"Sim, eu sei. É a distância que separa os sentimentos das palavras. Já pensei nisso. E o mais curioso é que no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Ou pelo menos o que me faz agir não é, seguramente, o que eu sinto mas o que eu digo.
No entando como seria bom construir alguma coisa pura, liberta do falso amor sublimizado, liberta do medo de não amar... Medo de não amar, pior do que o medo de não ser amado."
(Clarice Lispector)
terça-feira, 15 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
As palavras certas da história errada.
Sou cheia de contar histórias, inventadas ou verdadeiras. O meu problema com as histórias é sempre deixar bem clara a minha opinião no último parágrafo - como se isso fosse um problema. Não quero ver o que todo mundo sempre viu - porque eu tenho muito medo. Sou cheia de querer ser contradição em tudo - mesmo que isso seja ruim.
A minha história sempre muda. É muito fácil me ver por aí com lápis, papel e borracha, porque não quero perder nenhum detalhe da história. Eu vivo a maioria das minhas histórias, seja na vida real ou no sonho. Meus sonhos nada mais são do que a vida que eu queria ter, com as pessoas que eu queria "ter".
Já reclamei da minha vida, da minha história - e ainda reclamo - , mas não me adianta nada ficar o tempo todo lamentando o que não tenho e gostaria de ter, porque assim, a vida se torna mais infeliz e solitária do que é. Isso resulta em uma história que não é sua, que você não vive e acaba não tendo o direito de vivê-la pois não batalhou para isso.
Já escrevi muitas histórias nas aulas de português, todas falsas, que eu não vivi, totalmente inventadas e sem o menor sentido, não parecendo minhas. É muito fácil escrever a história que se queria viver; a história perfeita que todos querem ouvir. Mas quando um dia você escreve a SUA história, o que você vive, o que não é perfeito, que ninguém queria ouvir e que não têm a menor relação com as histórias escritas anteriormente, fica parecendo que você se transformou em outro alguém, totalmente malígno, sem coração, sem sentimento e sem criatividade. Só porque a inspiração deixou de ser a cinderela e passou a ser você, com seu passado, presente e futuro bem definidos.
As minhas histórias só interessam a mim mesma. As minhas histórias são as minhas verdades, que exitem ou que eu inventei. As minhas histórias de hoje em dia são o resultado de alguém que escreve sua vida, diferente da vida dos contos de fadas onde tudo é perfeito, lindo e feliz para sempre - porque todo mundo sabe que não é assim, e quem acha que a vida é perfeita e que o paraíso é aqui, é o maior hipócrita. Eu não me transformei em outro alguém, nem me adaptei à qualquer coisa que agrade; deixei de ser ingênua à muito tempo (bem mais do que você pensa); deixei as histórias perfeitas em outros cadernos, deixei que eu fosse a inspiração e que a minha vida fosse o tema das histórias que você não entendeu. Eu me camuflei por muito tempo e deixei que tivessem outra imagem de mim, diferente daquela que eu realmente sou. Quando fui mais eu, tiveram a infeliz idéia de achar que não era eu, só porque a história era minha e só porque eu nunca escrevi essa história no caderno de português nem mostrei para todo mundo - justamente por ser minha. Se você acha que eu mudei, é porque nunca me conheceu.
Continuarei com as incríveis histórias da Maria Olívia.
A minha história sempre muda. É muito fácil me ver por aí com lápis, papel e borracha, porque não quero perder nenhum detalhe da história. Eu vivo a maioria das minhas histórias, seja na vida real ou no sonho. Meus sonhos nada mais são do que a vida que eu queria ter, com as pessoas que eu queria "ter".
Já reclamei da minha vida, da minha história - e ainda reclamo - , mas não me adianta nada ficar o tempo todo lamentando o que não tenho e gostaria de ter, porque assim, a vida se torna mais infeliz e solitária do que é. Isso resulta em uma história que não é sua, que você não vive e acaba não tendo o direito de vivê-la pois não batalhou para isso.
Já escrevi muitas histórias nas aulas de português, todas falsas, que eu não vivi, totalmente inventadas e sem o menor sentido, não parecendo minhas. É muito fácil escrever a história que se queria viver; a história perfeita que todos querem ouvir. Mas quando um dia você escreve a SUA história, o que você vive, o que não é perfeito, que ninguém queria ouvir e que não têm a menor relação com as histórias escritas anteriormente, fica parecendo que você se transformou em outro alguém, totalmente malígno, sem coração, sem sentimento e sem criatividade. Só porque a inspiração deixou de ser a cinderela e passou a ser você, com seu passado, presente e futuro bem definidos.
As minhas histórias só interessam a mim mesma. As minhas histórias são as minhas verdades, que exitem ou que eu inventei. As minhas histórias de hoje em dia são o resultado de alguém que escreve sua vida, diferente da vida dos contos de fadas onde tudo é perfeito, lindo e feliz para sempre - porque todo mundo sabe que não é assim, e quem acha que a vida é perfeita e que o paraíso é aqui, é o maior hipócrita. Eu não me transformei em outro alguém, nem me adaptei à qualquer coisa que agrade; deixei de ser ingênua à muito tempo (bem mais do que você pensa); deixei as histórias perfeitas em outros cadernos, deixei que eu fosse a inspiração e que a minha vida fosse o tema das histórias que você não entendeu. Eu me camuflei por muito tempo e deixei que tivessem outra imagem de mim, diferente daquela que eu realmente sou. Quando fui mais eu, tiveram a infeliz idéia de achar que não era eu, só porque a história era minha e só porque eu nunca escrevi essa história no caderno de português nem mostrei para todo mundo - justamente por ser minha. Se você acha que eu mudei, é porque nunca me conheceu.
Continuarei com as incríveis histórias da Maria Olívia.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
Um feixe de contradições.
Por favor, pode dizer exatamente o que é um feixe de contradições? O que significa contradição? Como tantas palavras, pode ser interpretada de dois modos: uma contradição imposta de fora e uma contradição imposta de dentro. A primeira significa não aceitar as opiniões dos outros, sempre saber mais, ter a última palavra; resumindo, todas aquelas características desagradáveis pelas quais são conhecidas. A segunda, pela qual não sou conhecida, é meu segredo.
Como já disse muitas vezes, sou partida em duas. Um lado contém minha exuberância, minha petulância, minha alegria na vida e, acima de tudo, minha capacidade de apreciar o lado mais leve das coisas. Com isso quero dizer que não acho nada errado nos flertes, num beijo, num abraço, numa piada pesada. Este meu lado costuma ficar à espreita para emboscar o outro, que é mais puro, mais profundo e melhor. Ninguém conhece o lado melhor de Maria Olívia, e é por isso que muita gente não me suporta. Ah, eu posso ser uma palhaça divertida durante uma tarde, mas depois disso todo mundo se enche de mim durante um mês. Na verdade sou aquilo que um filme romântico representa para um pensador profundo - uma simples diversão, um interlúdio cômico, algo a ser esquecido: que não é ruim, mas que também não é particularmente bom. Odeio ter de admitir isso, mas porque eu não deveria admitir, já que conheço a verdade? Meu lado mais leve, mais superficial vai sempre tirar vantagem do lado mais profundo, e com isso vencerá sempre. Você não pode imaginar quantas vezes tentei empurrar para longe essa Maria Olívia, que é somente a metade do que se conhece com Maria Olívia - derrubá-la, escondê-la. Mas isso não funciona, e sei porquê.
Tenho medo de que as pessoas que me conhecem descubram que tenho outro lado, um lado melhor e mais bonito. Tenho medo de que zombem de mim, de que pensem que sou ridícula e sentimental, e que não me levem à sério. Estou acostumada a não ser levada a sério, mas somente a Maria Olívia leviana consegue lidar com isso; a Maria Olívia mais profunda é fraca demais. Se eu forçar a Maria Olívia boa ao palco por pelo menos quinze minutos, ela se fecha como um marisco no momento em que é chamada a falar, e deixa a Maria Olívia número um dizer o texto. Antes que eu perceba, ela desapareceu.
Assim, a Maria Olívia boa nunca é vista acompanhada. Ela nunca aparece, ainda que quase sempre assuma o palco quando estou sozinha. Sei exatamente como gostaria de ser, como sou... por dentro. Mas infelizmente só sou assim comigo mesma. E talvez seja por isso - não, tenho certeza de que este é o motivo - que penso em mim como uma pessoa feliz por dentro, e os outros pensam que sou feliz por fora. Sou guiada pela Maria Olívia pura, de dentro, mas por fora sou apenas uma cabrita fazendo cabriolas, forçando a corda à qual está amarrada.
Como já disse, o que falo não é o que sinto, e por isso tenho a reputação de assanhada, de sabichona e leitora de romances de amor. A Maria Olívia jovial gargalha, dá uma resposta ferina, encolhe os ombros e finge que nem liga. A Maria Olívia quieta reage de modo oposto. Se estou sendo completamente honesta, tenho de admitir que isso me importa, que tento arduamente mudar, mas me vejo sempre diante de um inimigo mais poderoso.
Uma voz dentro de mim soluça: "Veja só, foi isso que você virou. Está rodeada por opiniões negativas, olhares desanimados e rostos zombeteiros, pessoas que não gostam de você, e tudo porque não escuta o conselho de sua metade melhor." Acredite, eu gostaria de escutar, mas não dá certo, porque se eu ficar quieta e séria, todo mundo acha que estou representando outro papel e tenho de me salvar com uma piada, e nem estou falando de minha própria família, que presume que devo estar doente, me enche de aspirina e sedativos, sente meu pescoço e minha testa para ver se estou com febre, pergunta sobre os movimentos intestinais e me critica por estar mal-humorada, até que eu não aguento mais, porque quando todo mundo começa a me chatear, fico irritada, e depois triste, a parte má do lado de fora e a boa do lado de dentro, e tento achar um modo de me transformar no que gostaria de ser e no que poderia ser se... se não houvesse mais ninguém no mundo.
Foi o que disse Anne Frank no dia 1º de Agosto de 1944, três dias antes de sua morte. Se aplica inteiramente à mim, por isso copiei-o aqui com as devidas modificações, trocando Anne por Maria Olívia. E, com toda a certeza, foi o melhor texto explicativo sobre a minha pessoa.
Como já disse muitas vezes, sou partida em duas. Um lado contém minha exuberância, minha petulância, minha alegria na vida e, acima de tudo, minha capacidade de apreciar o lado mais leve das coisas. Com isso quero dizer que não acho nada errado nos flertes, num beijo, num abraço, numa piada pesada. Este meu lado costuma ficar à espreita para emboscar o outro, que é mais puro, mais profundo e melhor. Ninguém conhece o lado melhor de Maria Olívia, e é por isso que muita gente não me suporta. Ah, eu posso ser uma palhaça divertida durante uma tarde, mas depois disso todo mundo se enche de mim durante um mês. Na verdade sou aquilo que um filme romântico representa para um pensador profundo - uma simples diversão, um interlúdio cômico, algo a ser esquecido: que não é ruim, mas que também não é particularmente bom. Odeio ter de admitir isso, mas porque eu não deveria admitir, já que conheço a verdade? Meu lado mais leve, mais superficial vai sempre tirar vantagem do lado mais profundo, e com isso vencerá sempre. Você não pode imaginar quantas vezes tentei empurrar para longe essa Maria Olívia, que é somente a metade do que se conhece com Maria Olívia - derrubá-la, escondê-la. Mas isso não funciona, e sei porquê.
Tenho medo de que as pessoas que me conhecem descubram que tenho outro lado, um lado melhor e mais bonito. Tenho medo de que zombem de mim, de que pensem que sou ridícula e sentimental, e que não me levem à sério. Estou acostumada a não ser levada a sério, mas somente a Maria Olívia leviana consegue lidar com isso; a Maria Olívia mais profunda é fraca demais. Se eu forçar a Maria Olívia boa ao palco por pelo menos quinze minutos, ela se fecha como um marisco no momento em que é chamada a falar, e deixa a Maria Olívia número um dizer o texto. Antes que eu perceba, ela desapareceu.
Assim, a Maria Olívia boa nunca é vista acompanhada. Ela nunca aparece, ainda que quase sempre assuma o palco quando estou sozinha. Sei exatamente como gostaria de ser, como sou... por dentro. Mas infelizmente só sou assim comigo mesma. E talvez seja por isso - não, tenho certeza de que este é o motivo - que penso em mim como uma pessoa feliz por dentro, e os outros pensam que sou feliz por fora. Sou guiada pela Maria Olívia pura, de dentro, mas por fora sou apenas uma cabrita fazendo cabriolas, forçando a corda à qual está amarrada.
Como já disse, o que falo não é o que sinto, e por isso tenho a reputação de assanhada, de sabichona e leitora de romances de amor. A Maria Olívia jovial gargalha, dá uma resposta ferina, encolhe os ombros e finge que nem liga. A Maria Olívia quieta reage de modo oposto. Se estou sendo completamente honesta, tenho de admitir que isso me importa, que tento arduamente mudar, mas me vejo sempre diante de um inimigo mais poderoso.
Uma voz dentro de mim soluça: "Veja só, foi isso que você virou. Está rodeada por opiniões negativas, olhares desanimados e rostos zombeteiros, pessoas que não gostam de você, e tudo porque não escuta o conselho de sua metade melhor." Acredite, eu gostaria de escutar, mas não dá certo, porque se eu ficar quieta e séria, todo mundo acha que estou representando outro papel e tenho de me salvar com uma piada, e nem estou falando de minha própria família, que presume que devo estar doente, me enche de aspirina e sedativos, sente meu pescoço e minha testa para ver se estou com febre, pergunta sobre os movimentos intestinais e me critica por estar mal-humorada, até que eu não aguento mais, porque quando todo mundo começa a me chatear, fico irritada, e depois triste, a parte má do lado de fora e a boa do lado de dentro, e tento achar um modo de me transformar no que gostaria de ser e no que poderia ser se... se não houvesse mais ninguém no mundo.
Foi o que disse Anne Frank no dia 1º de Agosto de 1944, três dias antes de sua morte. Se aplica inteiramente à mim, por isso copiei-o aqui com as devidas modificações, trocando Anne por Maria Olívia. E, com toda a certeza, foi o melhor texto explicativo sobre a minha pessoa.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Leis Paliativas.
Nosso Brasil é cheio de leis paliativas. Leis Paliativas são aquelas que não são cumpridas, sendo algumas até meio absurdas e ridículas. Quantas leis só existem na Constituição Federal...
Na escola. Em casa. No trabalho. No trânsito. Na Câmara. Na Prefeitura. No Congresso. No Senado. As multas.
Algumas até dão raiva, porque são elas que geram injustiças que geram insatisfação geral. Lei é lei. Eu não tenho como mudá-las; não fui eu quem as criei.
Têm lei que ninguém respeita. Um exemplo bem clássico para isso: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Adolescente só tem deveres, como se não tivesse direitos também. Uma vez que eu cumpro com o meu dever é normal pensar que terei meu direito respeitado. Nem sempre é assim. A lei me garente várias coisas, desde que eu cumpra o meu dever. Têm pessoas que não respeita os direitos alheios. Diz a filosofia da minha mãe: "o teu direito começa quanto termina o meu".
Eu posso querer ter os meus direitos, mas quando alguém os fere é meio complicado explicar que estão indo além do que podem. Mas é só mais uma lei, não é mesmo? Quem se importa em desrespeitar mais uma lei? Não está certo, não concordo. Entretanto, não posso mudar as opiniões dos outros, uma vez que não quero que mudem as minhas. É lamentável ver alguém bem na sua frente desrespeitando a lei ou ferindo o teu direito. É assim que é o Brasil. E a culpa é dos brasileiros.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse?" (Legião Urbana)
PS: A foto que eu queria adicionar nesse post, mas não consegui: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgf4ZsY9hVNoqJc3j0XDBAQp4JNbtO_W-bIqOro-DJ4SI2GG8eR68z6Xj_u0DmJggT8z6hQG2vG0IXUrZrM5CsjooOQWXEvXxg6jhGxjE4Cu10xCSzwGIvrH5W82hl3H910Pef8ujaZVSfO/s400/judge.jpg
Na escola. Em casa. No trabalho. No trânsito. Na Câmara. Na Prefeitura. No Congresso. No Senado. As multas.
Algumas até dão raiva, porque são elas que geram injustiças que geram insatisfação geral. Lei é lei. Eu não tenho como mudá-las; não fui eu quem as criei.
Têm lei que ninguém respeita. Um exemplo bem clássico para isso: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Adolescente só tem deveres, como se não tivesse direitos também. Uma vez que eu cumpro com o meu dever é normal pensar que terei meu direito respeitado. Nem sempre é assim. A lei me garente várias coisas, desde que eu cumpra o meu dever. Têm pessoas que não respeita os direitos alheios. Diz a filosofia da minha mãe: "o teu direito começa quanto termina o meu".
Eu posso querer ter os meus direitos, mas quando alguém os fere é meio complicado explicar que estão indo além do que podem. Mas é só mais uma lei, não é mesmo? Quem se importa em desrespeitar mais uma lei? Não está certo, não concordo. Entretanto, não posso mudar as opiniões dos outros, uma vez que não quero que mudem as minhas. É lamentável ver alguém bem na sua frente desrespeitando a lei ou ferindo o teu direito. É assim que é o Brasil. E a culpa é dos brasileiros.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse?" (Legião Urbana)
PS: A foto que eu queria adicionar nesse post, mas não consegui: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgf4ZsY9hVNoqJc3j0XDBAQp4JNbtO_W-bIqOro-DJ4SI2GG8eR68z6Xj_u0DmJggT8z6hQG2vG0IXUrZrM5CsjooOQWXEvXxg6jhGxjE4Cu10xCSzwGIvrH5W82hl3H910Pef8ujaZVSfO/s400/judge.jpg
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Necessidade de falar e escrever.
Quando alguém meche nas tuas coisa a primeira reação é ficar bem bravo, especialmente quando usam isso para te prejudicar. Ter sua intimidade exposta não é fácil.
Eu sempre tive a mania de sair falando o que penso, sem pensar antes de falar; acho que eu meio que nasci assim. Não sei filtar informações e me irrito com facilidade. Está aí uma coisa que eu não suporto: injustiças. Eu conto até 10 para não explodir a maioria do tempo, até que chega uma hora que a coisa se torna maior que eu e eu acabo falando. Esse é o problema. Quando eu "explodo", vem tudo à tona.
Dessa vez, me senti injustiçada e fui desabafar. E deu no que deu. Estava eu tão errada de falar APENAS A VERDADE E NADA ALÉM DA VERDADE? Têm gente que acha que sim. E ainda pegam isso e transformam no "Segundo Maior Problema Da Humanidade". E eu, fico como? E a minha privacidade onde fica? E os meus direitos, uma vez que cumpro meus deveres? E a minha opinião não importa? Eu deveria abaixar a cabeça e aceitar uma injustiça dessas? A é né, para o caso de eu ser BOBA. Mas não sou.
Existe SIM essa Maria Olívia que fala o que REALMENTE pensa e isso ninguém vai conseguir mudar, nem em um milhão de anos. Têm gente que acha que essa Maria Olívia deveria ser eliminada. Eu não acho porque EU quero que ela exista.
Não é porque alguém quer que você fique calada perante às barbaridades que se tem que ouvir que você vai se calar. Isso seria covardia. Eu não sou covarde. Disso eu não tenho medo. E assumo o que fiz e o que escrevi. Não retiro o que disse, em hipótese alguma. Vou continuar escrevendo e com a mesma opinião e isso só me dá mais motivos para continuar dizendo.
É importante ter opinião. Quem não tem, ou é infeliz ou é sem-cultura.
Dentre muitas coisas que eu aprendi na Câmara Jovem com o Seu Fernando, uma delas foi "se você tem algo a falar não fique quieta, em hipótese alguma". E eu tenho muito a falar. Não vai ser uma coisa MINÚSCULA dessa que vai afetar as minhas opiniões e a minha necessidade de desabafar.
Eu preciso desabafar com muita frequência. Eu tenho necessidade de falar e escrever. Se não fizer isso vai chegar uma hora que vou explodir, vindo tudo à tona. São de batalhas que se vive à vida. Essa é só mais uma. Nem a primeira; nem a última. Já passei por coisas piores. Sobreviverei. Não vou parar de escrever e nem de falar. As minhas opiniões são MINHAS; ninguém têm o direito de querer mudá-las.
No fim a gente acaba é rindo, porque acaba sendo patético.
"Uma vez vereadora, sempre vereadora, não importa o que diga o passar dos mandatos."
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
I go ahead and smile.
Eu sempre tive a mania de sair falando o que penso, sem pensar antes de falar; acho que eu meio que nasci assim. Não sei filtar informações e me irrito com facilidade. Está aí uma coisa que eu não suporto: injustiças. Eu conto até 10 para não explodir a maioria do tempo, até que chega uma hora que a coisa se torna maior que eu e eu acabo falando. Esse é o problema. Quando eu "explodo", vem tudo à tona.
Dessa vez, me senti injustiçada e fui desabafar. E deu no que deu. Estava eu tão errada de falar APENAS A VERDADE E NADA ALÉM DA VERDADE? Têm gente que acha que sim. E ainda pegam isso e transformam no "Segundo Maior Problema Da Humanidade". E eu, fico como? E a minha privacidade onde fica? E os meus direitos, uma vez que cumpro meus deveres? E a minha opinião não importa? Eu deveria abaixar a cabeça e aceitar uma injustiça dessas? A é né, para o caso de eu ser BOBA. Mas não sou.
Existe SIM essa Maria Olívia que fala o que REALMENTE pensa e isso ninguém vai conseguir mudar, nem em um milhão de anos. Têm gente que acha que essa Maria Olívia deveria ser eliminada. Eu não acho porque EU quero que ela exista.
Não é porque alguém quer que você fique calada perante às barbaridades que se tem que ouvir que você vai se calar. Isso seria covardia. Eu não sou covarde. Disso eu não tenho medo. E assumo o que fiz e o que escrevi. Não retiro o que disse, em hipótese alguma. Vou continuar escrevendo e com a mesma opinião e isso só me dá mais motivos para continuar dizendo.
É importante ter opinião. Quem não tem, ou é infeliz ou é sem-cultura.
Dentre muitas coisas que eu aprendi na Câmara Jovem com o Seu Fernando, uma delas foi "se você tem algo a falar não fique quieta, em hipótese alguma". E eu tenho muito a falar. Não vai ser uma coisa MINÚSCULA dessa que vai afetar as minhas opiniões e a minha necessidade de desabafar.
Eu preciso desabafar com muita frequência. Eu tenho necessidade de falar e escrever. Se não fizer isso vai chegar uma hora que vou explodir, vindo tudo à tona. São de batalhas que se vive à vida. Essa é só mais uma. Nem a primeira; nem a última. Já passei por coisas piores. Sobreviverei. Não vou parar de escrever e nem de falar. As minhas opiniões são MINHAS; ninguém têm o direito de querer mudá-las.
No fim a gente acaba é rindo, porque acaba sendo patético.
"Uma vez vereadora, sempre vereadora, não importa o que diga o passar dos mandatos."
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
I go ahead and smile.
domingo, 30 de maio de 2010
Cátions e ânions.
Eu não gosto de química mas vejo muita semelhança entre definições químicas e seres humanos. Somos tão imprevisíveis quanto um ácido que caia em mãos erradas. Somos o composto entre o que somos e o que fazemos; entre o coração e a mente.
Alguns ácidos são muito fortes e perigosos, mesmo se estiverem diluídos em água. Nós, seres humanos, nos atrevemos demais ao ponto de querer analisar uma substância química sem o equipamento necessário. O que acontece em seguida é totalmente evitável, à menos que você não queria. Mas nem tudo está perdido, em caso de contato direto com a substância desconhecida - injestão, aspiração ou contato com a pele - é só procurar um médico, que indicará o tratamento adequado.
Algumas substâncias são neutras. Não alteram nada, mas para todos os efeitos existem.
Todas as bases têm em comum um íon negativo, preso a um íon positivo, que varia de uma base para outra. A verdade é que eu preciso de você. Mas você diz que não precisa de nada. Até parece. Eu preciso, você precisa. Todo mundo precisa de alguém.
Os sais podem ser formados em laboratórios pela reação química entre um ácido e uma base. Com o avanço tecnológico muitas coisas podem ser formadas em laboratórios, a exceção dos sentimentos. Qualquer sentimento de "faz de conta" uma hora acaba. As máscaras duram tanto até que caiam. Eu não quero que ninguém tenha os sentimentos por mim.
Cátions e ânions podem se unir, por meio de ligações iônicas ou moleculares, formando compostos. Em um composto químico, alguém têm que ceder elétrons. A vida não é perfeita; ninguém é. Todo mundo precisa de alguem. Muita hipocrisia não precisar de nada. Se tudo fosse realmente perfeito ninguém precisaria ceder elétrons para ninguém, porque todos teriam oito elétrons na última camada.
Ainda existem as misturas químicas e os vários processos para separar as substâncias. Algumas coisas estão separadas por questões de densidade, como óleo e água. Outras substâncicas só são possíveis de se separar com procedimentos avançados, como sal e água. Existem pessoas que são totalmente opostas e que não se misturam. Outras são o contrário: são difíceis de se separar. Eu sei com quem quero ser como óleo e água; eu sei com quem quero ser como sal e água.
A química muda todo dia; a vida também. A química está em constante transforação e sempre descobrindo coisas novas; humanos também.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ok. Agora vou parar de fazer comparações e voltar a estudar química.
Maio: Esperança de vida - relato PEVI , O conto do envelope branco - Parte I (em breve o desfecho), Funcionamento de corações e mentes e esse, é claro, que me surpreendeu.
Alguns ácidos são muito fortes e perigosos, mesmo se estiverem diluídos em água. Nós, seres humanos, nos atrevemos demais ao ponto de querer analisar uma substância química sem o equipamento necessário. O que acontece em seguida é totalmente evitável, à menos que você não queria. Mas nem tudo está perdido, em caso de contato direto com a substância desconhecida - injestão, aspiração ou contato com a pele - é só procurar um médico, que indicará o tratamento adequado.
Algumas substâncias são neutras. Não alteram nada, mas para todos os efeitos existem.
Todas as bases têm em comum um íon negativo, preso a um íon positivo, que varia de uma base para outra. A verdade é que eu preciso de você. Mas você diz que não precisa de nada. Até parece. Eu preciso, você precisa. Todo mundo precisa de alguém.
Os sais podem ser formados em laboratórios pela reação química entre um ácido e uma base. Com o avanço tecnológico muitas coisas podem ser formadas em laboratórios, a exceção dos sentimentos. Qualquer sentimento de "faz de conta" uma hora acaba. As máscaras duram tanto até que caiam. Eu não quero que ninguém tenha os sentimentos por mim.
Cátions e ânions podem se unir, por meio de ligações iônicas ou moleculares, formando compostos. Em um composto químico, alguém têm que ceder elétrons. A vida não é perfeita; ninguém é. Todo mundo precisa de alguem. Muita hipocrisia não precisar de nada. Se tudo fosse realmente perfeito ninguém precisaria ceder elétrons para ninguém, porque todos teriam oito elétrons na última camada.
Ainda existem as misturas químicas e os vários processos para separar as substâncias. Algumas coisas estão separadas por questões de densidade, como óleo e água. Outras substâncicas só são possíveis de se separar com procedimentos avançados, como sal e água. Existem pessoas que são totalmente opostas e que não se misturam. Outras são o contrário: são difíceis de se separar. Eu sei com quem quero ser como óleo e água; eu sei com quem quero ser como sal e água.
A química muda todo dia; a vida também. A química está em constante transforação e sempre descobrindo coisas novas; humanos também.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ok. Agora vou parar de fazer comparações e voltar a estudar química.
Maio: Esperança de vida - relato PEVI , O conto do envelope branco - Parte I (em breve o desfecho), Funcionamento de corações e mentes e esse, é claro, que me surpreendeu.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
"Clube da Luta"
Bom, a primiera regra do clube da luta, você NÃO fala sobre o clube da luta.
Sim meus caros, a vida é um clube da luta. Em perfeita sintonia com o filme (para quem nunca assistiu, assista) estamos sempre comparando, humilhando, fofocando, falando mal, debochando, querendo ser algo que não somos em função de padrões e vidas pré estabelecidas. Não que você ou eu façamos parte desse grupo mas já parou pra pensar em quantas pessoas ao seu redor agem dessa maneira?
Pois é, reflita, as vezes você se deixa influenciar sem querer, não que você seja ruim, um comentário aqui e ali não faz mal a ninguém, mas tem gente podre, apodrecendo, simplesmente se matando ...
"Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."
Tyler Durden - Clube da Luta
Texto por: Isadora Ijano.
Achei bem legal o texto e concordo plenamente. Estou cheia de provas e trabalhos, sem muito tempo para postar, desculpa.
Sim meus caros, a vida é um clube da luta. Em perfeita sintonia com o filme (para quem nunca assistiu, assista) estamos sempre comparando, humilhando, fofocando, falando mal, debochando, querendo ser algo que não somos em função de padrões e vidas pré estabelecidas. Não que você ou eu façamos parte desse grupo mas já parou pra pensar em quantas pessoas ao seu redor agem dessa maneira?
Pois é, reflita, as vezes você se deixa influenciar sem querer, não que você seja ruim, um comentário aqui e ali não faz mal a ninguém, mas tem gente podre, apodrecendo, simplesmente se matando ...
"Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."
Tyler Durden - Clube da Luta
Texto por: Isadora Ijano.
Achei bem legal o texto e concordo plenamente. Estou cheia de provas e trabalhos, sem muito tempo para postar, desculpa.
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domingo, 23 de maio de 2010
Quando alguma coisa pequena te deixa suficientemente feliz para escrever no blog.
É muito fácil para mim escrever quando acontece coisas legais na minha vida. Nem sempre acontece. mas quando acontece é o suficiente para me trazar à esta página e escrever. Nem sempre escrevo o que de fato aconteceu. Enfim.
No táxi que me trouxe até aqui estavam pouco mais de vinte pessoas, além de mim. Eram pessoas que eu conheço, uns mais outros menos. Pessoas que têm problemas e de fácil relacionamento. Pessoas que nem sempre têm os mesmos gostos que os meus, mas quem se importa? Eu já disse muitas vezes que têm pessoas em nossas vidas que não precisamos ver toda hora, nem conversar toda hora, nem saber tudo que essas pessoas fizeram ou vão fazer, basta que essas pessoas estejam lá.
Eu não sei até onde deveria falar, só que não posso ficar quieta uma vez que se está em ESTADO DE ÊXTASE.
É só que às vezes me sinto em outro mundo, me sinto amada, feliz e querendo estar sempre com essas pessoas.Talvez seja uma coisa que eu não consiga explicar. Ninguém sabe o que se passa dentro de mim. Sou um turbilhão de fortes e extremas emoções. Que quando diz que ama é porque ama DE VERDADE e não é da boca para fora. Eu deveria falar mais coisas, em regime de SERIEDADE, para que possa entender o que quero dizer. Mas eu não posso. Nem sei o quanto quero falar. Às vezes é melhor não entender certas coisas. Afinal, quem não viu não sentiu, não é ?!
É bom se sentir amada, olhar nos olhos de quem têm carinho por ti e rir quando não está tudo bem. Não há dinheiro que pague.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Que eu me lembre, entre eles não havia nem sequer um doutor"
No táxi que me trouxe até aqui estavam pouco mais de vinte pessoas, além de mim. Eram pessoas que eu conheço, uns mais outros menos. Pessoas que têm problemas e de fácil relacionamento. Pessoas que nem sempre têm os mesmos gostos que os meus, mas quem se importa? Eu já disse muitas vezes que têm pessoas em nossas vidas que não precisamos ver toda hora, nem conversar toda hora, nem saber tudo que essas pessoas fizeram ou vão fazer, basta que essas pessoas estejam lá.
Eu não sei até onde deveria falar, só que não posso ficar quieta uma vez que se está em ESTADO DE ÊXTASE.
É só que às vezes me sinto em outro mundo, me sinto amada, feliz e querendo estar sempre com essas pessoas.Talvez seja uma coisa que eu não consiga explicar. Ninguém sabe o que se passa dentro de mim. Sou um turbilhão de fortes e extremas emoções. Que quando diz que ama é porque ama DE VERDADE e não é da boca para fora. Eu deveria falar mais coisas, em regime de SERIEDADE, para que possa entender o que quero dizer. Mas eu não posso. Nem sei o quanto quero falar. Às vezes é melhor não entender certas coisas. Afinal, quem não viu não sentiu, não é ?!
É bom se sentir amada, olhar nos olhos de quem têm carinho por ti e rir quando não está tudo bem. Não há dinheiro que pague.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"Que eu me lembre, entre eles não havia nem sequer um doutor"
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sobre o funcionamento de corações e mentes.
Procuramos em sonhos o que está bem em frente aos nossos olhos porque não conseguimos enxergar nem um palmo à frente. Procuramos as coisas certas em pessoas erradas e, se não bastasse, no momento errado. Talvez porque sejamos humanos. Como já disse, humanos são diferente de máquinas em vários aspectos. Mas queremos ser igual às máquinas. Como se quiséssemos fingir que dentro do peito não pulsa nenhum coração. Mas é um engano. Pulsa sim. Quer você queira, quer você não queira.
E esse coração têm razões que desconhecemos. Eu não consigo te entender. Eu não consigo entender um monte de coisas. O coração age por impulso. O coração não pensa nas consequências. O coração quer ser feliz e te fazer enxergar o que está bem na tua frente e tu não consegues ver; mas tua mente é contraditória. E, às vezes, a mente fala mais alto que o coração. E tu não consegues avançar nenhum passo. Continuas na estaca zero, do princípio, onde não consegues entender nada.
Te vejo nos meus sonhos, toda noite, nitidamente. O coração sabe exatamente o que quer. A mente também sabe, mas pensa demais nas consequências. Há pessoas que têm coração. Outras simplismente não têm. Há ainda aquelas que possuem uma mente de dar inveja. Há pessoas que têm coração e mente atuando em perfeita sintonia. Há aqueles que têm e não sabem que têm e passam a vida inteira procurando aquilo que está bem à sua frente, mas alguma coisa, ou alguém, impede de ver.
É como se existisse um muro invisível e invencível entre eu e você. Eu te vejo. Você me vê. E há dois corações e duas mentes que simplismente não querem ver e entender o que se passam dentro delas.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Não é fácil entender a mente e o coração, nem separadamente e nem quando atuam juntos. Talvez demoremos muito para entendermos nossas mentes e corações. É difícil, mas não te impede de tentar.
E esse coração têm razões que desconhecemos. Eu não consigo te entender. Eu não consigo entender um monte de coisas. O coração age por impulso. O coração não pensa nas consequências. O coração quer ser feliz e te fazer enxergar o que está bem na tua frente e tu não consegues ver; mas tua mente é contraditória. E, às vezes, a mente fala mais alto que o coração. E tu não consegues avançar nenhum passo. Continuas na estaca zero, do princípio, onde não consegues entender nada.
Te vejo nos meus sonhos, toda noite, nitidamente. O coração sabe exatamente o que quer. A mente também sabe, mas pensa demais nas consequências. Há pessoas que têm coração. Outras simplismente não têm. Há ainda aquelas que possuem uma mente de dar inveja. Há pessoas que têm coração e mente atuando em perfeita sintonia. Há aqueles que têm e não sabem que têm e passam a vida inteira procurando aquilo que está bem à sua frente, mas alguma coisa, ou alguém, impede de ver.
É como se existisse um muro invisível e invencível entre eu e você. Eu te vejo. Você me vê. E há dois corações e duas mentes que simplismente não querem ver e entender o que se passam dentro delas.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Não é fácil entender a mente e o coração, nem separadamente e nem quando atuam juntos. Talvez demoremos muito para entendermos nossas mentes e corações. É difícil, mas não te impede de tentar.
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domingo, 16 de maio de 2010
O conto do envelope branco - PARTE |
Amélia* é uma adolescente normal com tudo que isso implica, tal como variações (drásticas) de humor e espinhas. Ela sonha demais, acordada ou dormindo. E ela realmente espera realizar toodos os seus sonhos, por mais que pense o contrário. Ela - como toda pessoa normal - têm problemas e não cabe à mim enumerá-los.
Amélia sempre inventa coisas com que se preocupar e desta vez fica o tempo todo pensando em envelopes brancos contendo cartas endereçadas à ela. O conteúdo dessas cartas variam, já que não é uma única carta em envelopes brancos e sim mais de uma carta em envelopes brancos. Às vezes ela não sabe muito bem como explicar o paradeiro dessas cartas. Quem as mandaram?Sobre o quê são? O que de fato querem? O que ela vai responder? Será que são todas suas?
Nem todas as cartas contêm remetentes. Nem todas as cartas contêm um tema definido, algumas são completamente em branco: só o envelope, uma folha e uma caneta, para que ela escreva a carta. Nem todas as cartas ela consegue entender. Às vezes à carta contêm uma proposta tão confusa e definitiva que ela não sabe como e o quê responder. São poucas as cartas que Amélia gosta de receber (afinal, quem é que gosta de receber contas para pagar?).
Entretanto, há uma carta, uma ÚNICA carta que Amélia espera há muito tempo. Todos os dias quando chegam as correspondências, Amélia vai correndo procurar a sua carta, que até agora não chegou. É muito tempo mesmo de espera. Mas ela não se importa. Ela não se importa porque sabe que, mais dia menos dia, essa carta há de chegar. E vai chegar do jeito que ela sempre esperou: um papel impresso em um lindo envelope branco, com o remetente (que ela já sabe qual é) e seu nome no destinatário. E ela têm certeza que o assunto da carta é aquele que ela sempre esperou. É aquela carta.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A carta que Amélia sempre esperou talvez não exista. Talvez seja só outro sonho. Talvez outra pessoa receba essa carta em seu lugar.
*Amélia é um pseudônimo; a história é em primeira pessoa do singular = eu. Neste caso, foi mais legal escrever usando um pseudônimo.
Em breve, o desfecho da história.
Amélia sempre inventa coisas com que se preocupar e desta vez fica o tempo todo pensando em envelopes brancos contendo cartas endereçadas à ela. O conteúdo dessas cartas variam, já que não é uma única carta em envelopes brancos e sim mais de uma carta em envelopes brancos. Às vezes ela não sabe muito bem como explicar o paradeiro dessas cartas. Quem as mandaram?Sobre o quê são? O que de fato querem? O que ela vai responder? Será que são todas suas?
Nem todas as cartas contêm remetentes. Nem todas as cartas contêm um tema definido, algumas são completamente em branco: só o envelope, uma folha e uma caneta, para que ela escreva a carta. Nem todas as cartas ela consegue entender. Às vezes à carta contêm uma proposta tão confusa e definitiva que ela não sabe como e o quê responder. São poucas as cartas que Amélia gosta de receber (afinal, quem é que gosta de receber contas para pagar?).
Entretanto, há uma carta, uma ÚNICA carta que Amélia espera há muito tempo. Todos os dias quando chegam as correspondências, Amélia vai correndo procurar a sua carta, que até agora não chegou. É muito tempo mesmo de espera. Mas ela não se importa. Ela não se importa porque sabe que, mais dia menos dia, essa carta há de chegar. E vai chegar do jeito que ela sempre esperou: um papel impresso em um lindo envelope branco, com o remetente (que ela já sabe qual é) e seu nome no destinatário. E ela têm certeza que o assunto da carta é aquele que ela sempre esperou. É aquela carta.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
A carta que Amélia sempre esperou talvez não exista. Talvez seja só outro sonho. Talvez outra pessoa receba essa carta em seu lugar.
*Amélia é um pseudônimo; a história é em primeira pessoa do singular = eu. Neste caso, foi mais legal escrever usando um pseudônimo.
Em breve, o desfecho da história.
sábado, 15 de maio de 2010
The heart never lies.
Algumas pessoas riem. Algumas pessoas choram. Algumas pessoas vivem. Algumas pessoas morrem. Algumas pessoas correm direito para o fogo. Algumas pessoas se escondem de seus desejos
Mas nós somos os amantes. Se você não acredita em mim, então olhe dentro dos meus olhos, porque o coração nunca mente.
Algumas pessoas lutam. Algumas pessoas caem. Outras fingem não ligar para nada. Se você quiser lutar eu ficarei bem ao seu lado. No dia que você cair eu estarei bem atrás de você para recolher os pedaços.
Nós somos os amantes. Eu sei que você acredita em mim quando olha dentro dos meus olhos porque o coração nunca mente.
Algumas pessoas mentem. Mas nunca conseguem mentir para seu próprio coração. A gente até pode se enganar e enganar outros, mas não consegue enganar o coração da gente. O coração nunca mente. Nunca.
Mas nós somos os amantes. Se você não acredita em mim, então olhe dentro dos meus olhos, porque o coração nunca mente.
Algumas pessoas lutam. Algumas pessoas caem. Outras fingem não ligar para nada. Se você quiser lutar eu ficarei bem ao seu lado. No dia que você cair eu estarei bem atrás de você para recolher os pedaços.
Nós somos os amantes. Eu sei que você acredita em mim quando olha dentro dos meus olhos porque o coração nunca mente.
Algumas pessoas mentem. Mas nunca conseguem mentir para seu próprio coração. A gente até pode se enganar e enganar outros, mas não consegue enganar o coração da gente. O coração nunca mente. Nunca.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sobre coisas que melhoram a auto-estima da gente.
Não quero dizer isso, assim, explicitamente. Tudo que é meio óbvio não tem graça.
Às pessoas sempre são capazes de enumerar montes de coisas que as fazem feliz. Não que eu não saiba. Não que eu não enumere também. Mas existem coisas que simplismente deixam a gente com a auto-estima melhor e para algumas pessoas auto-estima elevada é sinônimo de estar feliz. Eu discordo. Quer dizer. Acredito em auto-estima, sim. Só não acredito que ela seja o motivo de 100% da felicidade. Se para você a auto-estima alto é o motivo da tua felicidade, então, não precisa ler este texto.
Existem pessoas na vida da gente que simplismente nos dizem ou fazem coisas por nós, ou para nós, que simplismente RENOVA a auto-estima. Deixa a gente "mais leve". O porquê de não ser o motivo da minha felicidade é que existem pessoas que destróem a auto-estima. Que elogios nem sempre são verdade. Que a vida não é colocar um óculos cor-de-rosa e dizer que está tudo lindo. Que vida boa é ser a exceção e não ter problemas.
Mas têm gente legal em minha volta. Que não precisa me dizer NADA para me deixar feliz. E não sei se isso tem a ver com auto-estima. Gente que só vai lá, existe, não me dirige a palavra, só está lá, olhando por mim, existindo. E eu só quero agradecer essas pessoas, por existirem na minha vida. Pessoas que são tudo para mim. Que me olham e já entendem que eu estou de auto-estima baixa, precisando dessas pessoas olhando para mim, sem que eu diga alguma coisa. E estão ali, do meu lado. Só existindo, sendo legal comigo, melhorando a minha auto-estima. E essas pessoas são mais que amigos. Porque amigos nem sempre fazem isso por nós. São maiores que as minhas palavras.
Hoje eu ganhei palavras que melhoraram minha auto-estima e me deram certa segurança. E ontem ganhei abraços. E também ganhei os melhores olhares, na penúmbra de uma sala escura, para me provar que nem tudo a gente vê, mas é tão forte que conseguimos sentir sem ver.
Não sei medir minah auto-estima no momento. Deve estar em torno de uns 50%.
Agora eu não sei mais.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"A coragem não é a ausência do medo. É caminhar na estrada entre o que você pense que é e o que pode ser" (O Diário da Princesa I)
Às pessoas sempre são capazes de enumerar montes de coisas que as fazem feliz. Não que eu não saiba. Não que eu não enumere também. Mas existem coisas que simplismente deixam a gente com a auto-estima melhor e para algumas pessoas auto-estima elevada é sinônimo de estar feliz. Eu discordo. Quer dizer. Acredito em auto-estima, sim. Só não acredito que ela seja o motivo de 100% da felicidade. Se para você a auto-estima alto é o motivo da tua felicidade, então, não precisa ler este texto.
Existem pessoas na vida da gente que simplismente nos dizem ou fazem coisas por nós, ou para nós, que simplismente RENOVA a auto-estima. Deixa a gente "mais leve". O porquê de não ser o motivo da minha felicidade é que existem pessoas que destróem a auto-estima. Que elogios nem sempre são verdade. Que a vida não é colocar um óculos cor-de-rosa e dizer que está tudo lindo. Que vida boa é ser a exceção e não ter problemas.
Mas têm gente legal em minha volta. Que não precisa me dizer NADA para me deixar feliz. E não sei se isso tem a ver com auto-estima. Gente que só vai lá, existe, não me dirige a palavra, só está lá, olhando por mim, existindo. E eu só quero agradecer essas pessoas, por existirem na minha vida. Pessoas que são tudo para mim. Que me olham e já entendem que eu estou de auto-estima baixa, precisando dessas pessoas olhando para mim, sem que eu diga alguma coisa. E estão ali, do meu lado. Só existindo, sendo legal comigo, melhorando a minha auto-estima. E essas pessoas são mais que amigos. Porque amigos nem sempre fazem isso por nós. São maiores que as minhas palavras.
Hoje eu ganhei palavras que melhoraram minha auto-estima e me deram certa segurança. E ontem ganhei abraços. E também ganhei os melhores olhares, na penúmbra de uma sala escura, para me provar que nem tudo a gente vê, mas é tão forte que conseguimos sentir sem ver.
Não sei medir minah auto-estima no momento. Deve estar em torno de uns 50%.
Agora eu não sei mais.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
"A coragem não é a ausência do medo. É caminhar na estrada entre o que você pense que é e o que pode ser" (O Diário da Princesa I)
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Sou Tudo.
Parece que vou ter que usar o antônimo dessa vez. Sou nada. Sou tudo. Sou tudo enquanto sou nada. Sou nada enquanto sou tudo.
"Criei" essa coisa toda de dizer que sou nada pelas reflexões musicalizadas do Humberto. E então, né... Não que eu tenha mudado de opinião, é só que, CARAMBA, PODERIA ME DEIXAR EM PAZ COM O MEU NADA E O MEU TUDO UMA VEZ NA VIDA ? Não, não pode.
Não estou revoltada. Só "quase-braba".
Eu sou nada. Você não é. Eu que sou. Por mais egoísta que isto possa parecer. Aliás, eu sou egoísta, você não é. Você não concorda comigo. Eu estou dizendo que você não concorda comigo e ponto. Você acha que eu não tenho razão, só você que tem. Mas estás errada. Você pega as minhas coisas, repito AS MINHAS COISAS, materiais ou não, e diz que são tuas coisas. E não são. Você sabe que não são, porém finge que são. É o que eu sinto, impossível você sentir a mesma coisa que eu no mesmo momento, no mesmo dia e tal. Você sabe que não está sentindo isso. Mas finge. E depois diz que você não finge sobre nada. Você nunca mentiu na vida - a é, só para você mesma. E não admite.
É na mesma TECLA que eu bato outra vez: me deixa ser EU.
E isso me MAGOA. Passou de irritar para magoar - o que é um avanço progressivo se analisarmos com calma.
Não quero ter que mudar meus paradoxos. Eu sempre acabo mudando por causa de você. Os meus. Os teus. Pronomes simples que a gente não vive.
Mas você diz que é loucura minha. Ok.
Então não adiantou NADA eu ter escrito este texto.
Mas é o que eu sinto. Não o que você sente. Eu estou sendo sincera - pelo menos comigo mesma. Você não precisa gostar de mim. Eu não pedi para ninguém gostar de mim. Nem precisa concordar comigo. E nem sentir o mesmo que eu sinto. Porque não é legal ter um clone teu à reboque. Experimenta só pra você ver.
Sou nada.
Desculpa, é mesmo, errei.
Sou tudo.
(continuo sendo nada por motivos já declarados aqui anteriormente. Só ironizei, se você não entendeu)
"Criei" essa coisa toda de dizer que sou nada pelas reflexões musicalizadas do Humberto. E então, né... Não que eu tenha mudado de opinião, é só que, CARAMBA, PODERIA ME DEIXAR EM PAZ COM O MEU NADA E O MEU TUDO UMA VEZ NA VIDA ? Não, não pode.
Não estou revoltada. Só "quase-braba".
Eu sou nada. Você não é. Eu que sou. Por mais egoísta que isto possa parecer. Aliás, eu sou egoísta, você não é. Você não concorda comigo. Eu estou dizendo que você não concorda comigo e ponto. Você acha que eu não tenho razão, só você que tem. Mas estás errada. Você pega as minhas coisas, repito AS MINHAS COISAS, materiais ou não, e diz que são tuas coisas. E não são. Você sabe que não são, porém finge que são. É o que eu sinto, impossível você sentir a mesma coisa que eu no mesmo momento, no mesmo dia e tal. Você sabe que não está sentindo isso. Mas finge. E depois diz que você não finge sobre nada. Você nunca mentiu na vida - a é, só para você mesma. E não admite.
É na mesma TECLA que eu bato outra vez: me deixa ser EU.
E isso me MAGOA. Passou de irritar para magoar - o que é um avanço progressivo se analisarmos com calma.
Não quero ter que mudar meus paradoxos. Eu sempre acabo mudando por causa de você. Os meus. Os teus. Pronomes simples que a gente não vive.
Mas você diz que é loucura minha. Ok.
Então não adiantou NADA eu ter escrito este texto.
Mas é o que eu sinto. Não o que você sente. Eu estou sendo sincera - pelo menos comigo mesma. Você não precisa gostar de mim. Eu não pedi para ninguém gostar de mim. Nem precisa concordar comigo. E nem sentir o mesmo que eu sinto. Porque não é legal ter um clone teu à reboque. Experimenta só pra você ver.
Sou nada.
Desculpa, é mesmo, errei.
Sou tudo.
(continuo sendo nada por motivos já declarados aqui anteriormente. Só ironizei, se você não entendeu)
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Princesa Mia Para Sempre.
Bom, depois de ler toda a 'saga' de o Diário da Princesa (Meg Cabot). E este, "Princesa para sempre' é o décimo e último livro, onde a Mia tem finalmente o seu final feliz (merecidamente).
Eu não vou contar a história toda desenvolvida no livro.
Depois de muuuuuuuuitas reflexões e muuuitos e muitos surtos psicótico, Mia entende o porquê das coisas, tipo o porquê de TUDO.
Ela percebeu quer ser princesa não era assim tão ruim quanto ela pensou que fosse e ser princesa nem acabou com a vida dela... Pelo contrário, é o oposto.
Ela realmente aprendeu muitas coisas com os quatro anos de aulas de princesa, bem mais que saber qual talher usar. Aprendeu a ser ela mesma, com seus defeitos e qualidades. Aprendeu que à medida que envelhecemos perdemos coisas que achamos que nunca perderíamos, coisas importantes, como amigos, que talvez não fossem tão bons quanto a gente achava que fosse, mas que os amigos de verdade sempre estarão perto da gente - "porque amgios são mais preciosos que todas as tiaras do mundo". Existem coisas que todos - da realeza ou não - querem perder, como a escola, "todo mundo deveria estar pronto para perder a escola". "Existem coisas que a gente pensava que queria perder, mas não perdeu... e depois fica feliz por não ter perdido."
Apesar de às vezes achar 'um saco' ser princesa, Amelia Thermopolis Renaldo, princesa da Genovia, busca maneiras de aproveitar isso para ajudar os outros e transformar o mundo em um lugar melhor. Mia será princesa pelo resto da vida e está feliz por isso.
Delcaração de amor: te amo, princesa. Tu és exatamente igual à mim, com problemas bem semelhantes, neurótica, com surtos psicóticos, faz "tempestade em copo d'água', dramática, e compartilha o gosto pela leitura e pela escrita, entre outros. Só que ela é princesa, eu não.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu também quero um final feliz! E quero ser princesa também!
Que pena que acabou :(
Eu não vou contar a história toda desenvolvida no livro.
Depois de muuuuuuuuitas reflexões e muuuitos e muitos surtos psicótico, Mia entende o porquê das coisas, tipo o porquê de TUDO.
Ela percebeu quer ser princesa não era assim tão ruim quanto ela pensou que fosse e ser princesa nem acabou com a vida dela... Pelo contrário, é o oposto.
Ela realmente aprendeu muitas coisas com os quatro anos de aulas de princesa, bem mais que saber qual talher usar. Aprendeu a ser ela mesma, com seus defeitos e qualidades. Aprendeu que à medida que envelhecemos perdemos coisas que achamos que nunca perderíamos, coisas importantes, como amigos, que talvez não fossem tão bons quanto a gente achava que fosse, mas que os amigos de verdade sempre estarão perto da gente - "porque amgios são mais preciosos que todas as tiaras do mundo". Existem coisas que todos - da realeza ou não - querem perder, como a escola, "todo mundo deveria estar pronto para perder a escola". "Existem coisas que a gente pensava que queria perder, mas não perdeu... e depois fica feliz por não ter perdido."
Apesar de às vezes achar 'um saco' ser princesa, Amelia Thermopolis Renaldo, princesa da Genovia, busca maneiras de aproveitar isso para ajudar os outros e transformar o mundo em um lugar melhor. Mia será princesa pelo resto da vida e está feliz por isso.
Delcaração de amor: te amo, princesa. Tu és exatamente igual à mim, com problemas bem semelhantes, neurótica, com surtos psicóticos, faz "tempestade em copo d'água', dramática, e compartilha o gosto pela leitura e pela escrita, entre outros. Só que ela é princesa, eu não.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Eu também quero um final feliz! E quero ser princesa também!
Que pena que acabou :(
domingo, 9 de maio de 2010
Pensar e não agir.
Quando a gente pensa demais no que vai escrever acaba não escrevendo nada.
Já pensei demais.
E ainda não escrevi.
Eu penso demais. E isso é um problema. Quem pensa não faz. Ou pensa ou faz.
Deixo a vida escapar das minhas mãos pela falta de coragem e/ou iniciativa. Por pensar que quanto mais eu esperar melhor a coisa vai acontecer. E EU SEI QUE não é assim. Eu sei. mas não adianta eu só saber. E o que eu faço? Eu penso.
E venho aqui tentar escrever. E não consigo.
Eu até sei o que eu penso (meio óbvia essa afirmação mais ok.). Não sei o que fazer com o que eu penso. Não sei se falo. Não sei se guardo pra mim o que eu penso. Não sei se conto para os outros. Sou cheia de 'não sei'.
Mas isso é desculpa de gente fraca - tipo eu agora. Eu sei SIM o que eu tenho que fazer. Eu tenho MEDO. E sou ridícula. Eu tenho MEDO de agir. E sou uma completa idiota por pensar assim.
Mas eu NÃO POSSO sair fazendo o que eu quero sem me importar com os outros. É ilegal perante à lei. Ou os outros ou eu. Alguém aí tem uma boa sujestão para me dar sobre o que fazer?
Não sei o que fazer. Não sei o que escrever. Não sei quem eu sou. Mas sei o que e quem eu quero.
Já pensei demais.
E ainda não escrevi.
Eu penso demais. E isso é um problema. Quem pensa não faz. Ou pensa ou faz.
Deixo a vida escapar das minhas mãos pela falta de coragem e/ou iniciativa. Por pensar que quanto mais eu esperar melhor a coisa vai acontecer. E EU SEI QUE não é assim. Eu sei. mas não adianta eu só saber. E o que eu faço? Eu penso.
E venho aqui tentar escrever. E não consigo.
Eu até sei o que eu penso (meio óbvia essa afirmação mais ok.). Não sei o que fazer com o que eu penso. Não sei se falo. Não sei se guardo pra mim o que eu penso. Não sei se conto para os outros. Sou cheia de 'não sei'.
Mas isso é desculpa de gente fraca - tipo eu agora. Eu sei SIM o que eu tenho que fazer. Eu tenho MEDO. E sou ridícula. Eu tenho MEDO de agir. E sou uma completa idiota por pensar assim.
Mas eu NÃO POSSO sair fazendo o que eu quero sem me importar com os outros. É ilegal perante à lei. Ou os outros ou eu. Alguém aí tem uma boa sujestão para me dar sobre o que fazer?
Não sei o que fazer. Não sei o que escrever. Não sei quem eu sou. Mas sei o que e quem eu quero.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Todos, menos você.
O sentido do dicionário da palavra Hipocrisia é falsidade. Todo mundo já foi hipócrita pelo menos uma vez na vida. Eu sou hipócrita. Você também. Todo mundo é.
Ok. Você não é. Todos são. Menos você.
Você sempre é a exceção da regra. Todos amam, menos você. Todos seguem a moda, menos você. Todos gostam de preto, você de branco. Todos estão chegando, você saindo.
Quando eu disse que todo mundo é hipócrita não quis ofender ninguém. Atire a primeira pedra quem nunca mentiu. Todo mundo já magoou alguém. Todo mundo já foi magoado. Todo mundo já mentiu. Todo mundo têm problemas. Todo mundo já seguiu a moda da vez. Todo mundo já cantou errado. Todo mundo já teve a idéia errada. Todo mundo já se arrependeu. Todo mundo já sonhou bem alto. Todo mundo já amou.
Menos você.
Você é a única exceção.
PS: não sei de onde saiu essa. Só sei que eu queria escrever isso.
Ok. Você não é. Todos são. Menos você.
Você sempre é a exceção da regra. Todos amam, menos você. Todos seguem a moda, menos você. Todos gostam de preto, você de branco. Todos estão chegando, você saindo.
Quando eu disse que todo mundo é hipócrita não quis ofender ninguém. Atire a primeira pedra quem nunca mentiu. Todo mundo já magoou alguém. Todo mundo já foi magoado. Todo mundo já mentiu. Todo mundo têm problemas. Todo mundo já seguiu a moda da vez. Todo mundo já cantou errado. Todo mundo já teve a idéia errada. Todo mundo já se arrependeu. Todo mundo já sonhou bem alto. Todo mundo já amou.
Menos você.
Você é a única exceção.
PS: não sei de onde saiu essa. Só sei que eu queria escrever isso.
domingo, 2 de maio de 2010
Esperança de vida - relato PEVI.
Bom, hoje, 02/05/2010 nós jovens do Caminho Neocatecumenal de São José do Rio Pardo fomos visitar o Projeto de Esperança de Vida (PEVI), que é uma clínica de reabilitação para álcoolatras e/ou dependentes de drogas que atende pessoas de todas as idades. Visitar não seria muito bem o termo certo, mas diria que fomos levar uma palavra de conforto para essas pessoas e dar a nossa experiência sobre a vida em comunidade e de quão importante é estar em uma Igreja; assim como ouvir a experiência de vida deles.
O que foi uma coisa muito enriquecedora, uma vez que, IMAGINEM-SE NAQUELA SITUAÇÃO. Mediante à tudo que escutamos daquelas pessoas que fizeram um monte de coisas para conseguir a droga e por tudo que estão passando - de ficar longe da família, dos filhos, dos amigos, o tratamento, a 'revolta' e tudo o mais - é IMPOSSÍVEL, repito: impossível, tu saíres do mesmo jeito que entraste.
Emociona.
É uma superação. Só o fato de estarem ali para o tratamento já é uma vitória. É matar um leão por dia. Para eles que estão lá e para nós que estamos aqui fora também. Ninguém está livre de se perder do caminho certo e se deparar dependente do álcool ou de alguma droga. É a luta da vida. E a lição que aprendi hoje é que ter esperança é obrigatório. Esperança do quê? Esperança de viver. Esperança de mudar de vida. Esperança de ser melhor. Esperança de acreditar que você vai sair dessa. Esperança de que Deus é o maior e que Ele, somente Ele, vai te tirar dessa.
É conveniente dizer que, naquela pequena Igreja, com pouco mais de 50 pessoas reunidas cantando louvores à Deus, cantamos com tal empenho e força que não sei como a ciência explica o fato de as paredes não terem desmoronado. Foi lindo. Que essa felicidade, que esses aprendizados de vida se repitam 10000 vezes.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ama teu próximo como a ti mesmo. Ama teu Deus com todas as tuas forças, ao te deitares e ao te levantares. E proclama a todo mundo esse teu amor por Deus (é o que eu estou - pelo menos tentando - fazer).
O que foi uma coisa muito enriquecedora, uma vez que, IMAGINEM-SE NAQUELA SITUAÇÃO. Mediante à tudo que escutamos daquelas pessoas que fizeram um monte de coisas para conseguir a droga e por tudo que estão passando - de ficar longe da família, dos filhos, dos amigos, o tratamento, a 'revolta' e tudo o mais - é IMPOSSÍVEL, repito: impossível, tu saíres do mesmo jeito que entraste.
Emociona.
É uma superação. Só o fato de estarem ali para o tratamento já é uma vitória. É matar um leão por dia. Para eles que estão lá e para nós que estamos aqui fora também. Ninguém está livre de se perder do caminho certo e se deparar dependente do álcool ou de alguma droga. É a luta da vida. E a lição que aprendi hoje é que ter esperança é obrigatório. Esperança do quê? Esperança de viver. Esperança de mudar de vida. Esperança de ser melhor. Esperança de acreditar que você vai sair dessa. Esperança de que Deus é o maior e que Ele, somente Ele, vai te tirar dessa.
É conveniente dizer que, naquela pequena Igreja, com pouco mais de 50 pessoas reunidas cantando louvores à Deus, cantamos com tal empenho e força que não sei como a ciência explica o fato de as paredes não terem desmoronado. Foi lindo. Que essa felicidade, que esses aprendizados de vida se repitam 10000 vezes.
Uma pequena nota por Marô Dornellas:
Ama teu próximo como a ti mesmo. Ama teu Deus com todas as tuas forças, ao te deitares e ao te levantares. E proclama a todo mundo esse teu amor por Deus (é o que eu estou - pelo menos tentando - fazer).
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