quinta-feira, 28 de abril de 2011
Às vezes dá preguiça de escrever
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Os mistérios de 1º de abril.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Backup
Tenho há três anos um computador surrado, dotado de um esturricado HD de 80gb. Ao longo desse tempo, fui baixando discos, criando músicas, fazendo inúmeras coisas até que o espaço acabou, me obrigando a fazer um backup. Por “backup” entenda-se salvar em outro lugar os arquivos que a gente não precisa mais, mas não tem coragem de deletar pra sempre. E foi aí que percebi: eu nunca fui um cara daqueles que fica pensando durante horas o que escrever. É muito mais a minha cara sentar a mão nas teclas de forma afobada e desordenada, no melhor estilo Chico Xavier. Quem acompanha meu empoeirado blog sabe muito bem disso. Eu gosto de escrever sem pensar, para refletir depois, quando já estiver publicado. Já cansei de vasculhar os arquivos antigos e, por meio dos meus textos, revisar cada segundo de um passado que eu poderia ter esquecido. Minha mente se preocupa com cada vez mais coisas, e eu preciso de um backup. Por isso vejo na escrita a solução. Ela é meu backup. É como se eu tirasse da cabeça um momento, uma história, assim abrindo espaço para muitos outros momentos, mais intensos e melhores do que os antigos. E, se minhas sinapses falharem algum dia, lá estarão meus relatos para refrescar minha memória. Portando, se algum dia você perceber que sua cabeça está cheia de histórias, dilemas, problemas a serem resolvidos, talvez seja a hora de você fazer o seu backup, ou melhor, escrever um pouco, para descarregar um pouco disso tudo. E se for uma história triste, sempre teremos a opção de mandar tudo pra lixeira.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Arquivos
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Futuridade.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O alcoolismo e a adolescência.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
As coisas
Existem coisas de se ter. Outras pra comprar. Outras pra pegar emprestado, às vezes. Umas a gente joga fora, outras a gente finge que não tem. Tem até gente que rouba coisas. Tem coisas que são perenes, que serão sempre iguais. Outras são frágeis como o cristal, ou como o papel. A gente pode ter um monte de coisas, mas sempre estamos atrás de algo pra comprar. Solenemente ignoramos as
pessoas cujas coisas podemos pegar emprestado, às vezes. Aí essas coisas que a gente compra, a gente joga fora, ou o tempo se encarrega de transformá-las em coisas que a gente tem vergonha de ter. Jogamos fora.
Tenho feito uma coleção de coisas. Uma prateleira linda, pairando sobre a minha cabeça. Sentado na cama, com o computador no colo, me contorço e olho pra cima. Lá estão. As coisas. Pela janela entra um vento forte, pra lembrar da chuva que caiu pela tarde, quando eu ainda estava a mil quilômetros daqui. Sorrio. Com dentes e tudo, só de lembrar de todas essas coisas. Quem me conhece sabe o quão difícil é me fazer mostrá-los. Meus lábios são o músculo mais forte que eu tenho. Só pode ser. São como pesadas cortinas de um grande teatro.
Meus atores são muito envergonhados.
Se não fosse meu medo de altura, eu caminharia até a ponta da tua prateleira pra te ver dormir.
O computador suga minha convicção até a última gota. Dormirei.
Ser imaginário. Meio que uma combinação de todas as coisas.
Lucas Silveira, sempre com a razão.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Conectar, Navegar, Transformar. PARTE I
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Sua chance de falar.
Não sei se peço a chuva para molhar meu corpo e assim eu reproduzir qualquer cena dramática que se encerre com um beijo, ou se quero mais é que o Sol se expanda e eu tenha direito a um desejo, bem que você podia me ajudar. Afinal, tento te esquecer por que eu preciso ou por que você me pediu? Canto sozinha todas as músicas e esqueço a melodia, não dá pra perceber que eu perco o ritmo sem o teu embalo? Só de lembrar em te esquecer, lembro o quanto te quero pra mim. Cresci na ilusão de que querer e poder, e agora, quem vai bater na minha cara e dizer que a vida não é assim?
E eu não rio, porque não tem graça, mas não demora e o tempo passa, um dia chamarei tudo isso de velhas lembranças. O problema é que agora é tão novo, é tão eu, é tão minha vida, é tão sem saída. Todas as portas estão trancadas e eu fico sem opção, posso correr para qualquer lado até ficar tonta e embaçar minha visão. O último tango quero dançar com você, em passos fortes equilibrados com seus movimentos, o último espanto quero ter com você, me surpreenda falando que se esquivocou, o último tem que se você, porque depois de ti, não há nada.
Ainda temos tempo para nos salvar, o tempo que nunca soubemos utilizar. Já recontei todas as histórias nesse meio vão da rua afora, e se for pra ti alguma coisa, que seja reescrever. Ou eu sumo desde o início, ou aceites que é meu vício.
Esquecestes as mentiras debaixo do travesseiro, continuo dormindo ao lado delas.
Texto retirado de: Reflexões de dona Dih.
sábado, 3 de julho de 2010
Não ouse desistir de tudo que você sonhou, Maria Olívia.
Eu sei que vou te abraçar e dizer que eu sofri estando em todo lugar, mas sem você aqui. Mas não vou poder explicar que todo esse tempo longe só me fez te querer mais.
Desse lugar a gente pode enxergar a mais distante das estrelas. Nesse lugar ninguém jamais vai nos achar o que eu queria era ficar pra sempre aqui.
Lucas Silveira.
Continuo hesitando e decorando textos que nunca direi. Não têm me levado a nada, mas não achei saída melhor. Continuar na mesma me dá medo. Tenho medo de sempre continuar na mesma.
Aceito doações e sujestões.
Continuo com os meus projetos inacabados, que ficarão parados por mais um ano, esperando, esperando. Continuo com os meus amores não-declarados e os textos por escrever. Ainda estou com a roupa e a maquiagem da festa de ontem, com os pés doendo, mas ainda insistindo em passar os acontecimentos na minha mente; revivendo. Continuo esperando, com mais anciedade a cada dia que passa, pela minha vez, a minha vez. Continuo passando horas acordada, lutando contra o sono, para pensar em todos os textos que te direi. Para conseguir tem que sonhar, lutar, esperar. Feliz de quem o faz com sabedoria. Continuo no mesmo lugar, esperando, esperando, esperando...
Sem idéia. Sem tempo. Agitada. Com festa. Querendo isso cada vez mais. É assim que eu me encontro.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ficam aqui, os meus sinceros parabéns para Thaís Bello, Ana Laura Messias e Maria Carolina de Mello e a certeza que vocês continuarão sendo tão especiais para mim, terão muitas alegrias e que ainda comemoraremos muitas conquistas. Agradeço à Deus por ter colocado vocês na minha vida.
Sobre o texto: quem acredita sempre alcança!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Janela.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
"Clube da Luta"
Sim meus caros, a vida é um clube da luta. Em perfeita sintonia com o filme (para quem nunca assistiu, assista) estamos sempre comparando, humilhando, fofocando, falando mal, debochando, querendo ser algo que não somos em função de padrões e vidas pré estabelecidas. Não que você ou eu façamos parte desse grupo mas já parou pra pensar em quantas pessoas ao seu redor agem dessa maneira?
Pois é, reflita, as vezes você se deixa influenciar sem querer, não que você seja ruim, um comentário aqui e ali não faz mal a ninguém, mas tem gente podre, apodrecendo, simplesmente se matando ...
"Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."
Tyler Durden - Clube da Luta
Texto por: Isadora Ijano.
Achei bem legal o texto e concordo plenamente. Estou cheia de provas e trabalhos, sem muito tempo para postar, desculpa.
domingo, 16 de maio de 2010
O conto do envelope branco - PARTE |
Amélia sempre inventa coisas com que se preocupar e desta vez fica o tempo todo pensando em envelopes brancos contendo cartas endereçadas à ela. O conteúdo dessas cartas variam, já que não é uma única carta em envelopes brancos e sim mais de uma carta em envelopes brancos. Às vezes ela não sabe muito bem como explicar o paradeiro dessas cartas. Quem as mandaram?Sobre o quê são? O que de fato querem? O que ela vai responder? Será que são todas suas?
Nem todas as cartas contêm remetentes. Nem todas as cartas contêm um tema definido, algumas são completamente em branco: só o envelope, uma folha e uma caneta, para que ela escreva a carta. Nem todas as cartas ela consegue entender. Às vezes à carta contêm uma proposta tão confusa e definitiva que ela não sabe como e o quê responder. São poucas as cartas que Amélia gosta de receber (afinal, quem é que gosta de receber contas para pagar?).
Entretanto, há uma carta, uma ÚNICA carta que Amélia espera há muito tempo. Todos os dias quando chegam as correspondências, Amélia vai correndo procurar a sua carta, que até agora não chegou. É muito tempo mesmo de espera. Mas ela não se importa. Ela não se importa porque sabe que, mais dia menos dia, essa carta há de chegar. E vai chegar do jeito que ela sempre esperou: um papel impresso em um lindo envelope branco, com o remetente (que ela já sabe qual é) e seu nome no destinatário. E ela têm certeza que o assunto da carta é aquele que ela sempre esperou. É aquela carta.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A carta que Amélia sempre esperou talvez não exista. Talvez seja só outro sonho. Talvez outra pessoa receba essa carta em seu lugar.
*Amélia é um pseudônimo; a história é em primeira pessoa do singular = eu. Neste caso, foi mais legal escrever usando um pseudônimo.
Em breve, o desfecho da história.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Princesa Mia Para Sempre.
Eu não vou contar a história toda desenvolvida no livro.
Depois de muuuuuuuuitas reflexões e muuuitos e muitos surtos psicótico, Mia entende o porquê das coisas, tipo o porquê de TUDO.
Ela percebeu quer ser princesa não era assim tão ruim quanto ela pensou que fosse e ser princesa nem acabou com a vida dela... Pelo contrário, é o oposto.
Ela realmente aprendeu muitas coisas com os quatro anos de aulas de princesa, bem mais que saber qual talher usar. Aprendeu a ser ela mesma, com seus defeitos e qualidades. Aprendeu que à medida que envelhecemos perdemos coisas que achamos que nunca perderíamos, coisas importantes, como amigos, que talvez não fossem tão bons quanto a gente achava que fosse, mas que os amigos de verdade sempre estarão perto da gente - "porque amgios são mais preciosos que todas as tiaras do mundo". Existem coisas que todos - da realeza ou não - querem perder, como a escola, "todo mundo deveria estar pronto para perder a escola". "Existem coisas que a gente pensava que queria perder, mas não perdeu... e depois fica feliz por não ter perdido."
Apesar de às vezes achar 'um saco' ser princesa, Amelia Thermopolis Renaldo, princesa da Genovia, busca maneiras de aproveitar isso para ajudar os outros e transformar o mundo em um lugar melhor. Mia será princesa pelo resto da vida e está feliz por isso.
Delcaração de amor: te amo, princesa. Tu és exatamente igual à mim, com problemas bem semelhantes, neurótica, com surtos psicóticos, faz "tempestade em copo d'água', dramática, e compartilha o gosto pela leitura e pela escrita, entre outros. Só que ela é princesa, eu não.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu também quero um final feliz! E quero ser princesa também!
Que pena que acabou :(
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Faça todo dia uma coisa que lhe dá medo.
Inspirador. Motivador. Bonito. Profundo. Genial. Bom dia.
terça-feira, 23 de março de 2010
Hino à caridade.
Está escrito na Bíblia, Primeira Epístola aos Coríntios 13, 1-13.
domingo, 21 de março de 2010
Ética e evolução.
E tem, desde o instante sublime do nascimento para esse pequeno mundo chamado Terra, a grande oportunidade de completar-se, de aperfeiçoar-se. E nesta ventura grandiosa, nesta epopéia magistral na qual poderia transformar a própria existência, tem a ilimitada possibilidade de aprendizado na convivência com seus semelhantes; primeiramente com seus pais e irmãos, depois com os amigos da infância e da adolescência, a família, os filhos, os colegas de trabalho, a sociedade. Há tanto que aprender com os outros, e um pouquinho para ensinar também. Dar muito de si e não esperar nada dos outros; talvez seja essa uma fórmula de felicidade, de sabedoria. Podemos aprender com todos, mesmo com aquele que não nos é muito simpático. É muito fácil dizer: “Aquele me incomoda, não quero vê-lo mais”.
O que incomoda não é o outro, senão algo dentro de nós que está de cabeça-para-baixo. Não queremos tolerar nada dos outros, mas queremos que todos tolerem tudo de nós. Não há maior escola que a vida de relação; aquele que nos incomoda é o nosso melhor professor, o que pode nos ensinar se deixarmos, a olhar o que nos incomoda, que nos faz olhar para nós mesmos e analisar os nossos aborrecimentos. Grande professor do qual nos afastamos por nossa incompreensão.
Sim, não há evolução sem ética; e um dos princípios dessa ética deveria ser este: enfrentar esses fantasmas interiores que nos afastam das pessoas que nos incomodam. A adversidade é uma grande mestra; esses incômodos deveriam sê-la também. Quantos projetos e vidas perdidos por aborrecimentos inúteis! Quanta incompreensão! Quanta perda de tempo! Por que o homem não se encontra? O que lhe falta para completar sua figura?
Numa histórica conferência pronunciada em Montevidéu em dez de agosto de quarenta e seis, o pensador argentino González Pecotche afirmava: “Isto sucede com todos; sejam ricos ou pobres, bonitos ou feios. Uns têm o que a os outros falta; e o que para uns falta, outros têm. E a grande questão reside no seguinte; ninguém quer dar ao outro o que tem, porque pretende que o que tem é melhor o que lhe falta e o outro tem. E neste labirinto de comparações de fragmentos humanos é onde encontra-se a maior causas das dissensões, e, por sua vez, de onde parte a equivocada posição de todos os seres, sem exceção , o que se poderia definir com uma só palavra: incompreensão”.
Assim, uma nova ética implicaria uma revolução comportamental, uma equanimidade no juízo dos próprios valores e nos dos demais para ser mais humano, menos pretensioso; saber olhar, saber ouvir, melhor julgar, para poder evoluir.
Publicado em: http://jornaldasilva.blogspot.com/2010/03/logosofia-etica-e-evolucao.html
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Diário.
Volto para a minha vida. Não quero ficar esperando nada, porque cada dia que passa me decepciono mais. É tanta falsidade que eu penso que vou explodir. São tantos querendo ser eu que acabam sendo mais 'eu' do que eu mesma.
Eu poderia dizer tanta coisa. Poderia repetir lamentações e derramar lágrimas. Não sei se sou fria de mais ou o que. Talvez eu seja sincera demais, talvez esse seja o meu problema. Não é de minha 'natureza sangrenta' ser assim, dissimulada, falsa. Como se tudo fosse lindo e se todos fossem amigos. Continuo cantando os versos antigos. Eles não fazem sentido. Andei procurando tanto por algo que nem mesmo sei o que era. E essa noite, novamente, me imaginei no abraço que nunca vou receber. Eu queria ser invencível. Queria ser chamada na canção de alguém. E parece que os sonhos continuam trancados em alguma gaveta esquecida. Nunca ousar desistir de tudo o que eu sonhei. Não desistir da luta, porque tudo ficará bem. Mas eu sei que, durante a batalha eles vão me rebaixar.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Follow through, make your dreams come true. Don't give up the fight. You will be alright.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Piano Bar.
O que você não pode, eu não vou te pedir. O que você não quer, eu não quero insistir. Diga a verdade, doa a quem doer. Doe sangue e me dê seu telefone.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar, às vezes fica longe, impossível de encontrar. No táxi que me trouxe até aqui Willie Nelson me dava razão. Na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.
Toda vez que falta luz, toda vez que algo nos falta, invisível nos salta aos olhos, um salto no escuro da piscina.
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo. Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo. Tudo um dia vira luz. Toda vez que falta luz o invisível nos salta aos olhos.
Ontem à noite, a noite tava fria. Tudo queimava, mais nada aquecia. Ela apareceu, parecia tão sozinha. Parecia que era minha aquela solidão.
Engenheiros do Hawaii.
Eu, fã de compositores gaúchos, acho essa música linda, como tantas outras do Humberto e de outros gaúchos. Queria dizer tanta coisa. Aliás, eu tento tanta coisa para dizer. Encontro nas músicas as palavras certas. E até mesmo vejo um futuro me esperando atrás da porta. Tão perto e tão distante. Tudo queima mas nada aquece.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Crescendo e mudando.
Agora, crescemos. Ganhamos tons de vozes diferentes. Temos responsabilidades e cobranças que antes não tínhamos. E alguns até mostram talentos/habilidades que eram ocultos na infância. Sei que somos ainda muito bagunceiros. Essa essência estará guardada para sempre, podendo ser usada quando bem entendermos.
Hoje, fazendo parte do 'mundo adulto e jovem' do Caminho Neocatecumenal, pudemos entender muitas coisas. O por quê daquela noite ser diferente. Da oração da manhã no domingo, que todo mundo tem uma história de como ela é maçante. De ouvir umas verdades e ver que está errado, mesmo não querendo ver. De segurar o ímpeto de querermos nós fazer o nosso Caminho, do nosso jeito. De controlar um pouco as palavras, porque sobre a nossa vida, vimos que temos medo de falar. Até temos medo de ler algumas linhas na frente de uma sala que está atenta na gente e sim temos medo de errar. E essa coisa toda de 'eu sou diferente de todo mundo' é papo-furado, porque somos tão diferentes uns dos outros, que acabamos sendo perfeitamente iguais, por mais confuso que isso possa parecer. E até conseguimos chegar em um acordo musical numa 'roda de violeiro', por mais que um goste de sertanejo e outro de rock(aham, apelamos mesmo é para o livro de cantos do Caminho).
E por mais que tenhamos às vezes uma certa distância, por questões meio óbvias, somos uma irmandade. Que às quartas à noite se reuni em nome de Deus. E que depois, quarta-feira sim, quarta-feria não, vai para a frente de um bar (que normalmente está fechado) em uma rua mal iluminada, esperar seus pais. E ali ficamos, só falando bobagem e cantando besteiras. E se descobre cada coisa. E também se fala e canta cada coisa!
Talvez se fosse por própria vontade, não estaríamos ali. Quisera assim, anos atrás, nossos pais. E que sorte temos de passar tantos anos juntos. E crescer juntos, não só de tamanho. Vejo cada dia mais em minha vida o quão importante é estar em uma comunidade. Não, nem tudo são flores. Às vezes é beem mais espinhos.
Não só dos meus amigos de catecumenato vejo mudança. As atitudes vão mudando, os gostos... Surgem brigas e confrontos, que, infelizmente, sempre acabam sem vencedor. E até os assuntos mudam. Não é a quantidade de anos de uma pessoa que determina o nível de maturidade que tem. Muito menos quantas vezes se depila por mês. Bem menos ainda, quantos já beijou.
O único porém é que eu não tenho nenhuma foto no computador em que estamos todos juntos, infelizmente.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Todos os momentos dependem das pessoas com quem você os divide.
