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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O dia da formatura.

Chegou o grande dia, Senhor, chegou o dia da despedida. Do troféu. O troféu é o nosso diploma. Galgamos o cume de um monte de onde se descortinam vários caminhos. Caminhos que serão percorridos de acordo com a vocação e as escolhas de cada um. Chegou o dia do fim. o dia do começo.
E, como em todas as formaturas é dia de gratidão Gratidão a ti meu Deus. Autor da vida e de tudo que existe. Gratidão aos pais, professores, funcionários, amigos. E todas essas pessoas que foram afinando as vozes para que o corpo pudesse entoar sua canção. A canção está pronta. É só começar o espetáculo. A cada espaço de tempo, um sinal era tocado para que as pessoas se preparassem para o momento da estréia. A estréia é hoje. Tudo já foi ensaiado. É claro que sempre falta um detalhe aqui ou ali. Mas tudo está pronto para começar. E a vida aguarda os novos artistas.E o mundo está sedento do talento desses jovens que saem da gruta sem medo de enfrentar as feras que surgiram pelo caminho. Estão armados. Porque ter medo? Armados de valores, de conhecimentos, de amor. Armados para derrotar o que deve ser derrotado e fazer tremular, no mais alto mastro, a bandeira da vida, iluminada com o sinal da paz.
O tempo passou rápido demos. No começo, movia-se devagar. Os primeiros dias. os primeiros contatos, tudo era novidade. Cada novo momento parecia difícil de ser aprendido. As notas foram ganhando sonoridade. O som agradável foi contagiando toda a escola. e os estudantes foram crescendo, tal qual aurora que todos os rincões do mundo. E essa luz que vinha das conversas, dos risos, das pequenas discussões que faziam da escola um espaço de magia. E todo reino era tomado por um sentimento único de esperança. Aliás, no reino encantado da escola, os príncipes e princesas tem o dever de ensinar e sonhar. Apenas isso e mais nada. E isso já é o bastante.
O sonho está mais vivo do que nunca neste dia. A caverna já cumpriu sua missão. Não é possível mais viver em seus seguros espaços. É preciso sair para o mundo. É preciso deixar na caverna tantos momentos lindos que marcaram nossa história. Toda cumplicidade dos maestros que lá estavam e que anunciavam a luz que nos aguardava. É preciso levar da caverna sentimentos corretos. A determinação de não nos acomodarmos com o que está acontecendo de errado. Aprendemos que nunca deveríamos neglicenciar os nossos valores, os nossos ideais. E seremos fieis a essa vocação.
Hoje é o dia da formatura. E a emoção desse dia tem de ser um marco que nos proteja do crime da acomodação e da apatia. Que a juventude que temos seja eterna, e que desejo de mudar o mundo saia da utopia e habite a realidade. Esta é a nossa oração. Este é o nosso interno amoroso. Estamos prontos. Saudosos de um passado recente. Mas prontos. Podem abrir as cortinas. O espetáculo vai começar. Proteja-nos, Senhor nesta e em todas as nossas apresentações. Não podemos desanimar.
Assim seja!

Gabriel Chalita

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
O dia da formatura é um dia incrível. De consagração. De alegrias. De extremo orgulho de ter feito parte. Uma felicidade inesgotável.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Contos de uma noite de Natal.

Era véspera de natal quando Marieta passava pela rua 15 para ver a linda decoração da cidade. Estava tudo iluminado por lindas luzes brancas e coloridas; havia papais noeis por toda parte. Sem o menor espírito para festejos natalinos, Marieta se sentou em um banco da praça para admirar a noite estrelada.
Ninguém sabe, ao certo, informar exatamente seu estado psicológico; ela aparentava um misto de solidão e angústia. Estava impecavelmente vestida como se fosse a uma festa. As pessoas que passavam alegres e cantarolando antigas canções sequer reparavam na jovem no banco sozinha e pensativa. A hora foi passando e cada batida do relógio no alto da igreja trazia-lhe mais temor. Aos poucos, as pessoas se recolheram em suas casas para a grande ceia. Marieta levantou-se infeliz. Atrás de cada janela iluminada, podia ouvir vozes alegres e altas, indicando grandes reuniões familiares.
O motivo principal de sua dor fora ter descoberto que estava sendo enganada pelo namorado. Nada a consolava. Ele fora seu sonho mais íntimo e sua conquista mais valiosa, porém abandonou-a às vésperas de completarem dois anos de namoro e fora se juntar a outra mulher. Tal acontecimento pegou-a desprevenida e deixou-a em estado de choque. Não conseguia chorar, nem brigar e xingar. A dor atingira a parte mais funda de todo seu ser.
Apesar de relutar com seus próprios passos, chegou em casa para a reunião festiva de sua família. Quando a viram, cochicharam e apontaram; por um momento, pensou em voltar para aquele banco na praça. Sentou-se no canto mais afastado da sala e comeu silenciosamente. Nem mesmo seu lindo presente fez dizer-lhe mais que "obrigada". Mas, ao contrário do que pensara, não estava sozinha nessa: quando o relógio marcou meia-noite recebeu o seguinte torpedo:

"Não haverá motivo mais indigno de tuas lágrimas quanto àquele que te recusaras. Olhai as flores enfeitadas e o céu estrelado: ainda assim te entristesces? Ora, não afugentes teu lindo riso, há alguém que quer vê-lo mais vezes.
Nada nunca será gradioso o suficiente para tornar injusta a tua alegria.
Feliz Natal
Seu melhor amigo

PS: te amo "

Ao ler essas belas palavras, saiu de sua casa ao encontro de Damião para dizer-lhe pessoalmente o quanto aquilo lhe animara. Nenhuma outra vez escutara palavras tão lindas quanto aquelas. Assim se iniciou mais um romance.
E foi assim que Marieta passou esse Natal: com toda a alegria que poderia ter encontrado.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Chega uma hora em que tem que passar.

O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossivel. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa.
Amanhecer

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Meu consolo é saber que uma hora ou outra haverá de passar a dor e que quando isso acontecer dias menos tempestuosos virão.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

So, go on.

Parece um ciclo vitalício, normal. Você se apaixona. Você alimenta esse amor com frutos da sua cabeça. Você entra em crise de amor. Você não consegue sair. Você se decepciona. Você enche os olhos de lágrimas. Passa. Você se sente sozinha e vazia. Você se apaixona de novo. Você fica rindo sozinha. É preciso percorrer estradas e caminhos para chegar à linha de chegada.Mas chega um momento em que a estrada é longa demais e o seu amor desmonta.
Nos alto de seus 15 anos, sua vida se resume ao jogador do time de futebol da cidade, belo e atraente. Você pensa que ele é único. Mas esse é o erro terminal. Ele não liga pra você e ele só quer ser popular. Você põe na sua cabeça que existem garotas mais bonitas, mais magras e mais sociáveis. Pode até ser que sim, mas você é única. Nessa fase da vida, a gente não sabe olhar para os lados.
Essa vida cansa. Você precisa de algo mais palpável que uma ilusão. Você precisa parar de se preocupar com isso. Não vale a pena. Garota, enquanto você chora no seu quarto, a vida acontece lá fora. Siga seu caminho em paz. Você é jovem e com certeza vai encontrar alguém que também te queira. Respire fundo pois o dia está claro lá fora. Você sempre terá um milhão de amigos. Então, vá em frente. Então, vá em frente.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
E que quando você estiver bem cansado ainda exista amor pra recomeçar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As promessas de Maria Olívia para 2011

Em 2011 eu vou ...

- Ver o Muse no Rock in Rio
- Ser presidente da Câmara Jovem
- Estudar seriamente (principalmente exatas)
- Não usar todo meu dinheiro em compras e guardá-lo
- Não tentar matar meus irmãos
- Parar de me auto destruir
- Escrever, escrever, escrever ...
- Acreditar mais nos meus pais e nos amigos
- Não lutar contra meus sentimentos
- Não quebrar meu celular
- Ter um namorado decente
- Tentar ser uma pessoa melhor

Como dizer é uma coisa e fazer é outra, prometo, ao menos, tentar cumprí-las e fazer de 2011 um ano inesquecível!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz.

Imagine todas as pessoas vivendo para o hoje. Consequentemente, as pessoas seriam mais felizes. Imagine um mundo sem brigas e mortes; estaríamos à um passo do amor. Imagine jardins floridos e pessoas cantando. Imagine que não houvesse hierarquia e poderes. Imagine que solucionassem problemas como a fome e a ganância. Imagine todas as pessoas dando as mãos umas para as outras sem se importar com a cor ou a religião de quem está ao seu lado. Vamos dar uma chance à paz.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
John sempre teve razão.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A história e o presente dos meios de comunicação

Internet, televisão, rádio e jornal são importantes meios de comunicação. Cada um, a seu tempo, trouxe mais conhecimento e diversão às pessoas. Com tanta variedade, podemos escolher o que nos for melhor e tirar proveito disso.
Uma das primeiras medidas da Família Real no Brasil for a criação de um jornal de circulação interna com os principais acontecimentos brasileiros. Hoje em dia, apesar dos jornais onlines, sua forma impressa não foi totalmente abandonada e por ser um veículo de grande crítica política, a leitura se faz essencial. Além disso, nos jornais municipais, é possível acompanhar de perto a situação política e financeira em que a cidade se encontra.
Depois do jornal, chega o rádio com as primeiras novelas, programas musicais, esportivos e políticos. Anos depois, na década de 1950, a televisão chega ao Brasil com o intuito de levar informação e diversão de forma mais rápida. Ainda em preto e branco, as novelas e programas humorísticos da época são citados como os melhores já vistos.
Mais recente, a Internet globalizou o mundo. Possibilita informações instantâneas, amigos pelo mundo inteiro, facilidade para acessar sua conta bancária, redes sociais, todo tipo de site imaginário e mais surpreendente ainda, isso tudo cabe dentro de um celular.
Se analisarmos a história, veremos que os fatores maléficos nos meios de comunicação dependeram do ser humano e de suas intenções. Assim como Dom João não previa a Internet em 1800, não podemos prever quais serão os meios de comunicação do futuro ou se esses permanecerão. Com tantas opções disponíveis a baixo custo, só ficará fora da globalização quem quiser. Contudo, ninguém nos roubará o poder de escolhermos o que nos convém.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Foi uma da smelhores dissertações que escrevi este ano.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Algumas palavras sobre a oitava série e o fim do "João Gabriel Ribeiro"

É com muito orgulho que hoje venho aqui vos dizer que acabei não só a 8ª série do Ensino Fundamental, mas que terminei meu ciclo de oito anos estudando na mesma escola. É triste por um lado, mas também me deixa imensamente feliz por tê-lo cumprido. Como tudo na vida, foi repleto de altos, baixos e extremos. De alguma forma ou de outra, a escola me ajudou a crescer, a encontrar meu próprio caminho e ao auto-conhecimento. Faria novamente tudo que fiz e, claro, vou sentir saudade.

Desejei terminar logo, partir para novas aventuras, e eis que chega o dia. Olhei pela última vez o minúsculo corredor sufucante, vi as carteiras da classe vazias, me despedi de todas as pessoas e objetos, desci a escada do segundo andar, passei pelo pátio pela última vez e saí. Nunca mais voltarei como aluna, apenas como visitante. É preciso coragem e determinação para seguir em frente.

Tive aulas e professores ótimos e inesquecíveis, onde pude aprender muito. Conheci boa parte de meus amigos, minha turma incrível e inacreditável. Infelizmente, sempre há o outro lado, aquele que queremos apagar. É normal ocorrerem pensamentos como “o que eu vou fazer ano que vem sem isso e aquilo” mas tenho certeza que Deus reserva para todos nós um bom futuro e a saudade é mais uma conseqüência. Não podemos negar, entretanto, que será difícil não ter mais aula na mesma classe, visitar os mesmos cômodos, ver as mesmas pessoas e ir sempre para o mesmo lugar.

É uma sensação tão gostosa dizer que se está no último ano; é como se te desse um status a mais. No último ano somos livres para brincadeiras e zoações, “porque precisamos de preciosos arquivos para a formatura”. No último ano podemos fazer e dizer coisas surpreendentes, inacreditáveis e até mesmo indecentes, porque temos que aproveitar ao máximo e pouco de nós faríamos isso se não estivéssemos no último ano. O último ano é tão gostoso e divertido que quando nos damos conta do tempo, já acabou.

No começo desse ano, fomos surpreendidos por uma mudança inesperada de classes, uma “separação” mesmo. Houve quem chorasse, reclamasse e esperniasse. Só não sabíamos que isso, de alguma forma, foi bom. Ensinou da maneira mais cruel que não precisamos estar sempre juntos para dizer que somos amigos. Também fizemos novas amizades e fortalecemos outras. Teria sido diferente se as classes não tivessem sido mudadas? Sim, claro. Só não sabemos até que ponto isso seria bom ou ruim.

Tudo que eu e meus colegas vivemos nessa escola foi de grande valor. Não podemos deixar os fatos tristes apagarem os alegres. Acaso se para no meio do caminho por preguiça de remover um obstáculo? É claro que não. Saio dessa escola com apenas o primeiro diploma dos muitos que ainda terei. Engana-se quem pensa que o estudo termina na oitava série, pelo contrário, ele é perene. Muitas coisas ainda estão por vir: o Ensino Médio, a faculdade, o primeiro emprego. Saio de cabeça erguida, como uma vencedora. Deixo para traz um história fabulante, genial, comovente e ainda não escrita. Deixo no passado uma parte de minha existência.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mais um ano de vida e de blog.

Gostaria de agradecer a todas as pessoas, animais e coisas que possibilitaram que eu completasse quinta-feira 15 anos de vida e no sábado 2 anos de Teorias Dinâmicas. Todos os médicos que não esqueceram seus bisturis dentro de mim. Aranhas, escorpiões e cobras que não me picaram. Motoristas que me viram e freiaram. Todos os cachorros que só cheiraram, mas não morderam. Coração que não parou. Raios que pararam nos pára-raios. Venenos de rato que não comi quando criança. Todas as bóias e coletes salva-vidas. Todas as joelheiras e cotoveleiras. Tampas de boeiras que estavam firmes. Assassinos que não cruzaram o meu caminho. Bois que não me contaminaram com febre aftosa. Armas descarregadas, muros firmes, árvores fortes, imóveis bem construídos.
Gostaria de agradecer a todas as pessoas, coisas e animais que me serviram de inspiração, que de alguma forma ou de outra possibilitaram que nesses dois anos não me faltassem assuntos. A todos aqueles que não tentaram colar meus dedos ou me reprimir. A todos que pararam para ler meus textos. A todos que perderam seu tempo falando de mim. A todos que sempre acreditaram em mim.
Enfim, obrigado a todos. Muito mais coisas estão aí para nos matar do que para nos fazer viver. Portanto, um brinde a todas as coisas, animais e pessoas.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Prometo publicar algumas fotos da minha super festa de 15 anos aqui no blog. Foi, na significação ideal das palavras, um dos dias mais lindos e felizes da minha vida.

PS: o texto foi, em partes, escrito por @lucasfresno e eu acrescentei algumas coisas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Apesar do Apartheid.

A África do Sul passou por um grande processo de segregação racial onde a minoria branca impôs aos negros um regime totalmente separatista. Apesar de toda a luta para o fim dessas regras, o mundo se esquece da brutalidade de tal ao ser racista. O que mais será preciso para que aprendamos a lição? Talvez a resposta seja simples: acontecer conosco.
A história, sempre debochada por uns, é a mais importante em se tratando de conhecimento. Esse conhecimento se aplica no presente com vêemencia, onde é possível notar que ela se repete.
O racismo presente na Africa do Sul teve a presença salvadora de um líder, que lutou com uma população descontente da situação por uma igualdade social até então inexistente. Nos Estados Unidos, a violência e a repressão também marcaram a história. O que esses fatos têm em comum é que o racismo não terminou com o Apartheid nem com a Declaração dos Direitos Civis, permanecendo agora de uma forma camuflada. Contudo, os "líderes" populares cessaram, sendo assim, a tendência é que o racismo, assim como outros preconceitos, continuem.
E o que nós fazemos para mudar? Quais atitudes, de fato, tomamos para tentar mudar o mundo? Estamos de braços cruzados ou tentando melhorar? Essa é a grande questão, uma sociedade igualitária depende do desejo que cada um possui de melhorar suas atitudes.
Não é a cor da pele que determinará o papel de uma pessoa na sociedade. Não sejamos medíocres, portanto. Há muitos valores que são deixados de lado para analisar a etnia. Acaso, então, se preocupam em quão honesta é ou quanto tem na conta bancária? Sim, amigos, nós todos comparamos as pessoas pelo sobrenome, pela etnia, pela religião, pelo dinheiro, pelo carro e até mesmo pela cor dos cabelos. É vergonhoso. Devemos ser sociáveise nos importar com o caráter, e não com os fatores externos. A humanidade será melhor e mais provida de paz quando todos formos unidos e conscientes.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Sol vai voltar amanhã?

Obviamente, felicidade de pobre dura pouco, já diria o ditado popular.

Sou movida pela claridade que entra pela janela de meu quarto toda manhã. Nunca consigo ficar triste o suficiente em um belo dia ensolarado - alias, há quem consiga? Há tantas coisas para se fazer antes que o Sol se ponha. Seu curto ciclo é para lembrar que haverão dias tristes e nublados, mas que o Sol uma hora ou outra sempre volta.
Os dias de chuva me trazem algum desepero, aquela sensação de querer fugir e não conseguir, enquanto o Sol me faz querer ser livre e sair correndo por uma praia.
Às vezes quando passamos por momentos difíceis na vida o que apenas queremos é dormir porque ao menos veremos o Sol nascer novamente no dia seguinte.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
é por isso que vou dormi agora.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A exclamação.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acho que começar esse texto com vários pontos de exclamação é conveniente. Passei a semana atarefada, mas ao final do dia de hoje só posso abrir um sorriso e dizer "obrigada meu Deus".
Minha felicidade pode ser comparada à de alguem que ganha na loteria: que tem certeza que ficará tranquilo por um bom tempo. Meu contentamento se dá às expectativa. Aguando ansiosa meus 15 anos (8 dias). Aguardo com ansiedade o desenvolvimento de meus amores.
Posso dizer, com total certeza, que há acontecimentos em nossas vidas que nos provam a grandeza das coisas. A grandeza de um amor é vista no ciúme, daquele quase-ódio de quem o pratica. A grandeza de uma amizade é sentida na perda. Ser grande, porém, é algo ainda distante, que exigeno-nos bons anos de experiência.
Hoje exclamo o tamanho de minha felicidade. Exclamo, de forma sutil, o amor que sinto. Levanto meus olhos e agradeço por tudo que sinto, por toda a endorfina que libero. Permite uma sensação tão grande de paz. Permite viver, sobretudo, e isso é o mais importante.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Eu venho reunir todas as nações"


Ainda em clima de Peregrinação para Caconde-SP.

Você passa o final de semana INTEIRO andando pelas ruas da cidade, cantando, falando "Deus te ama", passando fome, calor, tendo ataque de ciúmes e chega no final de diz "foi tão bom". Como isso é possível? Só há uma resposta: É Deus. É só por e para Deus e que fazemos tudo isso. É aquele evangelho onde Jesus Cristo diz "a tua fé de salvou".
Você passou sua vida inteira nessa rotina de filho de catecúmeno e depois se assume como um deles. Seus amigos te dizem que você deveria ser freira ou que isso não leva a nada. Meus caros, tudo depende da fé que temos e no que acreditamos. Eu acredito, ainda mais depois dessa peregrinação, que Jesus Cristo está no meio de nós, intercedendo por nossas escolhas e palavras.
A evangelização me fez suar frio. A gente tem que receber uma pá de "nãos" para te fazer entender que nós, cristãos católicos, não somos maioria. O Caminho Neocatecumenal, porém, é universal. Todos nós catecúmenos cantamos as mesma músicas, cada um com seus sotaque. Dançamos da mesma forma e temos os mesmos princípios; isso te faz crescer e acreditar mais ainda na salvação.

"Eu venho reunir todas as nações, virão e verão a minha glória. E entrarão nossos irmãos de todas as nações para que anunciem a minha glória"

"Caminhando e cantando e seguindo a canção"

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
É tão indescrítivel que só dá para saber verdadeiramente quem esteve lá.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contos de Halloween.

Eu sei que o Halloween já passou há algum tempo, só que, na época, eu não tive tempo para escrever essa história, então ...

Sobre como eu passei o Halloween.

É sexta-feira 31 de Outubro, Dia das Bruxas. Vai acontecer uma super festa em comemoração no salão da cidade e eu tenho quase certeza que aquele garoto vai estar lá. Ensaiei a semana inteira como o convidaria para a festa; formulei mil respostas para o "sim" ou "não" e até treinei diálogos. Como sempre, meu lado pessimista ganhou e preferi acreditar em um milagre.
Passei o Dia das Bruxas roendo as unhas pretas, não via a hora da festa começar. Caprichei no look e na maquiagem, afinal, tudo tinha que ser perfeito.
Cheguei meia hora antes do previsto. Estava ansiosa demais para ficar dentro de casa esperando a hora passar. Não tinha ninguém lá, absolutamente ninguém além do DJ testando o som. Então eu sentei e esperei e repassei mentalmente todas as minhas possibilidades.
A hora começou a passar e nada dele chegar. Ele não viria, eu sabia disso, mas preferia acreditar no contrário. Analisando meu histórico, nunca tive sorte o suficiente com os garotos a ponto de achar que um "milagre" aconteceria. Confio e espero demais dos outros. Acredito demais em amor.
Não conseguia dançar, escutar direito, falar e nem comer. Havia um nó se retorcendo em minha garganta em súplica. Não haveria doces ou travessuras que pudessem acalmar meu coração. Precisava vê-lo e senti-lo perto de mim. Eu precisava saber como fora seu dia, se tinha tido algum problema e se queria dançar Transylvania comigo. Não queria beijos, me contentava com algum abraço e seu lindo sorriso. Será que é pedir demais?
Mas ele não veio. A festa estava sem graça. Não tinha mais sentido ficar ali. Eu o queria como nunca quis nada em minha vida. Eu juro que daria o mundo para tê-lo comigo aquela noite.

Esse Halloween, verídico, me ensinou que:
- Devo, com mais frequência, chamar garotos para sair;
- Não posso ficar perto de monstros fantasiados por mais de 10 minutos;
- Não preciso usar salto;
- Se a festa não estiver boa, independentemete do horário, ligar e dizer "Pai, vem correndo me tirar daqui".
- Não vivo sem doces.

domingo, 7 de novembro de 2010

Os amores platônicos mal resolvidos de Maria Olívia.

Mais uma respirada. Mais uma vez de volta ao blog.
Eu planejei um ano inteiro, ou até mais, o dia em que eu finalmente me libertaria de meus medos e que o garoto dos meus sonhos de 14 nos se declararia a mim. O problema de você viver um amor platônico é nunca ter total certeza se vai dar certo ou não. É tudo muito irreal e imaginário.
A realidade - o mais profundo desejo dos platonistas - não é tema para redações, o que pode ser facilmente explicado quando se analisa a escrita de tal. No meu caso, as proporções exageradas se dão partindo do princípio daquele amor construído a partir dos anos, onde você cresceu com uma imagem pré-definida e agora vê outra(s). A convivência força esse tipo de sentimentos ou é só mais uma crise?
Já vivi tantos romances em minha mente que até me confundo às vezes. A agitação e os movimentos bruscos levam à produção, por vezes exagerada, de endorfina, induzindo-nos o pensamento que quanto mais adiante formos, mais perto daquele sonho ficaremos.
Quando depositamos esperança e confiança demasiada em alguém a tendência é que nos decepcionaremos; as fotos e fatos estão aí, comprovando a teoria. Vi o amor acontecer na vida de tantas pessoas enquanto na minha não basta de outro querer. Vejamos, nem tudo podemos comprar ou escolher. Não é para tudo que podemos usar nossas palavras e jeitos. É preciso um algo a mais, que eu ainda não sei o que é.

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Queria ter alguma certeza, alguma palavra, alguma explicação.
Amigos, quando você vê uma foto seguida de fatos contrários à sua expectativa, te cai o mundo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um pouco sobre mim.

Você planeja o dia inteiro o que vai falar e, de repente, se esquece. Você diz que tem várias histórias, mas nunca as conta. Você diz que sabe tanto e quando alguém pergunta responde "não sei". É. Você se contraria e se vê obrigado a abrir mão de suas mordomias, mas não reclama. E o que fazer? Encarar o teto esperando o sono que não vem. Falo isso em primeira pessoa, eu.
Tenho sono. Saudade. Carência. Mau humor. Quero ser entendida. Quero que ao falar me escutem. Quero dormir na minha cama. Quero meu pai e minha mãe. Quero um abraço e o seu sorriso.
Não posso sair desse espaço. Não posso falar bobagem. Não posso dormir. Não posso chorar. Não posso bocejar na aula. Só posso pensar e estudar. Cansa.
Tem uma pequena parte de mim que gosta. Gosto de refletir, só não gosto de enlouquecer com meus pensamentos.
Meu tempo se esgotou. Não tenho mais tempo de escrever. Minha vida está uma loucura. Queria transformar meus pensamentos noturnos em palavras. A emoção do momento me motiva. Quando amanhece, os pensamentos se vão obrigatoriamente e fico com suas lembranças embaçadas. Finjo esquecer para tentar dar continuidade à vida fora de minha mente até que o sol se ponha de novo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Existem pessoas, coisas e sentimentos. Não confundi-las.

Existem sentimentos que nos levam a fazer coisas inacreditáveis, inimagináveis e até, por vezes, patéticas. Colocam à prova nossas convicções, nossa capacidade de suportar a dor, a pressão e a angústia, só para deixar bem claro que somos bem maiores do que um dia achamos ser. Assim a gente olha pra trás e vê o quão longe chegamos. Tem coisas que simplesmente não devem ser explicadas, mas que, às vezes, dão vontade de explicar.
Existe alguém em mim que quer falar tudo que acha que sente. Quer dizer que faz qualquer coisa pra te ter ao lado todo dia à noite. Esse alguém te quer. Existe alguém que duvida. Duvida do que tu sentes e, justamente por isso, não diz o que sente. Ele não diz, e te faz achar que ele não sente nada por ti. Esse alguém te gosta muito. Existe também alguém que ferve. Alguém que ignora todo o sentimento, pois espera a cada esquina por algo melhor, algo que nunca aparece e que o faz permanecer nessa incessante busca. Esse alguém não vive sem ti.
Lucas Silveira

Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Com a proximidade de meus 15 anos, aumenta, também, os preparativos e afazeres.