BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS
Mostrando postagens com marcador histórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador histórias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Contos de uma noite de Natal.

Era véspera de natal quando Marieta passava pela rua 15 para ver a linda decoração da cidade. Estava tudo iluminado por lindas luzes brancas e coloridas; havia papais noeis por toda parte. Sem o menor espírito para festejos natalinos, Marieta se sentou em um banco da praça para admirar a noite estrelada.
Ninguém sabe, ao certo, informar exatamente seu estado psicológico; ela aparentava um misto de solidão e angústia. Estava impecavelmente vestida como se fosse a uma festa. As pessoas que passavam alegres e cantarolando antigas canções sequer reparavam na jovem no banco sozinha e pensativa. A hora foi passando e cada batida do relógio no alto da igreja trazia-lhe mais temor. Aos poucos, as pessoas se recolheram em suas casas para a grande ceia. Marieta levantou-se infeliz. Atrás de cada janela iluminada, podia ouvir vozes alegres e altas, indicando grandes reuniões familiares.
O motivo principal de sua dor fora ter descoberto que estava sendo enganada pelo namorado. Nada a consolava. Ele fora seu sonho mais íntimo e sua conquista mais valiosa, porém abandonou-a às vésperas de completarem dois anos de namoro e fora se juntar a outra mulher. Tal acontecimento pegou-a desprevenida e deixou-a em estado de choque. Não conseguia chorar, nem brigar e xingar. A dor atingira a parte mais funda de todo seu ser.
Apesar de relutar com seus próprios passos, chegou em casa para a reunião festiva de sua família. Quando a viram, cochicharam e apontaram; por um momento, pensou em voltar para aquele banco na praça. Sentou-se no canto mais afastado da sala e comeu silenciosamente. Nem mesmo seu lindo presente fez dizer-lhe mais que "obrigada". Mas, ao contrário do que pensara, não estava sozinha nessa: quando o relógio marcou meia-noite recebeu o seguinte torpedo:

"Não haverá motivo mais indigno de tuas lágrimas quanto àquele que te recusaras. Olhai as flores enfeitadas e o céu estrelado: ainda assim te entristesces? Ora, não afugentes teu lindo riso, há alguém que quer vê-lo mais vezes.
Nada nunca será gradioso o suficiente para tornar injusta a tua alegria.
Feliz Natal
Seu melhor amigo

PS: te amo "

Ao ler essas belas palavras, saiu de sua casa ao encontro de Damião para dizer-lhe pessoalmente o quanto aquilo lhe animara. Nenhuma outra vez escutara palavras tão lindas quanto aquelas. Assim se iniciou mais um romance.
E foi assim que Marieta passou esse Natal: com toda a alegria que poderia ter encontrado.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Existem guerras que ninguém ganha.

Era tudo tão surreal. Envolta em sentimentos, não via nada a meu redor. E o que dizer, pois, aos que esperam que eu diga alguma coisa? Existem coisas que não são de se falar. Tão arriscado quanto um mergulho em alto mar sem bomba de oxigênio, é aventurar-se. Felizes vós que sois salvo, pois são raros.

Isso me lembra uma história. Eram três, os infelizes. Um triângulo amoroso não declarado, para ser mais exata. Um homem e duas mulheres disputando-o. Na verdade deveriam ter uma meia dúzia disputando-o secretamente, mas elas não contam nessa história. Ele era ainda menino mas maduro para idade, fazia o tipo galanteador e o que mais encantava nele era seu sorriso e sua voz - um semi Deus grego. A primeira mulher era excessivamente baixa e magra, chegava a ser nojenta, desprezava todo mundo e quando queria alguma coisa, gritava. A segunda mulher entrou de penetra nessa história; era leviana, fútil, bonita e de poucos amigos; guardava a paixão ardente consigo e apenas aguardava a oportunidade para atacar.
A primeira mulher teve sua oportunidade, mas negou-a. Os motivos nunca foram totalmente esclarecidos e há quem diga que agora ela se arrepende. Ao contrário da primeira, a outra ainda espera ser reconhecida e ter sua chance. Nosso galã, aparentemente despreocupado com a briguinha não declarada entra as duas, depois de muito perder, agora espera ter um amor de verdade.
Nesse disse-não-disse o menino escolhe outra, uma terceira. De propósito ou não, só se sabe as duas mulheres abaixaram a cabeça e foram procurar por novas aventuras e o saldo dessa briga foi a perda de amizades e corações partidos.

E nós, seremos abençoados pela graça da vitória ou acabaremos tomando o rumo comum? Só nos resta viver para ver o que acontece e fazer de tudo para termos um final feliz.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Chuva de idéias.

Estávamos nós, na beira da estrada, esperando algum sinal de vida humana para nos ajudar. Não que estivéssemos perdidos... Fomos fazer um comício político no meio de uma floresta, afinal todos votam. Mas já era tarde e tínhamos perdido o último ônibus e o jeito seria voltar à pé mesmo.
Caminhamos por uns vinte minutos carregando bandeiras, panfletos, placas e auto falantes. Instruídos pelos gentis moradores, voltaríamos por outro caminho, mas culto e mais civilizado. Encontramos um parque ainda aberto e como estávamos com fome, pedimos uma macarronada.
Depois de algumas voltas pelo parque, com direito à montanha russa e tudo o mais, retomamos a caminhada. Após mais trinta minutos, chegamos na cidade e para nossa surpresa a cidade estava inundada! A enchente pre-ci-sa-va passar, pois no dia seguinte seria minha formatura!
No meio dessa confusão de não saber o que fazer, um sinal vital: o despertador toca, pontualmente às 6 da manhã, indicando que eu precisava ir para a escola. Quando eu acendi a luz do meu quarto, encontrei uma bandeira, uns panfletos do partido, uma roupa molhada e um ingresso de um parque desconhecido. Então isso aconteceu de verdade? Não, ainda não, pois o comício seria hoje e o parque e a formatura também! Ai meu Deus, socorro!

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Só me vem um pensamento: não ouse desistir de tudo que você sonhou.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Conto de uma sexta-feira 13.

Estava lá eu, no fim de uma avenida que logo adiante se dividia em duas, direita e esquerda. Eu nunca tinha passado por ali e elestava entrando em desespero. Estava sozinha e era noite de sexta-feira 13. Não que alguma vez eu tenha acreditado nessas supertições, é só mais um dia, nada demais. Precisava de ajuda, não tinha ninguém; o celular mal servia para iluminar os caminhos. Sentei no meio-fio, esperando um Espírito Santo salvador.
Não sei por quanto tempo fiquei lá, matutando, queimando miolos e não achando solução. Até que aparece alguém: um homem, o rosto manchado de sangue, trajando trapos de cor escuras, descalço. Me olhou, a expressão à princípo incrédula, afinal, o que uma garota estava fazendo no meio da estrada em uma madrugada fria?
- O que faz aqui, minha jovem ?
- Estou pensando em qual caminho tomar, me perdi e quero voltar para casa. O senhor sabe para onde essas estradas vão?
- Sei e posso ajudá-la, se quiser.
- É claro que eu quero, estou agoniada de ficar aqui.
E fomos pelo caminho da esquerda; o homem me pareceu realmente saber para onde estava indo, só estranhei ele não ter perguntado onde eu morava, eu não o conhecia, mas parecia que ele sim. Durante o caminho escuro ele me interrogava, sobre tudo. Gentil da parte dele; eu estava com medo, mas tentava à todo custo disfarçar.
Seguíamos por uma estreita estrada de terra, que levava à algum lugar - algum atalho, eu pensava. O caminho levou-nos à uma mansão escura, abandonada e empoeirada. Eu não queria entrar mas ele meio que me fazia caminhar ao seu lado, eu não conseguia seguir por outro caminho.
- Bom, Marô, já está muito tarde e não deveríamos andar sozinhos por essas estradas à essa hora. Vamos ficar aqui, dormir e amanhã seguiremos viagem.
- Eu não vou entrar aí, eu quero a minha casa! Esse lugar no mínimo é mal assombrado. Vamos, vamos, acho que logo chegaremos lá...
- Você não acha nada. Entre e não discuta, confie em mim.
Hesitei um minuto, mas entrei. Era escura, sinuosa, empoeirada, sombria. Não havia energia, apenas alguns castiçais apagados para os quais só haviam as velas sem fósforo. Meu "amigo" entrou logo após, fechou a porta, tirou um isqueiro do bolso e acendeu algumas velas.
- Porque você me trouxe até aqui? Álias, você me conhece? Como você sabe o meu nome? Porque trouxe isqueiro e comida?
- É melhor você ver com os seus próprios olhos...
Lentamente, ele despiu a máscara, mostrando-me um rosto perfeito que há muito cconhecia e admirava. Por baixo dos trapos que usava, mostrou-me uma elegante roupa de baile. Me deu uma rosa e riu. Me pegou nos seus braços e no instante seguinte uma música começou a tocar e dançamos... espera, eu conheço essa música! E é simplismente a música mais bonita do universo, a minha música preferida *-*. Ele cantava junto, com sua voz de anjo.
- Sabe, Maria Olívia, você é mesmo uma idiota. Não negue que achou que eu seria mais um aproveitador de meninas inocentes e eu também sei, há muito, que você é completamente apaixonada por mim, mas incapaz de admitir. Você é uma boba mesmo, acreiditou que eu não gostava de você. Você entendeu tudo errado então tive que apelar. Olha só, a gente preciso vir parar para entendermos que pertencemos um ao outro. - e me mostrou mais uma vez seu sorriso perfeito.
Bom, depois disso acho que não preciso mais contar nada...

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Como disse @estebantavares: a única pessoa que sempre volta é o Jason.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quem não sabe contar histórias acaba contando a própria história.

Eu não sei de histórias bonitas para contar, além daquela em que me imagino toda noite. Da onde me vem inspiração? Do subconsciente, me chamando toda hora. É tudo imaginário, é tudo real. Me perco em pensamentos, daí dá no que dá. A gente não precisa saber para sentir. Existe algo bem forte acontecendo dentro de mim, que ninguém vê ou sente, além de mim. Coisa da minha cabeça, de novo.
É isso que acontece quando gente acredita demais no coração: se dá mal. Tem coisas que não são feitas para nós, que não é para ser e ponto, não adianta discutir. Mas a gente vai lá e discute, só pra ver o que ganha e não percebe que só tem mais a perder. O coração não entende a razão. Sou tão racional que me assusto.
Talvez eu também tenha a síndrome da atenção flutuante, que escuta e vê o que lhe interessa. Uma coisa bem mesquinha, diga-se de passagem. Existem coisas tão legais de se devanear tipo a roupa, a maquiagem e o sapato que vou usar no sábado nos 15 da Ana, mas eu insisto em só pensar em garotos, amor e política. É claro que me leva à alguma coisa que eu preferia não ter ficado pensando. Olha só, eu sempre vou embora só.
Existem coisas tão ridículas acontecendo que eu acabo cantando Smile não por querer, mas por petulância. Tantas coisas mudando, sentimentos, pessoas, lugares e eu aqui vendo a vida passar. Faço parte do mundo mudando, não vejo saída, apenas mais confusão na minha história. Pego um início e um final, tentando me encontrar no meio, não é tarefa fácil. Sempre me falta alguma coisa. Sempre me falta alguém. Cansei de ir embora só. Não cansei de mim, nem do amor. Só estou tentando entender e contar, para ver se penso com mais coerência; tentando enganar, tentando viver o sonhos das noites de insônia. Tentando nos achar. Nenhuma história sobrevive muito tempo sem personagens principais.
Ah, eu queria coisas tão pequenas...

Gente, super recomendo o blog do meu amigo Guilherme Pagan, que escreve muito bem, numa linguagem perfeita e fácil, sigam-o. http://guipagan.wordpress.com/

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Conto da gladiadora romana com seu exército vestindo vermelho e usando armas de bronze numa batalha épica no Coliseu em Roma.

Faz calor em São José do Rio Pardo toda noite. Cá estou-me, em outra noite de um inverno que ainda não chegou ao norte do estado de São Paulo, em frente a um computador obsoleto escutando músicas, pensando na vida e escrevendo histórias em um blog.
Ontem à noite eu estava sem sono e demorei para dormir. Estava deitada na cama, com os fones de ouvido e olhando para o teto e imaginando, imaginando... Facilmente sou envolvida por devaneios aleatórios, alucinações noturnas. Ontem, especificamente, estava refazendo os passos da minha revanche. Eu não sei de onde me vem essa força, que me dá coragem e segurança, porque sim, eu tenho medo de me foder com essa 'revanche'.
Armas em punho, textos decorados, exercito em alerta... Mas o inimigo ainda não chegou. Eu sei que ele vem e nós vamos travar uma batalha épica. Sei, sei, sei de nada. Eu não sei de nada. Eu só acho que sei e ainda faço os outros acreditarem que eu sei.
Chamei todo mundo pra me ver vencer. Só faltaram aquelas arquibancadas romanas iguais as do Coliseu. Me senti como uma gladiadora romana com seu exército vestindo vermelho e armas de bronze na Idade Média. Sempre entro no ringue de cabeça erguida porque acho que sempre vou vencer. Aquele lance de 'perdedores não demonstram sinais de descontentamento com a derrota e vencedores não se gabam da vitória' pode ser totalmente verdade. Confiança em si mesmo é bom. Tinha cerca de 700 guerreiros e guerreiras atrás de mim, me encorajando e me dando cobertura caso acontecesse algo não planejado. Ninguém vence nenhuma batalha ou a guerra sozinho.
Mas o inimigo não chegava. Estava atrasado - e muito. Ninguém em sã consciência desiste de ir à uma batalha de última hora porque vai parecer totalmente fracassado e com medo. Meu inimigo aparentava ser assim. Eu não sabia com quantos ele viria nem que tipos de armas usaria. Segredos de gladiadores. Meu inimigo deixa tudo para o momento da guerra e eu nunca conseguia descobrir nada por antecipação. Desgraçado.
Já estava ficando agoniada e o que diria para todas as pessoas que vieram me ver vencer. Não, meu inimigo não podia ser tão cruel assim. Ser abandonada no ringue seria muito mais humilhante do que uma derrota. Olhava por todos os lados, esperando vê-lo em algum lugar; em vão. Eu nunca soube que forma ele tinha, se era alto ou baixo, loiro ou moreno. Eu não sabia, ou não lembrava. O que eu faço agora? Parece que ele não vem mesmo.
Já acordei há muito tempo e agora tenho plena consciência de que o inimigo não vem. Na verdade ele nunca virá. Porque ele tem medo da minha fortaleza? Não. Porque ele nunca existiu. Foi mais um fantasma que eu criei. Foi mais uma aventura que eu nunca vivi. Bom, sou criativa, pelo menos.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu sou um perigo para mim mesma.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

The rise and fall of me and Single Book.

Até então eu era uma garota comum. Todas as manhãs ia à pé para a escola, tinha aula de violão e inglês à tarde e gostava de passar meu tempo livre no computador. Não tinha muitos amigos e não era popular.
O que eu escondia de todos era que tinha uma banda de rock. Eu e mais 3 amigos formávamos a Single Book. Cantávamos para nós mesmos, no quartinho dos fundos da casa de uma integrante da banda, todas as quartas e domingos. Nunca tínhamos feito um show até que na minha formatura da 8ª série propus à diretora da escola que contratasse a banda Single Book, porque era uma banda boa, que o pessoal gostava... Mas não falei que eu fazia parte da banda. E confiando na minha sugestão, contratou a banda.
A formatura chegou e o show foi um sucesso. Todos gostaram. E a partir daí a Single Book começou uma rápida ascensão
Fizemos muito sucesso. Ganhamos muitos prêmios. Tocamos em vários lugares do Brasil, de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Era inacreditável. Tínhamos pouco mais de 16 anos e deixamos tudo de lado pela música: estudo, família e amigos. Era loucura. Fomos contratados por uma grande gravadora e conhecemos músicos que adorávamos.
Até que em um dos nossos vários shows, conheci o Miguel, novo integrante da equipe de segurança. Ele era lindo. Alto, musculoso, rosto perfeito e simpático. Senti o coração pulsar forte. Nunca tinha sentido aquilo por garoto nenhum. Depois de algum tempo começamos a namorar.
Ele era perfeito. O único problema foi ele ter roubado todo o dinheiro que eu consegui com a banda e sumir no mundo. Ele me deu um golpe. Levou tudo que eu tinha e também o meu coração. Descobri depois que o nome dele nem era Miguel, ele mentiu para mim em tudo, até sobre o próprio nome. E eu, muito boba, fui me apaixonar. E fiquei cega. Será que cheguei realmente ao cúmulo de me deixar levar por um cara que eu nem sabia quem realmente era? Parece que sim.
A banda continuou mas depois que este episódio do golpe que foi parar na mídia e na boca do povo (ele roubou todos, não só a mim), ninguém mais queria ver um show nosso. A gravadora nos mandou de volta à nossa cidade no interior, sem nenhum centavo no bolso, só o disco que tínhamos praticamente acabado de gravar, a nossa amizade e uma dor profunda no.
Fizeram piadinhas no Orkut e riram da gente. Fomos humilhados pelas pessoas que nós considerávamos como amigos. Até mesmo meus pais tiveram dificuldade para aceitar essa história. Tive que ir trabalhar numa lanchonete que não me pagava nem metade de um salário mínimo. Foi a pior coisa que poderia me acontecer. Eu me sentia péssima, a última pessoa no mundo. Com o sonho destruído. Rejeitada. Sem nada. Sem a minha vida. Só com aquele buraco no meu coração, que se enche de dor e tristeza toda vez que eu respiro.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
- Cuidado em quem você vai confiar
- Amor à primeira vista: sempre duvidei.