberdade política, liberdade de opinião e posição ao governo. Princípios de igualdade. Nós vivemos em uma democracia, temos direitos de sermos tratados de maneira "igual", ainda que tenha muitas diferenças sociais , todos têm direito à educação, à saúde. Diferente do que acontecia nos séculos XVI, XVII, XVIII. Claro os olíticos dizem em suas campanhas políticas medíocres que vão dar mais atenção aos pobres. São eleitos e aí, ficamos na mesma. não precisa-se pensar longe. aqui mesmo em São José do Rio Pardo a situação é complicada. Enquanto estão lá em Brasília desviando dinheiro, aqui no interior tem muita gente que passa por dificuldades. Em uma classificação social de: milionários, ricos, classe média, pobres e mais pobres ainda, como diz meu ídolo e meu professor de Geografia, seu Luciano, eu fico feliz em ser classificado como pobre, porque tem gente mais pobres que nós. E tem sim. Mais mesmo assim, todos têm o direito de se expressar, de ter os mesmos direitos, independentemente da classe social, como direito natural e inquestionável de todos. De pensar que na Idade média (1501, 1601...) não era bem assim. Ainda bem que estamos no século XXI. Então ao longo dos séculos passamos por mudanças. Algumas para melhores, outras para piores. Então porque não aceitar alguém que quer ser rockeira? Por que não respeitar as escolhas alheias?. Temos liberdade de expressão, então o respeito é fundamental. Respeitando, talvez, o mundo seria melhor. Mudar faz parte da vida. Então, vamos lá.


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Biia quanta saudade de ti minha rockeira!

PS: Gente, eu falei né. A MOCIDADE ALEGRE é campeãa. fiqiei iper feliz. E quase morri do coração com a apuração. Agueeentaa coração!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carnaval

Como disse no post anterior, a escola está com muitas inovações de começo de ano letivo. Ontem , sexta-feira 20 de fevereiro, tivemos CARNAVAL na escola. Ao meu ponto de vista aquilo não foi carnaval nem aqui nem no Japão. Foi um verdadeiro tédio. Mais também teve o seu lado bom: a dança do Raul e as fantasias de piratas.
Foi assim, a primeira aula era de Artes, com a Dona Eliana, e ela nos levou pra enfeitar a quadra pro tal do carnaval. Ok fomos né, na maior animação, porque ficar tendo aula de Artes é péssimo, principalmente as de geometria e da tal da Semana de 22. Fiquei até feliz. As meninas da minha classe fizem umas mascas dessas de carnaval e nós colamos as máscaras nos gols da quadra; a outra parte da decoração era com papel crepom. E tinha caixas e caixas de papel crepom lá. Como iria sobrar mesmo nós pegamos um “pouco” de papel crepom pra nós fazermos nossas “fantasias”. A que ficou mais legal, claro, foi a de pirata. Quem teve a idéia genial foi a Isadora, depois a Isabela (irmã gêmea da Isadora) fez a mesma coisa, seguida por mim, Raul, Josué e Luis Paulo. E olha, ficou muito legal aqueles papéis crepom amarrados nas nossas cabeças.
Depois na hora do mega-iper-animado carnaval (é porque só tocava funk e o som era péssimo, um tédio, e ainda por cima a Dona Fernanda , coordenadora, falando o que ela mais gosta de falar “ôo pessoal” e claro, ninguém escutava ela), pra animar, ou melhor, pra rir, Raul, Josué e Luis Paulo criaram A DANÇA DO RAUL, HAHAHA, nem sei explicar-te como é. Uma dança muuuito animada. Cara, posso só te dizer que eu amo essa dança já. Seguidores da DANÇA DO RAUL. HAHAHA. Os dois pontos positivos foram só a dança do Raul e as fantasias de piratas.

Para o fim de semana de carnaval eu não pretendo sair de casa, não estou nada animada pra esse carnaval. Vou só mesmo é assistir os desfiles das escolas de samba. Que se foda esse carnaval. Bom pode ser que eu venha aqui segunda feira e te diga que tive uma mudança de humor repentina e meu carnaval foi ótimo (ok, pouco provável).


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ah, e eu estou torcendo pra Mocidade Alegre, e você??