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quinta-feira, 18 de março de 2010

Sobre eu e eu também.

Eu sou alguma coisa sem sentido. Tentando ser alguma coisa que eu não sei bem o que é. Sonhando. Vivendo. Acreditando. Seguindo.

A: Quem é você?
B: Eu não sei.
A: Como não sabe?!
B: Não sabendo.
A: O que você quer?
B: Você sabe muito bem o que eu quero.
A: Não, eu não sei. Você muda suas opiniões todo dia...
B: Quando você vai se decidir?
A: Não sei.
B: Você nunca se decide.
A: Você nunca decidiu por mim.
B: Você nunca quis que eu decidisse por você
A: Você sempre soube que eu era assim...
B: Eu sei, você tem medo de se arrpender.
A: Eu tenho medo de tantas coisas...
B: Inclusive de você.
A: Você acha que sabe, mas não sabe e você não aceita não saber.
B: Eu sei muito mais do que eles sobre você
A: O seu problema é sonhar demais
B: Eu sonho sim, e muito, mas, ao contrário de você, eu não esqueço de viver.

terça-feira, 16 de março de 2010

Eu e o robô.

Eu queria um robô que fizesse as tarefas domésticas e escolares por mim. Que me abraçasse quando eu precisasse e que eu pudesse abraça-lo quando estivesse feliz. Que me desse conselhos, não brigasse comigo e me escutasse.
O meu robô lavaria a louça, saberia cozinhar, limparia a casa no dia da faxina e faria todas as minhas milhões de lições de casa - principalmente aquelas chatas e difíceis de química e física (leia-se: as da Enideti), sem reclamar. Esse robô não me mandaria arrumar o quarto, porque ele arrumaria. Esse robô, além de estudar e fazer as minhas tarefas, faria as provas para mim também, porque ele seria o crânio - principalmente em exatas.
Mas... quem amaria por mim? E até mesmo, quem odiaria por mim? Não, nada, nenhuma coisa e ninguém seria capaz de sentir por mim. Mesmo que a tecnologia avance tanto, a ponto de criar um robô que faça tudo por mim, ele não vai amar por mim, não vai me amar e isso tecnologia nenhuma vai preencher na vida.

" Eu sou mais rápido que você,
sou mais forte que você
e com certeza vou durar muito mais que você.
Você pode pensar que eu sou o futuro,
mais está errado!
VOCÊ É O FUTURO!
Se eu pudesse desejar alguma coisa,
desejaria ser humano para saber o que significa:
Ter sentimentos;
Ter esperanças;
Ter angústias;
Dúvidas;
AMAR...
Eu posso alcançar a imortalidade, basta não me desgastar.
VOCÊ TAMBÉM PODE ALCANÇAR A IMORTALIDADE, BASTA FAZER APENAS UMA COISA NOTÁVEL! "
(Johnnie-Walker)

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Pensando bem, esse meu robô viveria por mim e eu não existiria. Pois, se me tirassem o sentimento, o que sobraria de mim?

sábado, 13 de março de 2010

És muito mais do que saudade.


Beatriz hoje eu sei, que nada é como já foi um dia. Mas saiba que em nenhum lugar desse mundo, eu irei encontrar alguém como você. Esse alguém tão especial e tão importante. Alguém com quem eu pude compartilhar ABSOLUTAMENTE TUDO. Uma amizade que me faz falta, porque mesmo que eu tente te substituir, não conseguirei. Você é uma das poucas pessoas a quem realmente confio e sei que se importa comigo. Não é a proximidade física que faz das pessoas realmente próximas.
Nós já sonhamos com tantos músicos rockeiros e com tanto veneno por msn que parece loucura ter uma melhor amiga à quilômentros longe de mim. E sabe do que mais, eu converso mais contigo do que com qualquer outra pessoa que passa todos os dias do meu lado. Você é uma das únicas pessoas que me entende. Compartilha comigo os mesmos sonhos, as mesmas vontades, as mesmas loucuras e muitas músicas preferidas. E olha, são tantos anos longe que temos incontáveis histórias que passamos juntas. E as palavras se tornam clichês demais quando se tenta explicar um sentimento. Eu tenho tanto que te agradecer. Por tudo. Por cada palavra de carinho. Cada idotice que a gente falou juntas. E cada vez que a gente ficou dias e dias falando coisas inspiradas em no veneno! Você me fez rir quando eu estava na pior sabe, só você. Cada incentivo. Cada pergunta no meu formspring, que, se não fosse você, ele ficaria lá, hibernando. Cada coisa que a gente passou juntas. Obrigada, amiga. Que sorte e que privilégio eu tenho de ter você como amiga.
E, só mais um coisa, nós nos encontraremos em algum outro abril, para ir noutro rodeio ver outro show de rock, e, claro, obviamente, nós iremos colocar nossos planos infalíveis que têm tudo para dar errado em ação, novamente.Eu sempre estarei contigo, aqui ou aí, sempre ♥
Eu te amo muito minha rockeira. Muito.
Beijos e abraços cheios de saudade, de quem te admira e ama muito, Maria Olívia Capitelli Dornellas. - esse texto eu escrevi no quem sou eu da @Beatrizagostini no orkut e achei ele bonito e coloquei aqui, ok.

És muito mais do que saudade. És minha melhor amiga, junto com a @deboradalbon. És minha fiel companheira, mesmo longe. És a minha rockeira preferida. És quem eu considero demais. És a pessoa que sonha as mesmas barbaridades que eu. És quem eu gostaria de poder estar perto. E é pra você, Beatriz, que eu desejo tudo de melhor que possa existir na face da terra.
Feliz aniversário, amiga, se precisar dá um grito .
Beijos, te amo.

PS: a foto é do histórico 19/04/02009 em que realizamos um dos nossos vários sonhos: ir em um show do NX Zero.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Whatever.

Ultimamente eu tenho medo até de pensar. Porque pensar demais faz a gente desistir. Quem pensa demais, esquece.
E não adianta eu mudar o canal se a televisão possui um único canal. Quanta idiotice, Maria Olívia! Querendo ser o que tu não podes ser. Tentando viver tudo o que sonhou.
Talvez em outro dia tu quiseses me escutar, que a história real eu não posso mudar. Pensei em mudar e também mudar minha vida, mas planos só são todos feitos para esquecer. Mas eu queria que tu me escutasse. Eu sou cheia de 'eu querias'; o que eu quero é só o que eu quero.
Quantas vezes quis pegar meu caderno e escrever umas histórias da vida real, para depois ler em voz alta. Dizer que sou tudo o contrário. Que não sei o que tu pensas que eu sei. Que tu não sabes quem eu sou. Dizer que me falta tantas coisas, e, a principal delas, é a coragem. E eu digo tudo que eu mesma não cumpro. Que tantas vezes fui/sou uma contradição entre o que eu digo e o que eu faço.
Mas me falta a coragem.

Enfim...

PS: hoje é aniversário do meu pai. PARABÉNS !!! Muitas felicidades, tu mereces véio. Te amo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Fé é sinônimo de acreditar.

"A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", "ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças." (wikipédia).
Na minha vida a religião é muito importante. Eu, filha de catecumenos e, agora, também fazendo parte do Caminho Neocatecumenal (igreja católica, é, sou cristã), tenho a mesma religião dos meus pais e, apesar de já ter reclamado muito, me sinto muito feliz por ter essa religião, e, consequentemente, os amigos que conheci através da Igreja.
A fé é sinônimo de acreditar.
A religião causa polêmica até mesmo no próprio círculo de amizades. Ninguém tem o direito de criticar e duvidar, no popular 'falar mal', da crença alheia. Em um país de regime democrático, cada um tem o direto de ter a religião que quiser.
Religião é um assunto longo e polêmico. No que tem fé ou deixa de ter fé é problema de cada um de nós. Entretanto, com polêmica ou sem polêmica, o respeito é sempre importante. Respeito é uma coisa, gosto e opinião, são outras.

Algumas informações sobre o Caminho Neocatecumenal:
http://www.caminhoneocatecumenal.org.br/index.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_neocatecumenal

domingo, 7 de março de 2010

Sobre aprender e ensinar.

Abri a página 'Nova Postagem" do blog, mas... e agora? Eu nunca sei o que falar, sempre. Falo tanto que acabo não falando nada. E todos os dias eu venho ao mesmo lugar. Às vezes fica longe, difícil de encontrar. De me encontrar, na verdade. O que não se encontra se perde, pela lógica. E o quê faz quem se perde? Das duas uma: ou continua perdido ou se encontra.
Mesmo que continue perdido, a gente pode aprender a se encontrar. Aprender. Aprender tantas coisas, boas ou ruins. E depois de aprender... ensinar? Talvez eu não tenha muito a ensinar. Mas talvez você tenha. Eu quero aprender. Quero aprender com você.
A gente pensa mil vezes antes de falar (ou não pensa). É como alguém prestes à se declarar. Duas pessoas podem até estarem pensando/sentindo a mesma coisas, mas... sempre vai estar presente a dúvida. Mas que coisinha idiota essa.
Pensar. Tem gente que passa tempo demais pensado que esquece de viver. Ou esconde que não sabe viver.
Eu também não sei viver. Faço tudo errado. Tenho erros na vida e no português. E aprender é uma questão de tempo. Saber esperar o tempo certo é difícil. Eu nunca sei se está certo ou errado. Preciso que alguém me ensine. E, diante dos acontecimentos da vida, a gente escolhe com quem quer aprender e à quem quer ensinar. Eu já escolhi.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Só não posso perder meu tempo pensando. Porque pensar demais faz a gente desistir. " mestre @estebantavares, beijo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ser feito de sorrisos.

A gente inventa problemas, quando eles não existem. É que dói mais do que chorar o dia todo, ser feito de sorrisos. Não sou feito de sorrisos. Eles são arremessados de todos os lados contra mim, os vejo a me atingir, desvio, fujo, cubro-me, mas muitos prendem-se às minhas roupas, como velcro. Ao meu redor vejo gente adimirando todos esses sorrisos, sem, ao menos, ver que minha boca não estampa dente algum.
São todos meus? São todos sinceros? Há motivo suficiente neles? Estou sempre a procurar respostas, mesmo sabendo que cada nova resolução acaba gerando uma pergunta ainda mais difícil de responder.

Créditos: Lucas Silveira.

quarta-feira, 3 de março de 2010

real x imaginário.

Todo dia temos outra chance de fazer uma nova história. De fazer tudo de novo ou de fazer diferente. Cada um escolhe o caminho que quer seguir. Aos poucos estou escolhendo os meus. Aos poucos vou vivendo a minha história, mas não a imaginária, que insiste em me perseguir, mas sim a real. A vida real é complexa. Cheia de altos e baixos. Erros e alguns acertos. A vida real coloca obstáculos que temos que vencê-los todos os dias. A vida real não é uma televisão colorida onde tudo é lindo e maravilhoso. A vida real pode ser cheia de ilusões e desilusões. Às vezes minha vida real entra em confito com a minha vida imaginária.
Ando errante. O tempo, aos poucos, vai se esgotando. E pouco muda. Vejo a importância que dava à coisas coisa mudarem. E as pessoas também.
A teoria de felicidade vai mudando cada dia, com o passar dos 'acontecimentos'.
Eu, eufórica demais para umas coisas, e para outras bem bem bem menos.
Tudo depende da importância que você dá às coisas e às pessoas. Não dá para ser hipócrita e dizer que uma pessoa dá a mesma importância para tudo. Mas se você quiser ser hipócrita, que seja.
E eu, sou real ou imaginária? E qual a minha importância perante a sociedade e as pessoas? Vou procurar as respostas, beijos.

Fevereiro: "Nada" é uma palavra esperando tradução ; "o decreto cabe à minha caneta" ; romance assombrado ; o mundo é de quem tem coragem.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Para a Camila, que foi embora e deixa lembranças e saudade.

Estava na hora mesmo de eu falar sobre você aqui, Camila Goulart. Eu não queria que fosse para dizer tchau, sorte e que eu vou sentir saudade. Por quê as pessoas que eu gosto têm que se mudar para outras cidades? O que Deus quer me mostrar com isso? Seis anos atrás foi a @Beatrizagostini e agora a Camila.
Eu sei que a Internet diminui a distância entre as pessoas e que a gente vai se falar pela Internet e aos finais de semana quando você vier para São José. A CAMULA é a pessoa mais fashion e estilosa que eu conheço. É sério. Vontade de assaltar aquele guarda-roupas não me falta (é, haha). Engraçada e até bobinha. Linda. Chorona. Minha amiga-irmã. Você lembra das convivências das crianças que você pegava uma caneta e escrevia seu nome na sua perna? (eu me lembro disso e Mi, por favor, não fique brava comigo). E vai ser cantora essa menina! De uma afinação que ninguém mais tem, pode ter certeza.
Vou me lembrar das convivências de crianças e das de adultos também (da nossa comunidade 7 *-*, que a gente contou os segundos para fazer parte do Caminho). Dos cantos na Vigília Pascal. Das tuas coisas bobas engraçadas. Dos teus abraços e das comemorações quando a gente ficava as férias interia sem se ver. Das suas, hm, 'preciosas informações'. Vou me lembrar de você. Da Camila, a Mi, única.
Não se esquece de mim. Nem de tudo que a gente viveu junta aqui nesse quase fim de mundo. E come McDonald's por mim. E vai todo dia no shopping por mim. E peregrinaremos juntas ainda. E claro que vamos perscrutar em outras tardes de domingo ensolaradas. E vamos cantar e dançar juntas, de novo e de novo.
Miii, boa sorte em Bauru, apesar de eu gostar mais de x-salada (ok, eu não vou ficar brava se você me chamar de infeliz depois dessa). Mesmo que ninguém entenda nossos costumes e nossas histórias, Mii, te amo, para sempre. Em Bauro, em Caconde ou aqui em São José.
Beijos e abraços, saudade já,
Marô.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Nada" é uma palavra esperando tradução.

Tudo poderia ser resumido ao nada. Estou cheia de nada. Um vazio dentro de mim como se estivesse faltando alguma artéria importante no meu coração para fazê-lo pulsá-lo normalmente. O vazio pode ser dor. Como toda dor, depois de arder, passa. E todo sentimento, pode mudar. E fica o vazio. O nada. E o que sobra além do nada? Eu. Eu sou nada.
Essa semana me peguei em crise de 'eu não sei quem eu sou' e 'eu não sei o quem vou ser'. Graças à professora de artes e seus propostas para desenhos. Desenhei um grande ponto de interregação no meio de uma folha de papel sulfite. Eu sou uma interrogação. Sou a pergunta sem resposta. Ou a resposta sem pergunta.
Aqui dentro de mim têm sonhos. Eu sou uma garota sonhadora. Sonhadora demais. E sonhos não foram feitos para viver. Eu vivo achando que estou vivendo meus sonhos. E não estou. Eu vivo procurando significados e traduções para o 'nada'. E o 'nada' muitas vezes é o tédio que me traz até esta página para escrever qualquer coisa que me distráia, um desabafo, uma súplica em metáforas ou outra coisa que faça sentido ou não.
E talvez eu seja tudo, ao mesmo tempo que sou nada. Eu também sou uma palavra esperando tradução.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Não sou eu quem vai dizer se EU faço sentido ou não. As minhas palavras são apenas significados e traduçõe; as minha palavras. O que eu acho, é apenas o que eu acho.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"o decreto cabe à minha caneta".

Os diagnósticos possíveis são muitos. Os prováveis são alguns. São várias as teorias e elas vêm de todo lugar, mas só uma realmente vale alguma coisa - a minha. O problema é que eu não fico o dia inteiro bolando teorias sobre o meu funcionamento. Eu não tento fundar minhas atitudes em algum padrão de comportamento ou cartilha. Eu simplesmente vou lá e faço. Eu simplesmente fico aqui e digo. Sento-me na frente do PC e escrevo. E não há um padrão. Não é um capricho consciente, essa minha inconstância. Eu realmente gostaria de fazer sentido. Consigo ver perfeitamente o estranhamento que causo em algumas pessoas. Essa intensidade desmedida choca, e gera dúvidas acerca da autenticidade de tudo que eu sinto. Mas eu sinto. E sinto muito, tanto que chega a parecer que é mentira, encenação, que eu não sinto absolutamente nada. É como um vício, como se eu estivesse sempre procurando um motivo pra sair da normalidade, pra transcender a vida comum e os sentimentos amenos. Eu chego ao cúmulo de quase-inventar histórias, quando encontro dificuldade em vivê-las de verdade. Mas eu as invento de forma tão convincente que a maioria delas se transcreve na minha vida, nos meus dias. Eu realmente gostaria de ser compreendido. Isso me leva a concluir que somos realmente capazes de viver as histórias que inventamos, mas não como o lunático que crê ser Napoleão Bonaparte. É que com alguma insistência, um pouco de prática e um punhado de sorte, eu fui capaz de te trazer pra minha história, que acabei de começar a escrever. Eu realmente gostaria que acreditassem em mim. Cabe a mim viver essa história, de forma tão fiel que mentira e verdade se fundam em uma narrativa com início, meio, e um fim, cujo decreto cabe à minha caneta. Cabe a você deixar-se ser escrita, eu tenho muita coisa pra contar. - Beeshop.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pirataria nas ondas do rádio.


Mente quem nunca contribuiu para a pirataria. Alguém aí nunca copiou um DVD de um amigo que também era copiado de outro amigo? E quem nunca baixou músicas/clipes/filmes da internet? É a era digital, viva a Inernet!
Criminoso é aquele que copia cds, dvds e outros e vende esses produtos. Têm os dois lados. Quem faz pirataria e quem compra. Não é todo mundo que tem acesso ao original. Claro que a qualidade é indiscutível. É mais barato e assim o dinheiro é poupado. Músicos, produtores, são prejudicados não tendo a renda esperada; sem falar no desemprego. Vamos combater a pirataria, então vamos abaixar os impostos sobre os originais, governo.
Eu vou continuar baixando músicas da Ineternet. Eu não vendo, só poupo o meu dinheiro. Se isso for crime, eu me rendo.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A pirataria é a consequência do preço absurdo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Romance (Assombrado?).

Era uma quarta-feira à noite. Como toda noite de quarta, fui à Igreja e depois fui com um grupo de amigos à frente de um bar, esperar nossos pais. Levamos violões e livros com músicas e ficávamos cantando e conversando. Como sempre, nos sentamos nos bancos de concreto na frente do bar que estava fechado e escuro, a não ser pela televisão que transmitia um jogo de futebol.
Um dos meninos, o Daniel, dedilhava alguma melodia que para mim era desconhecida, porém, linda. Foi quando ele subitamente parou de tocar e foi até a pequena janela do bar, dar uma olhada no jogo. E, em um piscar de olhos, deu um grito e desapareceu. O terror tomou conta de mim. Por um minuto ninguém falou. Eu não sabia o que fazer. Alguém tomou coragem:
­-O que vamos fazer?
-Vou entrar lá. – eu afirmei
-Você está maluca. Não vê que é perigoso. É melhor deixar ele lá. – alguém disse
-Mas que tipo de amigo é você?
Eu caminhei ferozmente até a mesma janelinha, decidida a entrar. Detiveram-me. Decidimos não contar aos nossos pais e averiguar depois.
Passei uma semana horrível. Eu queria saber o que estava acontecendo. Estava agoniada.
Quando a próxima quarta-feira chegou, eu e outro menino, Samuel, decidimos entrar. Levaríamos lanternas e iríamos à noite.
O bar estava fechado, totalmente escuro. No fundo do bar havia uma portinha estreita e eu entrei, já que só um de nós poderia entrar. Era um cômodo pequeno e sujo. Em um canto consegui enxergá-lo. Ele tinha as mãos e os pés amarrados e uma fita na boca, que o impedia de falar. Com esforço consegui tirar a fita da boca dele.
-Daniel! O que aconteceu?
-Não é seguro você ficar aqui... Eu não sei o que me atacou... Leve meu violão e aquele livrinho. Dê um abraço na minha mãe por mim e diga que você sabe que eu a amo muito!
-Mas... Não posso te deixar aqui. Daniel, você é muito importante para mim!
-Eu não vou sair da sua vida. Prometa-me que nem por um segundo vai me esquecer. Estarei presente nas tuas memórias e em cada verso dessas músicas que estão nesse livro. Eu sempre quis te dizer uma coisa, Maria Olívia... Eu te amo. – e em seguida me beijou.
Ninguém nunca mais teve notícias dele. Por muitas quartas-feiras eu e o Samuel entrávamos lá na esperança que ele estivesse lá. Mas ele nunca mais esteve. Interditaram o bar, mas não acharam o monstro. Há quem diga que era um fantasma ou algum monstro da treva muito poderoso. Mas ninguém nunca soube ao certo. Eu tenho certeza que de onde quer que ele esteja, está querendo o meu bem e rezando por mim. Tenho certeza que nem por um segundo me esqueceu. Toda vez que vejo aquele violão ou abro aquele livro sinto a presença dele perto de mim. Eu tenho certeza de que agora ele é um anjo. Eu o amo, da forma mais sincera que consigo dizer.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Diário.

Meu Carnaval solitário e quente. Mas que bela piada. Hoje terminam-se minhas férias. Minhas inesquecíveis férias. Solitárias, claro, mas de frente para o mar. Tediosas. Mas nada se compara aos cinco dias que passei na praia. Foi uma das melhores sensações que pude sentir. Foi incrível e lindo *-*. E repito o que já disse aqui: o verão me fez sorrir.
Volto para a minha vida. Não quero ficar esperando nada, porque cada dia que passa me decepciono mais. É tanta falsidade que eu penso que vou explodir. São tantos querendo ser eu que acabam sendo mais 'eu' do que eu mesma.
Eu poderia dizer tanta coisa. Poderia repetir lamentações e derramar lágrimas. Não sei se sou fria de mais ou o que. Talvez eu seja sincera demais, talvez esse seja o meu problema. Não é de minha 'natureza sangrenta' ser assim, dissimulada, falsa. Como se tudo fosse lindo e se todos fossem amigos. Continuo cantando os versos antigos. Eles não fazem sentido. Andei procurando tanto por algo que nem mesmo sei o que era. E essa noite, novamente, me imaginei no abraço que nunca vou receber. Eu queria ser invencível. Queria ser chamada na canção de alguém. E parece que os sonhos continuam trancados em alguma gaveta esquecida. Nunca ousar desistir de tudo o que eu sonhei. Não desistir da luta, porque tudo ficará bem. Mas eu sei que, durante a batalha eles vão me rebaixar.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Follow through, make your dreams come true. Don't give up the fight. You will be alright.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Piano Bar.

O que você me pede eu não posso fazer. Assim você me perde, eu perco você. Como um barco perde o rumo, como uma árvore no outono perde a cor.
O que você não pode, eu não vou te pedir. O que você não quer, eu não quero insistir. Diga a verdade, doa a quem doer. Doe sangue e me dê seu telefone.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar, às vezes fica longe, impossível de encontrar. No táxi que me trouxe até aqui Willie Nelson me dava razão. Na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.
Toda vez que falta luz, toda vez que algo nos falta, invisível nos salta aos olhos, um salto no escuro da piscina.
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo. Em muito pouco tempo, o fogo apaga tudo. Tudo um dia vira luz. Toda vez que falta luz o invisível nos salta aos olhos.
Ontem à noite, a noite tava fria. Tudo queimava, mais nada aquecia. Ela apareceu, parecia tão sozinha. Parecia que era minha aquela solidão.
Engenheiros do Hawaii.

Eu, fã de compositores gaúchos, acho essa música linda, como tantas outras do Humberto e de outros gaúchos. Queria dizer tanta coisa. Aliás, eu tento tanta coisa para dizer. Encontro nas músicas as palavras certas. E até mesmo vejo um futuro me esperando atrás da porta. Tão perto e tão distante. Tudo queima mas nada aquece.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Memórias.

Depois que a tempestade passa... O meu consolo é saber que não vai ser a pior coisa da minha vida. Não vai ser como em outro anos.
Histórias, nossas histórias. E quantas histórias, aliás. Tenho bons momentos para me lembrar de vocês. Todas as bagunças e piadas feitas na hora. A gente conquistou tanta coisa juntos. Fomos a cada lugar juntos! Cada aula, cada recreio. Bons anos. Vou levar comigo cada amor de amigo. Vou lembrar de como a gente cantava músicas nas aulas de matemáticas na 5ª série. Vou lembrar dos nossos micos e guardas as nossas fotos. Até mesmo de cada sermão e de quando ficávamos na classe sem recreio, de castigo. De cada figura que aparecia pra dar aula pra gente. Eu sei que ninguém vai esquecer do Craudião, da Flora, da Maria do Carmo, do Plínio, do Mercadão, da dona Eliana, da Enideti e dos nossos melhores: seu Luciano e seu Zé Luís. Eu tenho tantas memórias que seria injusto começar a enumerá-las aqui.
Eu sei que tantas vezes fui uma péssima colega de classe. Sei que fui chata, inconveniente, insuportável, idiota, briguenta, metida, falei demais ou falei de menos. Eu só peço que me perdoem. Mas tudo que passou serve como aprendizado. De ver onde errou e acertou. De ver o que poderia ter feito e não fez. Me arrependo de não ter tirado mais fotos, de ter sido tão fria tantas vezes, de ter sido má colega e até de não ter bagunçado mais. Eu queria que nossa 8ª série fosse o melhor dos melhores anos que já tivemos juntos. Mas nem tudo é como a gente quer, é como te que ser. Deus sabe o que faz.
Abatidos mas não aniquilados, perplexos mas não desalentados. E outra, eu não quero ver ninguém chorando. Até parece que vai uns para o Polo Norte e outros para o Polo Sul! Não vai ser uma parede de uma sala de aula que vai nos separar definitivamente. Pelo contrário, aí sim poderemos ver as amizades se fortalecendo ou não. Somos ou não somos amigos? Estaremos juntos, de qualquer forma, separem a gente o quanto quiserem. Nós sabemos o quão importante somos uns para os outros. Sei que todos estão tristes e que não adianta muitas palavras de consolo, mas, coragem, meus caros, coragem. Lutem porque a vida é muito curta para ficarmos nos lamentamos por isso. Afinal de contas, para quem sempre foi ameaçado de separação de classes, até que demorou muito para acontecer. Sei que pior é difícil ficar. Mas nós não temos NENHUM poder e nome para mudar isso. Teremos que aceitar e ponto. Porque ficar-se lamentando o acontecido, a gente se esquece que tem ainda uma vida toda pela frente para viver. O mundo não vai acabar. A VIDA TEM DE PROSSEGUIR.
Se lembrem de não se esquecerem de mim, nem por um segundo. Eu nunca vou esquecer. Eu vou me lembrar sorrindo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Protesto.

Hoje o discuro é um protesto. O protesto de quem não aceita a mudança de classe. Depois de quase 10 anos estudando com a mesma turma, na mesma classe 'B' com os mesmos colegas, uma mudança, do tipo 12 alunos para cada classe, a separação. E meus melhores amigos para sempre, como ficam, dona diretora? Como querem que sejamos ótimos alunos como sempre fomos uns longe dos outros? Nosso somos uma família. Unida. Feliz. Inseparável. Não é perfeita, nem de longe. Briga e faz bagunça. MAS, CARAMBA, É ASSIM QUE TEM QUE SER. E era para ser o ano mais perfeito de todos. O último ano naquela escola. O último. E as nossas brincadeiras que não vão acontecer? E a nossa formatura no final do ano, como fica? Em time que está ganhando não se meche.
Acho que se preocuparam tanto e tanto de agirem com a razão que se esqueceram da emoção. Do coração. Dos amigos. Quem tem melhore amigos para sempre sabe. Talvez o problema deles é não ter amigos. Mas não atrapalha a felicidade alheia né. E hoje o coração sangra. Chora. Dói. Abriu-se um buraco. Arrancaram metade de mim. O que vai ser de mim? O que vai ser da minha incrível e eterna turma.
E a Débora. A, a Débora. Minha sempre melhor amiga desde sempre. SEPARARAM A GENTE NO NOSSO ÚLTIMO ANO JUNTAS. Dá pra ser pior? Dá sim. A Bia, minha outra minha melhor amiga desde sempre, vai se mudar pra minha escola e agora que a gente iria ralizar nosso sonho antigo de voltar a se ver todos os dias e ter as mesmas aulas juntas, fazem isso!
Fica aqui a súplica de alguém que não vai suportar viver um ano assim. Tiraram o chão.
Eu não sei o que vai ser de mim. Claro, tenho amigos na classe que fui. Ana Clara é um ótimo exemplo disso, catecumeno com catecumeno se entende. Mas e os outros? Os outros também são meus amigos desde sempre.
Eu queria ter a sabedoria de entender. Eu queria ter o poder de mudar as coisas para que fiquem do jeito que eu quero. Mas eu não posso.
Minha única opção é aceitar. Levantar a cabeça e olhar nos olhos de quem feriu meu coração e ter a coragem de seguir em frente. Agora, mais do que nunca, eu preciso ter coragem. Coragem de viver longe dos meus melhore amigos para sempre. Vai ser difícil. Vai doer. No final do ano, vai acabar de qualquer forma e eu vou ter que ir para outra escola, e vou ter que ver tantos melhores amigos para sempre indo para outras escolas. E eu vou ter que suportar. Vou ter que aprender a ser forte. E continuar na luta.
E eu que falava que o 'pra sempre' nunca ia mudar, mas eu não sabia que o pra sempre, sempre acaba.
Isso se chama realidade. Dura.
Eu só quero que você nunca se esqueçam de mim, nem por um segundo. Eu guardo boas lembranças de vocês. Cada história. Cada mico. Cada aula. Cada amigo. De tudo o que fizemos juntos. Nós ainda somos amigos. Ainda podemos ser amigos, não é porque mudamos de classe que tudo acaba aqui. Tudo bem que eu nunca esperava por isso. Briguei com vocês. Fui chata, insuportável, eu sei disso. Mas... 'é nóis'. É, tenho carinho, admiração e amor por vocês.