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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Às vezes dá preguiça de escrever

Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?
Brena Braz

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os mistérios de 1º de abril.

Ou sobre a continuidade das mentiras.

Irônico como a mentira - um sentimento cruel - têm um dia inteirinho dedicado a ela enquanto sua maior rival - e a mais desejada - não possui sequer referência. Dedicamos um dia inteiro de nossas vidas para brincarmos de contar mentiras-meio-verdades, aquelas que a gente morre de vontade que seja verdade, mas que no fundo não são. É outra forma que a sociedade encontra de camuflar o que mentiras mais sérias, enquanto você conta histórias, mais dinheiro é desviado. Coisas que só se veem no Brasil.
Entre mil brincadeiras encontramos milhares de formas de demonstrar implicitamente aquilo que queremos no momento. Podem não ter muito fundamente mas toda palavra tem lá sua consequência.
Acredito que teor implícito de verdade dá a emoção que induz as pessoas a contarem-as cada vez mais. Não critico, rio de algumas e caio na maioria delas. É legal para descontrair a vida que normalmente já não é brincadeira, só não podemos viver os outros 364 dias vivendo de mentiras e histórias mal terminadas.

As mentiras que todo mundo já contou em primeiro de abril:
1-A mãe de alguém muito próximo morreu
2-O professor não vai dar prova amanhã
3-Tenho um novo e lindo namorado
4-Vai ter festa hoje à noite
5-Gritar pra classe "alerta de terremoto"!
6-Que alguém que você conheçe está na televisão

segunda-feira, 21 de março de 2011

Backup

Tenho há três anos um computador surrado, dotado de um esturricado HD de 80gb. Ao longo desse tempo, fui baixando discos, criando músicas, fazendo inúmeras coisas até que o espaço acabou, me obrigando a fazer um backup. Por “backup” entenda-se salvar em outro lugar os arquivos que a gente não precisa mais, mas não tem coragem de deletar pra sempre. E foi aí que percebi: eu nunca fui um cara daqueles que fica pensando durante horas o que escrever. É muito mais a minha cara sentar a mão nas teclas de forma afobada e desordenada, no melhor estilo Chico Xavier. Quem acompanha meu empoeirado blog sabe muito bem disso. Eu gosto de escrever sem pensar, para refletir depois, quando já estiver publicado. Já cansei de vasculhar os arquivos antigos e, por meio dos meus textos, revisar cada segundo de um passado que eu poderia ter esquecido. Minha mente se preocupa com cada vez mais coisas, e eu preciso de um backup. Por isso vejo na escrita a solução. Ela é meu backup. É como se eu tirasse da cabeça um momento, uma história, assim abrindo espaço para muitos outros momentos, mais intensos e melhores do que os antigos. E, se minhas sinapses falharem algum dia, lá estarão meus relatos para refrescar minha memória. Portando, se algum dia você perceber que sua cabeça está cheia de histórias, dilemas, problemas a serem resolvidos, talvez seja a hora de você fazer o seu backup, ou melhor, escrever um pouco, para descarregar um pouco disso tudo. E se for uma história triste, sempre teremos a opção de mandar tudo pra lixeira.
Lucas Silveira

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quero, muito, voltar a ter tempo suficiente para escrever minhas histórias no blog. A escola tem me exaurido.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Arquivos

Nós todos temos o costume de guardar nossos arquivos: virtuais ou palpáveis. Criamos pastas, gavetas e esconderijos a fim de nos assegurarmos que nossas lembranças estarão seguramente guardadas. As lembranças permanecem vivas em nós. Existe uma parte do nosso cérebro que acumula memórias ao longo dos tempos, como se estivessem apenas guardando para serem revividas em sonhos. Os arquivos estão sempre disponíveis para consultas. São inflexíveis, imutáveis; apenas um filete de cores e pensamentos. Nós escolhemos guardar ou jogar fora.
O que tenho descoberto é que por mais inalteráveis que sejam, não podemos nos desapegar de tudo. Por não querer e por não poder. Podem ser terríveis e machucar, mas alguns arquivos são para sempre. É como uma marca, uma cicatriz.
Os arquivos podem mudar o curso da história. Podem nos fazer querer consertar o que já fizemos. Por tantas vezes, é saudável guardar as memórias. Eles constroem a nossa história e são parte dela. Quando recordamos, temos a chance de nos auto-avaliar. Acredito que essa é uma boa forma de tentar apontar nossos próprios erros e tentar buscar um caminho mais adequado. Portanto, tenhamos sempre ao alcance das mãos nossos diários e fotos, além de ser uma boa forma de passar o tempo, nos conheceremos melhor, afinal, quem melhor que nós mesmo para nos entendermos?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Futuridade.

Alguns dias atrás precisava entrevistar uma pessoa idosa de minha cidade que tivesse bons relatos sobre sua infância e juventude; para isso não pensei duas vezes, entrevistei o meu avô. Isso é algo que nunca imaginei: contar com as histórias engraçadas de meu avô para algum trabalho da escola.
-Vô, conte-me, qual foi seu aniversário mais inesquecível?
-Ah, teve uma vez que eu ganhei um par de meias, mas o "cara" não sabia que eu não tinha sapato para usá-la! Nós só andávamos descalçoes naquela época e vivíamos com vermes nos pés.
Não aguentei e tive que rir. Apesar de minhas risadas, imagino que naquele dia, esse fato foi mais trágico do que cômico.
Além de seus aniversários, meu avô também falou sobre sua escola, amigas, família, a cidade de São José do Rio Pardo e o Brasil da época.
-Quais foram as principais mudanças ocorridas em nossa cidade?
-O que eu mais vejo de mudanças em São josé são os direitos que os idosos têm hoje. Por exemplo, hoje tem lugar exclusivo para estacionar, fila rápida no banco e nós podemos passar na frente dos mais novos nas filas. Hoje têm muita tecnologia, só que eu não sei usá-la direito, já derrubei dois celulares na água e mal sei ligar um computador. Além disso, a política e o dinheiro estão estabilizados no Brasil. Nossa, a troca do valor do dinheiro foi complicada, nós não sabíamos direito como usar e, até hoje, eu guardo as notas antigas.
Em seguida, ele me levou ao porão de sua casa, onde guarda uma imensa coleção de notas e fotos antigas da cidade. Uma verdadeira relíquia!
Após exatos 90 minutos de boas histórias e risadas, concluí que os idosos são as provas vivas do passado e que os fatos marcantes estudados por nós afetaram diretamente a vida dessas pessoas. A sociedade precisa respeitá-los mais, pois apesar da idade avançada, ainda nos ajudarão muito, porque ouvindo o passado entenderemos melhor o presente.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ganhei um concurso e passei de fase na 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil com essa redação!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O alcoolismo e a adolescência.

O alcoolismo nunca foi um problema exclusivo dos adultos. Atualmente, os jovens começam a beber cada vez mais cedo; o álcool mata. Nossos jovens estão desinformados e desprotegidos, com uma lei que não proíbe nada.
O mais preocupante é que a maioria dos adolescentes acabam bebendo apenas para se aparecer para os amigos, pensando que assim serão os mais legais da turma. Em qualquer lugar, seja em bares, festas ou na própria casa, a bebida não é de fato proibida para menos. É outra lei paliativa, como tantas outras.
E o que é que os faz procurar a bebida tão cedo? São tantas propagandas incentivadoras; a pressão dos amigos e da família; o baixo custo; a facilidade de encontrar; a falta de fiscalização da lei entre outros fatores.
O álcool acaba sendo um dos maiores responsáveis pelo aumento da violência e de acidentes, muitos deles fatais. Além de tudo, na maioria dos casos, o adolescente que bebe compulsivamente hoje acaba se tornando o alcoólatra do futuro, desenvolvendo doenças e câncer.
A proibição não é inteiramente eficaz, nem resolve o problema. É preciso mais conversas sérias, alertá-los dos riscos que correm ao se embriagar e que o ácool nunca é uma boa escolha, seja dentro ou fora de casa, proibido ou não.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As coisas

Existem coisas de se ter. Outras pra comprar. Outras pra pegar emprestado, às vezes. Umas a gente joga fora, outras a gente finge que não tem. Tem até gente que rouba coisas. Tem coisas que são perenes, que serão sempre iguais. Outras são frágeis como o cristal, ou como o papel. A gente pode ter um monte de coisas, mas sempre estamos atrás de algo pra comprar. Solenemente ignoramos as
pessoas cujas coisas podemos pegar emprestado, às vezes. Aí essas coisas que a gente compra, a gente joga fora, ou o tempo se encarrega de transformá-las em coisas que a gente tem vergonha de ter. Jogamos fora.
Tenho feito uma coleção de coisas. Uma prateleira linda, pairando sobre a minha cabeça. Sentado na cama, com o computador no colo, me contorço e olho pra cima. Lá estão. As coisas. Pela janela entra um vento forte, pra lembrar da chuva que caiu pela tarde, quando eu ainda estava a mil quilômetros daqui. Sorrio. Com dentes e tudo, só de lembrar de todas essas coisas. Quem me conhece sabe o quão difícil é me fazer mostrá-los. Meus lábios são o músculo mais forte que eu tenho. Só pode ser. São como pesadas cortinas de um grande teatro.
Meus atores são muito envergonhados.
Se não fosse meu medo de altura, eu caminharia até a ponta da tua prateleira pra te ver dormir.
O computador suga minha convicção até a última gota. Dormirei.
Ser imaginário. Meio que uma combinação de todas as coisas.


Lucas Silveira, sempre com a razão.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conectar, Navegar, Transformar. PARTE I

Inspirada no tema do EPTV NA ESCOLA 2010 - conectar, navegar, transformar - postarei aqui neste blog minhas duas redações sobre o tema tecnologia. Começarei pela redação que a professora não gostou e depois a outra, que foi escolhida.
Os dois lados da tecnologia
Ao longo do tempo, a tecnologia foi evoluindo até chegar como a conhecemos hoje. Tal desenvolvimento só foi possível porque o ser humano começou a observar o mundo ao seu redor, a ver o que precisava e encontrar soluções para seus problemas. A tecnologia traz consigo o desenvolvimento.
Desde os tempos mais remotos, cada nova descoberta significava avanço; foi assim com a máquina a vapor, energia elétrica, energia nuclear até chegar na tecnologia que conhecemos, como computadores portáteis e celulares com várias utilidade. A tecnologia atual nos permite informação rápida, vinda de qualquer lugar do mundo. Permite avanços em áreas como saúde, educação, transportes, robótica, nas máquinas e na imprensa. Reduziu custos, facilitou e intensificou a comunicação pessoal e institucional.
Cada descoberta da ciência teve seu lado bom e o seu lado ruim. Se por um lado foi utilizada para melhoria de transportes, saúde, indústrias e outros; por outro levou à descoberta desde as bombas atômicas que destruíram cidades como Hiroshima e Nagasaki até os vírus que danificam os computadores. Frequentemente, a tecnologia entre em conflito com algumas preocupações naturais de nossa sociedade, como o desemprego e a poluição.
Cada nova forma de tecnologia que surge é boa para a sociedade, trazendo novos conhecimentos e melhoria ao que já temos. Entretanto, os fatores maléficos dependem do uso inadequado que se faz da tecnologia. Tudo depende da intenção do ser humano que está atrás da máquina, podendo usar para o bem ou para o mal as idéias inovadoras.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Muito ruim? Meu sentimento no dia em que escrevi essa redação era 'o ser humano fode tudo mesmo', daí saiu isso. Dona Marilda não gostou, aí meio que me mandou fazer outra e eu, obediente que sou, fiz. Postarei-a em breve.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sua chance de falar.

Me conte teus amores, confesse seus segredos, aponte os caminhos, aproveite que eu estou te ouvindo e eu pretendo ficar um pouco mais aqui. Desta vez eu estarei escutando, mesmo que sejam as canções indesejáveis, desta vez eu estarei viajando na sua mente tão imaginada, desta vez eu estarei confessando que papéis e planos não nos leva a nada. Quanto tempo faz que não nos falamos, porque gritar, para mim, não é falar. Cheguei até a perder a voz, por conta da raiva que me subiu a cabeça, eram meus gritos abafados em choro, era minha ira refletida nos vidros estilhaçados, era o choramingo de um abandono. Chegou a perder nós. Cheguei a nunca ganhar nós.
Não sei se peço a chuva para molhar meu corpo e assim eu reproduzir qualquer cena dramática que se encerre com um beijo, ou se quero mais é que o Sol se expanda e eu tenha direito a um desejo, bem que você podia me ajudar. Afinal, tento te esquecer por que eu preciso ou por que você me pediu? Canto sozinha todas as músicas e esqueço a melodia, não dá pra perceber que eu perco o ritmo sem o teu embalo? Só de lembrar em te esquecer, lembro o quanto te quero pra mim. Cresci na ilusão de que querer e poder, e agora, quem vai bater na minha cara e dizer que a vida não é assim?
E eu não rio, porque não tem graça, mas não demora e o tempo passa, um dia chamarei tudo isso de velhas lembranças. O problema é que agora é tão novo, é tão eu, é tão minha vida, é tão sem saída. Todas as portas estão trancadas e eu fico sem opção, posso correr para qualquer lado até ficar tonta e embaçar minha visão. O último tango quero dançar com você, em passos fortes equilibrados com seus movimentos, o último espanto quero ter com você, me surpreenda falando que se esquivocou, o último tem que se você, porque depois de ti, não há nada.
Ainda temos tempo para nos salvar, o tempo que nunca soubemos utilizar. Já recontei todas as histórias nesse meio vão da rua afora, e se for pra ti alguma coisa, que seja reescrever. Ou eu sumo desde o início, ou aceites que é meu vício.
Esquecestes as mentiras debaixo do travesseiro, continuo dormindo ao lado delas.

Texto retirado de: Reflexões de dona Dih.

sábado, 3 de julho de 2010

Não ouse desistir de tudo que você sonhou, Maria Olívia.

Fiquei tentando decorar o que eu vou dizer quando a gente se encontrar e quando eu ver você, mas as palavras vão faltar e eu vou ficar fingindo que não é nada demais.
Eu sei que vou te abraçar e dizer que eu sofri estando em todo lugar, mas sem você aqui. Mas não vou poder explicar que todo esse tempo longe só me fez te querer mais.
Desse lugar a gente pode enxergar a mais distante das estrelas. Nesse lugar ninguém jamais vai nos achar o que eu queria era ficar pra sempre aqui.
Lucas Silveira.

Continuo hesitando e decorando textos que nunca direi. Não têm me levado a nada, mas não achei saída melhor. Continuar na mesma me dá medo. Tenho medo de sempre continuar na mesma.
Aceito doações e sujestões.
Continuo com os meus projetos inacabados, que ficarão parados por mais um ano, esperando, esperando. Continuo com os meus amores não-declarados e os textos por escrever. Ainda estou com a roupa e a maquiagem da festa de ontem, com os pés doendo, mas ainda insistindo em passar os acontecimentos na minha mente; revivendo. Continuo esperando, com mais anciedade a cada dia que passa, pela minha vez, a minha vez. Continuo passando horas acordada, lutando contra o sono, para pensar em todos os textos que te direi. Para conseguir tem que sonhar, lutar, esperar. Feliz de quem o faz com sabedoria. Continuo no mesmo lugar, esperando, esperando, esperando...
Sem idéia. Sem tempo. Agitada. Com festa. Querendo isso cada vez mais. É assim que eu me encontro.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ficam aqui, os meus sinceros parabéns para Thaís Bello, Ana Laura Messias e Maria Carolina de Mello e a certeza que vocês continuarão sendo tão especiais para mim, terão muitas alegrias e que ainda comemoraremos muitas conquistas. Agradeço à Deus por ter colocado vocês na minha vida.
Sobre o texto: quem acredita sempre alcança!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Janela.


É o símbolo da receptividade, da abertura para as influências vindas de fora, da entrada da luz. Representa também a sensibilidade às influências externas. A janela pode ainda ser considerada como sendo um símbolo da consciência, ou um portal para o inconsciente. (Wikipédia)
Estar aberto. Estar sempre aberto à novas idéias, à novos sonhos, à novas perspectivas. Não por querer pro livre vontade, mas por precisar estar. Quem não se abre à novos caminhos continua parado em frente à janela do quarto, olhando os carros passarem enquanto continua no mesmo lugar.
Tenho medo do que está além da janela. Vejo as coisas como quero ver, alguns dias são coloridas, outras preto e branco. Um novo caminho é como a janela fechada: só vai saber se abrir. E pensam que é fácil abrir uma janela? Tá, se você acha que é, então abra-a , dê um salto para uma nova estrada e depois olhe nos olhos e me diga que é fácil.
Quando abro a minha janela, vejo pessoas passando apressadas sem nem saber o porquê, vejo carros buzinando com o semáforo que não abre, vejo pessoas reclamando ou falando ao celular. No entanto, nenhuma dessas pessoas viu que a minha janela estava aberta, o que não é comum no meio de uma manhã de terça-feria, nem viram que tinha uma janela ali, como sempre. Não vejo coerência.
Sou mais que alguém que meramente olha. Eu entendo perfeitamente o que vejo, por mais complexo e improvável que isso seja. Mantenho a janela aberta quando acho que convém. Não caminho por qualquer estrada que me deparo, nem todos os caminhos são bons. É preciso saber ver. Mais que isso, é preciso ver nas entrelinhas. Tudo pode ser lindo e colorido (aparentando ser bom) à primeira vista, mas quando realmente conhecemos vemos que não é tão bom assim; as aparências enganam. É preciso ter cuidado com o que vemos e no que acreditamos. Saiba para quê/quando/quem abrir a sua janela.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Clube da Luta"

Bom, a primiera regra do clube da luta, você NÃO fala sobre o clube da luta.
Sim meus caros, a vida é um clube da luta. Em perfeita sintonia com o filme (para quem nunca assistiu, assista) estamos sempre comparando, humilhando, fofocando, falando mal, debochando, querendo ser algo que não somos em função de padrões e vidas pré estabelecidas. Não que você ou eu façamos parte desse grupo mas já parou pra pensar em quantas pessoas ao seu redor agem dessa maneira?
Pois é, reflita, as vezes você se deixa influenciar sem querer, não que você seja ruim, um comentário aqui e ali não faz mal a ninguém, mas tem gente podre, apodrecendo, simplesmente se matando ...

"Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."
Tyler Durden - Clube da Luta

Texto por: Isadora Ijano.

Achei bem legal o texto e concordo plenamente. Estou cheia de provas e trabalhos, sem muito tempo para postar, desculpa.

domingo, 16 de maio de 2010

O conto do envelope branco - PARTE |

Amélia* é uma adolescente normal com tudo que isso implica, tal como variações (drásticas) de humor e espinhas. Ela sonha demais, acordada ou dormindo. E ela realmente espera realizar toodos os seus sonhos, por mais que pense o contrário. Ela - como toda pessoa normal - têm problemas e não cabe à mim enumerá-los.
Amélia sempre inventa coisas com que se preocupar e desta vez fica o tempo todo pensando em envelopes brancos contendo cartas endereçadas à ela. O conteúdo dessas cartas variam, já que não é uma única carta em envelopes brancos e sim mais de uma carta em envelopes brancos. Às vezes ela não sabe muito bem como explicar o paradeiro dessas cartas. Quem as mandaram?Sobre o quê são? O que de fato querem? O que ela vai responder? Será que são todas suas?
Nem todas as cartas contêm remetentes. Nem todas as cartas contêm um tema definido, algumas são completamente em branco: só o envelope, uma folha e uma caneta, para que ela escreva a carta. Nem todas as cartas ela consegue entender. Às vezes à carta contêm uma proposta tão confusa e definitiva que ela não sabe como e o quê responder. São poucas as cartas que Amélia gosta de receber (afinal, quem é que gosta de receber contas para pagar?).
Entretanto, há uma carta, uma ÚNICA carta que Amélia espera há muito tempo. Todos os dias quando chegam as correspondências, Amélia vai correndo procurar a sua carta, que até agora não chegou. É muito tempo mesmo de espera. Mas ela não se importa. Ela não se importa porque sabe que, mais dia menos dia, essa carta há de chegar. E vai chegar do jeito que ela sempre esperou: um papel impresso em um lindo envelope branco, com o remetente (que ela já sabe qual é) e seu nome no destinatário. E ela têm certeza que o assunto da carta é aquele que ela sempre esperou. É aquela carta.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A carta que Amélia sempre esperou talvez não exista. Talvez seja só outro sonho. Talvez outra pessoa receba essa carta em seu lugar.

*Amélia é um pseudônimo; a história é em primeira pessoa do singular = eu. Neste caso, foi mais legal escrever usando um pseudônimo.

Em breve, o desfecho da história.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Princesa Mia Para Sempre.

Bom, depois de ler toda a 'saga' de o Diário da Princesa (Meg Cabot). E este, "Princesa para sempre' é o décimo e último livro, onde a Mia tem finalmente o seu final feliz (merecidamente).
Eu não vou contar a história toda desenvolvida no livro.
Depois de muuuuuuuuitas reflexões e muuuitos e muitos surtos psicótico, Mia entende o porquê das coisas, tipo o porquê de TUDO.
Ela percebeu quer ser princesa não era assim tão ruim quanto ela pensou que fosse e ser princesa nem acabou com a vida dela... Pelo contrário, é o oposto.
Ela realmente aprendeu muitas coisas com os quatro anos de aulas de princesa, bem mais que saber qual talher usar. Aprendeu a ser ela mesma, com seus defeitos e qualidades. Aprendeu que à medida que envelhecemos perdemos coisas que achamos que nunca perderíamos, coisas importantes, como amigos, que talvez não fossem tão bons quanto a gente achava que fosse, mas que os amigos de verdade sempre estarão perto da gente - "porque amgios são mais preciosos que todas as tiaras do mundo". Existem coisas que todos - da realeza ou não - querem perder, como a escola, "todo mundo deveria estar pronto para perder a escola". "Existem coisas que a gente pensava que queria perder, mas não perdeu... e depois fica feliz por não ter perdido."
Apesar de às vezes achar 'um saco' ser princesa, Amelia Thermopolis Renaldo, princesa da Genovia, busca maneiras de aproveitar isso para ajudar os outros e transformar o mundo em um lugar melhor. Mia será princesa pelo resto da vida e está feliz por isso.

Delcaração de amor: te amo, princesa. Tu és exatamente igual à mim, com problemas bem semelhantes, neurótica, com surtos psicóticos, faz "tempestade em copo d'água', dramática, e compartilha o gosto pela leitura e pela escrita, entre outros. Só que ela é princesa, eu não.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu também quero um final feliz! E quero ser princesa também!
Que pena que acabou :(

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Faça todo dia uma coisa que lhe dá medo.

"Faça todo dia uma coisa que lhe dá medo e nunca pense que você não pode fazer a diferença. Mesmo que você tenha apenas 14 anos e que todo mundo só lhe diga que você é uma adolescente boba, não deixe que essas pessoas a desanimem. [...] Ninguém pode fazer com que você se sinta inferior sem o seu concentimento. Você é capaz de fazer coisas maravilhosas. Nunca permita que ninguém tente lhe dizer que, só porque você foi princesa durante 12 dias, não sabe o que está fazendo" Princesa Mia Thermopolis.

Inspirador. Motivador. Bonito. Profundo. Genial. Bom dia.

terça-feira, 23 de março de 2010

Hino à caridade.

"Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como bronze que soa ou como címbalo que tine. Ainda que tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse a caridade, nada seria. Ainda que distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse meu corpo às chamas, se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria. A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija coma verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais passará. Quanto às profecias, desaparecerão. Quanto ás línguas, cessarão. Quanto á ciência, também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado, e limitada é a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, o que é limitado desaparecerá. Quando era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança. Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem fé, esperança, caridade, essas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade."
Está escrito na Bíblia, Primeira Epístola aos Coríntios 13, 1-13.

domingo, 21 de março de 2010

Ética e evolução.

Umas das primeiras lições que se estuda e aprende na Escola de Adiantamento Mental é que não há evolução sem ética. E que essa ética não é etiqueta, quer dizer, parecer polido, educado, simpático ao invés de sê-lo verdadeiramente. Ser ético é ser humano na verdadeira acepção da palavra; ser capaz de valorizar a vida de relação que é, ou deveria ser, uma lição para o aprendiz que pretende aperfeiçoa-se, quer dizer, completar-se. O ser humano é uma figura plena de possibilidades, mas um ser incompleto.
E tem, desde o instante sublime do nascimento para esse pequeno mundo chamado Terra, a grande oportunidade de completar-se, de aperfeiçoar-se. E nesta ventura grandiosa, nesta epopéia magistral na qual poderia transformar a própria existência, tem a ilimitada possibilidade de aprendizado na convivência com seus semelhantes; primeiramente com seus pais e irmãos, depois com os amigos da infância e da adolescência, a família, os filhos, os colegas de trabalho, a sociedade. Há tanto que aprender com os outros, e um pouquinho para ensinar também. Dar muito de si e não esperar nada dos outros; talvez seja essa uma fórmula de felicidade, de sabedoria. Podemos aprender com todos, mesmo com aquele que não nos é muito simpático. É muito fácil dizer: “Aquele me incomoda, não quero vê-lo mais”.
O que incomoda não é o outro, senão algo dentro de nós que está de cabeça-para-baixo. Não queremos tolerar nada dos outros, mas queremos que todos tolerem tudo de nós. Não há maior escola que a vida de relação; aquele que nos incomoda é o nosso melhor professor, o que pode nos ensinar se deixarmos, a olhar o que nos incomoda, que nos faz olhar para nós mesmos e analisar os nossos aborrecimentos. Grande professor do qual nos afastamos por nossa incompreensão.
Sim, não há evolução sem ética; e um dos princípios dessa ética deveria ser este: enfrentar esses fantasmas interiores que nos afastam das pessoas que nos incomodam. A adversidade é uma grande mestra; esses incômodos deveriam sê-la também. Quantos projetos e vidas perdidos por aborrecimentos inúteis! Quanta incompreensão! Quanta perda de tempo! Por que o homem não se encontra? O que lhe falta para completar sua figura?
Numa histórica conferência pronunciada em Montevidéu em dez de agosto de quarenta e seis, o pensador argentino González Pecotche afirmava: “Isto sucede com todos; sejam ricos ou pobres, bonitos ou feios. Uns têm o que a os outros falta; e o que para uns falta, outros têm. E a grande questão reside no seguinte; ninguém quer dar ao outro o que tem, porque pretende que o que tem é melhor o que lhe falta e o outro tem. E neste labirinto de comparações de fragmentos humanos é onde encontra-se a maior causas das dissensões, e, por sua vez, de onde parte a equivocada posição de todos os seres, sem exceção , o que se poderia definir com uma só palavra: incompreensão”.
Assim, uma nova ética implicaria uma revolução comportamental, uma equanimidade no juízo dos próprios valores e nos dos demais para ser mais humano, menos pretensioso; saber olhar, saber ouvir, melhor julgar, para poder evoluir.

Publicado em: http://jornaldasilva.blogspot.com/2010/03/logosofia-etica-e-evolucao.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Diário.

Meu Carnaval solitário e quente. Mas que bela piada. Hoje terminam-se minhas férias. Minhas inesquecíveis férias. Solitárias, claro, mas de frente para o mar. Tediosas. Mas nada se compara aos cinco dias que passei na praia. Foi uma das melhores sensações que pude sentir. Foi incrível e lindo *-*. E repito o que já disse aqui: o verão me fez sorrir.
Volto para a minha vida. Não quero ficar esperando nada, porque cada dia que passa me decepciono mais. É tanta falsidade que eu penso que vou explodir. São tantos querendo ser eu que acabam sendo mais 'eu' do que eu mesma.
Eu poderia dizer tanta coisa. Poderia repetir lamentações e derramar lágrimas. Não sei se sou fria de mais ou o que. Talvez eu seja sincera demais, talvez esse seja o meu problema. Não é de minha 'natureza sangrenta' ser assim, dissimulada, falsa. Como se tudo fosse lindo e se todos fossem amigos. Continuo cantando os versos antigos. Eles não fazem sentido. Andei procurando tanto por algo que nem mesmo sei o que era. E essa noite, novamente, me imaginei no abraço que nunca vou receber. Eu queria ser invencível. Queria ser chamada na canção de alguém. E parece que os sonhos continuam trancados em alguma gaveta esquecida. Nunca ousar desistir de tudo o que eu sonhei. Não desistir da luta, porque tudo ficará bem. Mas eu sei que, durante a batalha eles vão me rebaixar.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Follow through, make your dreams come true. Don't give up the fight. You will be alright.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Piano Bar.

O que você me pede eu não posso fazer. Assim você me perde, eu perco você. Como um barco perde o rumo, como uma árvore no outono perde a cor.
O que você não pode, eu não vou te pedir. O que você não quer, eu não quero insistir. Diga a verdade, doa a quem doer. Doe sangue e me dê seu telefone.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar, às vezes fica longe, impossível de encontrar. No táxi que me trouxe até aqui Willie Nelson me dava razão. Na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.
Toda vez que falta luz, toda vez que algo nos falta, invisível nos salta aos olhos, um salto no escuro da piscina.
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo. Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo. Tudo um dia vira luz. Toda vez que falta luz o invisível nos salta aos olhos.
Ontem à noite, a noite tava fria. Tudo queimava, mais nada aquecia. Ela apareceu, parecia tão sozinha. Parecia que era minha aquela solidão.
Engenheiros do Hawaii.

Eu, fã de compositores gaúchos, acho essa música linda, como tantas outras do Humberto e de outros gaúchos. Queria dizer tanta coisa. Aliás, eu tento tanta coisa para dizer. Encontro nas músicas as palavras certas. E até mesmo vejo um futuro me esperando atrás da porta. Tão perto e tão distante. Tudo queima mas nada aquece.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Crescendo e mudando.

É, nós crescemos. E parece que era ontem que estávamos brincando de queimada com as meias de um dos meninos na praça da Igreja, naquelas memoráveis tardes de domingo. Que estávamos na parte mais alta, perguntando 'porque essa noite é diferente de todas as outras noites'. Não tínhamos muitos sonhos, muito menos problemas. Era tudo diversão. E nós levávamos tudo na brincadeira, até quando era para levar à sério.
Agora, crescemos. Ganhamos tons de vozes diferentes. Temos responsabilidades e cobranças que antes não tínhamos. E alguns até mostram talentos/habilidades que eram ocultos na infância. Sei que somos ainda muito bagunceiros. Essa essência estará guardada para sempre, podendo ser usada quando bem entendermos.
Hoje, fazendo parte do 'mundo adulto e jovem' do Caminho Neocatecumenal, pudemos entender muitas coisas. O por quê daquela noite ser diferente. Da oração da manhã no domingo, que todo mundo tem uma história de como ela é maçante. De ouvir umas verdades e ver que está errado, mesmo não querendo ver. De segurar o ímpeto de querermos nós fazer o nosso Caminho, do nosso jeito. De controlar um pouco as palavras, porque sobre a nossa vida, vimos que temos medo de falar. Até temos medo de ler algumas linhas na frente de uma sala que está atenta na gente e sim temos medo de errar. E essa coisa toda de 'eu sou diferente de todo mundo' é papo-furado, porque somos tão diferentes uns dos outros, que acabamos sendo perfeitamente iguais, por mais confuso que isso possa parecer. E até conseguimos chegar em um acordo musical numa 'roda de violeiro', por mais que um goste de sertanejo e outro de rock(aham, apelamos mesmo é para o livro de cantos do Caminho).
E por mais que tenhamos às vezes uma certa distância, por questões meio óbvias, somos uma irmandade. Que às quartas à noite se reuni em nome de Deus. E que depois, quarta-feira sim, quarta-feria não, vai para a frente de um bar (que normalmente está fechado) em uma rua mal iluminada, esperar seus pais. E ali ficamos, só falando bobagem e cantando besteiras. E se descobre cada coisa. E também se fala e canta cada coisa!
Talvez se fosse por própria vontade, não estaríamos ali. Quisera assim, anos atrás, nossos pais. E que sorte temos de passar tantos anos juntos. E crescer juntos, não só de tamanho. Vejo cada dia mais em minha vida o quão importante é estar em uma comunidade. Não, nem tudo são flores. Às vezes é beem mais espinhos.
Não só dos meus amigos de catecumenato vejo mudança. As atitudes vão mudando, os gostos... Surgem brigas e confrontos, que, infelizmente, sempre acabam sem vencedor. E até os assuntos mudam. Não é a quantidade de anos de uma pessoa que determina o nível de maturidade que tem. Muito menos quantas vezes se depila por mês. Bem menos ainda, quantos já beijou.

O único porém é que eu não tenho nenhuma foto no computador em que estamos todos juntos, infelizmente.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Todos os momentos dependem das pessoas com quem você os divide.