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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O tempo passou e não desisti de estar aqui.

Tem uma frase, que gosto muito, de "Lua Nova", que diz: "O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível  Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa." Há pouco relia meu arquivo de textos do blog. Relembrei cada motivo que me fez escrever tantas vezes. Relembrei do meu passado de glórias e de algumas tristezas. Vejo que nesse tempo em que escrevo aqui eu pude me conhecer melhor porque quando escolho uma palavra ou uma expressão para colocar no texto consigo escrever exatamente aquilo que se passa na minha mente mas não é dito. Meu Teorias Dinâmicas é meu maior aliado na luta que travo contra mim mesma, pois não há nada pior que perder para si mesma.
É incrível que nos meus textos posso encontrar conselhos que não dei pra mim; quantas vezes disse coisas boas que depois esqueci de usar para mim. Não digo burra, mas tenho mente fechada. Já deixei de contar as vezes que me dei mal porque esqueci o que disse pra mim mesma: enquanto você chora, a vida acontece. E tem umas coisas que a gente não pode esquecer nunca, porque depois faz falta. Tem coisas que se você não colocar na cabeça por bem, a vida te ensina por mal.
Esse ano estive um pouco mais ausente. Acho que dá pra ter uma ideia quando você lê os textos desse ano. Acontece que pude encontrar respostas para muitas das minhas dúvidas durante esse ano que já está terminando. Uma fase nova começou pra mim e por isso tive que estar mais atenta, estudar mais, amar mais, viver mais. Porém, nunca me passou pela cabeça desistir, porque quando a gente desiste de uma coisa que gosta, estamos desistindo de lutar por nós mesmos e por aquilo que sempre sonhamos ser/ter.
Acho que sou, ou pelo menos fui, uma pessoa bem criativa. Tentei fugir dos padrões e não escrever de amor, mas na maioria das vezes eu não consegui porque foi mais forte e não pude controlar meus dedos - nem a mente e o coração. Tentei falar de política, de filosofia, de anjo, fazer piadinha, contar histórias medievais.. E o que, afinal, deu certo? nada? tudo? um pouco? Não sei, não há como saber porque no fundo mesmo a gente só sabe das coisas quando elas acabam e posso levar como for, aos socos, aos trancos, mas sou incapaz de deixar meu blog porque aqui está uma parte da minha história que eu mesma escrevi. Teorias Dinâmicas é uma obra realmente minha, uma coisa da qual eu me orgulho de ter. Quando quero saber de mim, como estou, venho pra cá. Quando quero saber o que eu acho sobre qualquer coisa, também venho pra cá. Entende agora porque eu não posso parar de escrever? Porque se um dia parar, não saberei nem mais quem sou.


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Nunca desista daquilo que você acha que é certo.


PS: domingo fará TRÊS ANOS do dia que criei o blog e escrevi aqui meu primeiro texto. É motivo de festa pois três anos é muito tempo e, logo, muitos textos que foram escritos e que serão escritos!!

domingo, 6 de novembro de 2011

Qualquer pessoa que tem um dom, ou suspeita que tem um dom, tem, na minha opinião, obrigação moral de usá-lo para a evolução da humanidade.
Acha besteira? Imagina se o Paul McCartney tivesse preguiça de tocar e virasse bancário? Ou se o Stevie Wonder ficasse vivendo de pensão.
Cada vez mais claro que a gente fabrica a realidade que a gente quer através do pensamento.

Lucas Silveira


terça-feira, 1 de novembro de 2011

A história da Jane.

No subúrbio de São Paulo se encontra Jane, uma garota que já passou a adolescência e é conhecida por seu aspecto mórbido. Possui a pele clara, os olhos fundos e os cabelos displicente; não tem amigos além de Márcio. A maior paixão da menina sempre foi escrever e ler poesias, pois ela as achava tão lindas que quando as lia tinha a impressão que também poderia viver assim.
Márcio, que já era jovem há algum tempo, era garoto loiro de olhos verdade. Sua aparência séria escondia sua personalidade doce e terna; era um verdadeiro romântico. Tinha a amizade de Jane desde sempre, uma vez que seus pais se conheciam. Era, para ambos, uma amizade completamente diferente das poucas outras que tinham, pois sabiam que a qualquer momento poderiam deixar a realidade e embarcar no mundo mágico da poesia.
Nem preciso dizer que a amizade se transformou em amor.
(...)
Me poupo dos comentários sobre amor, pois falar de Jane e Márcio não é simplesmente falar em amor, é falar em poesias. Estas que, como sabemos, são mais complexas e possuem mais significados do que possamos imaginar. Não era a história do Tomás e da Marília que apesar de palavras belas acabou em exilo. Era Márcio e Jane, completamente fora do normal e do comum.
(...)
Até que, envolvidos em tantas histórias, a menina dos sonhos é presa em um desses contos de terror e mistério, que a gente sabe que no fundo não é real, mas apesar disso acreditamos em qualquer monstro que o autor coloca para nos enganar. E como ficou-se sabendo mais tarde, Jane trocou as poesias árcades e românticas de Márcio pelas histórias de terror de outro livro. A garota numa mais apareceu; ficou presa em sua própria fantasia. O rapaz hoje conta histórias de amor épico para jovens, pois acredita que ao fazer isso evitará que outras meninas morram em suas própria fantasia. Foi a forma mais sublime e poética que Márcio encontrou para ter sempre a presença de Jane em sua vida.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Tem metáfora, mas me parece bem real.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sobre anjos.

Desde pequena minha mãe me ensinou que toda noite eu deveria rezar para o meu anjo antes de dormir, para que ele me protegesse. Eu sempre fiz isso e se tornou um hábito, porque acreditava que assim alguém não me deixaria cair da bicicleta.
Hoje, prestes a completar 16 anos, rezo para o meu anjo todos os dias antes de dormir, só que ao contrário de anos atrás hoje sei que os anjos realmente existem. Foi com o passar do tempo e com a experiência de ter Deus na minha vida que passei a acreditar que anjos não são fantasmas ou espírito que a gente não vê e sim que são pessoas reais que estão a nossa volta nos protegendo de verdade. Acredito muito nisso. Deus escolhe as pessoas certas, na hora certa e no lugar certo; são nossos anjos, não tem outra explicação.
Já parou para pensar em quantas vezes você esteve prestes a tomar decisões equivocadas e na última hora mudou tudo e deu certo? Ou em quantas vezes você poderia ter se arrebentado ao cair da bicicleta e tudo não passou de um arranhão? Pois é, isso foi o seu anjo te protegendo. Se você ainda não estiver acreditando em mim que os anjos existem e são reais, pense em quantas vezes você se sentiu triste e abatido e alguém te fez sorrir. Foi o seu anjo também.
Deus faz as coisas tão certas que coloca na nossa vida pessoas que nos protegem o tempo todo de coisas ruins. São pessoas que por mais que você desconfie que não, são anjos na forma mais sublime. São os anjos que querem o nosso bem, que nos amam e que conseguem tirar sorrisos da gente mesmo quando tudo parece perdido. Eles nos salvam de nós mesmos!
Então qual é o motivo para não querer ter um anjo ou ser o anjo da vida de alguém?
Só precisamos admitir que para conseguir um, é preciso amolecer o coração e se dar uma chance viver plenamente, porque se não lutamos para merecer o amor de um anjo, nunca o teremos.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1-escrever faz bem
2-acreditar em anjos também faz bem
3-ir bem na escola também faz bem
4-acreditar em amor também faz bem

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Depois dos 15.

Me lembro que, há cerca de um ano atrás, me preparava pra fazer meus 15 anos. E além de festa e prestígio, isso envolve tantas coisas que sempre passam despercebidas, tais como: a magia por detrás do vestido rosa de princesa e o desejo por uma vida realmente nova. Estou dizendo por mim, passei muito bem por isso, tive o melhor dia da minha vida, tão forte, tão lindo e pra sempre inesquecível.
É um brilho no olhar da gente diferente, meio tímido, sapeca e desbravador; aquele de quem quer olhar cada pedacinho à sua volta e registrar cada detalhe, pra nunca esquecer. A gente se sente amada por tanta gente e vê todo mundo ali, encorajando e rindo junto. A roupa é perfeita, o cabelo e a maquiagem então estão impecáveis. Não há salto alto que atrapalhe!
Sonhar é isso: passar uma vida inteira querendo alguma coisa, lutar e brigar muito por isso e no final a gente consegue. E quando o relógio dá as doze badaladas, dá pra saber que chegou a hora. É mais que dançar uma música bonita com vestido de princesa; é se sentir criança e jovem ao mesmo tempo, afinal, quem nunca, mesmo depois dos 15, deixou de chorar com uma lembrança da infância? E neste dia, o conto de fadas acontece da forma mais sublime. É o seu dia, garota!
Esse dia é o marco da sua vida em antes e depois. Nunca mais será como antes, porque agora você tem 15 anos. Agora você vai começar a viver de verdade, vai conhecer o bem, o mal e o amor. E vai ver que alguns sonhos vão ficando para traz para chegar a realidade cruel.
Não é mistério, é magia. E como toda boa magia, o encanto passa. Depois de algum tempo, depois de tantos sofrimentos, a gente é até capaz de esquecer que um dia teve a melhor noite da sua vida e que foi justamente neste dia que você foi capaz de ser feliz. Isso está errado. Esquecer a felicidade é o ponto crucial do suicídio e da tristeza.
Depois dos 15 é que a gente começa a viver de verdade, encarar a realidade e ver que a noite de conto de fadas nunca mais se repetirá. Por mais que doa, nós todos sabemos que isso é verdade. Por mais que a felicidade seja meu maior desejo, é difícil te-la quando temos que caminhar com as próprias pernas.
Preciso me escorar em alguma coisa, ou melhor, em alguém. Não dá pra enfrentar uma caminhada tão árdua essa sem ajuda e companhia. É insuportável a dor de se sentir sozinho.
Depois dos 15 a gente também descobre que é a carente, pegajosa, idiota e boba. Exatamente as coisas que achou que nunca ia ser. Agora é. A descoberta dessa nova vida de poesias também pode ser atrativa, mas nunca se descuidando que na via real as poesias, por seu caráter sonhador, podem ser perigosas e nos enganar.
Por mais que reclame, tenho amigos. Por mais que fique brava às vezes, tenho o meu bobo comigo. Quando olho para traz e analiso cada sonho, cada promessa e cada sentido por detrás das metáforas dos 15 anos, sinto que estou no caminho certo, que busco meus objetivos bravamente, que por mais que reclame sei que meus amores nunca me deixarão sozinha e sei que, quem sabe daqui a mais 15 anos, eu ainda esteja aqui para contar como tudo aconteceu na minha vida e sobre como eu realizei todos os meus sonhos da melhor noite e da melhor idade da minha vida.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
1- faço 16 mês que vem e já estou com dificuldades para me separar dos 15
2-tô mais animada com escrever no blog
3-estou indo bem na escola
4-continuo sendo a mesma idiota
5-só que agora estou mais completa s2

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não sei lidar.

Do alto dos meus 15 anos, vim me esconder no meu blog. Aprendi tantas coisas esse ano, e quando me perco, me encontro aqui. É a minha tv. Não consigo sair dela.
Eu sei que vai doer em mim. Alguns amigos apenas sumiram. São como estrelas, que quando morrem, deixam de brilhar e se apagam. Todo dia quando subo as escadas do meu Ensino Médio me sinto a pessoa mais solitária do mundo. Eu tenho certeza que depois de três anos passa. Eu sei que é difícil, só não esperava que seria tão cruel assim. Eu sei e sou a primeira a dizer que temos que lutar muito por nossos sonhos e objetivos, mas meus sonho de USP tá sendo caro, cruel e masoquista. E isso amarra o cérebro mais que qualquer equação trigonométrica; é cansativo, doloroso.
Tem dias na vida que tudo dá errado. Não falo de quando a gente muda os planos ou as idéias, mas sim quando tudo já está fudido mesmo e não tem como se salvar. Parece que é hoje. Também não digo que é aqueles dias que dá vontade de chorar, porque já não choro mais. É meio que uma sensação de ser a pessoa mais errada do mundo, de não conseguir fazer nada certo. E doí demais.
Quando eu penso que nada mais me surpreende e que já superei, levo outro tombo feio da vida.

Não sei mais escrever
Não sei lidar com a vida
Só sei amolecer o coração de um jeito:
Do seu jeito

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Também não sei esperar o tempo passar e melhorar coisas. Sou muito afobada, Deus!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre os anjos

Sim, tenho estado ausente. Não porque quero, porque me faltam palavras para descrever tudo que sinto. Têm sido muito intenso. Tenho vivido demais. Vivo o ápice do tal momento em que outrora escrevera aqui. Sim, as coisas tem se realizado. Não do jeito que quero e nem com a mesma frequência, mas tem dado certo. E sim, é preciso ter fé.
Acredito que quando nascemos estamos condenados à vida. Condenados sim, mas Deus dá anjos para aqueles que têm fé. E eu, ganhei os melhores anjos. Sim, Deus assusta, mas no momento certo prova que sempre esteve certo.
Não é tão fácil assim ter anjos; é preciso conquistá-los. Se acreditamos, existem; se não cremos, nunca os teremos. Por muito tempo eu fingi que acreditava, vivi enganada. Quando voltei a realidade e passei a viver, os anjos vieram, me salvaram de mim mesma e me levaram a onde todos, no fundo, querem ir.
O melhor da história é que vieram disfarçados para que eu não os pudesse reconhecer imediatamente. Hoje já os reconheço, porque entraram definitivamente em minha vida.

Vens, anjo meu, que te espero aqui
Vens anjo, que então nos dançaremos
Vens anjo meu, que já é hora de virdes
Não tenhas medo anjo, sempre estarei contigo

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Escrever aqui me faz tão bem, porque por mais que me contenha, consigo descarregar nas palavras o pesar dos sentimentos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

É chegada a hora da redenção.

Eu me rendo. Abro meus braços. Desisti de tentar impedir. Quero ver acontecer.
Eu me rendo. Não mais serei contra. Seguirei talvez pelo Sul. Cansei de não ser eu.
Eu me rendo. Quero saber mais. Quero agora. Não vou esperar. Não, não mais.
Eu me rendo. Quatro sílabas e eu serei sua.

Eu me rendi. Me rendi há tanto tempo.
Eu me rendi. Me rendi ao improvável. Me rendi ao teu cheiro doce.
Eu me rendi. Me rendi aos meus ideais socialistas. Me rendi aos teus encantos.
Eu me rendi. Me rendi porque cansei de viver chorando sozinha.

Hoje, aqui, assumo publicamente a minha redenção. Digo, perante aos meus instintos tão antes afagados, que estou rendida à coisa mais pura que possa existir. Não só proclamo quanto afirmo que se antes escondi é pelo medo natural que todos temos. Agora, não que não me sinta mais acanhada, me sinto totalmente envergonhada de não ter dito antes.
Só Deus sabe o quão predestinadamente procurei. Procurei e não encontrei. Depois cansei de procurar. Até que quando desisti de procurar, encontrei. E esteve do meu lado o tempo inteiro ..
Chegado então o dia de hoje, cujos detalhes deste tempo de medo serão por hora omitidos, ainda receio perder. Sim, me apeguei tanto que não posso mais devolver. Me rendi para que chamasse de meu. Me orgulho tanto disso!
Por enquanto, não darei mais detalhes de motivos, razões, ações nem coisas do tipo que me trouxeram até aqui. A gente não pode se deixar atropelar as coisas, não por medo de perder. Temos que seguir os instintos e o coração, mas nunca passando pelo nossos princípios. Nenhuma redenção tem validade se a gente não estiver realmente disposto a se render! ;)


Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Passei de semestre, sem recuperação! Férias, finalmente!!!

"Como as estações, as pessoas tem habilidade para mudar. Não acontece com frequência, mas quando acontece, quase sempre dá certo. Às vezes pode se emendar o que se quebra. O inteiro precisa ser quebrado para se reconstruir. Às vezes, é preciso se abrir e deixar novas pessoas entrarem, mas na maiora das vezes, é preciso só de uma pessoa que tema demonstrar seus sentimentos com uma oportunidade que ela jamais julgaria possível. E algumas coisas não mudam nunca. Deixe um novo jogo começar." Gossip Girl - 2ª temporada

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisa de louco.

A gente se vê fazendo coisas que jurava que nunca na vida ia fazer. Que não ia amar de novo, que não ia escrever, que não ia se importar e que ia ter calma. Foi como se atirar em um mar profundo sem bóias. É a fuga de quem quer ter provas que o que ficou no passado foi ruim e o que importa é agora. É um suicídio já começando errado. Mas na hora de viver, ninguém se importa com o que foi dito por teoria. Nem eu.
O corpo é cercado de feridas. São feridas feias, frias e inacabadas que estão presentes o tempo todo. No começo, até acreditava que um dia elas sumiriam. Mas não, me enganei, elas sempre estiveram lá. Não há como tatuar desenhos bonitos por cima ou usar uma blusa para encobrir; elas precisam estar lá para que toda vez que você as sinta arder lembre-se do motivo pelo qual estão lá. Se não lembrou de esquecer, é porque sempre pensou. Se tentou apagar, é porque ainda dói demais.
Mas agora não há como fechar completamente esses furos na pele. Começou uma nova história, há tanto tempo. Começou até que diferente, talvez até mais certa, porém com uma dose de perigo a mais. E foi aí que o blog ficou em segundo plano, porque tem um pensamento a mais que não sai da minha mente. Um pensamento absurdamente idiota e bobo. Não sei mais como descrever, não aprendi a entender e não me arrisco porque tenho medo! Por enquanto, só ouso em dizer que é ótimo, lindo e tudo que eu sempre quis.
Acho que acabei falando demais. De novo. Mas é isso aí mesmo.

Uma pequena nota Marô Dornellas:
Garçom, traga-me mais uma dose de perigo, e mais um papel.
PS: preciso passar de semestre
PS2: preciso resolver minha vida
PS3:preciso de uma calça nova
PS4: preciso da trilha sonora de eclipse
PS5: preciso escrever com frequência no blog
PS6:preciso ler Harry Potter
PS7: mas tudo isso tudo se anularia se ... sei lá, se pudessemos compor uma canção com o Muse.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Porque não é para entender e ponto final

Por tantas vezes estive à beira de cometer pseudos crimes para me livrar da dor de carregar a cruz. Há ausência de fogo e uma tranquilidade tão inédita que chega a ser questionável. Qualquer ardência é abafada pelo sorriso, as dores não são tão intensas como antes. Não há, então, lamúrias para escrever?
É algo tão mais complexo que perderia totalmente o real sentido se fosse explicado. Têm coisas na vida que foram feitas para não fazerem sentido. E a vida, tão irônica, não te permite entender, quanto mais tentar falar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Às vezes dá preguiça de escrever

Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?
Brena Braz

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quando entramos em uma batalha, sabemos que temos chances iguais de ganhar ou peder. Sabemos, ainda, que não saberemos qual rumo tomar se perdermos. Também temos total convicção que se ganharmos ostentaremos tanto a honra que o ato de vencer em si se anula. Afinal, somos avisados de todas as probablilidades, temos a chance de saber tudo antes de tomar uma decisão. Mas então porque nós vamos lá e fazemos tudo ao contrário?
Não acredito na resposta "eu estava cego". Não acredito em meias verdades. E, nesse caso, não são válidos os ditados populares. Na verdade não porei na balança muito mais que insegurança e impulso.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Antologia

Estive me perguntando por qual motivo não tenho mais inspirações suficientes para escrever. O engraçado é que quanto mais vivo, menos vontade de escrever histórias fictícias tenho. Tudo o que mais almejei estes anos todos me aconteceu. Não foi de repente e não foi contra a minha vontade; eu estive tão lúcida de minhas decisões que sequer vir o tempo passar. E, dessa vez, posso dizer com toda a convicção que o tempo "voou" mesmo. É claro que continua passado com calmarias arrastas e guinada estranhas, mas, acontece que agora é suportável.
A ferida nunca mais ardeu daquela forma; sinto-a lá, para me lembrar, porém já não incomoda tanto. Não sinto mais necessidade de morrer por nada; há coisas maiores para ocupar a mente.
Já não sei se gostaria de voltar aos velhos tempos; há tantas coisas para se abrir mão agora. Sinto falta de escrever histórias, de narrá-las de um jeito que fica quase impossível de entender a metáfora, sinto falta desse mistério. Mas, o Ensino Médio condena a vida de qualquer um, tira o mundo imaginário da mente para incrustar fórmulas e palavras que você sabe que nunca vai usar. E depois do Ensino Médio, como será? Ainda terei arquivadas minhas teorias dinâmicas para publicá-las em um livro? Escreverei outras histórias? Será que um dia me sobrará algum vestígio que um dia escrevi histórias e que fiz do meu blog um refúgio?
Quero acreditar que sim. Prefiro pensar que é apenas um surto, uma falta de tempo adjunta à falta de criatividade que espero que passe quando eu menos perceber. Sim, sei que agora o mundo real tem -e precisa- se sobressair, mas aquela essência sonhadora não pode ser algo que se joga no ralo, sem pretensão de um dia ter novamente. Aquelas idealizações permanecem junto conosco por um bom tempo, até que encontramos algo muito superior para trocar. E então se torna utópico, bem maior de algo que possamos entender agora.
Tenho uma união muito forte com esse blog e se que ele foi peça fundamental de minha vida adolescente. O mistério, a liberdade, a fantasia. Criei toda uma história nova para mim, alternativas e soluções para o meus próprios problemas e saudades, e como boa criadora, acredito no poder da criação. E é justamente por isso manterei-me aqui, talvez não como antes, mas não há motivos suficientes para desistir de mim mesma.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os mistérios de 1º de abril.

Ou sobre a continuidade das mentiras.

Irônico como a mentira - um sentimento cruel - têm um dia inteirinho dedicado a ela enquanto sua maior rival - e a mais desejada - não possui sequer referência. Dedicamos um dia inteiro de nossas vidas para brincarmos de contar mentiras-meio-verdades, aquelas que a gente morre de vontade que seja verdade, mas que no fundo não são. É outra forma que a sociedade encontra de camuflar o que mentiras mais sérias, enquanto você conta histórias, mais dinheiro é desviado. Coisas que só se veem no Brasil.
Entre mil brincadeiras encontramos milhares de formas de demonstrar implicitamente aquilo que queremos no momento. Podem não ter muito fundamente mas toda palavra tem lá sua consequência.
Acredito que teor implícito de verdade dá a emoção que induz as pessoas a contarem-as cada vez mais. Não critico, rio de algumas e caio na maioria delas. É legal para descontrair a vida que normalmente já não é brincadeira, só não podemos viver os outros 364 dias vivendo de mentiras e histórias mal terminadas.

As mentiras que todo mundo já contou em primeiro de abril:
1-A mãe de alguém muito próximo morreu
2-O professor não vai dar prova amanhã
3-Tenho um novo e lindo namorado
4-Vai ter festa hoje à noite
5-Gritar pra classe "alerta de terremoto"!
6-Que alguém que você conheçe está na televisão

terça-feira, 22 de março de 2011

Sobre as diferenças entre escrita e ação.

Escrevemos para nos livrar da raiva e da inquietude. Agimos de acordo com aquilo que pensamos e escrevemos. Nossas palavras e ações são algumas das poucas coisas que podemos chamar de "nossas". Há quem escreva o tempo todo ou escreve só para passar o tempo. Diferentemente da escrita, as ações são contínuas e não esperam seu surto de inspiração. Para os que só escrevem, está na hora de começar a agir.
Com o passar do tempo, as ideias vão se fixando e as palavras ganham um tom de seriedade que antes não possuíam. A partir daí, as meras palavras se tornam teorias, meio que uma regra que a gente mesmo inventa. São resultado de nossas expectativas, anseios e, até mesmo, da ira. São os nossos mandamentos, que fazemos questão de cumpri-los à risca, por mais desengonçados que sejam.
Porém, chega um momento em que simplesmente nos cansamos de só escrever e queremos ir em busca de provas que nossas teorias são verdadeiras. Quero um pouco de adrenalina, de perigo. E é o que tenho buscado fazer, provar as minhas teorias. Não quero transformá-las em teses com comprovações científicas, apenas ver até onde posso transformar minhas palavras em ações. Assim, me sentirei mais apta a vir aqui inventar outras teorias, pois saberei que têm um propósito e que poderei ajudar outras pessoas a encontrar fórmulas de resolução sem quebrar a cara.
E o que você faz com a SUA vida? Já parou para pensar em quanto tempo desperdiça? Você está mesmo concentrando todas as forças em buscar os seus objetivos e testar suas teorias? Avalie a sua vida, só por alguns instantes. Só não se esqueça que enquanto você toma conta da minha, a sua está jogada na sarjeta.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Faça o que eu falo, e não o que eu faço, porque às vezes eu faço tudo errado.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Backup

Tenho há três anos um computador surrado, dotado de um esturricado HD de 80gb. Ao longo desse tempo, fui baixando discos, criando músicas, fazendo inúmeras coisas até que o espaço acabou, me obrigando a fazer um backup. Por “backup” entenda-se salvar em outro lugar os arquivos que a gente não precisa mais, mas não tem coragem de deletar pra sempre. E foi aí que percebi: eu nunca fui um cara daqueles que fica pensando durante horas o que escrever. É muito mais a minha cara sentar a mão nas teclas de forma afobada e desordenada, no melhor estilo Chico Xavier. Quem acompanha meu empoeirado blog sabe muito bem disso. Eu gosto de escrever sem pensar, para refletir depois, quando já estiver publicado. Já cansei de vasculhar os arquivos antigos e, por meio dos meus textos, revisar cada segundo de um passado que eu poderia ter esquecido. Minha mente se preocupa com cada vez mais coisas, e eu preciso de um backup. Por isso vejo na escrita a solução. Ela é meu backup. É como se eu tirasse da cabeça um momento, uma história, assim abrindo espaço para muitos outros momentos, mais intensos e melhores do que os antigos. E, se minhas sinapses falharem algum dia, lá estarão meus relatos para refrescar minha memória. Portando, se algum dia você perceber que sua cabeça está cheia de histórias, dilemas, problemas a serem resolvidos, talvez seja a hora de você fazer o seu backup, ou melhor, escrever um pouco, para descarregar um pouco disso tudo. E se for uma história triste, sempre teremos a opção de mandar tudo pra lixeira.
Lucas Silveira

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Quero, muito, voltar a ter tempo suficiente para escrever minhas histórias no blog. A escola tem me exaurido.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Com a flecha incrustada no peito

O mais insano veneno bruto já encontrado na natureza me atingiu. Nem sempre se é analisado, porém, sempre é sentido na pele a dor de se reerguer. Levantar de uma rasteira não é assim tão simples quanto parece na poética. A vida real não leva em conta o quão lírico é; na vida real não há espaços para fantasias.
Sua flecha foi certeira; atingiu como um raio rasgando meu peito. E perdi sangue. Quando nos apegamos demais, corremos o risco de quebrar a cara uma, duas, três e quantas vezes for preciso para que aprendamos. Mas o que é que nos faz quebrar a cara de novo e de novo, sem jamais desistir?
O lugar, o tiro, a lança pontiaguda, a proximidade do disparo. Tudo se encaixa tão bem!
A reconstrução se apresenta lenta e gradual. Aos poucos, a cabeça vai esfriando e a raiva passa. Aí começa outra história...